50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade
25 Capítulo 22 -> Momentos De Tensão
Notas iniciais
– Stefan? Você está aqui?
– Ora, ora, quem é vivo sempre aparece.
– Por que me chamou aqui?
– Calma, vamos colocar o papo em dia.
– Não temos o que conversar!
– Tenha calma, entre e tome um vinho.
– Tudo bem...
... Algumas horas antes...
– Plano? Você odeia a Elena e me odeia então porque quer nos ajudar? — Indaguei confuso.
– Eu não te odeio Damon. A verdade é que eu te amo e senti ciúmes de você com a Elena, mas agora eu percebo que você a ama e eu quero ajudar. — Eu não estava levando fé naquilo, pois conheço Kamila e sei que ela é incapaz de amar alguém além dela mesma, mas estava curioso para saber o que ela planejava, então resolvi deixar rolar.
– Ah, qual é? — Klaus bufou. — O que você tem debaixo das calças? Mel? — Olhou indignado para mim. — Ela é a segunda pessoa hoje que diz que te ama e quer ajudar. — Segurei o riso.
– Então, vai aceitar minha ajuda ou não? — Kamila perguntou impaciente ignorando o comentário de meu irmão.
– Claro. — Respondi simplesmente. Não confiava na palavra dela, mas queria ver até onde ela iria com isso. — Qual o plano?
(***)
Um enjoo, e mais outro seguido por outro, eu não parava de sentir esse mal-estar e uma terrível do no meu ventre. Ergui a cabeça encontrando nada além do escuro. O silêncio lá fora na noite escura fazia-me arrepiar de medo. Tentei mexer as mãos, mas em vão. Não conseguia me mexer, na verdade mal conseguia respirar.
– Esta confortável? — Disse uma voz cínica e muito conhecível.
– Stefan. — Cuspi seu nome com asco. Ele jazia a meu lado com seu sorriso nojento.
– Desculpe pelo transtorno, mas eu não resisti em uma última vez.
– Do que está falando. — Franzi o cenho, confusa.
– Sei que você arrumou um homem, e resolveu fazer sua família e consequentemente teve que largar a submissão, mas é muito agradável vê-la algemada. — Abriu um sorriso malicioso, me fazendo notar que realmente estava algemada à lareira. — Se bem que acho que depois dessa noite algum membro da sua família irá morrer. — Continuou.
– Cale a boca, seu desgraçado! — Vociferei.
– Olhe a boquinha querida. Diga-me, o que você acha do Damon se juntar a nós?
– Deixe ele fora disso, Stefan. — Implorei.
– Claro que não, meu doce. Ele é o foco da minha vingança. Mas antes preciso de alguém. — Sacou seu celular e discou um número. — Olá, preciso que venha até aqui... Você sabe onde eu estou, venha logo antes que eu a mate!
(***)
– O plano é... — Antes que Kamila concluísse, minha mãe entra apressada pela porta.
– Damon, a Anastasia fugiu!
– Como assim? Ela não deve ter ido muito longe, vá atrás dela! — Rapidamente minha mãe saiu.
– Espere Damon, ela deve ter ido atrás do Stefan e isso é bom.
– Como assim?
– Só ela pode detê-lo por que ele é fascinado por ela, lembra?
– tem razão...
(***)
Não sei ao certo se haviam se passado minutos ou horas, mas eu já estava com a cabeça a mil e o braço terrivelmente dolorido. Meu corpo latejava e tudo que eu queria era estar abraçada a Damon. O medo constante de que ele me encontrasse e fosse ferido por Stefan fazia meu peito encher-se de dor.
– Stefan? Você está aqui? — Ouvi uma voz feminina ao longe.
– Ora, ora, quem é vivo sempre aparece. — Meu sequestrador apareceu dizendo.
– Por que me chamou aqui?
– Calma, vamos colocar o papo em dia.
– Não temos o que conversar!
– Tenha calma, entre e tome um vinho.
– Tudo bem... — Quando a mulher entrou foquei minha atenção em seu rosto. Ela era morena, um pouco mais alta que eu e tinha olhos azuis acesos como uma predadora. — Já conheceu a Elena? — Apontou para mim.
– Então você é a famosa Elena? — Fuzilou-me com o olhar. — Você é a mulher que roubou o Damon de mim. — Rosnou me deixando confusa.
– Sinto em lhe dizer Anastasia, mas o Damon nunca foi seu. — Puta merda! Aquela era Anastasia? A Anastasia que fodeu com o corpo e emocional do Damon? Meu Deus!
– Cale-se! — Sibilou. — Você é apenas um invejoso que deseja tudo que seu irmão tem.
– Tem razão. — Entregou-a uma taça. — Vamos brindar a isso. — Ergueu a sua. — Um brinde a inveja familiar. — Bateram as taças, tomando seu conteúdo em seguida. — E um brinde a sua morte.
– Como assim? — Ela o olhou, confusa.
– Devia ter cuidado com o que bebe Anastasia. — Ela começou a sufocar, aparentava não conseguir respirar, como se estivesse no fundo de um oceano lutando por oxigênio.
– Me ajude. — Sussurrou para mim implorando com os olhos. — Socorro. — Caiu dura no chão. Dura e... Morta!
– O que você fez? — Perguntei horrorizada. — Você a matou!
– Eu apenas fiz o que tinha que fazer. — Respondeu simplesmente.
(***)
Estávamos a mais de uma hora esperando notícias da Anastasia ou alguma ligação do Stefan. Kamila se mantinha a todo tempo calada e séria. Eu estava desconfiando dela e uma coisa não saia da minha cabeça e eu resolvi tirar satisfações.
– Como você sabia que o Stefan é fascinado pela Anastasia, Kamila? — Ela deu um pulo do sofá, assustada com a pergunta.
– Você me disse há algum tempo atrás, Damon.
– Não, eu não disse, porque eu não falo com minhas submissas. — Aproximei-me e puxei seus cabelos com força fazendo-a gemer de dor. — Como você sabe? — Rosnei.
– O Stefan vai matá-la Damon, não adianta tentar impedir. — Riu debochadamente.
– Sua vadia! — Desferi um tapa em seu rosto fazendo-a cair no chão.
– O que está havendo? — Klaus perguntou confuso.
– Ela mentiu para nós e está trabalhando com o Stefan. — Meu irmão olhou para mim confuso, mas pegou Kamila com força a impedindo de fugir.
– Meu Deus e você não têm notícias da Elena? — Antes que eu respondesse, meu celular tocou. Atendi ao segundo toque.
– Alô?
– Olá, irmão. Como vai você? Eu estou ótimo e a sua namoradinha também.
– Não rele o dedo nela, Stefan!
– Ah claro, mas para isso você terá que se juntar a nós.
– Onde você está?
– Estou no nosso lugar favorito de New York, não me deixe esperando.
– Estou indo...
Continua...
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