Notas iniciais
Aiiii gente que bom que estão gostando! Vou dedicar esse capitulo para minha amiga Karol, que quase me mata por eu demorar a postar... Boa leitura e recomente ^^

Cheguei em casa, meus pais ainda não estavam, só iriam chegar oito da noite. Sou filha única, eles nunca quiseram ter mais de um filho, pelo fato de trabalharem muito, então não iriam conseguir dar atenção para todos. As vezes eu acho ruim não ter nenhum irmão para me perturbar ou uma irmã para ficar pegando minhas coisas sem minha autorização, — até que seria legal — mas as vezes eu acho bom, por que eu gosto de ficar sozinha, lendo, escrevendo ou fazendo alguma coisa para ocupar minha mente.

Joguei minha bolsa no sofá e fui para cozinha preparar um sanduíche.

— Hum, vamos ver... — Disse abrindo a geladeira — Cadê a pasta de amendoim? — Não estava conseguindo achar — Ah está aqui!

Peguei a pasta, o pão e fiz o sanduíche. Terminei de comer, logo depois fui para meu quarto.

Coloquei uma roupa confortável, e liguei o computador para mandar um e-mail para Luce, contando as novidades.

De: Anstasia_steele@gmail.com

Para: Lucecarey97@gmail.com

Enviada: Segunda-feira, 05/02 as 14:01

Assunto: Novidades

Querida Luce,

Estou morrendo de saudades de você e do Fill, não vejo a hora de chegar as férias para eu ir visita-los em Wichita.

Bom, minha escola nova é bonita e grande, no meu primeiro dia de aula já fiz novas amigas, é até uma inimiga... Tem uns caras super idiotas que estão no meu pé, mas depois dou um jeito neles. Ah e o professor de matemática é um super gato! O nome dele é Christian Grey.

Depois quero saber todas novidades!

Com amor,

Ana.

Cliquei em enviar o e-mail, fui para cama e peguei um livro que mostrava tudo sobre Seattle. Quando meus pais iam se mudar, sempre comprava um livro para eu saber sobre a cidade, onde tinha restaurantes, bares, museus, e etc, eles queriam que eu ficasse mais familiarizada, mas isso nunca funcionava, eu nunca me acostumava tão rápido, mas Seattle, eu não sei porque, mas eu estava começando a gostar dela, e da escola Frank Del Costa, apesar dos acontecimentos por lá, aqui eu me sentia em casa.

Adormeci lendo o livro, e só acordei quando minha mãe chegou.

— Filha, acorda! — Ela me chacoalhou — Já cheguei e fiz o jantar. Se arrume e desca para comer.

— Ok mãe, já vou — Respondi ainda com a cabeça enterrada no travesseiro.

Lavei o rosto e desci para ir jantar. Meu pai e minha mãe já estavam lá me esperando.

— O que tem de bom para o jantar? — Perguntei ao me sentar a mesa.

— Fiz uma macarronada ao molho branco, salada de folhas, e um suco de laranja — Mamãe disse.

— Hum o que eu mais gosto! — Disse me servindo.

— Como foi a escola hoje filha? — Papai perguntou terminando de se servir mais um pouco.

— Ah foi legal, e até já fiz algumas amigas.

— E como foi a aula de matemática? Você está se dando bem? — Ele perguntou sério.

— Está sendo boa, meu professor Christian Grey, ensina super bem.

— Que bom então — Ele disse dando uma pausa para beber o suco — Porque se a senhorita se der mal, eu vou ter que contratar um professor de matemática particular para você!

“Blá blá blá , já sei disso”

— Okay pai, mas não vai precisar, vou me sair bem!

Meu pai é legal, mas as vezes ele enche o saco!

Encerramos o assunto e voltamos a comer. Logo depois terminamos, meus pais foram para o quarto e eu fui assistir um pouco de tv.

Não tinha nada de bom passando, então subi para meu quarto e fui checar se Luce, respondeu meu e-mail.

Liguei o computador e tinha uma mensagem:

De: Lucecarey97@gmail.com

Para: Anstasia_steele@gmail.com

Enviada: Segunda-feira, 05/02 as 19:42

Assunto: Saudades!

