Notas iniciais
desculpem a demora...Enjoy

Mal podia acreditar. Estava noivo! Damon Salvatore laçado a uma dama indescritível! São necessárias muitas exclamações para isso tornar-se compreensível. Logo eu, um homem vazio que até pouco tempo julgava sem coração, amando. É inexplicável, porém tão sublime.

A definição mais exata do que temos é essa, apenas sublime. Uma das coisas mais raras e ímpares já existentes. Totalmente ímpar. Por que mesmo que eu a tinha deixado? Olhando para trás não compreendia porque cometi tamanha burrice e me julguei demasiadamente obtuso pela mesma.

Afinal, por que deixá-la se a amo? Por um orgulho besta e um passado de merda? Jamais. O amor nos faz superar tudo, pois ele é o sentimento mais forte do mundo, e ele me fez superar as dores e os males do passado, me fez superar meu orgulho, apagar as feridas. E eu não podia estar melhor.

- Como ele pôde? – Caroline repetiu pela milésima vez, incrédula.

É depois de ela adentrar meu escritório, sem ser anunciada, jogou as mãos para o alto em total desespero indagando sobre Klaus ter dado mais um golpe na empresa. Sempre soubera o amor platônico –ou talvez nem tanto- que Caroline nutrira por Klaus.

Na verdade soube pela minha irmã que isso se tornara algo um tanto mais íntimo, que fez questão de frisar o fato de ter sido uma única vez. Eles sempre foram mais do que “apenas irmãos”, no entanto esses laços se romperam com o decorrer dos acontecimentos.

- Como ele se tornou esse nojo de homem? – Minha irmã novamente indagava perplexa.

- É infelizmente nosso irmão mudou muito e para a pior. – Concordei.

- Você sabe que ele nunca foi como um irmão para mim. – Disse baixinho. – Eu o amava.

- Amava? – Olhou bem fundo seus olhos, podia enxergar sua alma.

- Amo. – Sussurrou envergonhada.

- Não precisa ter vergonha, Car. – Levantei de minha confortável cadeira direcionando-me até minha irmã me ajoelhando a sua frente. Afaguei seu rosto com carinho.

- Tudo bem. – Sorriu. – Agora vamos falar de você. Está noivo?

- Sim.

- Isso sim é ótimo, meu irmão. – Bateu as mãos, empolgada. – Mas você a perdoou?

- Perdoei, Car.

- Fez certo. – Sorri. Sempre era ótimo conversar com a minha irmã. – E a empresa? – Perguntou cautelosa.

- Temos quase um ano ainda para planejar, mas mesmo assim nunca ficará tão bom como o outro projeto. – Rangi os dentes.

- Tem certeza? Um ano é muito tempo.

- Trabalhamos nisso quase três anos, Car. E tudo foi... Por água abaixo.

- Tem razão. – Sorriu compreensiva. – Tenho que ir fazer compras com a Rebekah.

- Claro, sempre sou trocado por um shopping. – Bufei.

- Ora Damon, deixe de chatice. Por falar nisso a Elena também vai às compras e ela tem uma surpresinha mais tarde. – Sorriu cúmplice.

- Qual?

- Acha mesmo que irei contar? Agora me deixe ir. – Levantou-se saindo apressada. – Tchau, Damon.

- Tchau, Car.

Preciso mencionar o quanto estava curioso para saber qual era surpresa? Minha ereção crescia a cada vez que devaneava sobre isso. Uma ideia proveitosa surgiu em minha mente e imediatamente me retirei do trabalho o resto da tarde para por tal plano em ação.

Comprei tudo que era necessário e logo estava dirigindo para casa. Liguei antes para minha morena só para confirmar se ela estava em casa sendo atendido ao segundo toque:

- Oi, meu amor. – Sorri. Só em ouvir a voz da minha pequena estava feliz.

- Oi, princesa. Estou indo para casa mais cedo.

- Isso é maravilhoso. Estou te esperando, beijos.

