50 Tons De Cinza: Escola Da Sedução
10 Capitulo 10 - Adeus Virgindade!
Notas iniciais
Acordada seis da manhã em pleno sábado para ir à escola. Legal a vida.
Como o combinado com o professor de teatro, as aulas seriam aos sábados, então me acordei, escovei os dentes, tomei um banho e fiz uma make básica. Fui enrolada com minha toalha branca no corpo e outra no meu cabelo molhado, até o guarda-roupa. Coloquei um vestido com o tecido parecido com o jeans, sapatilhas azul, e uma blusinha de frio branca feita de crochê, pois o tempo em Seattle nesse final de semana estava simplesmente perfeito. Nem tão frio e nem tão calor, estava no meio termo, arrumei meu cabelo e o prendi só deixando minha franja solta, e por último coloquei meus óculos.
Desci as escadas e fui em direção a cozinha, preparar alguma coisa para comer. Hoje meus pais estavam em casa dormindo, e já que eles tiveram uma longa semana cheia de trabalho, não iria acorda-los para fazer café da manhã pra mim, ou me levar a escola.
Peguei um pão, passeio o requeijão, e coloquei um meio copo de café preto para me dar um “thãn” naquela manhã de sábado. Terminei de comer, peguei minha bolsa só para colocar algumas coisinhas, e os papeis da fala da Julieta, sai de casa e fui pegar o ônibus pra escola.
Depois de uns vinte minutos, lá estou. A escola parecia vazia, só estava o porteiro Samuel, — um senhor de idade, que trabalhava lá a uns trinta anos, segundo a Kate — ele estava controlando o acesso.
— Bom dia! — Digo para ele.
— Bom dia! — Ele respondeu simpático — A senhorita caiu da cama?
— Não — Sorri — É que hoje eu tenho uma aula às sete com o professor de teatro, Jason Bochner.
— Ah então a senhorita chegou muito adiantada — Ele respondeu olhando em seu relógio — Ainda são seis e quinze.
— Ai droga! — Reclamei — Acho que o horário do meu celular desregulou quando deixe-o cair no chão ontem antes de dormir.
— Mas a senhorita pode entrar, a escola já está aberta, e o Sr. Malawer e o Sr. Grey já estão aí — O porteiro me informou.
Ele abriu o portão e eu entrei.
A escola parecia sombria sem ninguém naqueles longos e largos corredores, que faziam ecos a cada passo que eu dava.
Fui até a sala do Sr. Malawer, para me informar onde ficava o teatro, mas ele não estava por lá, caminhei mais a alguns passos e avistei aquela porta, onde vi o Christian entrando nela à alguns dias atrás. Ela estava entre aberta, me aproximei e empurrei-a devagar, onde dava a umas escadas. Desci e tinha outra porta lá em baixo onde dava a um espaço cheios de livros, com alguns móveis antigos e piso de madeira escura, o local era bastante iluminado — parecia uma biblioteca subterrânea — estava bem silencioso, arrumado e vazio. Lá tinha também uma cozinha bem vintage, que estava de acordo com o local. Tinha uma adega para vinhos em um canto da cozinha, tinha também um sofá e uma tv grande. Na verdade tudo aquilo parecia uma casa no subsolo da escola. Mais pra frente tinha uma porta vermelha, quando eu ia entrar, ouço aquela voz... Aquela voz rouca que me fez pular de susto.
— Anastasia Steele, o que a senhorita está fazendo aqui? — Ele disse de olhos arregalados, surpreso tanto quanto eu.
— É... É... — Gaguejei — É que eu me acordei cedo demais e estava procurando o Sr. Malawer, ai eu vi a porta aber...
— Ai você foi entrando, sem ser chamada — Ele me interrompeu — Você tem que parar de sair entrando assim nos lugares menina.
— Desculpe professor, é que eu vi o Sr. entrando algumas vezes aqui, ai eu pensei que fosse o teatro, mas eu já estava de saída — Disse indo em direção a porta que eu entrei.
— Espera! — Ele disse suave, pegando em meu braço delicadamente, me trazendo para perto de si o fazendo encara-lo.
