Notas iniciais
demorei, mas chegue e quero q vcs amem esse cap pq passei o dia todo escrevendo ele ~rçrç sem mais^^ Enjoy!

Rapidamente cheguei à casa de Damon. A porta da frente estava aberta, porém as luzes permaneciam todas apagadas e o clima era frio. Tremi com o que poderia encontrar ali dentro. Estava com medo. Muito medo.

– Damon? – Chamei. – Damon? Tem alguém aí?

– Alguém tem... – Ouvi alguém murmurar do escuro. – Resta saber se esse alguém lhe é agradável.

– O que faz aqui, Stefan? – Nesse momento, todo meu corpo estava em alerta. Tinha que sair dali o mais rápido possível. – Onde está o Damon? – Não consegui disfarçar o pânico de minha voz. Temia pelo Damon, que ele tivesse o machucado, ou pior, o matado.

– O Damon está em sua festa de aniversário, minha querida, não é óbvio?

– Então era tudo mentira. Quem era a mulher no telefone?

– Tem certeza que não sabe Elena? – Uma terceira pessoa apareceu no topo da escada. Kamila, claro.

– Claro, agora só resta saber o que vocês querem de mim.

– Vingança, o doce sabor da vingança misturada ao sangue que irá jorrar de seu corpo e do Damon. – Stefan falava com amargura, de sua voz quase pingava ácido, enviando arrepios pela minha espinha.

– Não se esqueça de mim, Stefan. – Ralhou Kamila.

– Claro, minha doce Kamila. Pode ir atrás de sua vingança. – Essa foi a deixa para a loira deixar a casa.

– O que você quis dizer com “ir atrás de sua vingança”? – Perguntei temerosa.

– Kamila sempre sonhou em matar um aniversariante em sua própria festa. – Diz Stefan, um sorriso macabro brincando em seu rosto.

– Damon. – Sussurrei desesperada.

– Oh, você não é tão ingênua assim como eu pensei.

– E por que eu seria? Tive você para me ensinar o mundo ruim em que vivemos.

– Tem certeza que fui eu que lhe ensinei? – Disse em um tom debochado. – Quem precisa de meus ensinamentos quando se tem Damon na sua cama, não é mesmo?

– Não fale dele! Você não tem dignidade para falar dele, portanto lave bem essa sua boca nojenta antes de cometer tal ato. – Sibilei.

– Eu não tenho o direito de falar dele, Elena? – Riu com desdém. – O Damon definitivamente não é essa pessoa perfeita que você criou em sua cabeça! – Ambos estávamos gritando, agora.

– Ele é bem melhor que você seu ordinário! – Apontei o dedo em sua direção. – Você que ajudava sua amante vagabunda a molestar seu irmão que tinha apenas doze anos! Doze anos, Stefan!

– Ele estragou a minha vida, Elena! Você não entende? – Perguntou com um pouco mais de calma. – Minha vida era perfeita até ele nascer. Ele matou a mamãe! Ele matou a minha mãe! – Disse, com amargura.

– Ele não teve culpa dela morrer no parto!

– E depois disso? O papai em vez de odiá-lo o amava com cada vez mais força, enquanto eu era deixado de lado, rejeitado pela minha própria família. Todos amavam mais o Damon! A mamãe, o papai, a Ana!

– Você não é digno de amor nenhum, eu só consigo sentir pena de você, seu desprezível! – Ele me olhou com fúria, avançando em cima de mim e desferindo um forte tapa contra meu rosto. Alisei o local que devia estar bem vermelho.

– Você deveria sentir pena de seu namoradinho. – Disse ele, abrindo mais um daqueles sorrisos que me fazia gelar de medo.

– O que vai fazer? – Sussurrei angustiada.

– Você verá. – Dirigiu-se a mesinha, pegando um Whisky para si. – Então, continuando minha história... Quando nosso pai descobriu e foi morto, a Ana fugiu e me deixou para cuidar do problemático do meu irmão. Éramos menores de idade ainda, por isso fomos para um orfanato. E de repente... A história se repete! Ele é amado por todos e todos querem adotá-lo, blá, blá, blá...

