Notas iniciais
Boa leitura ^^

Antes de ir encontrar Joy e Kate na hora da saída, passei no banheiro para lavar o rosto, pois estava muito abalada por tirar uma nota tão baixa, aliás eu sou bolsista e tenho que manter as notas sempre altas, e além disso meu pai ia ficar muito decepcionado comigo e ia colocar um professor particular na minha cola, e eu não ia poder trabalhar.

— Fique calma Anastasia Steele — Disse para mim mesma em frente ao espelho.

Peguei minha bolsa que tinha colocado em cima da pia do banheiro e sai. Fui encontrar meus amigos em frente do portão da escola.

— Nossa pensei que você tinha morrido — Kate disse fazendo uma cara de assustada.

— Para de ser dramática Kate — Joy a repreendeu.

— Nem sou tão dramática assim — Ela disse levantando a cabeça para dar uma de superior.

— Okay gente — Disse ficando no meio dos dois — E ai Kate, onde fica essa lanchonete?

— Fica à duas quadras daqui.

— Okay, então vamos andando mesmo — Joy disse e fomos caminhando.

Chegamos na lanchonete que estava abrindo agora, ela era bem grande, tinha mesas de madeira maciça e os bancos tinha uns estofados vermelhos, alguns posters de time de beisebol e futebol americano espalhados pelas paredes, uns troféus de partidas de golf em bancadas na parede, um bar no fundo da lanchonete. Ela é bem cuidada.

— Oi Daniel, o chefe está ai? — Kate pergunta para um cara barbudo, cheio de tatuagens, aparentava ter uns vinte e cinco anos, ele estava no bar — era o barman — e estava lavando uns copos.

— Ele está lá nos fundo gata — O barman barbudo disse dando uma piscada para Kate.

“Hum, sei não essa piscadinha para Kate, acho que eles já tiveram algum lance!”

Fomos para o fundo da lanchonete, lá tinha um escritório onde o chefe dela ficava.

— Chefe — Ela disse batendo na porta.

— Entre — Uma voz grossa respondeu.

— Eu trouxe meus amigos que eu lhe disse — Disse mostrando-nos para o chefe dela.

— Esse aqui é o Joy Simons — Ela disse apontando para Joy — E essa aqui é a Anastasia Steele — Apontou pra mim.

— Sim — Ele disse sério — Qual é a idade dos dois?

— Eu tenho dezessete — Joy disse.

— E eu também tenho dezessete, só que daqui há um mês, faço dezoito — Eu disse.

— Bom, Anastasia como você vai fazer dezoito daqui há um mês, você pode até começar aqui, mas você rapaz teria que ter dezoito ou então fazer dezoito esse ano, então não vou poder te contratar, mas tenho um colega que trabalha com menores de idade, qualquer coisa eu te passo o endereço do restaurante dele — O chefe de Kate disse — Aliás eu me chamo, Jean Walsh.

— Okay, Sr. Walsh — Joy respondeu meio desapontado.

— E você Anastasia, já trabalhou alguma vez? — Jean perguntou guardando uns papeis na gaveta de sua mesa.

— Não, mas eu aprendo as coisas muito rápido — Eu disse tentando convencer para me contratar.

— Hum, está bem — Ele deu um sorriso — A senhorita está contratada, mas tem que se dar bem com o publico daqui okay?

— Okay Sr. Walsh, eu me dou bem com o publico — Menti, pois eu não era tão boa assim com o publico, na verdade eu era muito desastrada e tímida, mas teria que lidar com isso para trabalhar.

— Okay, então semana que vem você já começa como garçonete aqui no King's — Ele pegou um papel e anotou alguma coisa — Você vai começar às uma e meia da tarde e vai sair as seis e meia da noite, de segunda a sexta e o salário vai ser de quinhentos dólares por mês — Jean me entregou o papel com tudo informado.

— Muitíssimo obrigado Sr. Walsh! — Eu disse super feliz.

— Valeu chefe — Kate disse.

— De nada — Ele escreveu algo em outro papel e entregou para Joy — Foi um prazer conhecer vocês, e rapaz não se esqueça de passar no restaurante para ver se tem trabalho lá.

— Okay, eu vou passar sim — Joy respondeu dando um sorriso — Obrigado.

— De nada.

Nos despedimos do Jean, meu futuro chefe que parecia ser bem legal — ele era negro e meio gordo — saímos da lanchonete King's.

— Gostaram do Jean? — Kate perguntou, nós estávamos do lado de fora da lanchonete.

— Gente boa — Joy disse e eu concordei.

— Você vai ficar ai Kate? — Perguntei.

— Vou sim, daqui a pouco eu começo a trabalhar, mas vocês já podem indo, vejo-os amanhã na escola.

— Okay — Respondi.

Nos despedimos da Kate e fomos para o ponto de ônibus. Joy me deu um beijo na bochecha — que me deixou envergonhada — e pegou o ônibus para ir para casa e eu peguei o meu.

Cheguei em casa, subi para meu quarto, joguei minha bolsa na cama, tirei minha roupa e fui para o banheiro tomar um banho. Tomado o banho, coloquei um shorts jeans e uma blusa caida de lado, desci e fui ver o que tinha para comer.

Não tinha nada preparado, então resolvi fazer uma massa pra mim. Enquanto colocava o macarrão para cozinhar, preparei o molho.