Vi aqueles olhos azuis com a pupila pequena, dando mais destaque ao azul acizentados de seus olhos perfeitos. Minhas pernas estavam bambas e minhas mãos estavam tremendo com o calor de sua toque.
Ele foi chegando mais perto. Não sei o que deu em mim mas eu queria estar mais e mais perto dele, beijando aquela boca rosada.
— Christian — Disse baixinho tentando resistir da sua aproximação quando ele já estava perto o bastante para me beijar.
Não resisti e me entreguei. Ele colou seu corpo no meu, colocando a mão esquerda na minha nuca e a outra no meu quadril, me beijando ferozmente. Larguei minha bolsa ali no chão e coloquei minhas mãos sobre a nuca dele.
— Professor — Eu disse tentar sair dos braços dele, e daquela boca linda — Não era pra gente ter feito isso, é errado!
Ele parou de me beijar e chegou bem preto de mim, olhando em meus olhos.
— Anastasia, desde o seu primeiro dia aqui na escola, que você estava com aquele uniforme eu não consegui te tirar da cabeça — Ele disse caminhando para frente, fazendo eu andar para trás e encostar na parede — Eu te desejo desde aquele dia.
— Mas... — Eu iria falar que era errado outra vez, só que ele colocou o dedo em meus lábios me impedindo de falar qualquer coisa.
— Você é tão... — Ele me olhou de cima à baixo — Gostosa!
“Eu não acredito nisso!”
Aquelas palavras, aquelas mãos masculinas percorrendo sobre meu corpo, estava me deixando tão quente e excitada.
Ele encostou mais em mim, e eu pude sentir que sua ereção estava dura em sua calça jeans.
— Eu sou virgem — Disse logo de uma vez, enquanto ele beijava meu pescoço.
— Não tem problema Anastasia.
Ele subiu seus lábios novamente até o meu, me beijando e me apertando contra a parede mais forte.
— Ahh eu quero fuder você Anastasia — Ele disse passando a mão em minha coxa e subindo até minha calcinha.
“Como ele é sensível!”
Não importava o que ele dizia, eu só queria senti-lo dentro de mim naquela hora. Desde o primeiro dia que o vi, eu também só pensava nele, em beija-lo e fazer amor com loucamente com ele, e agora essa hora chegou.
Ele estava me beijando cada vez mais. Me levantou e eu cruzei minhas pernas em seu quadril. Me colocou em cima de uma mesa de madeira escura, tirou meu casaquinho branco e o jogou no chão.
Continuou a me beijar e foi levando suas mãos até as alças do meu vestido, abaixando-as e como eu estava sem sutiã, deixando meus seios à mostra.
— Hummm que delicia — Ele disse em meu ouvido enquanto apertava meus seios com força.
Eu estava ardeno por dentro, e por fora, queria logo ele dentro de mim. Ele estava me deixando louca.
Desceu a mão direita até a barra do meu vestido, colocou a mão por baixo dele, e tirou minha calcinha.
Ele ficou acariciando meu clitóris, enquanto me beijava e apertava meu seio.
— Christian vem logo — Disse entre gemidos, estava tão excitada naquelo hora!
Ele parou de me beijar, me olhou e deu aquele sorrisinho torto.
— Vou fazer você gozar Anastasia!
Eu já estava pronta pra recebe-lo. Ele colocou o dedo na minha vagina molhada e começou a me masturbar, em movimentos de vai e vem com rapidamente.
— Ahhh professor! — Disse sentindo um pouquinho de dor — portanto prazerosa — enquanto ele ainda estava com o dedo na minha vagina — Hummm!
Ele parou de meter o dedo lá, e foi atrás de alguma coisa.
— Já volto — Ele disse indo em direção a uma gaveta de uma cômoda.
Voltou com uma camisinha. Rapidamente ele abriu o zíper da calça dando para ver sua ereção na cueca. Ele abaixou a calça e a cueca, e pôs a camisinha.
O pênis dele era grande e grosso.
Ele chegou mais perto de mim e me trouxe para perto, para ter um encaixe perfeito.
— Cuidado — Disse com um pouco de medo.
— Calma, vou meter de vagarinho!
Ele segurou em minhas coxas, e me penetrou devagar.
— Aiii — Disse mordendo o lábio inferior sentindo dor, mas eu não queria que parasse.
