Notas iniciais
Gente, tentei escrever dois capítulos mas não deu, pois agora estou trabalhando e fica meio corrido pra mim, então só escrevi esse por enquanto... Quero dedicar esse capitulo à Evilin Peixer, por ter recomentado... Obrigada fofa ^^

É aqui! — Disse para Christian dentro do carro em frente a minha casa.

Ele estacionou e desceu.

— Srta. — Ele disse educadamente abrindo a porta do passageiro para eu sair, e ele estava segurando sua pasta com a outra mão.

— Obrigada Sr. Grey — Respondi com um sorrisinho no rosto.

— Já disse que pode me chamar só de Christian, Srta. Steele — Ele disse me encarando com aqueles olhos perfeitos.

— Okay Christian, mas você também vai ter que parar de me chamar de Srta. e começar a me chamar de Ana — Disse indo em direção a porta de casa.

— Combinado Ana — Ele disse indo atrás de mim para entrar.

— Entre — Disse abrindo a porta — Só não repare na bagunça.

Ele entrou e observou o local.

— Casa legal — Ele disse dando um sorriso — Ah eu não reparo nessas coisas e sua casa não está bagunçada.

— Obrigada. Ainda bem — Disse jogando minha bolsa no sofá — Pode se sentar.

Ele colocou sua pasta em cima da mesinha de centro e se sentou no sofá.

— Está com fome? — Perguntei indo na cozinha.

— Não muito, mas aceito um café.

Preparei dois cafés, um pra mim e outro para ele e fui a sala para começar a estudar.

— Aqui está seu café Christian — Disse lhe entregando a xícara.

— Obrigado Ana — Agradeceu e eu retribui com um sorriso.

“Estamos sozinhos na minha casa, interessante!”

Minha mente só estava passando besteira naquela hora. Ele estava sentado no meu sofá, tomando café, — até fazendo isso ele é gato — e olhando para mim enquanto eu também tomava o meu. O clima estava extremamente quieto, só dava para ouvir o som da gente bebendo café.

— Está muito doce? — Perguntei a ele me referindo ao café para quebrar o clima.

— Está perfeito — Respondeu colocando a xícara vazia em cima da mesinha de centro e eu fazendo o mesmo.

— Que bom, agora estou pronta para os estudos — Disse toda animada indo me sentar ao seu lado, só que com uns cinquenta centímetros de distancia dele.

Peguei minha bolsa, tirei meu caderno e meu estojo, ele pegou sua pasta, tirou seus livros e um estojo também.

— Christian, obrigada mais uma vez por estar me ajudando com o meu problema na sua matéria — Eu disse olhando para ele.

— De nada Ana, sei que você é uma ótima aluna e que aprende rápido as coisas, só tem que ter paciência ai você consegue fazer tudo certinho — Respondeu me deixando aliviada, pois não queria ser um peso para ele, e ficar tomando seu tempo.

— Bom, então vamos começar — Disse entusiasmada.

— Vamos estudar o conteúdo desse bimestre — Ele disse pegando um livro grande que parecia ter umas quinhentas paginas.

— Qual?

— Gráficos de plano cartesiano por enquanto.

— Okay — Respondi pegando meu caderno.

— Então, o plano cartesiano ortognal é formado por dois eixos perpendiculares entre si. O eixo X que fica na horizontal é o eixo das abcissas, e o eixo Y que fica na vertical é o eixo das ordenadas. Os eixos se cruzam no ponto 0,0 denominado origem das coordenadas do plano cartesiano — Ele começou a explicar tudo, me dando exemplos e me ajudando a construir um plano cartesiano.

Ficamos nisso por duas horas, falando e esquematizando os planos cartesianos. Pensei que fosse difícil, que não iria aprender, mas com o Grey foi tudo mais fácil e simples. Ele explicou muito bem, e comecei a entender melhor sobre a matemática e seus “desafios”.

— Nossa! Nunca pensei que ia ser tão fácil aprender o sistema cartesiano — Disse surpresa comigo mesma por ter aprendido aquilo em duas horinhas.

— Eu sabia que você iria se dar bem Ana, é simples aprender as coisas comigo, alias eu ensino muitas coisas bem — Ele disse dando um sorrisinho.

“É impressão minha ou ele está me dizendo coisas com duplo sentido?”

— Que mais você ensina bem? — Perguntei desimuladamente.

— Umas coisas aí — Ele disse desconversando.

— Okay então — Respondi — Você quer provar uma coisa que eu sei fazer Christian?

Ele estava falando coisas com duplo sentido, então eu também posso. Vou provocar ele um pouquinho. Fui para a cozinha.