– Você não foi adotado pela Grace. – Conclui seu pensamento.

– Espertinha, e sabe por quê? Porque seu namoradinho me dedurou para ela. “Você será minha nova mamãe? Por favor, mantenha meu irmão malvado longe de mim.” – Imitou com uma voz fina e irritante.

– Depois de tudo que você fez com ele o mais normal seria ele querer ficar longe de você, não acha? – Perguntei em um tom óbvio.

– Ele podia me ajudar. Podíamos recomeçar em outro lugar, com outra família, mas não! – Gritou com ódio. – Ele me deixou sozinho, no fundo do poço... Eu não podia deixá-lo ser feliz nunca... Nunca! – Dei um pulo com o susto. – Tive que tomar atitudes e de algum jeito atingir sua nova família.

– O que você fez?

– Uma mentirinha aqui, um empurrãozinho ali e os irmãos Salvatore estavam intrigados. – Sorriu diabolicamente.

– O que você fez? – Repeti a pergunta com a voz mais grave.

– Dei um desfalque na empresa da família e coloquei a culpa no Klaus dizendo a ele que quem tinha feito era o Damon.

– Você é louco... – Sussurrei.

– Louco não, apenas uma pessoa que sofreu com a vida e aprendeu a se vingar. Já estava gritando novamente. – Ele que escolheu isso! Tudo o que está acontecendo é culpa dele!

– Então, no fundo o Klaus é uma pessoa boa que também fora enganado. – Constatei. Senti uma leve tontura, nesse momento tudo estava girando. Era informação de mais para uma noite, ainda mais no meu estado emocional e físico. Soltei um leve gemido, antes de vomitar tudo o que havia comido no jantar. – Ugh! Elena, mais que nojo! – Olhou-me com repulsa.

– Eu não estou me sentindo bem, Stefan. Leve-me para o hospital, meu bebê. – Levei minhas mãos ao meu ventre.

– Uol, espere. Você está grávida? – Soltou uma sonora gargalhada que me trouxe ainda mais náuseas. – Não acredito! E o papai já sabe? – Debochou.

– Vá para o inferno! – Rosnei.

– Deixe-me adivinhar... Você contou a ele, mas ele não aceitou e foi procurar ajuda para uma velha amiga de cama? – Não respondi. – O seu silêncio responde por você. – Aproximou-se mais de mim. – Está vendo, Elena? Você pode conviver com esse passado do Damon? Ou você acha que é a única mulher da vida dele.

– Eu sei que ele já teve outras mulheres, mas todas foram submissas. Eu sou a única que ele amou, a única que ele ama!

– Eu não estou falando apenas de submissas luxuosas, ou você acha que seu amor esteve apenas com duas mulheres nesses anos? Eu falo de prostitutas de qualquer lugar que ele levava para esse quarto de jogos. – Apontou para as escadas, onde jazia o quarto do qual ele falava. – Ele às amarrava como animais, totalmente expostas. — Sussurrou ameaçadoramente em meu ouvido. – Depois, açoitavam-nas e metia nelas com força. Ele batia nelas cada vez mais rápido, cada vez mais forte, até fazer suas peles ficarem vermelhas e elas gritarem de horror, e sabe o que é pior? Ele sentia prazer com isso e adorava comê-las desse jeito.

– Pare! – Gritei.

– Vai dizer que ele nunca te bateu?! – Nunca o ouvira gritar tão alto. – Vai dizer que ele nunca te expôs te envergonhou? Você continua o achando perfeito?!

– Ele não é perfeito, mas também não é você! – Senti novamente aquela tontura. – Ah, Stefan, por favor, me leve ao hospital. – A inconsciência parecia estar próxima, e não demorou muito para que eu caísse no chão, desmaiada.

(***)

Se eu dissesse que estava surpreso pelo fato da Anastasia estar viva, eu estava mentindo. Tinha total certeza, em todos esses anos, que ela estava escondida em algum lugar do mundo, cercada de submissos, grana, sexo e mentiras. Podia jurar que estava ao lado de Stefan, o usando como sempre, mas essa hipótese sumiu assim que o vi presente em minha vida novamente e trazendo Elena para mim, e com ela, o esquecimento de suas existências moribundas.