Ele continuou colocando o pênis até entrar tudo e começou a fazer os movimentos de vai e vem.
— Ahhhhhhhh hummmm ahhhhh — Eu gemi sentindo a sensação dele em mim.
Ele ficava me observando e olhando minha reação e metia mais e mais, cada vezes mais forte e mais gostoso.
Eu estava preste a chegar ao orgasmo, e parecia que ele estava percebendo isso.
— Goza pra mim Anastasia, goza! — Ele disse apertando minhas coxas mais forte, enquanto eu gemia mais alto.
Não demorou muito e eu gozei nele. Era uma sensação de prazer muito forte. Nunca tinha imaginado que minha primeira vez fosse com meu professor de matemática.
Ele continuou metendo e logo gozou. Saiu de dentro de mim, tirou a camisinha, jogou-a fora e levantou a calça.
— Christian, eu não sei nem o que dizer — Falei me arrumando e descendo da mesa.
— Fale que foi otímo Anastasia — Ele disse me olhando e me beijando.
— Foi a melhor coisa que já fiz na vida! — Respondi sorrindo. Eu estava tão feliz, meu coração estava batendo tão rápido, e agora eu sei que eu estava o amando.
— Agora acho melhor você ir, falta três minutos para às sete, e os alunos já devem ter chegado para ensaiar a peça — Ele disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
— Okay, professor — Respondi dando um sorriso, pegando meu casaco, minha bolsa e indo embora.
“Eu nem creio que acabei de transar com meu professor. Isso foi tão incrível!”
Subi as escadas devagar e sai do subsolo cuidadosamente para que ninguém me visse.
Fui até a sala do Sr. Malawer e ele estava lá desta vez.
— Licença diretor — Disse batendo na porta.
— Entre Srta. e o que deseja? — Ele perguntou sentado. Ele estava com os cabelos longos solto dessa vez e estava sem seu terno, com uma roupa mais casual — acho que é porque hoje é sábado — e estava assistindo tv na sua sala.
— Eu queria saber onde fica o teatro, que o Sr. Bochner, marcou de eu e alguns alguns alunos ensaiarem hoje.
— Fica perto da cantina, ai você anda uns cem metros e vira a direita — Ele me deu as coordenadas, e depois ficou olhando para meu pescoço — Ãah ãah — Ele fingiu tossir — Srta. Steele, tem uma manchinha no seu pescoço.
“Droga Christian!”
— Ér... É me da licença — Disse saindo da sala — Ah obrigada diretor — Disse voltando e agradecendo.
— De nada — Ele respondeu.
“Porra! Eu não creio que o Christian deixou um chupão no meu pescoço e não me avisou.”
Fui correndo para o banheiro feminino, e me olhei no espelho.
Parecia que eu tinha levado um soco no pescoço de tão roxo que estava, peguei minha bolsa, tirei minha bolsinha de maquiagem e tentei apagar aquilo.
Passe corretivo, base e po para ver se melhorava, e até que melhorou um pouco, mais meu cabelo estava preso, e teria que solta-lo para não aparecer o chupão. Aproveitei para retocar a maquiagem, e depois que terminei fui para o teatro.
Chegando lá, já estava a Brandy, Rony e o Joy, me esperando, e esperando o professor também, já que ele não havia chegado.
— Oi — Disse me sentando ao lado dele.
— Oiii Ana — Ele disse se virando para me dar um beijo na bochecha — Está atrasada uns oito minutos, só não está mais atrasada que o professor.
— Foi mal, é que o ônibus meio que quebrou quando eu estava vindo — Menti descaradamente, não iria dizer pra ele que estava tranzando com o nosso professor de matemática.
— Ah entendi — Ele sorriu — E ai como você está? Ensaiou muito ontem?
— Estou bem e você? — Respondi — Ensaiei muito, tenho certeza que vou conseguir o papel para Julieta!
— Melhor agora que você está aqui — Ele disse me olhando em meus olhos profundamente, me fazendo corar — Assim espero, pois eu também tenho a certeza que vou conseguir ser o Romeu!
— Então boa sorte para nós né — Disse.
— É.
— Bom diaaaaaaa! — O professor chegou, todo elegante e falando com aquela voizinha fina — Desculpem o atraso.
