50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade

12 Capítulo 10 -> A Primeira Dor Agente Nunca Esquece


Notas iniciais
cap emocionante...Enjoy

- Você?

- Eu, Senhora Elena. Tudo bem? – Stefan olhava para mim sensualmente com o seu sorriso presunçoso estampado em seu rosto. Pegou uma de minhas mãos e levou até a boca plantando um leve beijo.

- Estava até você chegar. – Digo ríspida.

- Outch, quanta violência. Vim aqui para assumir minha posição como seu submisso. – Lançou-me um sorriso lascivo.

- Não vê que estou ocupada enganando o Salvatore? – Ele bufou.

- Enganando ou trepando com ele? – Acusou-me. – Por que pelo que vi nas revistas e sites, você aproveitou bem o jantar que a Salvatore’s Technology promoveu.

- O que quer dizer com isso? – Revirei os olhos tentando esconder que ele falava a verdade.

- Seu cabelo estava assanhado quando tirou uma foto com o advogado do Damon. – Sorriu presunçoso. Irritei-me e resolvi assumir minha posição de dominadora.

- Sabe, não está me agradando nem um pouco esse seu tom presunçoso. – Espalmei minhas mãos pelo seu peitoral o arranhando de leve. Ele gemeu.

- Vai me castigar? – Sua voz estava rouca.

- Sim. – Sussurrei em seus lábios. Arrastei-o para meu closet — quarto de jogos improvisado -, joguei-o na cama, não antes de despi-lo completamente. Algemei suas mãos e pés e tratei de tirar minha própria roupa.

- Você é linda, minha senhora. – Olhou-me com desejo.

- Quem permitiu falasse? – Sorri macabra. – Merece um castigo a altura, verme imprestável.

- Sim. – Sussurrou.

- Cale-se! – Rosnei. Rapidamente alcancei um de meus chicotes que estavam organizadamente pendurados em fileira, levei-o para sua coxa desferindo um golpe estalado. Ele gemeu. – Sem gemer, verme. Aguente firme como homem. – Ou como o Damon aguenta. – Completei mentalmente.

- Perdão, minha senhora. – Acertei-o com um golpe mais forte que o outro enquanto o assistia morder o lábio com força até sangrar, para conter os gemidos. Sorri me alegrando com o prazer que estava sentindo.

- Isso é por você debochar de mim. – Bato cada vez com mais força e rigidez. Seu corpo já estava totalmente vermelho, mas Stefan não parecia sentir dor alguma. Pelo contrário, aquele sádico amava o que eu fazia com seu corpo e sempre pedia por mais.

- Ah... Isso. – Grita jogando a cabeça para trás. Minha libido está clamando por uma penetração e eu atendo rapidamente subindo no colo de meu submisso, o protegendo com um preservativo e sendo penetrada com aspereza. – Que delícia. – Stefan gemia incoerente enquanto cavalgava com mais rapidez. Não me sentia a mesma, não sentia nenhum tipo de desejo ou malícia com aquele ser que estava amarrado em baixo de mim. Sentia culpa, repulsa de mim mesma.

- Vamos, libere-se verme! – Exclamei exausta querendo livra-me logo disso. Estapeei sua cara com força até sentir seu orgasmo, liberei o meu logo em seguida. Não esperei nem minha respiração se normalizar e já estava pulando fora de seu colo o fazendo gemer em reprovação. Ouvi um barulho de esbarrão e franzi o cenho. – Ouviu algo?

- Não, por que você não volta para a cama? – Sorriu malicioso.

- Por que você não me dá mais prazer como antes, Stefan. – Sua expressão tornou-se escura.

- O que está querendo dizer com isso? – Perguntou confuso.

- Quero dizer que “isso” já foi longe demais e pra mim já deu o que tinha de dar. – Falei pausadamente para melhor entendimento.

- Está terminando comigo? – Olhou-me incrédulo como se estivesse crescendo outra cabeça em meu corpo.

- Não, estou fazendo o que há muito tempo devia ter feito, mas já que você encara como um término. – Dei de ombros com descaso.

- Não pode terminar comigo, Elena. Eu... Não posso ficar sem você. – Implorou com o olhar.

- Bom cada um com seus problemas. Vou deixar que o Matt lhe escolte até um quarto desse hotel e amanhã você voltará para Atlanta. Dirá para o Klaus a verdade, para mim pouco importa já que pedirei o divórcio a ele. – Disse normalmente.

- Só me responda uma coisa. – Seus olhos estavam cheios de fúria apesar da voz calma. – Tudo isso é por causa do Salvatore não é mesmo?

- Ele não merece ser usado por mim, Stefan. – Fui sincera.

- Não merece mesmo, por isso nunca vai amá-la. Adeus, Elena – Sorriu triste antes de partir.

