50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade
14 Capítulo 12 -> Abra-se Para O Infinito
Notas iniciais
obg a Grazi pela linda recomendaçao
ENJOY
Mais uma manhã de trabalho se completava na empresa. Manhã essa repleta de negócios e contratos lucrativos. Tinha acabado de fechar negócio com a empresa de marketing Gilbert. Estava radiante por poder trabalhar com minha parceira sexual. Tão radiante que agora mesmo me deslocava para meu restaurante japonês favorito de NY.
Cheguei ao restaurante, que estava lotado, sentei ao bar e pedi uma dose de Whisky enquanto esperava uma mesa. Olhei ao redor procurando algum rosto conhecido até que me deparei com uma mulher que jurava que nunca mais voltaria a ver.
- Andie? – A mulher vira para mim totalmente surpresa.
- Damon, que surpresa. – Sorri. – Tudo bem com você?
- É... Sim e com você? – Estou totalmente envergonhado com a situação.
- Tudo, você está aqui com alguém?
- Não, estou no horário de almoço e você?
- Meu noivo marcou comigo, mas parece que o trabalho não o deixou vir. – Olhou para o relógio de pulso. – Quer se juntar a mim? – Perguntou sem graça.
- Não será inconveniente da minha parte? – Perguntei incerto.
- Mas é claro que não, venha. – Segui-a até sua mesa que se encontrava um pouco mais isolada das demais. Sentei de frente para ela e o garçom já veio nos atender, pedimos uma barca de sushi.
- Então... – Comecei. – Noivo? – Arquei uma sobrancelha.
- Sim, meu chefe na verdade. – Riu.
- Oh, isso sim é... Diferente.
- Jura?
- Não. – Gargalhamos juntos.
- E o que há de novo na agitada vida de Damon Salvatore?
- Nada de novo.
- Ah, não minta para mim, sempre fomos amigos. – Pediu.
- Andie, me desculpe por tudo. – Olhei-a arrependido. – Te fiz passar pela maior desventura mundana, te fiz se apaixonar por mim para depois... Jogar-te fora como um objeto me perdoe porque agora eu sei o que você sentiu.
- Está tudo bem, já passou. – Segurou minha mão. – Mas, espera. Você disse que está passando pelo mesmo que eu passei?
- Sim, é... Tem uma mulher que... – Cocei a cabeça, envergonhado.
- Oh, Deus. Você está apaixonado? – Perguntou surpresa.
- Sim. – Sussurrei.
- Isso é maravilhoso, mas ela é sua submissa?
- Não exatamente.
- Me conte logo! – Exclamou.
- Está bem. – Ri de sua afobação. – A empresa fez um contrato com ela, estávamos nos encontrando, mas não tínhamos transado ainda. – Ela me olhava atentamente e esboçou um sorriso pela minha última informação. – Quando fui para o hotel em que ela está hospedada... Ela me arrastou para cama e bateu em mim.
- Ela dominou você? – Assenti. – Cristo! Mas, qual foi sua reação?
- Medo, fascinação, eu acho.
- Como ela é?
- Ela é forte e decidida, ao contrário de mim.
- Bem, os opostos se atraem, não é mesmo? – Sorrio carinhosa. – Você a ama? – Perguntou séria.
- Eu... Não sei. – Gaguejei.
- Damon. – Repreendeu-me.
- Sim. – Sussurrei.
- Hey. – Levantou meu rosto. – Não tenha vergonha de amar, é tão bom.
- Eu, não sei, porque isso nunca aconteceu. Não sei o que fazer ou como fazer. – Balancei a cabeça negativamente.
- Shh, deixe acontecer normalmente, diga a ela o que sente.
- E se ela não sentir o mesmo? Pior, se ela me abandonar como eu fiz com você?
- Ai você não poderá se arrepender de nunca ter tentado.
- Obrigado, eu direi a ela. – Bebi um gole de Whisky. – Mas agora me diga, terei a oportunidade de assistir ao seu casamento? – Ri.
- De ser padrinho, aliás.
- Sério?
- Mas é claro. Você é a única pessoa em que confio aqui em New York. – Sorrio. – Chame a... Qual o nome dela?
- Elena.
- Chame a Elena para ser madrinha.
- Se ela continuar comigo depois que eu dizer que a amo.
- Mas é claro que vai quem seria louca de não querer Damon Salvatore? Rico, bonito, inteligente, entre outros.
- Desculpe, mas não me vejo assim.
- Devia ver o bom homem que você é. Devia ver a parte mais linda de você, que é o seu coração, Damon você é um homem bom. – Sorri com sua sinceridade.
- Obrigado. – Disse baixinho. – Você merece ser muito feliz, Andie.
- Você também.
- Apesar de tudo?
- Mas é claro, todos merecem uma segunda chance e essa é a sua vez.
(***)
Pensava em tudo isso. Tudo o que foi me dito naquela tarde repassava em minha mente enquanto estava deitado, nesta cama imensa, sozinho. Tinha dormido com a Elena, tinha saído em público com ela, apresentado-a aos meus pais, o que faltava mais para ela entender que era diferente?
Descobrira que Stefan era seu submisso, contei todo meu passado a ela, que se compadeceu por mim. Tinha apanhado dela, olhei-a nos olhos e disse que a adorava. Não fazia mais sexo com Elena, e sim amor, eu a amava como nunca amei ninguém. A amava com todas minhas forças e queria gritar para o mundo todo saber que eu não sou um homem perdido, não sou insensível, não sou u monstro... Porque finalmente sei o que é amar...
