Notas iniciais
titulo sugestivo ne? pois é vcs n vao gostar mas relaxem q é por pouco tempo
ENJOY

- Casada? – Pergunta com amargura. – Então Elena Gilbert é casada? Muito interessante. – Digo com deboche.

- Damon...

- Não. – Grito a assustando. – Eu não quero desculpas esfarrapadas, eu não quero um pedido de perdão, eu só quero você longe de mim, longe da minha vida.

- Damon... Quem te contou?

- Não interessa o que interessa foi que vi a certidão de casamento. – Ri sem graça. – Como pôde Elena? Como conseguiu ser tão baixa, achou que eu nunca descobriria? – Perguntei controlando as lágrimas que se acumulavam cada vez mais em meus olhos. – Foi tudo para sabotar a empresa, não foi? – Ela não falou nada, só suspirou fundo impedindo nosso contato visual. – Saia daqui. – Apontei a porta.

- Damon, me deixe explicar, por favor. – Implorou despejando lágrimas que julguei serem falsas.

- Vamos lá. – Ergui os braços. – Explique o porquê de está aqui há tanto tempo me apunhalando pelas costas.

- Não foi assim. – Gritou. – Eu casei com o Klaus porque fui obrigada pelos meus pais que moravam em Atlanta, e gostei dele, nos sentíamos apenas afeto um pelo outro, nunca transamos. – Respirou fundo. – Ai ele me disse que você o magoou no passado e ele queria justiça e...

- Para, se você não vai, eu vou. – Corri para fora daquela sala sufocado. Permiti que as lágrimas percorressem meu rosto quando já estava trancado sozinho dentro do elevador. Dirigi até minha casa o mais rápido possível, quando cheguei peguei uma de minhas malas e joguei todas as roupas da Elena ali dentro, sim, ela estava dividindo o apartamento comigo. Meu Deus, iríamos nos casar, como eu pude ser tão idiota a ponto de confiar nela, eu iria me casar com uma mentirosa que só se interessava em meu dinheiro e o pior de tudo era que eu a amava... A amava como nunca amei ninguém.

Eu me lembro de anos atrás

Alguém me disse que eu deveria ter

Cuidado quando se trata de amor, eu tive, eu tive

E você foi forte e eu não

Minha ilusão, meu erro

Eu fui descuidado, eu esqueci, eu esqueci

- Então é para valer? – Elena estava na soleira da porta. – Acabou tudo?

- Acabou o que Elena? Não tínhamos nada. – Sorri debochado.

- É claro que tínhamos Damon. Temos. – Sentou ao meu lado no sofá. – Por favor, me dê mais uma chance. – Segurou meu rosto forçando-me a olhá-la. – Me dê uma chance para lhe mostrar que posso te fazer feliz. – Permaneci em silêncio. Ela foi se aproximando aos poucos e selando nossos lábios. Deus sabe como eu queria aceitar como eu queria acreditar que podia ser feliz ao lado dela, mas o lado racional falou mais alto me impedindo de dar continuidade àquele beijo.

E agora, quando tudo está feito, não há nada a dizer

Você se foi e tão sem esforço

Você ganhou, você pode ir em frente, diga a eles

- Não. – Virei o rosto. – Me desculpe, mas eu não consigo.

- Eu sei por que você não consegue. – Levantou-se abruptamente. – Porque é um covarde egoísta. Você ao menos tenta entender o meu lado. – Gritou.

- Que lado Elena? – Grito também. – O lado em que você aceitou acabar com o que eu passei anos de minha vida trabalhando por causa de um órfão mimado. Você ao menos sabe o que o Klaus fez para querer vingança de mim.

- É tudo por causa da empresa, não é mesmo?

- É por causa de mim, porque eu cansei de ser subestimado. Eu cansei de explicar para todos a merda de vida que eu tenho.

- Pare de remoer isso, Damon. Você é um homem apegado ao passado. Pare, olhe para o seu futuro e esqueça o que lhes fizeram, veja as coisas boas que vieram com o seu sofrimento.

- Coisas boas? – Ri sarcástico. – Cite algumas.

- Bom, se você não tivesse perdido seus pais, não teria sido adotado por esse casal maravilhoso que é a Grace e o Carrick, talvez não tivesse conhecido a Rebekah ou a Caroline.

- Eu fui explorado, Elena. Fui usado da maneira mais hostil e nojenta possível. Jogado para lá e para cá como um boneco sem uso. – Disse com amargura. – O que você vê de bom nisso.

- Talvez isso tenha servido para mostrar o hipócrita que você é. Afinal, você pratica as mesmas coisas com mulheres inocentes.