Na verdade, o que me deixava mais surpreso era o com quem ela vinha quem me trouxe esse “belo presente”. O que diabos Nik estava fazendo aqui, ainda mais com ela? Sim. Meu irmão adotivo trouxe essa cobra peçonhenta para me ver, e ambos olhavam atentos para mim, aparentando amedrontamento.

– O que fazem aqui? – Aumentei um pouco o tom da minha voz.

– Viemos para ajudar, irmão. – Nik ergueu as mãos querendo mostrar paz, o que me deixara totalmente indignado e ainda mais irritado.

– Ajuda vinda de você? – Soltei uma risada nasalada. – Muito obrigado, mas eu dispenso. – Debochei.

– Sem ironias, Damon. O assunto aqui é sério. – Disse Anastasia.

– E quem você pensa que é para querer “ajudar” depois de tudo que fez? – Interveio a Caroline. Sei que ela estava com raiva de mim, mas ainda era minha irmã e me ajudaria a todo custo.

– Me impressiona o fato de você ter contado a ela, Dam, parecia tão envergonhando com o que fazíamos. – Sorriu maliciosamente.

– Cale a boca, sua vagabunda! – Rosnei. – Não se cansa de acabar com a minha vida?

– Cale a boca, Anastasia. – Dessa vez foi meu irmão que falou. – Não viemos aqui para isso. – Olhou diretamente para mim. – A Elena está correndo perigo. – Enrijeci com essa notícia.

– Como? – Indaguei assustado.

– O Stefan armou pra pegá-la. Irá matá-la. Eu descobri tudo.

– E por que está querendo me ajudar? A Elena me disse que você queria se vingar de mim. – Acusei.

– Como eu disse, eu descobri tudo... O Stefan armou para nós brigarmos.

– Oi? – Estava incrédulo. – O que você quer dizer com isso?

– Foi ele que roubou a empresa e me disse que tinha sido você para ficar com os negócios. Eu não sabia Damon, me desculpe. – Sussurrou envergonhado.

Meu Deus! Quanta informação jogada de uma vez em minha cabeça. Não conseguia, e não podia processar tudo isso de uma vez. Era humanamente impossível.

– Quando descobriu? – Fora as únicas palavras que consegui proferir.

– Ontem. A Anastasia descobriu por um telefonema com o Stefan e me procurou para me contar. – Minha atenção imediatamente fora pra a mulher à minha frente.

– Por que fez isso?

– Por que eu te amo, Damon. Do meu jeito torto e dominador, mas ainda te amo e faço qualquer coisa por você. – Suas palavras aparentavam sinceridade, porém essa mulher acabou demais com a minha vida para vir aqui e simplesmente dizer que me ama.

– Se me ama tanto, por que fez isso comigo? Você roubou minha vida, minha alma, minha essência. Eu sou apenas uma casca de um homem frio e vazio.

– Eu só queria que você me amasse e se adaptasse a meu jeito de ser.

– Me estuprando enquanto seu marido trabalhava? – Vociferei. Como abelhas correm pro mel, todos os convidados prestavam atenção em nossa “pequena discussão”.

– O que está acontecendo aqui? – A voz de minha mãe, furiosa e implacável, nos assusta. Todas as cabeças giram rapidamente para onde ela estava com os braços cruzados esperando uma explicação.

– Eu acho que antes de qualquer coisa temos que sair daqui porque essa não é uma conversa para público. – Grace assentiu sem nunca tirar os olhos de Anastasia.

Fomos para o escritório do papai, que fora informado da conversa e já estava lá nos esperando. Estava eu, Caroline, Nik, a vadia e meus pais. A conversa seria longa... Bem longa.

– Então? – Grace quebrou o silêncio instalado entre nós. – Quem irá começar a se explicar primeiro? – Exigiu.

– Eu, mãe. – Disse Klaus. Seus olhos estavam arrependidos e ternos para a mulher que tenho certeza que estava fazendo um esforço sobre humano para esconder a saudade e não abraçá-lo ali mesmo.