— Não tem nada professor — Brandy disse puxando o saco dele.
— Então queridinhos, vocês ensaiaram bastante? — Ele perguntou.
— Eu e o Joy, ensaiamos bastante ontem, depois quando ele foi embora eu continuei ensaiando e ele também na casa dele — Eu disse toda orgulhosa.
— Otímo então — O professor disse dando um voto de confiança pra nós — E vocês dois? — Ele perguntou para Brandy, e para o Rony.
— É... É... Ensaiamos sim professor — Brandy disse sinicamente, pois dava para perceber que ela não tinha ensaiado nada.
— A gente ensaiou ontem né Brandy? — Rony também mentiu e olhou com um olhar de Confirme-essa-porra-garota!
— Claro que sim — Ela respondeu confiante.
— Então tudo bem — O professor disse — Agora venham para o palco.
Nós quatro subimos, e a vadia da Brandy já começou a me encarar, pensando que iria intimidar minha confiança.
— Pegue suas falas e ensaiem em vinte minutos — Ele disse entregando umas folhas da fala de cada um — E vocês vão apresentar sem o papel, então aconselho que vocês decorarem, pois vai depender disso e da performance que eu escolherei o casal para ser Romeu e Julieta.
— Ok — Disse.
Eu e o Joy, saímos dos acentos e fomos para o palco. Brandy e Rony, fizeram o mesmo.
— Vamos ficar em um canto para que ninguém nos atrapalhe — A vaca disse para o Rony, como se eu e o Joy, iríamos querer atrapalha-los, nós tinhamos coisas muito mais interessante para fazer, como ensaiar para ganhar desses idiotas.
Rony e Brandy, foram para o lado esquerdo do teatro, eu e Joy, fomos para o direito, ficamos uns vinte metros de distancia dos idiotas. O teatro era bem grande, o palco tinha vinte cinco metros de largura e tinha um metro e meio de altura, as cadeiras do teatro era vermelhas com estofados, era tudo bem chique.
— Vamos ensaiar só um pouquinho com o papel e vamos treinar depois sem ele — Joy disse ficando a minha frente.
— Okay — Respondi, me preparando para começar.
Ensaiamos certinho, decoramos, agora só faltava por em pratica sem o papel, para estarmos preparados pra fazer bonito na frente do professor e ganharmos o papel.
— Eu começo — Disse preparando a minha garganta.
— Okay — Joy respondeu também preparando a garganta.
Me posicionei e disse:
— Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.
Joy continua:
— Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo?
— Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso...
“Merda! Pensando na historia de Romeu e Julieta, quem me vem a cabeça? Ah ele, tinha que ser o Christian.”
Não conseguia parar de pensar em alguns minutos atrás. Foi tudo tão bom, e ele é tão bonito e gostoso. Queria estar com ele nesse momento, não podia tinha que ensaiar, mas com ele na minha mente embaraçando meus pensamento, não iria conseguir lembrar das falas da Julieta.
— Ér... É... Hum... — Me embaralhei toda, me esquecendo das falas — Ai me desculpe Joy, não estou conseguindo me lembrar.
— Ana, ontem você estava tão bem! — Ele disse me confortando — Você vai conseguir, só tem que parar com a ansiedade.
— Okay, vou tentar mais uma vez — Respondi.
Dei uma olhadinha bem rápida no papel e disse:
— Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação
teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.
— Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu.
Ficamos ensaiando os vintes minutos que o professor tinha dito para ensaiarmos. Brandy e Rony, pareciam também ter ensaiado bastante. Não dava para ouvir o que eles estavam falando ou ensaiando por causa da distancia e do tom baixo de voz que eles pareciam estar usando.
— Queridinhos, tempo esgotado. Todos aqui ao meu lado! — O professor subiu no palco e nos chamou.
Todos nós se aproximamos dele no centro do palco.
— Comecem — Ele disse apontando para Brandy e Rony.
— Ér... Rhum rhum — Rony preparou a garganta — Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu.
— Quem és tu que, encoberto pela noite, entras em meu segredo? — Brandy, disse sua fala.
— Por um nome não sei como dizer-te quem eu seja. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, o rasgaria.