- Inocente como você? – Debochei.

Diga a eles tudo o que eu sei agora

Grite isso de cima dos telhados

Escreva isso no horizonte

Tudo o que nós tínhamos se foi agora

Diga a eles que eu era feliz

E meu coração está partido

Todas as minhas cicatrizes estão abertas

Diga a eles o que eu esperava ser

Impossível, impossível

Impossível, impossível (deixa eu dizer a eles)

Impossível, impossível

Impossível, impossível

- Eu tenho nojo de você. – Balançou a cabeça negativamente.

- E eu, ódio. – Segurei em seu braço com força.

- Me solta, Damon. Você está me machucando. – Ralhou.

- Então vá embora daqui e nunca mais volte. – Solte-a com força.

- Eu não queria que tivesse que ser assim. – Disse antes de sair. Joguei-me no sofá, tremendo, chorando, soluçando em uma mistura de mágoa, ódio e dor.

- Ah! – Gritar era o que eu mais fazia quando me sentia em pedaços. – Ah! – Coloquei todas minhas forças nesse grito, queria com ele a dor fosse embora, mas ela era tão grande, tão forte que... Eu não suportaria...

Saquei um vaso da mesa e o taquei longe, gritava em plenos pulmões jogando tudo que alcançava contra a porta pela qual ela se foi levando tudo de dentro de mim. Estava louco, não tinha nada a perder, ela me levara tudo, tudo...

- Filho, oh meu Deus, não. – Meu único ponto de conforto estava lá para me tomar em seus braços e afagar meus cabelos. – Vai ficar tudo bem. – Sentou no chão puxando minha cabeça para seu colo.

- Ela acabou comigo mãe. – Chorei. – Me deixou em pedaços...

Eu me lembro de anos atrás

Alguém me disse que eu deveria ter

Cuidado quando se trata de amor, eu tive

(***)

Eu queria que você soubesse que

Adoro o jeito que você sorri

Eu quero te abraçar forte

E levar sua dor para longe

Agente nunca imagina que vai acontecer até participar. O destino é ardiloso e cruel. O pior de tudo foi saber que eu apenas colhi o que plantei. Meses de mentiras, enganando a mim mesma, adiando com a desculpa de encontrar um dia certo para contar ao Damon o verdadeiro propósito de tê-lo conhecido.

O meu maior medo fora realizado, acostumar-me com a linda fantasia de amar e me despedaçar com a mesma. Pois é, o tempo que passei como namorada ao lado de Damon fora sem dúvida os melhores de toda a minha existência. Eles serviram de exemplo para mostrar o futuro que eu teria a seu lado se todo o resto fosse excluído da existência...

Eu guardo a sua fotografia

E eu sei que ela me faz bem

Eu quero te abraçar forte

E roubar sua dor

Sorri ao lembrar o local de onde fora tirada aquela foto, a única que teria de meu amado Damon. Tirada no jantar que a ST promoveu. Sim, aquele jantar. O que brincamos no banheiro e depois no elevador. Momentos como esses doíam ser lembrados...

Porque eu fico em pedaços

Quando estou só

E eu não me sinto bem

Quando você vai embora

Nunca mais poderia contemplar a beleza de seus olhos azuis. Olhos esses que aqueciam meu coração e o enchia de luz. Nunca mais sentiria o poder e vigor de seus braços enroscados em mim, ou seus lábios pressionados em meu pescoço, nem sua voz rouca sussurrando frases de amor em meu ouvido, nunca mais, nunca mais...

(***)

Depois de um tempo acalentando-me, minha mãe me levou até o quarto, deitando-me na cama e me fazendo dormir, o que fora impossível. Não tinha forças para lhe contar toda a história e ele pareceu entender e até disse que sabia um pouco, pois Ric a contara.

O pior não foi o fato de a empresa estar à ruína, não dava a mínima para o dinheiro, o que doía mais era saber que todo o amor, todo o carinho que eu depositava na Elena era retribuído por mentiras e ilusões.

...>Uma Semana Depois<...

Trabalhar no momento era a minha única fonte de sanidade. Não a vi desde aquele dia e tentava de alguma forma suprir as necessidades de meu corpo, mas por dentro tinha total certeza de que não havia nada além de pó e um vazio.

- Damon, posso entrar? – Alaric sorriu. – Você parece melhor, como se sente?

- Não sinto nada. – Respondi.

- O que acha de sairmos hoje à noite? – Perguntou animado. – Não adiante protestar. – Impediu-me. – O Flynn disse que seria bom para você sair para espairecer. – Bufei.