— Que coisas? — Ele perguntou curioso, me seguindo até a lá.

— Uma macarronada bem gostosa, que você vai se apaixonar!

— Haha, eu não me apaixono assim tão fácil Anastasia — Ele respondeu dando um sorriso sarcástico se sentando na cadeira da mesa da cozinha — Mas eu quero provar essa sua macarronada.

— Okay...

Peguei os ingredientes que eu iria usar, só que o macarrão estava na parte mais alta do armário, então peguei o banquinho que fica na cozinha, coloquei ele perto do armário e subi para pegar o macarrão, só que como eu sou totalmente desastrada, acabei me desequilibrando e quase caindo, a não ser por ele.

Christian me segurou antes deu me esborrachar no chão. Ele estava me olhando com um olhar preocupado, segurando-me com os braços ao redor da minha cintura, me segurando com força. Meu coração estava acelerado e eu estava morrendo de vergonha.

— Você quase caiu — Ele disse ainda me segurando e me olhando — Eu iria pegar o macarrão, se você me avisasse.

— Mas você estava aqui — Eu disse o olhando profundamente — Eu pensei que podia pega-lo sozinha.

Seu toque estava me deixando com calor, eu podia sentir a respiração quente dele em meu rosto.

— É... É... Pronto, agora você está bem — Ele disse inquieto me pondo no chão.

— Me desculpe Christian, é que eu pisei errado no banquinho e como eu não sou nada estabanada quase ia caindo — Disse colocando o pacote de macarrão na mesa, pois antes de cair consegui pegar o causador de todo esse conflito.

— Não tem nada não Ana, isso acontece, pelo menos você conseguiu pegar o macarrão — Ele disse voltando a se sentar, e eu retribui com um sorriso.

— É né, pelo menos isso haha.

Fui até a geladeira e peguei uma garrafa d'água, colocando um copo de água para eu beber, já que o calor todo que eu senti a segundos atrás ainda estava percorrendo pelo meu sangue.

— Quer um copo de água Christian? — Perguntei.

— Eu aceito.

Coloquei a água e o entreguei. Comecei a preparar o macarrão, colocando-o de molho e esperando alguns minutos.

— Então Ana, você aprendeu a cozinhar com quem? — Ele me perguntou, enquanto eu estava escorada na pia bebendo mais um copo de água.

— Na verdade eu aprendi com minha vó. Minha mãe sabe cozinhar super bem, mas ela nunca teve muito tempo para me ensinar, então quando eu passava as férias com a minha vó, ela me ensinada umas coisinhas. E você Christian, sabe cozinhar?

— Sei, mas não sou muito chegado na cozinha. Só cozinho mesmo em ocasiões muito especiais.

— Ah entendi — Disse me virando para olhar o macarrão. Depois de uns dez minutos ele estava pronto, preparei o molho, uma sala e fiz um suco natural de laranja. Fiz um prato pra ele e outro para mim, com o restante da refeição e o servi, me sentando logo após para comer.

— Aqui está minha macarronada apaixonante! — Coloquei o prato dele.

— Está com um cheirinho ótimo! — Ele disse antes de provar.

— Não é só o cheiro, ele está uma gostosura — Disse colocando uma garfada de macarronada na boca e ele fez o mesmo.

— Não é que está mesmo — Ele disse depois de provar.

Quando eu ia colocar a segunda garfada na boca a campainha toca.

— Só um instante — Digo para ele e vou atender a porta.

Abro a porta.

“Puts! Joy...”

— Estou atrasado uns vinte minutos, porque uma certa pessoa disse que se eu me perdesse era para eu ligar, mas eu liguei trilhões de vezes e ninguém atendeu — Joy disse me olhando com cara de bravo.

— Me desculpe, eu me esqueci completamente do nosso compromisso e meu celular estava no vibratório dentro da bolsa— Disse me explicando — Entre, que você chegou na hora do rango.

— Licença — Joy disse educadamente entrando em minha casa.

Levei ele até a cozinha. Já que ele estava ali, também queria que ele provasse do meu “macarrão apaixonante”.

— Professor Grey? — Ele perguntou surpreso por ver Christian saboreando minha comida na minha casa — O que o Sr. está fazendo aqui?

— Sr. Simons! — Ele também disse surpreso, pois me esqueci de avisar para Joy, que Christian, ia me dar aulas particulares e para Christian, que hoje Joy ia vim aqui em casa ensaiar a peça de teatro comigo para os testes de amanhã — Eu estou dando aulas particulares para a Srta. Steele, pra ver se ela melhora na minha matéria.