Foi com esse pensamento que levantei da cama, com essa determinação que segui de encontro a minha morena. Procurei-a pela sala, pelos corredores, pela cozinha e nenhum sinal de sua presença. Fui ao último lugar que não havia procurado, onde a achei em uma posição que me fez abrir a boca em um perfeito “O”, o quarto de jogos, onde Elena se encontrava amarrada a uma mesa trajando apenas uma fina calcinha branca.
- Mas o que? – Perguntei confuso.
- Isso é para você, baby. – Aquilo tornara tudo que eu tinha para dizer infinitamente mais difícil.
- Elena, mas...
- Não! Nada disso, quero que você faça o que sabe fazer melhor. Foder e bater em mulheres que se submetem ao seu jogo sujo. – Como? Eu tinha ouvido direito?
- Eu... Não posso. – Fui até ela e a desamarrei.
- Por quê? – Cobriu-se com um roupão branco escondendo sua nudez.
- Porque, eu... Eu quebrei uma regra, Elena.
- Não tem problema agente resolve isso.
- Não, você não entendeu, eu... Quebrei a regra... A primeira. – Em meus olhos tinham arrependimento.
- Você está dizendo que... – Sussurrou.
- Sim, eu me apaixonei.
- Quem é ela, Damon? – Perguntou com ódio nos olhos.
- Elena, não...
- Me diz quem é ela! – Gritou me interrompendo.
- É você, Elena! – Gritei também. O choque era perceptível em seu rosto. – É você, eu... Eu te amo! – Repreendi-me mentalmente. Não era para eu ter explodido assim, não era para ter dito tudo de vez, mas me senti sobrecarregado com sua pressão para dominá-la, não queria mais isso.
- Repete. – Olhou-me totalmente incrédula.
- Não, não é isso, eu... Eu... Desculpe-me por isso, eu... Não queria. – Gaguejei desesperado.
- Você me ama? É isso?
- Elena, por favor, não me deixe. Castigue-me, faça o que quiser, só... Não me deixe sozinho. – Implorei apresentando um Damon não usado muito por mim. Um Damon submisso...
- Eu preciso pensar. – Balançou a cabeça negativamente.
- Tudo bem, leve o tempo que precisar. – Sussurrei com o coração na mão. – Eu vou... Para casa. – Com a cabeça baixa segui até o elevador. Estava despedaçado, meu corpo inteiro doía e meu coração, esse eu nem sentia mais bater. Estava tudo acabado, a Elena com todo certeza procuraria outro submisso agora, eu não lhe servia para mais nada, ela iria me deixar à deriva como antes de meu pai se casar, eu iria voltar ao homem inerte de anos atrás...
- Damon. – Me virei encontrando seus olhos cheios de lágrimas. Engoli em seco, era agora que ela poria um ponto final em tudo e eu nunca estive tão amedrontado.
- Você pensa rápido. – Tentei amenizar o clima tenso, mas não surtiu muito efeito. Ela se aproximou com um leve sorriso nos lábios.
- Eu pensei em negar, esconder tudo que sinto por você, pensei em te chutar e mandar você para o inferno porque tudo que eu menos queria aconteceu, eu queria apenas um sinal, uma dica de que você sentia por mim o mesmo que eu sinto por você e ouvir você dizer isso foi tão maravilhoso que... Eu não posso abafar isso. – Aproximou-se cada vez mais de mim. – Eu não posso tapar o sol com a peneira, não posso esconder esse sentimento que é tão grande... Eu... Não posso mais negar que amo você, que é só você, é você que habita minha mente, meu corpo e meu coração, eu amo você, Damon.
- Eu te amo, Elena. – Selei nossos lábios no melhor beijo que já tinha dado e sentido em toda minha vida. Apertava sua cintura e beijava sua boca com força, se fosse um sonho eu nunca queria ser acordado, queria morrer sentindo essa sensação maravilhosa e indescritível. Separamos-nos ofegantes.
- Por favor, não me acorde se isso for um sonho. – Riu.
- Você tirou as palavras de minha boca. – Enlacei suas pernas em meu colo e girei-a. – Eu ainda não acredito que você também me ama. – Sorri. – Quero gritar para o infinito que Elena Gilbert me ama. – Gritei.
- Para, vai acordar os vizinhos. – Deu uma leve tapa em meu ombro.
- Que se danem os vizinhos, não é todo dia que dizem que me amam.
- Espero que nunca digam isso sem ser eu. – Olhou-me irritada.
- Mesmo que dissessem, é você que eu quero, é você quem eu amo. – Sussurrei em seus lábios.
- Você me quer agora, namorado? – Sorrio.
- Adoro essa palavra vinda de você sendo dirigida a mim, namorada. E respondendo a sua pergunta eu lhe quero a todo o momento.
- Você é muito insaciável, senhor Damon.
- Sou sim, agora vamos para o quarto.
- Ter uma noite de sexo gostoso e selvagem? – Perguntou com lascívia.
- Não, ter uma noite de amor gostoso e selvagem. – Com a mulher da minha vida, dirigia-me ao quarto, não o de jogos dessa vez. Não para fazer sexo dessa vez, e sim amor, em um quarto normal, de uma maneira normal. Era assim que me sentia normal e tão feliz. Isso era tão certo... Amar e ser amado de uma maneira descomunal... E eu não podia estar melhor...
Continua...
Notas finais
Beijos
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