Até que eles estavam indo bem, até que Brandy começou a ficar inquieta, como sempre ficava na presença do Grey.
Rapidamente olhei o espaço do teatro e o vi sentado no fundo observando-nos. Manti meu foco nos papeis, e nas minhas falas para fazer bonito na frente do professor e do Christian.
Brandy prosseguiu com a fala.
— Minhas orelhas ainda não beberam.... É ... É ... — Ela se atrapalhou toda — Cem... Cem é... palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom. Não és Romeu, um dos Montecchios?
O professor de teatro já olhou-a estranho, como se tivesse reprovando-a com um simples olhar negativo.
Rony estava se dando muito bem, estava falando tudo certinho, mas ele estava se esquecendo de algumas falas e olhando no papel, coisa que não podia fazer.
A vez deles passou e chegou a minha e a do Joy, respirei fundo e me preparei. Joy começou a falar, estava indo tudo bem, quando chegou minha vez me concentrei e falei tudo certo e o meu amigo também. Sem duvidas fomos os melhores.
— Bom, os dois foram bem, só que eu disse que não podia olhar no papel — Ele disse olhando diretamente para o Rony — E que teria que errar o minimo possível — Ele olhou para Brandy — Mas irei dar mais uma chance para eu ter a certeza de quem será Romeu e Julieta — O professor disse nos entregando outras falas.
“A fala onde terá a cena do beijo!”
— E a parte do beijo? — Rony, perguntou todo animado, porque com certeza iria beijar a Brandy, e ele é um cachorro que pega qualquer uma que tenha vagina.
— Sim, e essa cena vocês poderão usar o papel para ver as falas — O professor respondeu concluindo.
— Okay! — Rony disse entusiasmado.
— Começa com vocês novamente — Disse para Brandy e o idiota do Rony.
Eles se prepararam e começaram. A cena era fácil, a vadia da Brandy até que se deu bem dessa vez, e ela encenou muito bem a cena do beijo com o Rony. Logo mais eles terminaram e chegou minha vez.
Christian ainda estava lá, sentado observando tudo. Ele iria ver eu beijando outro em sua frente, por mais que seja só uma cena de uma peça de teatro.
— Podem começar — O professor disse.
— Os santos e os devotos não têm boca? — Começou Joy.
— Sim, peregrino, só para orações.
— Deixai, então, ó santa! Que está boca mostre o caminho certo aos corações.
— Sem se mexer, o santo exalça o voto.
— Então fica quietinha: eis o devoto. Em tua boca me limpo dos pecados.
Joy se aproximou de mim devagar, levantou meu rosto e me beijou suavemente.
— Que passaram, assim, para meus lábios — Disse minha fala, e rapidamente olhei para Christian, que estava me olhando fixamente.
— Pecados meus? Oh! Quero-os retornados. Devolve-mos.
— Beijais tal qual os sábios.
Falei mais um pouco e logo acabou a cena que o professor tinha proposto.
A cena do beijo foi boa, e Joy encenou muito bem também.
— Hey pessoal, só vou pegar uma água e já volto para dizer quem será os personagens principais — O professor disse descendo as escadas do palco e indo em direção a saída do teatro.
Quando o professor ia saindo Grey, também saiu e foi atrás dele.
— Sr. Bochner! — Christian o chamou.
— Pois não Sr. Grey?
— Estive observando o ensaio na platéia — Começou a dizer — É que eu queria saber quem você vai escolher para ser os personagens principais.
— Ah nem o vi. Bom, todos são bons, mas os melhores são o Sr. Simons e a Srta. Steele, eu vou escolher eles para serem o casal da peça.
— Ah entendi, mas eu vim aqui também para te dizer que a Srta. Steele não vai poder ficar com o papel.
— Como assim? Ela é a melhor e o papel é dela!
— Sr. Bochner, eu estou dizendo que ela não vai ficar com o papel, porque ela tem que se dedicar as aulas de matemática, que é mais importante que uma simples aula de teatro.
— Sr. Grey, as aulas de teatro são bem vistas nas escolas de toda Seattle, e a Srta. Steele vai ser a Julieta!
— Bochner, Bochner, você não vai querer discutir comigo não é? Você sabe muito bem que eu tenho metade disso aqui, e é eu que pago o seu altíssimo salário!
