50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade
18 Capítulo 15 -> Ex-Submissa / Atual Perdição
Notas iniciais
deem uma passadinha na minha nova fic pfvr
http://fanfiction.com.br/historia/390605/Marcas_Do_Passado/
Deixei as malas no chão correndo até minha amiga. Joguei os braços em volta de seu pescoço lhe dando um abraço apertado. Permiti que as lágrimas inundassem minha face, não sabia ao certo se eram lágrimas de alegria ou de tristeza.
- Elena, ah que saudade de você. – Apertou mais ainda os braços ao meu redor. – Venha, entre. – Puxou-me para dentro. America era sem dúvida a minha melhor amiga, o único fim lucrativo da minha infância sombria. Resumindo ambas tínhamos pais ambiciosos que faziam de tudo por seus lucros. Eu forçada a ser uma esposa-modelo e ela uma médica.
- Como está a galeria? – Meri teve sucesso promissor em sua carreira como artista. Ela, ao contrário de mim, teve fibra e coragem de encarar os pais de nariz empinado e cabeça erguida.
- Cada dia com mais sucesso e credibilidade. – Sorri orgulhosa. – Não sai dai, vou fazer aquele chocolate quente que tanto ama. – Dirigiu-se para a cozinha, pouco tempo depois estava com duas canecas cobertas pela minha bebida favorita. Fui abordada por uma imensa nostalgia. Lembrava-me de quando tinha dezesseis anos e sempre ia para casa de America a procura de seu famoso chocolate quente.
- Você lembra de nós com dezesseis? – Perguntei o que rondava meus pensamentos.
- Mas é claro que sim, lembro até que planejamos abrir um restaurante para vender o chocolate. – Rimos. Éramos tão ingênuas.
- Desculpe por não ter vindo antes é que estava um pouco ocupada. – Desculpei-me. – E como está o Jeremy. – Jeremy era meu irmão mais velho com a mesma idade de Damon, sim, além de melhor amiga, America também exercia a função de minha cunhada.
- Está trabalhando. – Olhei-a surpresa.
- Pensei que ele só trabalhasse a noite. – Jeremy exercia a função de barman em uma das melhores boates de New York.
- É que hoje terá uma festa importante e ele está arrumando tudo, por falar nisso você vai, não é mesmo? – Perguntou-me animada. Uma festa? Não estava muito para o clima, principalmente depois de tudo que aconteceu na última semana.
- Acho que não. – Encolhi-me com o olhar que foi dirigido a mim por suas íris azuis.
- Nada disso, dona Elena Gilbert. – Apontou o dedo em repreensão. – Não deixarei minha melhor amiga ficar em casa enquanto rola a melhor festa do ano.
- Tudo bem eu vou. – Rendi-me. Sei que não era certo meu estado depressivo de ultimamente, mas não podia deixar de me culpar pelo fato de ter que ir a essa festa sozinha. Uma mulher já divorciada como eu e que perdera seu único amor por conta de seus atos.
- Elena entenda você não pode ficar se culpando para sempre ouviu? Erga a cabeça, meu amor. – Segurou as minhas mãos transmitindo força.
- É que tudo é minha culpa, Meri. – Solucei e pude identificar que estava chorando. – Se eu tivesse dito a verdade a ele antes. – Minha amiga olhou-me compreensiva. Ela era a única que sabia de todas as minhas relações sexuais e amorosas. – Eu o amo tanto. – Sussurrei.
- Oh amiga. – Acolheu-me em seus braços afagando meus cabelos. – Deixe o tempo passar, eu sei que ele te ama também e logo tudo será resolvido. – Olhei-a com esperança. Queria me agarrar com força a essas palavras e verdadeiramente acreditar que ainda existia um futuro para nós.
(***)
- Você se arruma como uma mulherzinha, Salvatore. – Ouvi os gritos incessantes de meu amigo irritado. – Desse jeito chegaremos ao final da festa. – Alaric batia a porta, abri-a de uma vez.
- Eu não vou. – Disse por fim.
- Ah não. – Bufou. – Você ao menos está vestido. – Ignorou meu comentário.
- Eu já disse que não vou.
- Vai sim, é a melhor festa de New York, Damon.
- Não...
- Por mim, por favor. – Juntou as mãos implorando.
