50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade
21 Capítulo 18 -> Travessuras & Diabruras
Notas iniciais
bem espero q ainda exista leitoras nessa fic q ja criou ate teia de aranha..
boa leitura!
- Vamos jogar? — Estudei o rosto de Damon atentamente. Ele permanecia com o sorriso malicioso nos lábios carnudos trazendo-me profundos arrepios.
Perplexa, eu disse:
- Um jogo de tabuleiro? — Seus olhos brilharam.
- Confie em mim, você vai gostar.
Naquele momento, algo como ansiedade enchia meu ser. Já tinha tido vários orgasmos ao lado de Damon naquela noite, mas como tudo ao lado dele, isto era novo e surpreendente.
Assenti relutante.
Levantando da cama, Damon foi ao armário pegar o jogo. A caixa ainda estava embrulhada em celofane. Quando me entregou, li o título:
- "Travessuras & Diabruras"? — Ergui uma sobrancelha. — Realmente é um jogo de tabuleiro bem típico. Como funciona? Você já jogou?
- Não, vi numa loja e achei que seria divertido compartilhar com alguém especial. — Imaginei meu Damon perambulando por alguma loja do gênero. Ri mentalmente. — No verso da caixa, — Continuou sua explicação de como passaríamos a noite. — diz que o prêmio é o que os jogadores combinarem. — Olhou-me especulativo. — Alguma sugestão?
- Que tal algumas horas de sexo Kama Sutra? — Ri de sua expressão surpresa.
- Fala sério? — Indagou perplexo.
- Imaginou algo melhor?
- Pensei em algo como "pagar o jantar", mas com certeza não é melhor que sua sugestão. — Sorriu com malícia. Abriu o tabuleiro do jogo ao pé da cama e sentou-se ao lado. — Os quadrados formam um labirinto e o objetivo é alcançar a saída entrando no coração. Quem chegar primeiro, ganha o prêmio. — Inclinei-me à frente e olhei o quadro. Depois peguei o único dado da caixa.
- Então você joga isso para andar. — Ele olhou as instruções.
- Você joga e para numa casa. Cada uma tem um naipe do baralho. Você tira qualquer carta do naipe correspondente. Você pode recusar. — Continuou lendo as regras. — Mas, se o fizer, tem que andar para trás o número de cartas equivalente ao dado. — Ele ergueu os olhos. — Vamos tentar?
- Quem vai primeiro? — Ele gesticulou em minha direção.
- Primeiro as damas. — Jogo o dado, que cai em um dois. Movendo minha peça vermelha, paro em um quadrado com o naipe de ouros. — Lá vai. — Tirei uma carta do meio e li: — "Descreva a refeição mais deliciosa e sensual que você pode imaginar, comendo com seu/sua parceiro/parceira.". Tudo bem, comida. Isso eu posso encarar. — Fechei os olhos, abrindo-os instantes depois com um sorriso nos lábios. — Ostras para começar. Com limão espremido. Um leve cheiro de maresia, escorrendo sedosa pela garganta, o gosto da espuma do mar. — Notei a ereção de Damon crescendo mais ainda sobre sua cueca. — Depois. — Continuei. — Um piquenique fresquinho, pão crocante por fora e cremoso por dentro. Uma pizza Marguerita de preferência e de sobremesa, mousse de chocolate meio amargo com calda de amora, derretendo na língua. — Sorri ao terminar.
- Parece delicioso. — Damon soou rouco, seu olhar carregado de luxúria. — Contudo, ficaria bem melhor sendo executado a dois.
- Com toda certeza. — Mordo meu lábio inferior. — O que faço com isso? — Refiro-me a carta.
- As instruções dizem para colocar de volta ao baralho. — Fiz o que tinha que fazer, pondo a carta como a última no monte.
- É sua vez de jogar o dado. — Ele tirou um quatro. Seu cupido preto caiu num quadrado com o naipe de espadas.
- "No que você está pensando agora?". — Leu em voz alta. — No quão sensual foi a sua resposta. — Olhou-me com lascívia. — Me fez desejar lambê-la inteira, até finalmente sentir o gosto de sua intimidade. O delicioso aroma e gosto salgado, a umidade cremosa em minha língua. — Contorci-me de desejo. O que esse homem poderia fazer a mim com apenas palavras? — Sua vez, Lena. — Sussurra.