- Beijos. – Desliguei sorrindo feito bobo. Acelerei o carro rapidamente chegando em casa. Casa essa que estava impecavelmente organizada. Pétalas ao chão, música suave e um cheiro floral no ambiente.

- Isso tudo é para mim? – Aproximei-me da morena em passos lentos.

- Não. – Negou com um sorriso brincalhão. – Isso tudo é para meu noivo.

- E quem é ele? – Entrei em sua brincadeira.

- Você não conhece? Deveria conhecê-lo, ele é um cara muito famoso. – Levou as mãos ao meu colarinho.

- Será que eu posso roubar você dele? – Beijei a pele arrepiada de seu pescoço.

- Não, ninguém pode, porque eu o amo. – Sussurra em meus lábios, me sentia tão quente.

- Eu também te amo. – Esmago meus lábios contra os seus com fervor.

- Vamos jantar. – Separou-nos ofegante. – É uma data especial.

- Por quê? – Pergunto curioso.

- Temos que falar sobre nosso noivado. – Sentamos a mesa. Tiro a tampa de meu prato e me surpreendo.

- Frango xadrez e aspargos. – Sorri. – Meu favorito.

- Vamos casar para você tudo de melhor, meu amor. – Franzi o cenho. Elena estava tão carinhosa que chegava a estranhar.

- Algum problema?

- N-não. – Gagueja.

- Lena, eu te conheço e sei quando esconde algo.

- Por que não come? Não gostou da surpresa? – Muda de assunto bruscamente. Fito o meu prato e logo começo a comer sendo seguido pela morena a minha frente. O silêncio paira desconfortavelmente sobre nós. A uma determinada ocasião canso, bato brutalmente os talheres à mesa fazendo soar um eco metálico.

- Chega! – Grito. – Vai me contar ou não que merda está acontecendo?

- Eu só tenho medo. – Levantei depressa parando a seu lado.

- Medo de que, meu amor?

- De que tudo seja um sonho e você me deixe.

- Eu nunca vou te deixar, Elena. Se você não entendeu ainda, eu te amo. – Disse pausadamente.

- Eu também te amo. Agora por que não vai tomar um banho enquanto eu me arrumo para você?

- Gostei disso. – Sorri com malícia. – Já volto. – Subi as escadas em direção ao meu quarto. Após um banho relaxante e um tanto demorado, vesti meu moletom cinza descartando cueca e camisa. Rumei lentamente até a sala encontrando uma cena excitante e desconcertante que fez todos meus músculos se acenderem e queimarem como brasa. Elena, trajando um robe de seda branca transparente, sentava em cima do piano.

- Quero que toque para mim. — Caminhei em passos largos com afobação. Fiquei no meio de suas pernas a puxando para mim em um beijo intenso. Minha língua explorava sua boca e se deleitava com a mesma. Separamo-nos ofegantes, fitei sua boca carnuda, levemente inchada por conta dos beijos, com desejo.

- Irei tocar para você. – Rocei nossos lábios antes de sentar-me ao banco de frente para minha morena gostosa, que continuava sentada em cima do piano com suas torneadas pernas à amostra. Dedilhei meus longos dedos sobre as teclas formando uma suave melodia. Tocar era uma arte e minha eterna paixão. Logo quando fui adotado minha mãe ensinou-me tudo que sei hoje tornado-se minha eterna heroína. Termino a música com os olhos pregados aos de minha noiva, que me fitava com admiração e algo como amor.

- Você toca tão bem. – Sussurrou.

- Minha música reflete no que eu sou. – Levantei em um pulo encaixando-me entre suas pernas. – Se estou triste, ela fica triste. – Mordi o lóbulo de sua orelha. – Se estou feliz, ela fica feliz. – Trilhei beijos por seu pescoço. – E no momento... Estou muito feliz. – Desci as mãos por sua cintura. Seus suspiros ficavam cada vez mais fortes. Ouvi seu gemido ao descer beijos por seu colo.