Querida Ana,

Também estou morrendo de saudades de você. As férias vai demorar tantoooooo, da até vontade de chorar por não te ter aqui por perto. Estou feliz por você ter feito novas amizades por ai, e triste por você já ter uma inimiga... Lembre-se: “Paz e amor.”

Aff! Esses caras devem ser muito chatos... Ohhhhh my God! Um professor gatão!? Eu queria que aqui tivesse um desses rs... É para prestar atenção na aula viu mocinha RUM!

As coisas por aqui estão ótimas, eu consegui um emprego de vendedora em uma loja de antiguidades, e o Fill está montando a banda que sempre quis ter... Ah falando nele, ele mandou um beijo para você! Bom era só isso.

Com amor,

L.

Luce, como sempre “na paz”. Mandei outro e-mail pra ela.

De: Anstasia_steele@gmail.com

Para: Lucecarey97@gmail.com

Enviada: Segunda-feira, 05/02 as 21:15

Assunto: Feliz por vocês

Luce, estou muito feliz por você e pelo Fill, espero que de tudo certo pra vocês!

Bjs,

Ana.

Cliquei no botão enviar e depois fui para cama e continuei a ler o livro sobre Seattle. Acabei adormecendo, quando era uma hora da madrugada.

— Filhaaaa acordaaa! — Mamãe disse me chacoalhando, como de costume — Você está super atrasada!

Abri meus olhos e olhei o relógio.

— Saco 6:45! Me esqueci de colocar o celular para despertar! — Me levantei correndo e fui me arrumar.

Nem tomei banho, abri o guarda roupa coloquei uma calça jeans, uma regata preta e meus all star pretos. Coloquei meu óculos e desci.

— Pai me da uma carona hoje de novo, estou super atrasada! — Falei esperando na porta.

— Vai sair sem comer filha? — Minha mãe perguntou.

— Vou mãe, acabei dormindo muito tarde e me esqueci de colocar o celular para despertar.

— Pronto, vamos Ana — Papai disse terminando de tomar café e pegando as chaves do carro.

Dei um tchau para minha mãe, depois entrei no carro e meu pai me deixou na escola.

— Boa aula filha.

— Obrigada pai, bom trabalho para o senhor também.

Ele me deu um sorriso e se foi. Entrei na escola, peguei meus livros que iria precisar e fui direto para a sala de aula.

— Licença professor Grey — Disse entrando na sala. A primeira duas aulas eram dele.

— Está mais do que atrasada Srta. Steele — Ele disse me olhando dos pés a cabeça.

— Desculpe, é que meu celular não despertou!

— Okay, mas da próxima vez vai ser punida.

“Punida? Hummm.”

Ele pegou uma pilha de papeis que estavam em sua mesa, e passou na mesa de cada um dos alunos.

— Apenas, caneta, lápis e borracha em cima da mesa — Grey disse entregando os papeis pra cada um dos alunos — Espero que saibam o bastante, por que essa é uma prova surpresa.

— Prova surpresa! — Disse incrédula.

— Sim — Ele respondeu seco entregando minha prova, e logo em seguida para todos da sala.

Depois que distribuiu todas as provas, ele sentou em sua mesa e ficou observando todos, mas sempre ficava me olhando por mais tempo, como se soubesse que eu teria dificuldades com a prova.

“Ou querendo meu corpo nú.”

Como eu poderia me concentrar em fazer a prova se o Sr. Grey ficava me olhando?

Fiquei Tentando me lembrar de tudo que ele tinha me ensinado no primeiro dia de aula, mas eu não consegui. Só conseguia pensar, nos seus olhos azuis acizentados. Ele é tão lindo e sexy para um professor.

Saí de meus pensamentos e “tentei” me concentrar.

Passou-se uma hora e meia de prova, e das quinze questões eu só consegui fazer seis. Estava totalmente desesperada. O que meus pais iriam me dizer?

— Acabou o tempo — Ele disse se levantando e olhando para seu relógio preto e bem chique. Ele estava com uma calça marrom, camisa branca e sapatos marrons também — Vamos, entregando a prova.

Ele começou a recolher as provas pelo fundo, e eu fiquei tentando fazer outras questões até ele não chegar em mim. Grey chegou em minha mesa, olhou minha cara de desespero, deu um sorrisinho sacana — que eu não entendi o motivo — fez um sinal de negativo com a cabeça pra mim e recolheu minha prova por último.