— Ah entendi — Joy respondeu sem graça, por ver seu professor na minha casa.

— Bom, e ai Joy, está com fome? Quer provar do meu macarrão apaixonante? — Eu perguntei animada pra ele, mas vejo que o Christian muda completamente seu semblante para uma cara de sério.

— Preciso ir — Christian se levanta da mesa, sem quase comer nada da refeição que eu fiz e sai andando em direção a porta.

Não esperei nem o Joy, responder.

— Se serve ai Joy — Disse e fui atrás do professor — Eu te levo até lá fora Sr. Grey, disse o acompanhando, só que ele já sai abrindo a porta e vai em direção ao seu carro Audi A3 que estava estacionado em frente minha casa.

Joy ficou lá dentro na cozinha e eu fui querer saber porque o professor mudou de humor desse jeito.

— Sr. Grey! — O chamei.

— Diga Srta. Steele? — Ele se virou e parou me olhando.

— O que houve? Você nem tocou direito no macarrão que eu fiz.

— Me desculpe Ana, é que eu me esqueci que tinha um compromisso.

— Então tá — Respondi — Christian, posso te pedir um favor?

— Dependendo do favor, pode sim.

— É que eu vou começar a trabalhar nessa segunda ali no King's, perto da escola, só que é no período da tarde e eu não vou conseguir estudar com você. Então eu pensei se você poderia me dar as aulas depois das seis na escola mesmo e depois eu vou para casa — Dei uma pausa — Então o que me diz?

— Hn, já fui no King's, lá é bom e você parece estar querendo muito trabalhar, então combinado — Ele disse estendendo a mão, e eu fiz o mesmo e nós dois apertamos as ambas.

— Obrigada mais uma vez Christian, até segunda-feira depois da seis — Disse acenando para ele enquanto ele entrava no carro e ia embora.

Nossa! Estou pensando até agora na pegada que ele me deu, foi tão sei lá. Ele me olhou de um jeito que me fez ficar doidinha.

— Ana? — Joy me chama na porta da minha casa enquanto eu permaneço aonde estou desde quando Christian se foi, só pensando naqueles olhos lindos, nas suas mãos firmes e braços musculosos.

— Ãh? Desculpe Joy — Digo saindo do meu transi voltando para dentro.

— Você nem me contou sobre o professor — Ele comentou me fazendo se sentir meio culpada, porque a gente era amigo e eu deveria ter comentado com ele pelo menos.

— Me desculpe, eu me esqueci.

— Você é bem esquecida né, espero que não seja assim na hora que a gente tiver treinado a peça de teatro na frente do professor — Ele disse dando risada.

— Eu prometo que vou me esforçar — Disse fazendo uma pose de durona.

— Assim espero.

— Você não vai comer?

— Sim, mas só se você me acompanhar no rango!

— Okay, eu vou — Concordei e fomos comer.

Depois de alguns minutos, fomos para meu quarto...

“Calma, não é nada disso que você está pensando!”

... Para poder ver uns vídeos na internet sobre a peça e ensaiar melhor.

Depois de ver uns vídeos, pegamos nossas falas para treinar.

— Vai, começa com você, naquela parte do jardim — Digo para ele começar.

— Okay — Ele tosse para deixar a voz mais grave — Só ri das cicatrizes quem ferida nunca sofreu no corpo...

— Ai eu apareço na janela — Complemento.

— ... Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és

mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apóia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face! — Joy comclui.

— Ai de mim! — Digo minha parte.

— Oh, falou! Fala de novo, anjo brilhante, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mortais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno — Ele disse, e continuamos o ensaio durante uma hora.

Logo depois o Joy teve que ir embora.

— Bem, tenho que ir agora — Ele disse meio triste.

— É, mas amanhã tem mais né — Disse sorrindo — E agora é pra valer, tenho que treinar bastante essas falas hoje, pra amanhã está fera.

— Eu também — Ele disse enquanto íamos até a porta de casa.

— Então até amanhã — Disse dando um sorriso pra ele.

— Até amanhã Ana — Ele disse me dando um beijo na bochecha, que me deixou meio confusa.

Nos despedimos e ele foi embora.

Arrumei a bagunça que fiz na cozinha, tomei um banho e comecei a estudar os textos para o teste de amanhã. Meus pais chegaram, eu jantei e depois fui estudar mais um pouco e acabei dormindo logo após.

Notas finais
Próximo capitulo vai ter um hot do Grey com a Anastasia hehe... Não deixam de acompanhar e recomendar...