Notas iniciais
uuuuuuuuuuul cheguei...atrasada como sempre (eu sei)
provas, doença, sono..podia fazer um livro com motivos para n escrever essa fic, mas apenas um motivo basta para escrever>>vcs e seu carinho*-* suas lindas
>bom ja agradeci a kaka (Kamila Salvatore Grey) no Twitter mas vou agradecer de novo pela linda recomendaçao..
bom esse cap é um bonus como diz no titulo é uma forma de castigo pelos 10 reviews e n 20. mas como teve a recomendaçao meu sweet heart se amoleceu e postei..proximo cheio de emoçoes e n se esqueçam 5 recomendaçoes para big cap..
ENJOY

Atlanta passava como um borrão pela janela do táxi onde me encontrava. Talvez fosse a última vez em que veria as ruas bem estruturadas e movimentadas, não digo que sentirei falta disso, pois estaria mentindo. Atlanta não era uma cidade de se reclamar, mas de se querer esquecer.


Esquecer por quê? Bom, se vocês acham que eu sou a típica “Patricinha Beverly Hills”, estão multiplamente enganados, posso ser loira, usar roupas de grife, ser gostosa e cheirosa o suficiente para usar um Channel Nº5, mas não sou fresca e muito menos ingênua.


Esse foi o grande erro do meu ex-amado ex-namorado. Pensar que pode sair comendo todas da faculdade sem chegar aos meus ouvidos ou até mesmo meus lindos olhos verde-mar. Megan... Por que sempre soa como nome de vadia? Pois é, peguei a mesma na cama do Jim na noite anterior. Não irei revelar seu estado porque acho que não há censura suficiente para cobrir.


Se eu chorei? Bom, sim. Naturalmente é o que se faz quando se é traída após dois anos de namoro, e pior, quando se descobre que há um ano e meio que vem a ser a eventual traição. Mas é com a cabeça erguida que volto para New York e a linda casa de meus pais. Logo, logo será primavera e nada melhor do que se passar na, em minha perspectiva, melhor cidade do mundo, perdendo apenas para paris, é claro.


Não irei me abalar com o passado duvidoso e mentiroso que tive em Atlanta. Não irei me abalar com os olhares de pena ou de desdém que foram direcionados a mim antes de buscar minha transferência na faculdade. Não irei me abalar com coisas fúteis e desprezíveis, afinal quem sou eu? Ops... Esqueci de me apresentar... Eu sou Caroline Salvatore... E hoje dou adeus a essa rotina...


O aeroporto ficava próximo a cada metro que o carro avançava. Junto a ele me obrigava a deixar tudo para trás e focar apenas no futuro. Estava ansiosa para ver meus pais, minha irmã e... Ah... Meu Gatinho, Damon, o amor de minha vida, tudo que eu pedi e não pedi a Deus, um irmão amável e atencioso.


Sempre fomos tão unidos eu e ele. Ainda me recordo do dia em que ele chegou naquela casa, fui ao seu quarto enquanto ele permanecia sentado na cama, lendo algo tão incomum quanto o próprio leitor que lia, “... E O Vento Levou”, com uma a aparência sôfrega e taciturna.



(***)



Tinha acabado de chegar da escola. Estava afobada e em meu rosto permanecia um sorriso de excitação e ansiedade. Meu novo irmão chegaria hoje a seu novo lar e não podia estar tão feliz.


Também, não era para menos. klaus com seus dezesseis anos mal olhava em meus olhos e não pronuncia uma palavra se que comigo, enquanto Rebekah permanece em suas atividades rotineiras, escola, natação, aulas extracurriculares, dança, etiqueta, entre outros.


– Mãe! – Exclamo. – Cadê ele? – Dei pulinhos de alegria ao vê-la em pé ao topo da escada.


– Calma meu anjo. – Por mais que dona Grace não fosse minha mãe biológica, ela sempre agia como uma.



(***)



Ah... Não contei toda minha história? Desculpe se está confuso. Minha mãe biológica morreu quando eu tinha nove anos. Três anos depois meu pai se casa com a ex-Grace Mikaelson, mulher totalmente perfeita e feita à medida para ele, mãe de Niklaus e Rebekah Mikaelson, que perdeu o marido em um acidente de carro.


Os seus filhos não aparentavam sentir, demasiado gosto por mim, tendo em contas as atitudes inapropriadas de seu filho mais velho, Nikalus. Rebekah, porém, tinha sua evidente simpatia, mas falta de tempo em casa, ao contrário de seu apático irmão que sempre vivia em meu pé.


Damon foi adotado um pouco depois, no começo ele e o Klaus se davam bem, até ele dar um desfalque na empresa e ser expulso pelo papai, desde então não falamos mais sobre isso. Confesso que até sinto um pouco de saudade dele, mas que é rapidamente substituída quando me lembro de seus erros adolescentes.


Sobre o Damon, a história do meu pobre irmão é triste. É para quem esta se perguntando se eu sei que ele é um dominador, ou tem “hábitos sexuais peculiares” como ele mesmo diz, eu sei e sei bem. Mas apesar de tudo não o recrimino, pois entendo seu lado. A vaca matou seu pai, acabou com seu futuro e morreu. Essa é a não melhor, mas única maneira dele de se libertar. Em nossas conversas, às vezes, ele revela alguns fatos e conta como é libertador para ele estar em seu alter-ego dominador.