- "Para você qual a melhor pessoa do sexo oposto?". — Devolvi a carta de paus ao monte logo após conclui a leitura. — Essa é fácil. Meu futuro marido. — Sorri com carinho.
- Mais uma vez amei sua resposta. — Parando em cinco quadrados à frente, Damon tirou novamente uma carta do naipe de espadas. Erguendo a sua frente, leu em voz alta: — "Que tal uma massagem nos pés de seu/sua parceiro/parceira?". — Sorri. — Estou ficando em desvantagem pelo visto. — Afastando o tabuleiro, Damon deitou-me à cama esticando minhas pernas sob as suas. Massageou todo meu pé com precisão. Suas mãos habilidosas agiam em todos meus nervos, trazendo-me suspiros altos e profundos. Levantando meu pé esquerdo em seu rosto, beijou todos os dedos, mordendo o mindinho logo depois, fazendo assim com que um gemido sôfrego e incrédulo soasse ao fundo de minha garganta. Após repetir no outro pé, estava pronto para subir as carícias, porém, eu, prontamente o parei.
- Era apenas uma massagem no pé, Damon. — Suspirei fundo ignorando todas as relutas de meu corpo em parar. — Vamos voltar ao jogo. — Meu cupido vermelho parou em um quadrado de copas. — "Está familiarizada com o gosto de seu/sua parceiro/parceira? Não custa nada provar novamente, apenas adicione chocolate a essa pequena brincadeirinha.". — Sorri maldosa.
- Isso está ficando divertido. Vou pegar o chocolate. — Em um pulo, Damon estava fora da cama rumando até a cozinha. Voltou com uma taça que continha um líquido escuro que julguei ser chocolate. — Não tinha chocolate derretido, mas acho que cobertura de sorvete irá servir. — Entregou-me, deitando na cama, em seguida. Desci sua cueca Box preta e contemplei a visão de seu membro, já ereto.
- Isso vai ser delicioso. — Murmurei fascinada pela protuberância à minha frente. — Abra a boca. — Logo que Damon o fez, derramei um pouco do líquido adocicado fazendo-o escorrer por seu queixo até o pescoço. Montei em cima dele com uma perna em cada lado de sua cintura para depois enfiar minha língua em sua boca. Desci lambidas por seu pescoço limpando todo o chocolate que, por sinal, estava delicioso. Cheguei à parte de seu corpo que mais chamava minha atenção, totalmente duro e suculento. Damon, quando notou minhas intenções, impediu-me.
- Já basta, Elena! — Suspirou.
Ele já estava levantando quando o joguei de volta à cama ralhando irritada: — Deixe-me terminar! — Alcançando novamente a taça, trilho um caminho de seu tórax até o umbigo. Limpo seu corpo lentamente com a minha língua, degustando a deliciosa mistura de chocolate ao sabor único de Damon. Finalmente, cerrei os dentes em seu membro, passei a língua e chupei com habilidade. Simulava investidas, indo até o fundo e voltando. Um longo tempo entre suspiros e gemidos longos foi iniciado e ele chegava cada vez mais perto de seu ápice.
- Ah... Elena... — Senti seus músculos contraírem cada vez mais, enquanto seu gozo era expelido logo depois indo de encontro com minha boca.
Já recuperado do orgasmo, e vestido com sua cueca novamente, Damon jogou o dado, que parou em um quadrado do naipe de paus.
- "No sexo, qual sua posição favorita?". — Parou para pensar. — Aquela em que você esteja mais submissa a mim. — Riu. — Acho que... De quatro, essa é muito boa.
- Minha vez. — Cantarolei. — "Qual sexo mais inusitado você já teve?". — Não precisava nem pensar duas vezes para achar a resposta. — Numa banheira com chocolate.
- Sério? — Damon parecia surpreso.
- Sim. — Apontei para o dado. — Sua vez. — Após tirar uma carta do naipe de copas, Damon abriu um sorriso malicioso, que diria até meio macabro. Olhando-o em dúvida, perguntei: — O quê? — Franzi o cenho.