- Ric, você vai com a sua esposa, Rebekah irá com o namorado e eu ficarei sobrando. – Argumentei.
- Para isso serve a Caroline.
- Você acha que a Caroline não vai dar o fora quando o primeiro homem chamá-la para dançar?
- E por que você não faz o mesmo? Arruma uma garota que te faça feliz. – Disse mais calmo.
- Nenhuma vai me fazer feliz como ela, Ric. – Suspirei.
- Perdoa ela. Damon, agente só tem uma vida para ser feliz e não podemos nos ligar a coisas tão banais e sem sentido. Eu sei que o que ela fez te magoou muito, mas quem ama perdoa. – Colocou a mão em meu ombro. – Pensa nisso, vou te esperar lá em baixo. – Ah, Elena como eu queria ter forças para perdoá-la, porém algo me bloqueia. Não sei o que ou por que, mas não consigo olhar para aquele rosto, que tanto amo, sem me lembrar de tudo que ela fez, de todas as mentiras que contou e do quanto me magoou. O certo era esse, me desapegar do passado e fazer de tudo para esquecê-la.
(***)
- Você está magnífica minha irmã. – Dei um giro de 360º mostrando meu vestido vermelho sangue justo, sem querer me gabar, mas estava impecável.
- Obrigada, vocês também estão lindos.
- Agora vamos, porque estamos bem atrasados. – Chegando à boate constatei que com certeza estaria lotada, um amontoado de fotógrafos cuidavam para que nenhuma cena fosse perdida, foi apenas por os pés para fora do carro, que fomos banhados por flashes intermináveis.
- Nossa isso aqui está ótimo. – Meri comentou animada. Entrando fomos diretamente ao bar, Jeremy tomou seu posto de barman e nos serviu uma Vodka. Corri os olhos por todo lugar à procura de alguém conhecido até que vi uma cena que fez um aperto em meu coração ser identificado.
(***)
- Ah finalmente. – Ric disse aliviado assim que desci as escadas. – Vamos? – Enlacei meu braço ao de Caroline e partimos. Suportar os flashes não foi tão ruim, na verdade já estava acostumado com essa baboseira de sempre. Como imaginado, mal entramos e Caroline já estava enlaçada em um homem a caminho da pista de dança. Bufei mentalmente, minha irmão era tão previsível.
- Eu vou ao bar. – Anunciei. Chegando lá pedi o de sempre, um Whisky duplo sem gelo, que tomei em um gole pedindo mais depois.
- Salvatore? – Escutei meu nome ser chamado por alguém que nunca pensei que iria ver novamente. – Damon Salvatore? – A mulher, que trajava preto, olhou-me maliciosamente.
- Kamila? – Sorri. – Há quanto tempo, não é mesmo.
- Não tanto quanto eu queria. – Disse um tanto amarga. – O que faz por aqui? – Sentou-se ao meu lado após pedi o mesmo que eu.
- Fui arrastado.
- Alaric? – Assenti. – Aquele velho não tem jeito.
- Ele não gostaria de saber que está sendo chamado assim. – Ri. – Mas e você, o que tem feito? – Pergunto curioso.
- O de sempre, cuidando de cabelos no meu salão. – Kamila foi a primeira, onde tudo começou. Na verdade tive apenas duas submissas. Ela e Andie. Kamila, antes de se tornar minha submissa, era cabeleireira. Conhecemos-nos no aniversário de minha mãe. Ela não se conformou com meu encantamento por Andie e sumiu do mapa.
- Quer dançar? – Pedi um pouco nervoso.
- Pensei que não dançasse com suas ex-submissas. – Cuspiu as palavras.
- E se você não fosse mais uma ex? – Perguntei. O que estava fazendo? Estava mesmo pedindo para ela voltar a exercer aquele papel?
- O que disse? – Perguntou confusa. – Quer que eu seja novamente sua submissa.
- Sim. – Sussurrei envergonhado. – Tenho uma nova proposta para você. – Aproximei-me como um predador.
- Por essa eu não esperava, mas por quê? O que foi feito de Andie? – Soou cínica.
- Andie está noiva, nos tornamos amigos. Na verdade, Mila, eu percebi que não posso trazer mais mulheres para esse meu mundo e você é a certa para isso. – Arranquei um sorriso de seus lábios.
- Aceito.
- A dança ou... – Gesticulei.