- Você anda conversando muito sobre minha vida com meu psiquiatra. – Reclamei.

- Pare de ser tão ranzinza. Você tem apenas 24 anos e mal sai de sua bolha. Por falar nisso... – Colocou a mão no queixo pensativo. -... Tem gente que completará 25 anos em três semanas. – Sorriu malandro.

- Não comece. – Levantei o dedo o repreendendo.

- Não acabe com o meu entusiasmo. – Bufou. – Está bem, se você sair hoje comigo eu prometo esquecer seu aniversário.

- Mesmo?

- É claro, quando menti para você, amigo? – Olhei-o debochado, o carisma de Ric era um dos motivos de me fazer rir naqueles últimos dias.

- Você prefere a lista alfabética ou cronológica? – Debochei.

- Ah, vamos lá, por favor. – Olhou-me pidão.

- Está bem, está bem. – Suspirei alto o ouvindo sorrir.

- Agora tenho que trabalhar me pegue em casa as sete. – Sentei exausto após o Ric sair. Entrei no site da empresa, para checar alguns e-mails me arrependendo após isso. Uma foto imensa minha e da Elena se encontrava como capa, o que me fez sorrir levemente antes de ter os olhos lacrimejados.

De baixo, olhando para cima

O luar despedaçado sobre o mar

Reflexos ainda parecem os mesmos pra mim

Como antes de eu afundar

Uma música me vinha em mente, “Never Let Me Go – Florence And The Machine”. Dizem que às vezes as músicas agem melhor do que palavras. Bom, não sei se isso realmente era verdade, mas de fato algumas interpretam-me bem no momento.

E é pacífico lá no fundo

Pois de qualquer modo você não pode respirar

Sem necessidade de rezar, sem necessidade de falar

Agora que estou no fundo

Meu mundo havia desabado. De tudo que aprendi com passado nada chegava o mínimo perto do que estava sentindo agora. A dor ultrapassava de imensa e se alastrava no perpétuo. Não se encontrava nada inteiro dentro de meu corpo, só algumas lembranças, talvez até sustentáveis, mas não reais. O que restara de mim? Um homem amargurado apegado ao passado? Não podia impedir minha mente de voltar a um tempo em que me julgava feliz...

...><...

Ah, você está ai. – Sorri para a minha morena que tinha um sorriso sapeca em sua face. – Vai me dizer qual é a surpresa? – Aproximei-me.

- Você vai ter que achar. – Desafiou-me.

- Tudo bem.

- Eu digo se estiver quente ou frio. – Ri de sua criancice. – Fui até a mesa de jantar procurando entre as cadeiras. – Frio. – Procurei entre a estante e a TV. – Gelado, Dam.

- Então onde está? – Olhei-a desafiador. – Em? – Sussurrei em seu ouvido.

- Ta quente. – Mordeu o lábio maliciosamente fazendo meu interior contorcer de desejo. – Muito quente. – Trilhei beijos pelo seu pescoço ouvindo seus suspiros de rendição.

- Uhum. – Ronronei em seu ouvido. – Ta pegando fogo. – Joguei-a no sofá, tirei lentamente minha camisa e beijei-a em seguida.

- Você quer sua surpresa? – Mordeu o lábio sensualmente.

- Sim.

- Então me leve para o nosso quarto, meu amor...

...><...

E está acabado

E eu estou afundando

Mas não estou desistindo

Apenas estou me entregando

Era difícil ter que acreditar que tudo acabou. Parecia um sonho ruim, sempre parece. Tantas declarações, tantos amores compartilhados para no fim não significar nada... Eu sabia o que tinha que ser feito e iria fazê-lo. Recomeçar isso é o certo, eu faria de tudo para apagar a Elena de meu coração, iria me reerguer, tanto profissional como emocionalmente. Essa noite seria a do caçador e as mulheres seriam minhas presas, mulheres não, submissas...

Oh, deslizando para o fundo

Oh, tão frio mas tão doce

(***)

Porque eu fico em pedaços

Quando estou só

E eu não me sinto bem

Quando você vai embora

Você se foi para longe

Você não me sente aqui, não mais

Continua...

Notas finais
gente fiquei triste com o outro cap pq so teve 4 reviews, se vcs n gostam de bonus digam q eu paro e se vcs tbm n gostam de trechos de musicas e citaçoes eu n coloco mais, me digam ta certo?
bom, o Damon ta tentando superar a Elena e com isso pode ser criado um novo shipper n afic rsrsrs n sera bom
ate o prox (so com pelo menos 8 reviews)
--Xo