“É, pelo jeito até ele já sabe que eu me dei mal”

— Bom pessoal, espero que vocês tenham se dado bem nesta prova — Ele disse seco guardando as provas em sua pasta de couro preto — Podem ficar a vontade nesses últimos minutos de aula.

Ele se sentou, colocou os óculos e começou a ler um livro, enquanto todo mundo estava conversando na sala.

— Ana! — Kate me chamou do fundo da sala. Ela estava ao lado de um garoto que eu não tinha visto no primeiro dia de aula. Ele tinha cabelos castanho escuro e olhos verdes claros, estava usando uma camiseta preta da banda Nirvana — Venha aqui.

Andei até eles e me sentei em uma cadeira que estava do lado da Kate.

— Oi — O garoto disse simpático.

— Oi — Respondi dando um sorriso e me sentei.

— Ana, esse é o Joy Simons — Kate disse me apresentando ao garoto bonito — Joy essa é a Anastasia, mas pode a chamar de Ana.

— O prazer é... — Joy e eu falamos ao mesmo tempo.

— Opa! — Disse ele envergonhado — O prazer é meu Ana.

Dei um sorriso e respondi:

— É um prazer também.

— Bom como eu estava conversando com o Joy — Kate disse saindo das “apresentações” — Onde eu trabalho, está precisando de dois garçons, e ele estava me dizendo que queria arranjar um emprego, por mais que pague pouco, ai eu pensei se você também estava querendo um emprego — Ela deu uma pausa, olhou para ele, que estava olhando fixamente pra mim, me deixando envergonhada — E ai Ana você topa?

Bom, começar a trabalhar, deixar todas as minhas mordomias de filha única e de não depender dos meus pais? Isso não seria uma má idéia. Eu estou prestes a fazer dezoito anos e não quero ficar a custas deles, quero morar sozinha e para isso tenho que começar a trabalhar. A verdade é que eu gostaria muito de ser independente e ficar um pouco fora de casa.

— Eu topo Kate.

— Então está marcado, hoje depois da saída vocês me esperam — Ela disse fazendo um sinal para eu e o Joy batermos na palma de sua mão.

Eu e ele nos olhamos, sorrimos e cada um bateu em cada mão de Kate.

— Mas esse emprego é de...

Fui interrompida pelo sinal da escola — a aula tinha acabado — eu e a Kate saímos da mesa do Joy, e fomos para a nossas.

— Pessoal no final da última aula, passo na sala para entregar a provas corrigidas a vocês — Grey, disse recolhendo seus materiais e saindo da sala.

Engoli a saliva, me virei para Kate — que estava atrás de mim em sua carteira — e disse:

— Acho que me ferrei nessa prova!

— Ah Ana, fica de boa eu também acho que não fui tão bem.

— Mas não tão pior quanto eu!

Ela deu uma risadinha e voltou a rabiscar a mesa com um tipo de desenho. Era um coração com as iniciais de K&R — ou seja, Kate e Rony, suponho — ela me olhou e percebeu que eu ainda estava virada para sua mesa observando-a.

— Hey pensei que você estaria virada para frente! — Ela disse escondendo o desenho com seu caderno rosa que combinava com o estojo.

— Desculpe-me interromper os seus pensamentos — Dei uma risada — Você deve gostar muito dele né!

— Dele quem? A inicial “R” não é de Rony — Ela disse se entregando.

— Tá legal — Eu disse colocando as mãos para cima — Mas eu não disse que era a inicial do nome dele.

— Merda! — Ela disse colocando o queixo sobre a mão — Está tão na cara, que eu ainda gosto dele?

— Uhum — Respondi sorrindo.

Uma mulher alta, magra e de cabelos ruivos, entrou na sala, ela estava com um vestido roxo que ia até o joelho, com saltos agulha preto. O nome dele era Riley Betsie, e ela é a professora de química.

Na aula dela fizemos umas atividades e depois deu a hora do intervalo, todos da sala saíram rapidamente quando o sinal tocou.

— Aleluia! — Joy surgiu ao meu lado — Odeio aula dessa professora.

— Porque? — Perguntei.

— Eu nunca sei fazer as “químicas” que ela passa.

— Ah eu sou muito boa em química — Disse enquanto caminhávamos até o jardim, onde todos os alunos ficavam na hora do intervalo — Sou boa em todas as matérias, menos a de matemática.