- Nada, esta é surpresa. Fique aqui. — Levantou novamente trazendo uma gravata. Aquela gravata cinza. — Erga os braços, vou prendê-la. — Obedeci. Depois de amarrar minhas mãos juntas, foi até a cômoda, abrindo a gaveta e retirando uma de minhas máscaras azuis para dormir. — Venha cá, preciso deixá-la vendada para o prazer se tornar maior. — Piscou descaradamente. Obedeci novamente.
- O que vai fazer? — Perguntei curiosa.
Presunçoso, ele cantarolou: — Surpresa. — Argh! Bastardo, odiava quando ele fazia isso.
Damon, lentamente, se afastou e voltou logo depois trazendo algo que não pude identificar. Lentamente, puxou minha calcinha, seus dedos ágeis roçando em minha pele arrepiada trilhando um caminho de fogo por meu corpo. Senti algo ser pressionado contra minha boca e involuntariamente abro-a.
- Chupe! — Ordenou. — Preciso que as lubrifique. — Faço o que me é ordenado. Minha língua identifica os objetos como algo redondo e metálico. Bolas, mas é claro! Logo, seja lá o que for, é puxado de minha boca com brutalidade e direcionado á minha intimidade inchada, bem... Lá dentro...
- Damon... — Sussurrei.
- Shh! — Colocou de volta minha calcinha, vestiu em mim sua blusa preta, abotoando apenas os dois botões do meio. — Vamos comer, estou faminto.
- Como? — Indago perplexa.
- Levante e venha comer, Elena. — Diz ríspido. — Não estou brincando.
Com sua ajuda, levantei da cama caminhando para a cozinha sendo guiada por ele já que ainda estava vendada e amarrada. As bolas tocavam em pontos estratégicos me deixando totalmente extasiada. Não consegui conter o alto gemido, que saiu do fundo de minha garganta, quando desci o primeiro degrau da escada.
- Ah... Damon... — Clamei por sua piedade. Apesar de estar vendada, pude ouvir seu sorriso presunçoso.
- Rápido, Elena! Estou com fome, droga! — Rosnou.
Naquele momento, soube que o homem á minha frente não era o Damon de 20 minutos atrás, o homem doce, carinhoso e descontraído. Era o Damon dominador competente e implacável. Tenho que admitir que me apaixonei por suas duas personalidades. Um completa o outro formando o homem perfeito que vive ao meu lado.
Lentamente, e com a ajuda de meu noivo, desci os outros degraus, tentando me movimentar o mínimo possível, não obtendo muito sucesso e roçando cada vez mais o objeto metálico em minha intimidade.
- Viu como é fácil? — Damon abriu um sorriso cínico. Bastardo! Agora venha. Segurei em sua mão estendida e me deixei ser guiada pela mesma. Sentei no banco da cozinha, o que me fez revirar os olhos de prazer. Ouvi o Damon indo e vindo de lá para cá. Quando terminou colocou o prato à minha frente. — Servida? — Referiu-se ao lanche que, pelo cheiro, aparentava estar delicioso, todavia não era o que eu procurava no momento.
- Só se você for o prato. — Sussurrei com malícia.
- Nada disso. — Negou prontamente.
- Como irei comer vendada e amarrada? — Fiz um biquinho mordendo os lábios em seguida. Sua respiração estava ofegante.
- Não tem problema, eu te dou na boca.
- Eu quero que me dê na boca. — Sorrindo, desci do balcão, esquecendo-me do incômodo em minha intimidade temporariamente, o que fez com que tropeçasse no ato. Aproximei-me em passos lentos e sensuais.
- Estou me referindo à comida. — Sussurrou.
- Eu sei. — Aumentei o meu sorriso. — Estou morrendo de fome para senti-lo em minha boca. — Mordi meu lábio inferior.
- Foi você quem pediu. — Não sei como nem onde, só que, no momento seguinte, minha boca estava sendo esmagada pela de Damon em um beijo furioso. Suas mãos percorriam meu corpo sem pudor. Estava quente, pegando fogo e um gemido alto foi inevitável.
- Damon... — Sem dizer nada, ele virou-me de frente para a bancada pressionando-me contra a mesma.
- Quietinha. — Sussurrou. Seus lábios colados em minha orelha. — Quero comer isso aqui. — Desferiu um forte tapa em minha bunda, que mesmo coberta pelo tecido fino de minha calcinha e sua camisa, mais tarde estaria marcada.