— Está bem Sr. Grey, mas o diretor Malawer, que tem a outra metade dessa escola, e que também para o meu salário vai ficar sabendo disso!
O professor saiu furioso e até se esqueceu de pegar sua água e foi direto para o teatro dar a noticia para os alunos. Christian, também voltou para o teatro e se sentou.
— Então queridinhos, voltei para dar a noticia de quem vão ser meus principais personagens! — O professor disse ficando entre cada dupla — Bom, o Romeu, tem que ser um cara doce e que tenha boa memória para que não precise ficar olhando toda hora no papel — Ele disse arqueando a sobrancelha para Rony — Por isso escolhi o Joy.
— Yehhhhhh! — Joy disse me dando um abraço e me rodando no ar — Eu sabia, agora só falta você!
— Parabéns Joy, também espero! — Disse esperando a noticia do professor.
— Aff — Rony bufou.
— E para Julieta, escolhi a Brandy — Ele disse olhando para a platéia onde Christian estava sentado.
— Ahhhh haha!!! — A vadia comemorou — Eu sou a melhor!
Fui até o professor e disse baixinho.
— Professor, mas eu... Eu... Não fiquei olhando nos papeis e nem esqueci nenhuma fala! — Eu disse para o professor, aliás eu fui melhor que aquela cretina.
— Anastasia, a Brandy, foi melhor na encenação, e aliás as aulas de teatro vão te atrapalhar nas suas aulas particulares de matemática — O professor disse jogando o olhar para Grey.
— Mas... Ahhhh okay então — Eu aceitei perder, peguei minha bolsa e sai de lá.
“O Christian me paga!”
— Ana! — Joy me chamou.
— Joy, agora não! Na segunda a gente se vê! — Sai disparada do teatro, mas antes lancei um olhar para o Christian, que quis dizer Me-sigua-agora-precisamos-conversar.
Os corredores da escola estavam vazios, Joy e o resto do pessoal ficaram no teatro. Andei rapidamente até a porta onde dava para a casa no subsolo do Christian, e entrei.
— Hora, Hora... — Ele disse entrando no local — Você entrou na minha casa sem pedir de novo mocinha!
— Olha aqui, você está me perseguindo por acaso? E porque você foi falar bobagem para o Sr. Bochner? Eu não vou me atrapalhar se fizer o teatro! — Disse me aproximando dele, jogando um monte de pergunta para ele responder.
— Calma Aninha, quantas perguntas!
— Não me chame de Aninha! E responda as minhas perguntas.
— Eu não estou te perseguindo, só estou vendo o que é o melhor pra você. Eu não fui falar nenhuma bobagem pra ele, só disse que você iria se complicar se fizesse tudo isso ao mesmo tempo, aliás você disse que queria trabalhar, e você já estuda e faz aulas particulares, e agora vai trabalhar! Você acha mesmo que iria conseguir fazer isso tudo ao mesmo tempo?
— Ér... É, claro que ia! E outra eu preciso desse ponto, sou bolsista e quanto mais eu tirar notas altas eu mantenho minha matricula aqui!
— Hey, você acha que eu não sei disso? — Ele disse se aproximando mais ainda de mim e fazendo eu me encostar na parede — Eu te dou todos os pontos que você quiser Anastasia.
Eu estava louca pra ganhar os pontos extras dele, mas me contive, não sei como mas consegui sair dos braços dele, e andei rápido para subir as escadas.
— Espera — Ele disse pegando em meu braço.
— Eu preciso ir!
— Precisamos conversar sério!
Olhei pra ele e vi que estava sério mesmo, então decidi conversar com ele. Me sentei no sofá de couro preto e ele também.
— Olha Ana, eu tenho que te dizer umas coisas...
— Diz! — Nem deixei ele terminar de falar.
— Se você me deixar falar — Ele me olhou e eu fiz um gesto para ele prosseguir — É melhor eu te mostrar! — Ele disse se levantando e me chamando.
Andamos um pouco e fomos para o fundo do local onde tinha uma porta vermelha, e mais duas pretas só que do outro lado. Ele pegou as chaves em seu bolso e colocou na fechadura da porta vermelha.
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