— Sério? Eu sou ótimo em matemática! — Disse todo entusiasmado — Se você quiser posso te ensinar matemática e você me ensina química. Que tal?

Quando eu ia responder, Kate surge do nada e pula em nossas costas.

— Tão com fome? — Ela deu uma pausa — Claro que estão né!

— Sim — Eu respondi, entregando o meu dinheiro do lanche e ele também.

— Vou comprar uns salgados pra gente e depois vamos encontrar as meninas — Disse e foi em direção à lanchonete.

— Vamos ficar ali — Joy pegou em minha mão e me levou a uma mesa com uns bancos, ela era toda branca e ficava perto de um grupinho de góticos.

Sentamos no banco e ficamos sem assunto. Ele me fez lembrar do meu melhor amigo Charlie, quando nos conhecemos. Segurei as lágrimas, pois não queria que Joy, pensasse que eu era doida por chorar do nada.

— E ai Ana, você já trabalhou antes? — Ele perguntou quebrando o silêncio.

— Não e você?

— Já trabalhei com na marcenaria do meu tio, ele fazia uns móveis muito bonitos com madeira de eucalipto e outras, aí eu ajudava ele — Deu uma pausa — Ele era como se fosse um pai para mim.

— O que houve com o seu pai?

— Ele se separou da minha mãe quando eu tinha sete anos, ele aparece de vez em quando, mas nunca foi um pai presente, nunca ligou pra mim.

— Nossa que barra! — Eu disse parando para pensar na situação dele. Meu pai sempre foi presente e sempre se importou comigo, não sei o que seria se ele deixasse minha mãe e eu sozinhas.

Ficamos sem assunto depois disso, até Kate, Kim e Back, chegaram com os nossos lanches.

— Oi gente — Kim disse acenando para nós.

— Oi — Respondemos juntos.

— E ai trouxa — Back disse dando um tapinha na cabeça do Joy, que ficou sem graça e ajeitou o cabelo desarrumado pelo tapa dela — Oi Ana!

— Oi — Respondi.

Todos nós sentamos na mesa e comemos. Kate, Back e Kim ficaram conversando sobre o Rony, que estava há umas três mesas de distancia com seus amiguinhos idiotas. Eu e Joy, ficamos falando sobre algumas matérias da escola. Todos estavam conversando, mas quando eu olho para a porta onde os alunos entram para sair nos corredores dos armários, lá estava ele, Christian Grey, encostado em uma lado da porta com um copo de café, olhando em minha direção, como se tivesse observando meus amigos e eu, ou somente eu. Parei de olhar para ele e voltei a conversar com meus amigos, mas quando olho de novo para onde ele estava, o Grey tinha saído de lá.

O intervalo acabou, e cada um foi pra sua sala. Kate e eu, ficamos na mesa do Joy conversando sobre os professores chatos e os legais.

O professor Thiago entrou na sala, eu e Kate saímos da mesa do nosso amigo e fomos pra nossa.

— E não se esquece de esperar a gente na hora da saída, okay? — Kate disse gritando para o Joy.

Ele fez um sinal de jóia com o dedo e prestou atenção no professor que tinha acabado de entrar na sala. Ele passou algumas lições e corrigiu umas atividades, logo acabou a aula dele e entrou um professor de olhos e cabelos castanhos, com uma calça creme e uma blusa de colarinho branco debaixo do suéter marrom. Era o professor de francês, James George.

Ficamos a aula toda dele falando — ou tentando — falar frases em francês e fazendo atividades. Uns dez minutos antes de acabar aquele dia de aula e todos alunos irem para casa o professor Grey, bateu na porta entrou dizendo:

— Licença Sr. Geoge, vim só para entregar a provas corrigidas para eles, okay?

— Claro Sr. Grey.

Ele foi distribuindo as provas para todos os alunos, e quando chegou na minha mesa para entregar a minha, ele me olhou, com aqueles olhos azuis acizentados e disse:

— Está na hora da senhorita melhorar!

Ele colocou minha prova virada para baixo e logo depois que terminou de entregar as provas para todos foi embora. Cocei a garganta, virei minha prova e quando olho para ver a nota...

— Um “F” — Digo incrédula para eu mesma.

“F de fudida!”