Mas agora voltando ao passado...



(***)



Entrei no quarto e ele estava lá... Um lindo menino com as madeixas negras e olhos azuis inexpressíveis. A minha primeira atitude foi sorrir depois aproximar-me para, por fim, proferir alguma palavra repleta de significados.


– Oi. – Ele sorriu após algum tempo. Seu sorriso era lindo.


– Oi. Sou Damon.


– Sou Caroline. – Sorri amigável.


– Seu nome é lindo.


– Obrigada. – Corei.


– Você tem quantos anos?


– Treze e você?


– Quatorze. – Suspirou antes de se instalar um silêncio perturbador e até diria um tanto quanto hostil.


– Er... Hum... – Pigarreei. – Você gostou do seu novo lar?


– Sim. – Suspirou. – Olha Caroline, você parece uma garota legal, mas eu não sou a pessoa mais aconselhável para ser seu irmão. – Afirmou cabisbaixo.


– Por quê? – Perguntei confusa.


– Meu passado não é algo... Legal. Eu fui corrompido e... É difícil de explicar.


– Hey. – Segurei seu rosto com ambas as mãos. – Nada importa, agora somos irmãos e vamos ficar para sempre juntos. – Expressei todos meus sentimentos e desejos de uma boa e sadia amizade naquela frase.


– Eu não sei, tenho... Medo... – Balbuciou incerto.


– Não precisa, nosso pai é forte o bastante para nos defender.


– Tenho certeza que você também é. Menos de meia hora que te conheço e já me defendeu de meus medos além de me fazer sorrir.


– Eu sei que sou incrível. – Gabei-me daquele jeito Caroline de ser.


– Convencida. – Rimos. — Mas voltando ao assunto e respondendo a sua pergunta... – Puxou minha atenção de volta ao assunto anterior. -... Sim, vamos ficar eternamente juntos. Para sempre. – Dito isso nos abraçamos fortemente e palavras não foram mais ditas naquele momento porque não se era necessário ao momento, tínhamos mais que uma promessa ou amizade... Tínhamos um laço... Uma irmandade...



(***)



Sorri ao terminar a lembrança. Aquela promessa nunca foi quebrada, fomos eternos amigos fiéis, sempre ajudando um ao outro, compartilhando segredos, tristezas, alegrias, acobertando derrotas e defendendo erros.


Aterrissei em New York com uma lágrima de felicidade no rosto. Finalmente! Desci do avião às pressas, mesmo estado em que fiz os procedimentos para poder entrar em um táxi rumando para casa.


Meu sorriso era imensamente amplo ao bater a porta:


– Oh, Caroline! – Cora a governanta da casa, por doze anos, atendeu a porta me enlaçando em um abraço maternal.


– Cora tudo bem com você?


– Sim, olha como você está linda!


– Obrigada, meus pais estão?


– No jardim. – Sorri antes de caminhar a encontro de meus velhos.


– Mãe? Pai? – Eles rapidamente levantaram vindo a meu encontro em um abraço mais apertado que o de Cora. Depois de análises, perguntas e solicitações, nos sentamos, e engatamos em uma conversa animada sobre faculdade e assuntos banais.


– Pai, onde está o Dam? – Perguntei sentindo falta de meu irmão. – Pensei que ele fosse vim para me ver. – Cruzei os braços, desapontada. Antes de meu pai responder minha mãe já estava falando.


– Ele não para mais aqui nem para nos visitar, está enlaçado a uma moça, filha. – Sorrio maliciosa.


– Hum... Então Damon Salvatore está algemado. – Afirmei com um sorriso presunçoso nos lábios. – Está na hora de fazer uma visitinha. – Levantei-me buscando minha bolsa.


– Espera filha, você nem viu a Bekah ainda. – Aconselhou minha mãe.


– Eu volto logo mãe, além disso, estou sentindo muita saudade do meu gatinho. – Minha mãe sorriu após ouvir o apelido carinhoso com que chamava o Damon e me deixou sair com a promessa de voltar antes da janta.


Já fora de casa, caminhei pela leve garoa que caia, passei por casais que se aqueciam do frio em um término de inverno. Amigos que se divertiam ao som de uma boa música ao saborearem um belo lanche no Starbucks. Ao avistar o Escala, melhor apartamento de NY, entrei sem necessidade de anunciações.


Desta vez a porta foi atendida pelo dono, que vestia um jeans surrado e desabotoado, desprovido de camisa e sapatos. Pulei em seu colo enlaçando minhas pernas a sua volta enquanto soltava um gritinho de excitação.


– Gatinho!


– Care? Oh meu Deus! É você mesmo? – Afastou seu rosto do meu para poder olhar em meus olhos. Seus olhos estavam ainda mais bonitos do que da última vez que o vi. – Meu amor! – Voltou a me abraçar me girando no ar. – Por que não me avisou que vinha, bebê?


– Porque queria fazer uma surpresa gato, agora me deixe descer que estou faminta. Onde está a Molly? – Ele pareceu incomodado com a pergunta, mas antes de proferir qualquer palavra que fosse uma morena aparentemente enraivecida entra pela sala pisando duro, com os cabelos descabelados, boca inchada e olhos castanhos obscuros. Antes de perceber que ainda estava no colo de meu irmão ela rosna possessa:


– Que merda é essa, Damon?



Continua...

Notas finais
curiosas? entao comentem, Beijos