Cortei dois tomates em cubinhos, coloquei no liquidificador, junto com o orégano, sal, coentro e bati. Depois coloquei em uma panela com azeite e comecei a mexer até borbulhar, tirei o macarrão do fogo, coloquei no prato e joguei o molho em cima.

— Hummm que delicia! — Disse experimentando meu macarrão delicioso.

Sou sempre boa em fazer comida, minha mãe me ensinou desde quando eu tinha dez anos a cozinhar, eu até ajudava ela no restaurante do meu falecido avô, bons tempos. Terminei de comer e fui para sala assistir tv, estava passando Friends, eu amo essa série! Assisti alguns episódios e peguei no sono.

— Filha acorda! — Meu pai disse me balançando. Olhei o relógio que fica pendurado na parede acima da tv, era sete horas da noite, eles haviam chegado cedo.

— Ahhh — Resmunguei — Não posso nem dormir direito.

— Precisamos conversar!

— A pai eu acabei de acordar, não pode ser amanhã ou depois? — Disse fechando meus olhos.

— Tem que ser agora! — Ele alterou o tom de voz que me fez se levantar em um pulo.

— Filha, quando a gente chegou tinha um recado na secretária eletrônica, dizendo que amanhã de manhã, é para eu e seu pai comparecer na escola. O que você fez querida? — Mamãe perguntou calma, diferente do meu pai que estava querendo me matar.

— É que... Que... Ér... — Gaguejei — Meu professor de matemática passou uma prova surpresa, e eu não estava preparada o suficiente para fazer-la, ai eu só acertei três questões.

— Quantas questões eram? — Meu pai me perguntou sentando no sofá ao meu lado.

— Quinze.

— O que? — Ele me olhou furioso — Anastasia, como você só pode acertar três questões?

— Pai eu não sou você e nem a Mamãe, não sou tão boa com cálculos quanto a vocês, eu sou boa em outras coisas, me desculpe se os decepcionei, mas é que eu não estava preparada para uma prova nos primeiros dias de aula — Disse com lágrimas nos olhos. Eu sei que parece uma coisa insignificante tirar um F, mas para os meus pais não era simplesmente um F, era uma coisa terrível. Isso poderia fazer eu perder minha bolsa da melhor escola de Seattle, eu nem eles queriam que isso acontecesse.

— Nós sabemos disso Ana — Mamãe disse — Mas você tem que se esforçar mais.

— Eu vou me esforçar!

— Vou contratar um professor de matemática particular, e todo dia, no seu tempo livre você terá aulas com ele — Meu pai disse seco.

— Mas pai eu não vou poder ter um professor particular!

— Porque não? — Ele perguntou confuso.

— É que eu arrumei um emprego perto da escola, e começo daqui há uma semana.

— Sinto muito mocinha, mas isso ficara para depois!

— Mas...

— Sem mais Anastasia! — Ele disse e foi para o quarto.

Droga, era tudo o que me faltava, meu pai querer me controlar! Eu sei que por uma parte é culpa minha, e que eu devo obediência à ele, mas é que eu cansei de sempre fazer o que ele quer e o que manda, eu não quero ser mais controlada por ninguém, vou aceitar as aulas particulares de matemáticas, mas tenho que arranjar um jeito de poder trabalhar, e assim que eu pegar meu primeiro salário vou morar sozinha.

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Minha mãe preparou o jantar. Eu, ela e meu pai sentamos-nos à mesa e jantamos sem dizer um piu. Meu pai parecia estar bem aborrecido, pois teria que se atrasar no trabalho para comparecer a reunião, cujo o motivo seria eu ter tirado um F na prova de matemática, e ele odeia quando tem que se aborrecer com bobagens.

Terminamos de jantar, ajudei minha mãe a tirar a mesa, enquanto meu pai ia para o banheiro tomar um banho.

— Gostei de você tomar a iniciativa de trabalhar — Minha mãe disse sorrindo.

— Obrigada mãe — Respondi sorrindo para ela também — Só que o Sr. Ray não pensa assim.

— Ah ele só disse aquilo, por que estava estressado, mas logo, logo ele se acalma.

— Espero que sim.

Terminei de tirar a mesa, lavei a louca e subi para meu quarto. Não estava com sono ainda, então liguei o computador e fui ver se tinha algum e-mail da Luce, mas não tinha nenhum.

Fiquei fazendo uns trabalhos para escola, que a Srta. Blues tinha pedido na aula passada, que eu nem tinha me lembrado que era para amanhã. Terminei a redação que ela pediu, e comecei a pesquisar sobre o professor de matemática.

“Okay eu não sou uma psicopata por estar querendo saber um pouco sobre ele, mas é que eu ainda não consegui tirar da cabeça o que será que tem naquela porta!”

Então resolvi fazer uma pesquisa.

— Christian Grey — Joguei no google.

Apareceu uns resultados, sobre as aulas de matemática dele, que ele recebeu uns troféus por ser muito qualificado. E além de ser uns dos mais renomados professor de Seattle ele também é dono da metade da Frank Del Costa.

— Nossa! — Disse para eu mesma.

Realmente, esse professor é muito bom! Além de ser gostoso, sexy e bonito, ainda é muito inteligente e é dono da melhor escola de Seattle, tem homem melhor que esse? Acho que não.

Depois que fiz uma pesquisa básica sobre ele, fui para cama e fiquei ouvindo musica, coloquei meu celular para despertar o horário certo e dormi.

Notas finais
Falta pouco para Ana, fazer 18 anos ... hehe