Sentei na cama, atordoada, confusa e infeliz pelo fato do Stefan ter toda a razão. O Damon nunca irá me amar, ele nunca sentirá qualquer sentimento diferente de desejo por mim. Isso me entristece tanto, porque para mim é tudo... Tudo menos “só sexo”, sei que tenho sentimentos por ele, só preciso descobri quais. E agora tenho total certeza de que posso engatar num relacionamento sério com meu moreno pelo fato de já ter acabado me contrato com Stefan e já estar providenciando meu divórcio com o Klaus. Senti meu celular vibrar em sinal de uma nova mensagem. Era do Damon e me arrancou um sorriso.

“Venha até meu apartamento, quero comer você em um quarto de jogos de verdade. Taylor vai buscá-la às oito. – Não responda.”

Mesmo não o vendo, sabia o conteúdo erótico presente naquela mensagem, conteúdo esse que eriçaram todos os pelos de meu corpo já fragilizado. Rumei para meu closet, procurando algo útil e sexy para vestir, por fim achei um espartilho ligado a uma cinta-liga, todos preto. Coloquei rapidamente um vestido curto e um salto alto antes de pegar meu carro praticamente voando pelas ruas de New York.

Estacionei de qualquer jeito em seu prédio. Logo estava batendo em sua porta sendo atendida por um Damon de cabelo desgrenhado, sem camisa e com a sua inesquecível calça rasgada caída em sua cintura mostrando parte da virilha, que estava louca para colocar minha boca.

- Oi.

- É bom ter você aqui em casa. Estive esperando muito por você. – Deu passagem para mim. Virei-me para ele sorrindo angelicalmente. Aproximei-me dele, mas antes de poder sentir a textura da camisa que cobria seu peito o vi desviar cauteloso. – Hoje vamos fazer diferente, Lena. – Disse calmo.

- Diferente como? – Perguntei confusa.

- Você sabe onde fica o quarto de jogos, não é mesmo? – Assinto. – Pois bem, vá até lá, dispa-se e ajoelhe-se no chão em frente à mesa. – Estranhei seu pedido súbito, mas não contestei, segui calada até o quarto e cumpri exatamente o que tinha me sido ordenado. Logo, Damon estava trancado a porta de seu quarto de jogos e se juntando a mim. Parou em minha frente me fitando intensamente.

- Gosto do seu jeans. – Murmuro. Ele sorri e por algum motivo sinto que não foi um sorriso verdadeiro. Ele estava irritado, restava agora descobrir o porquê. – Tem algo que queira me contar?

- Eu não quero conversar com você no momento, Elena. – A calma em sua voz era alarmante.

- Então o que quer fazer? – Engulo em seco.

- Primeiro vamos cuidar para que você não veja nossa “pequena brincadeirinha”. – Não ousei olhar para Damon enquanto ele perambulava pelo quarto a procura de algo. Senti um tecido fino ser enrolado em meu rosto e sabia que ele estava me vendando. – Agora sim, bem melhor. Levante-se, querida. – Segurou em minha mão me forçando delicadamente a me levantar, levou-me até um canto do quarto antes de parar-me. – Vou prendê-la. – Levantou meus braços e senti as correntes prenderem-me imobilizando-me, logo depois foram meus pés.

No momento estava nua e totalmente exposta algemada em um pedaço de madeira que identifiquei como um “X”. Apesar de estar assustada com a obscuridade em suas formas neste dia, eu quero o que ele planeja para mim, estou disposta a embarcar em qualquer coisa por esse homem, me arriscar e me envolver sem arrependimentos e sem voltar atrás.

- O que você planeja? – Pergunto em um fio de voz.

- Oh, bebê, não é hora para expor sua curiosidade inapropriada. – Sinto sua respiração pinicar em minha orelha. – Eu vou te deixar louca. – Ele sussurra. Em seguida, ele morde o lóbulo de minha orelha traçando, depois, beijos molhados e singelos pelo meu ombro desnudo. – Você está linda, Srª. Gilbert. Eu preciso de um momento para admirar a vista. – Sua voz é suave.

Depois de um momento, talvez dois, eu ouço calmamente o seu andar de leve para uma cômoda antiga e o abrir de uma gaveta. Ele tira algo e coloca na cabeceira, seguido por outra coisa. O quê? Os alto-falantes são ligados e depois notas lentas e sensuais enchem o quarto.

Damon passa a mão no meu queixo, ao longo de minha garganta e desce ao meu seio. Meus seios estão rígidos o fazendo liberar um som apreciativo e beijar meu pescoço. Seus lábios seguem o caminho de seus dedos beijando todo meu seio me fazendo gemer.

- Ah.