- É sua. — Sussurrei entregue a essas infinitas sensações.
- Prepare-se então. — Sensualmente, sem a necessidade de me virar, desabotoou sua camisa. Desceu minha calcinha e eu estava nua... E pronta como nunca para recebê-lo. — Você gosta de minhas mãos em seu corpo? — Não consegui respondê-lo, pois logo estava dentro de mim, duro e com força.
- Oh! — Seu membro ia o mais fundo dentro de mim e, agora completa, sentia o poder que os objetos em minha intimidade exerciam.
- Você é uma delícia, Elena. De todos os lados, em todas as posições. — Sua mão esquerda alcançava meus seios, puxando os bicos e deixando meus mamilos sensíveis, enquanto sua outra mão estimulava meu clítores.
Joguei a cabeça para trás apoiando-a em seu ombro suado. Entorpecida! Essa era a palavra certa para me descrever no momento. Tão entorpecida que mal sentia as pernas. A mistura de mãos, bolas e membro neutralizavam meus sentidos fazendo-me esquecer até o meu próprio nome.
O cheiro de sexo pairava no ambiente, tanto que era quase palpável. Levaria horas, ou talvez dias, para tirar esse cheiro de nossos corpos, e, confesso que não estou nem um pouco interessada em tal ato. As lembranças, no entanto, ficariam gravadas em minha memória para sempre.
- Damon... — Gemia ofegante. O fato de não poder tocá-lo me enlouquecia e cada vez mais sentia que chegaria ao tão conhecido precipício de sensações.
- Deixe vim, meu amor. Goze para mim.
O orgasmo veio logo em seguida, me fazendo gritar, tanto que sentia minha garganta seca, e Damon soltar gemidos abafados em meu ombro. Caímos ao chão, exaustos. Damon soltou minhas mãos e, prontamente, livrei-me da máscara de dormir e aquele objeto incômodo e metálico.
- Bolas de prata! — Exclamei. — Odeio esse troço! — Ralhei irritada.
- Você não parecia odiar a dois minutos atrás. — Debochou.
- O que tinha naquela maldita carta, afinal? — Sibilei.
- "Divirta-se!". — Riu.
- Todo esse tempo você estava se divertindo ás minhas custas? Argh, Damon... Seu filho da... Argh!
- Vai dizer que não gostou?
- Me amaldiçoou por isso. — O fuzilei com os olhos. Ele soltou uma risada gostosa e descontraída.
- Vamos voltar para o jogo? — Aconcheguei-me em seu peito.
- Ah não, está tão bom aqui. — Sorri. — Mas tudo bem, será bem legal descontar esse pequeno estrago que você fez em mim.
O resto do jogo foi bem tranquilo. Houve perguntas bestas como "Com quem foi seu primeiro beijo?" ou "Com quantos anos você perdeu a virgindade?", coisas que já sabia de todas as respostas.
No final, Damon estava com seu sorriso presunçoso e vitorioso. Sim, ele tinha vencido, me deixando no chinelo.
- O que vai querer? — Perguntei me rendendo. Colocou a mão no queixo com uma expressão pensativa.
- Vamos treinar um pouco sua elasticidade? — Sorriu maldoso.
- Não está falando sério? — Gelei. Conhecia essa posição Kama Sutra e já sabia no que ia dar. Bolas de prata é uma coisa, correntes é outra totalmente diferente e proibida para uma mulher no estado de gravidez.
- Sim. — Disse indiferente. — Vou pendurá-la e amarrar suas mãos juntas aos pés. — Em outro momento, ficaria excitada, mas, agora, isso só fez assustar-me e levar as mãos protetoramente ao redor de meu ventre. Meu pequeno pontinho brilhante... Meu bebê.
- Não. — Neguei com uma voz chorosa.
- Por quê? — Perguntou estático.
- Porque não quero!
- Ora, você não tem que querer nada, eu ganhei o jogo e é meu direito.
- Eu não posso. — Sussurrei.
- Deixe de graça, Elena! Eu sei que você gosta.
- Não! — Gritei. De meus olhos, já saiam lágrimas deliberadamente. — Eu não posso!
- Me dê um bom motivo! — Vociferou.
Encolhida, sussurrei: — Eu estou grávida!
Continua...
Notas finais
bjs e ate mais^^
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