- Ambos. – Puxou-me para o amontoado de pessoas que dançavam com animação. Enlaçou suas mãos em meu pescoço rebolando sensualmente. Tinha me esquecido do quão doce era seus lábios até senti-los novamente. Permiti-me afogar nessas sensações esquecendo-me de tudo. Fui mais ousado com minhas mãos, a descendo por sua cintura e segurando firme suas nádegas. Ela não ficou para trás, postou as mãos pequenas e bem cuidadas em meu peito o alisando ao mesmo tempo em que salpicava beijos pela pele arrepiada de meu pescoço. – Você consegue ficar mais gostoso a cada dia que passa. – Sussurrou em meu ouvido. Kamila tinha total consciência de que eu não gostava de ser tocado, mas de alguma forma isso não estava me afetando no momento. Eu parecia anestesiado e cada vez mais implorava por seus beijos.
- Você também não é nada mal. – Percorri minhas mãos por suas curvas. O ambiente estava escuro e a maioria das pessoas no estado de embriagueis, por isso não liguei em deslizar minha mão para sua intimidade.
- Ah. – Gemeu. – Que delícia. – Senti sua mão se fechar em volta de meu membro o masturbando e gemi jogando a cabeça para trás. – O que acha de sairmos daqui? – Sussurrou em meu ouvido.
- É uma hipótese. – Sorri malicioso. – Mas antes tenho que ir ao banheiro.
(***)
Estava perplexa com o que via. Damon realmente foi rápido em se reerguer emocionalmente, ao contrário de mim que negava cada pedido de uma dança ou de uma bebida. E não foram poucos os homens que me importunavam nessa noite de merda.
O choque foi maior ainda ao ver de quem se tratava a mulher da qual estava aos beijos com o homem que eu amava. Aquele rosto era muito bem conhecido por mim ironicamente falando. Kamila já esteve em muitos negócios com Klaus, nunca gostei daquela cobra. E o pior é que já a peguei na cama com o Stefan, não que sentisse ciúmes dele, mas se ela tem alguma conexão com aquele ser é motivo para se preocupar.
Pensando em Damon e em como ele podia correr riscos de vida, esperei ele está sozinho para dizer-lhe minhas suspeitas. Bebia enquanto o assistia se esfregar naquela loira oxigenada. O momento certo apareceu quando ele se dirigiu ao banheiro masculino e sem pensar duas vezes o seguir. O banheiro aparentemente estava vazio, a surpresa tomou conta de sua expressão quando me viu.
- Elena?
- Preciso falar com você, Damon. – Disse convicta.
- Mas eu não preciso. – Ele foi frio em suas palavras que me machucavam tanto. – Estou ocupado e não tenho nada para falar com você. – Tentou sair, mas o impedir ao chegar à porta.
- Por favor. – Implorei.
- Está bem. – Suspirou profundamente.
- Aquela mulher que está com você. Eu a conheço é uma das amantes de Stefan.
- E?
- E que ela pode estar interessada em machucar você. – Expliquei.
- Sinceramente, Elena, eu acho que já tenho experiência suficiente com mulheres que queiram me machucar. – Soou amargurado, meu coração se despedaçou. – Agora se me der licença. – Não podia deixá-lo sair daquele jeito, tinha que tomar alguma atitude e foi isso que fiz. Joguei meus braços em seu pescoço o puxando para um beijo profundo. Forcei a entrada de minha língua em sua boca a explorando com precisão enquanto sentia suas mãos se fecharem em minha cintura aprofundando mais o beijo. Caminhamos até eu sentir a porta em minhas costas. Podia ouvir nossos corações acelerados baterem em um ritmo inconstante. Podia sentir sua pele quente por dentro da camisa fina e apertada. A saudade era mais que presente entre nós e voltou com ainda mais força quando o sentir interromper nosso contato abruptamente.
- Damon, por favor...
- Não. – Cortou-me. – Você não irá me magoar novamente. – Olhou-me com ódio antes de sair do banheiro batendo com força a porta atrás de si. As lágrimas vieram em seguida me fazendo escorregar até o chão sujo e chorar abertamente.
Continua...
Notas finais
gente n deixem de comentar podem relaxar q isso n ira prolongar e provavelmente daqui a uns 2 caps Delena estara de volta
bjs
Fale com o autor