O Niklaus sempre fora ligado à mãe, claro que pelo fato do senhor Mikaelson ter morrido, do mesmo jeito que a Caroline se apegou ao pai, só que ela fora desde criança quando a sua mãe a deixou. Eu que era o excluído e intruso da família. Eu que sempre trouxe problemas intermináveis para casa. Eu... Tudo eu!

– O que você tem para me dizer? – A voz doce, porém firme, de minha mãe me tirou de meus devaneios.

– Desculpe. – Sussurrou. – Desculpe por ser tão idiota e ter acreditado no papo do Stefan. Desculpe por estragar a nossa família perfeita, por sair de casa e, principalmente, por tentar me vingar de meu irmão. – Olhou de relance para mim. – Eu te amo mãe.

– Eu também te amo, meu filho. – Puxou-o para um abraço apertado. As lágrimas caiam incessantes de seus olhos, que já estavam vermelhos. – Eu amo todos vocês. – Chamou a mim e a Caroline para se juntar ao abraço. – Venham, quero abraçar meus filhos queridos. – Nos juntamos a eles. Aquele momento era único e tão inacreditavelmente bom.

– Desculpe interromper o momento “família feliz”, mas não se esqueçam que eu ainda estou aqui. – Anastasia lembra-nos de sua presença desprezível.

– Claro que não esquecemos, querida! – Grace avança em sua direção, esbofeteando seu rosto bronzeado. – Sua vagabunda escrota! Isso é pelo meu filho. – Deu um soco em sua cara, fazendo-a cair no chão. – Sua ordinária! Você vai pagar por esses dois anos que infernizou meu bebê! – Puxou seus cabelos com força, batendo sua cabeça contra o chão.

– Mãe! – Tentei repreendê-la segurando o riso. O que fora inútil, pois eu estava amando a cena.

– Nem venha com essa, Damon! Essa vagabunda tem que pagar! – Deu mais um soco em seu rosto, antes de ser retirada por Klaus.

– Mãe já chega! – Falou um pouco alto. – Não se rebaixe a ela.

– Caroline, leve a nossa mãe para tomar um copo de água. – Pedi. – Leve a vadia também e não tire os olhos dela.

– Pode deixar que eu faço isso, meu filho. – Fuzilou Anastasia com o olhar. Logo, elas estavam fora do escritório, restando apenas eu e Klaus.

– Damon, escuta... Eu...

– Não! – Cortei. – Deixe-me falar tudo que está entalado em minha garganta por todos esses anos. – Aproximei-me ameaçadoramente dele. – Por todos esses anos Niklaus, eu te odiei, eu te procurava e planejava algum modo de vingar nossa família te fazendo algum mal, mas... Eu percebi que não era ódio. Eu apenas sentia sua falta. – Disse, o deixando surpreso. – Eu queria estar ao seu lado em minha formatura, quando nós assumíssemos a empresa. Queria fechar cada negócio, cada contrato, com você ao meu lado, mas eu não podia porque você me traiu. – Conclui com tristeza. – Mas agora você está de volta me dizendo que a culpa não foi sua e tudo que eu quero é te dar um abraço, meu irmão. – Abri os braços o recebendo em um abraço masculino. Dei umas tapinhas em suas costas antes de soltá-lo.

– Ah, pestinha. – Bagunçou meus cabelos, fazendo-me sorrir ao recordar meu velho apelido. – É bom estar de volta em casa.

– É bom ter você de volta.

– Olha, sobre a Elena, o casamento era fachada e...

– Tudo bem, ela me contou. E eu acho que depois do que eu fiz, não estamos mais juntos. – Falei com tristeza.

– O que houve? – Perguntou com preocupação.

– Eu vou ser pai. – Falei de uma vez. – E... Digamos que... Eu não reagi muito bem com a notícia.

– Não acredito Damon! – Repreendeu-me.

– Eu sei que fui errado e ele poderá nunca me perdoar, mas no momento eu só quero salvá-la.

– E eu posso te ajudar com isso.

– O que faz aqui, Kamila? – Perguntei confuso.

– Eu tenho um plano, Dam...

Continua...

Notas finais
oq acham? quero recomendações please! a fic esta chegando ao fim! bjs