Ele não para, enche suas mãos com meus mamilos os deixando cada vez mais duros. Com cuidado primoroso, ele lentamente aumenta a intensidade de seus chupões, provocando uma leve dor que com certeza deixará marcas. Eu tento me contorcer, mas eu mal posso me mover o que faz a tortura ser ainda mais intensa.

- Damon. – Eu imploro.

- Eu sei, — Ele murmura com a voz rouca. – Isto é o que você me faz sentir. – O quê? Ele leva uma de suas mãos a minha intimidade pulsante, massageia meu clitóris lentamente fazendo com que seu dedo ficasse encharcado.

- Por favor. – Eu choramingo. Devagar, ele insere um, depois dois de seus dedos em mim. Eu gemo e empurro os quadris para frente, ansiosa para sentir os dedos e a palma de sua mão.

- Você está tão pronta. – Ele gira os dedos dentro de mim, dando voltas e voltas, enquanto seu polegar acaricia meu clitóris. É o único ponto sobre meu corpo onde ele está me tocando e toda a tensão se concentra nessa parte de minha anatomia.

- O quê...

- Silêncio. – Ele retira os dedos com aspereza. Dói... – Você não vai falar nada sua vadia. – Como? – Você só vai ouvir o que tenho para dizer. – Seu tom é ríspido e eu diria até um tanto magoado. – Como você pôde? Eu fui sincero contigo, disse que tinha sentimentos por você, que não era só um contrato e o que você faz? – Sua voz aumentou algumas oitavas. – Você fode com o primeiro submisso que te aparece! – Gritou. Empalideci sobre seus olhos.

- Co... Mo... Você?

- Eu vi. – Interrompeu-me. – Eu vi você cavalgando no colo “dele”, gemendo e...

- Oh, Damon me desculpe, por favor. – Pedi baixinho.

- Eu desculpo, afinal temos apenas uma droga de um contrato, não é mesmo? Então eu vou ser o cara fodido que bate e come sem piedade. Primeiro você vai ter como castigo a negação de seu orgasmo. – Estremeci. – Vou te deixar por três horas aqui, Lenina. Aproveite. – Senti-o se afastar e desesperei-me.

- Aonde... Você... – Gaguejei.

- Já disse está de castigo. – Rosnou.

- O quê? – Perguntei incrédula. – Damon me desamarra. – Ordenei.

- Daqui a três horas. – Essa foi à última palavra dita antes dele deixar o quarto...

(***)

- Melhor? – Perguntou debochado. Estava há três horas amarrada em pé e nua. Minha pele coçava, minhas pernas estavam com câimbra, meu corpo todo cansado e dolorido, mas não pelo motivo que eu queria.

- Melhor seria se você continuasse o que começou há três horas atrás. – Respondi.

- Não vai ser tão fácil assim, Elena. – Disse calmo. – Você me magoou, sabia que eu podia processá-la? Tinha escrito no contrato que o submisso (a) é propriedade exclusiva de seu dominador e não pode se envolver sexualmente com outros durante o contrato. Eu não dormi com nenhuma mulher enquanto estava com você e achava que minha fidelidade era recíproca. Bem, me enganei pelo visto. – Seu tom magoado enchia meu coração, fazendo a culpa me atingir. Sinto seus lábios nos meus. – Está é uma varinha, Bebê. Ela vibra. – Ele segura-a contra meu peito. Eu tremo enquanto se move através de minha pele, até entre meus seios, em frente a um primeiro, depois o outro mamilo e eu sou inundada por uma sensação de formigamento em toda parte, despertando minhas terminações nervosas, um mar de desejo povoa meu ventre.

- Ah. – Eu gemo enquanto seus dedos alcançam minha intimidade a estimulando. Eu estou perto. Inclino a cabeça nas minhas costas, gemo alto e Damon para os dedos. Todas as sensações param. – Não Damon! – Eu protesto, tentando empurrar os quadris para frente à procura de alguns atritos.

- Calma, Bebê. – Ele diz, enquanto meu orgasmo fulminante se vai. Ele inclina para frente e me beija. – Frustrante não é? – Murmura.

Oh não! De repente eu entendo seu jogo.

- Damon, por favor.

- Silêncio. – Ele diz e me beija. Começa a mover novamente a varinha, dedos, polegar, uma combinação letal de tortura sensual. Damon se desloca para roçar seu corpo ao meu. Ele ainda está vestido e o brim macio de seu jeans roça contra minha pele, sua ereção em meu quadril. Tão tentadoramente perto. Chego à beira de novo, mas ele para.

- Não. – Eu choramingo alto. Ele planta suaves beijos molhados em meu ombro, quando retira seus dedos de mim, move a varinha para baixo... Lá... Nossa isso é intenso!

- Ah! – Eu grito. Meu corpo está tão sensível. Eu sinto que vou explodir e com isso logo ele para.

- Damon! – Eu clamo.