- Damon... Quero você. – Sua voz rouca fazia meu membro latejar de tesão. Com calma, deitei-a ao piano, desci seu robe fazendo questão de roçar meus dedos por sua pele a deixando arrepiada sobre meu toque. Deixei um chupão em sua coxa, que estava me hipnotizando, e subi os beijos.

- Linda. – Acariciei seu rosto.

- Você está com roupas demais, Damon. – Com os pés, empurrou meu moletom para baixo contemplando meu corpo totalmente nu. – Sem cueca? – Sorriu diabólica. – Perfeito. – Com minha ajuda, senta-se novamente me enlaçando em um beijo luxurioso. Desato seu sutiã, sugando seus seios em seguida. Após tirar-lhe a calcinha fito-a sem nenhum pudor a fazendo corar furiosamente. Coloca o pé em meu peito, afastando-me. – Sem provocações, Damon. Vamos logo para a parte boa. – Puxo suas pernas, fazendo-a cair nas teclas do instrumento, um som agudo invade o ambiente.

- Acho que não. – A beijo novamente enquanto meus dedos agiam em sua intimidade, já pronta para me receber.

- Ah... Damon... – Gemeu puxando com força os fios negros em minha nuca. Enfiei um dedo nela que pulsava por mim. – Eu quero, agora, droga, entre aqui. – Rindo eu disse:

- É verdade o que os caras dizem. É só colocar um anel no dedo que ela já fica mandona. – Ao deslizar para dentro dela, dei um suspiro de satisfação. – Isso é tão certo. Você e eu.

- Esperei por esse momento desde que você me deixou. – A emoção era presente entre nós, tanto em olhares como em gestos.

- Eu esperei por isso minha vida inteira. – Sussurrei. – Esperei pela mulher certa e essa é você, Elena. – Fui o mais fundo em minhas estocadas. – No chão de um banheiro público, em um piano ou numa cama. Com algemas, chocolate ou simplesmente baunilha, sempre será você. – Declarei.

- Mesmo com tudo que eu lhe fiz? – Perguntou insegura. Desacelerando os movimentos e segurei-lhe o rosto afetuosamente com as duas mãos.

- Nada importa agora, somos apenas eu e você. – Olhei para ela, deixando que visse todo amor e a paixão em meu coração. – Você me ensinou o que é o amor. – Disse, mergulhando fundo, dentro dela.

- Você... Também... – E quando explodiu junto a mim em um magnífico orgasmo, ela gritou. – Eu te amo, Damon...

...><...

Com carinho, afagava as costas nuas de minha morena que fazia pequenos círculos em meu peito. Estávamos em minha cama, trajando apenas roupas íntimas, após não sei quantos orgasmos igualmente deliciosos. De repente, como um estalo, lembrei-me que não nos prevenimos mais uma vez.

- Elena você tem tomado sua pílula? – Sinto-a estática.

- S-sim. – Gagueja. – Por quê?

- Porque esquecemos a camisinha outra vez e temos que nos prevenir.

- Por quê?

- Ora, Elena, você sabe que não te quero grávida por aqui. – Disse um pouco irritado.

- Eu sei Damon, me desculpe. – Encolheu-se.

- Tudo bem, meu amor. – Afaguei seu rosto. – Agora vem cá, que tal um jogo? – Abri um sorriso malicioso.

- Jogo? – Perguntou confusa.

- Sim, comprei uma coisinha para agente brincar. – Aumentei o sorriso no meu rosto.

- Jogo de que?

- Tabuleiro.

- Sério? – Olhou-me, incrédula. Assenti.

- Vamos jogar?

Continua...

Notas finais
vamos lá:
1: essa fic já ta quase lá (e qnd digo isso quero dizer q esta quase no fim) por isso n queria encerrar com menos de 10 recomendações.
2: já leram minha nova fic em parceria com a Snow? http://fanfiction.com.br/historia/390605/Marcas_Do_Passado/ gostaria de ver vcs lá, obrigada...
xoxo