- Frustrante não? – Ele murmura contra minha garganta. – Assim como saber que sua mulher transa com outro... Assim como saber que foi enganado, que a pessoa em que você confiou coisas importantes e pessoais te apunhalou, escondeu coisas e não foi verdadeira.

- Damon, por favor. – Eu imploro. Ele empurra a varinha contra mim de novo e de novo, parando apenas no momento vital de cada vez.

- Cada vez que eu paro você se sente mais intensa quando eu volto a começar. Certo?

- Por favor. – Eu choramingo. Minhas terminações nervosas estão gritando por liberação.

- Você é a mulher mais frustrante que eu já conheci.

- Damon, eu nunca prometi exclusividade, por favor, por favor...

- Você assinou um contrato! – Rosnou. Ele se move na minha frente, agarra o meu traseiro e empurra os seus quadris contra mim, os botões da sua calça jeans pressionam-me, mal contendo sua ereção. – Você me deixa louco. – Ele sussurra, flexionando os quadris contra mim umas, duas, três vezes mais, fazendo, com que meu corpo desperte pronto para gozar. E novamente ele me nega. Eu preciso tanto dele, mas sinto que estou sendo punida. Estou impotente e ele é implacável. Lágrimas caem dos meus olhos. Eu não sei onde isso vai dar...

- Por favor... – Sussurro mais uma vez. Mas ele olha para mim, inexpressivo. Ele irá continuar esse jogo e quem sairá perdendo sou eu. Não! Viro o rosto para ele com repulsa.

- Dark. – Choramingo. – Dark. Dark! – Lágrimas caem de meus olhos como cascatas.

- Não... Oh meu Deus, — Ele me desprende e desvenda e cai ao chão comigo enquanto choro copiosamente. – Lena me perdoe, por favor. – Ele me leva até a cama embalando-me em seus braços. Se era disso que eu precisava? Sim! Eu precisava de um abraço e carinho dele.

- Por que você fez isso? – Minha voz é quase inaudível.

- Eu deixei levar... Perdi-me no momento, desculpe. – Pediu arrependido. Compadeci-me por ele no momento. Meu jovem perdido...

- Tudo bem. – Sussurro com lágrimas nos olhos.

- Por favor, não chore. – Acariciou meu rosto com ternura. – É que o que eu vi... Você e... Outro. – Balançou a cabeça para espantar uma visão ruim.

- Desculpe Damon. – Ele chegou perto de mim olhando em meus olhos arrependidos.

- Só me responda uma coisa. – Respirou fundo aparentando temer a resposta de suas perguntas. – Todo esse tempo em que estávamos juntos, você... – Sua voz falhou. – Você transava com ele?

- Não. – Fui sincera. – Ele é de Atlanta e ficou lá, quando vim para cá não esperava ter um chefe tão gostoso e me envolver com ele. – Sorri amarelo. – Eu terminei tudo hoje de tarde. – Respondi baixinho

- Por quê?

- Por você. – Mordi o lábio. – Porque não era certo o que eu estava fazendo.

- Então porque transou com ele? – Dei de ombros.

- Não sei, talvez para obter respostas, saber se era isso mesmo que eu queria.

- E o que obteve? – Perguntou cauteloso.

- Quer saber? Foi a coisa mais certa que já fiz, não senti nem um terço com ele o prazer que senti com você.

- É mesmo? – Ergueu uma sobrancelha.

- Você sabe que sim. – Dei um selinho nele.

- Que bom que estamos bem, agora... Eu acho que lhe devo no mínimo uns cinco orgasmos? – Sorriu divertido.

- Deve mesmo, e eu quero que você efetue o pagamento imediatamente. – Sorri com lascívia.

- É pra já. – Rolou pela cama me colocando abaixo de si antes de liberarmos todas as sensações boas e ruins daquele dia...

(***)

- É sério que você não quer dormir aqui? – Fez bico.

- Não faz esse bico. – Pedi.

- Por quê?

- Porque ele tem o mesmo efeito para mim de quando eu faço isso para você. – Mordo meu lábio sensualmente. Ele ofega.

- Vou levá-la em casa. – Sorri malicioso.

- Ok, se prefere assim. – Levanto as mãos em sinal de rendição.

Saímos de mãos dadas por aí, Damon dirigiu calmamente, olhando para mim a cada sinal fechado e esfregando meu joelho com uma mão que não estava no volante. Quando chegamos, ele abriu a porta para mim como um perfeito cavalheiro e entramos abraçados. A porta estava aberta...

- Está esperando alguém? – Damon perguntou-me confuso.

- Não. – Franzi o cenho. Ouvi passos vindos do quarto e o último homem que desejava ver me aparece só de cueca com um copo de Whisky nas mãos. Ele murmura:

- Olá, irmão.

Continua...

Notas finais
Beijos