50 First Dates

3 Out Of The Woods


Notas iniciais
Postei os três primeiros capítulos, tenho quase cem visualizações e quatro acompanhamentos, já? Enjoy!

P.O.V Travis

Acordei no meio da noite suando frio. O que estava acontecendo comigo, Travis Stoll? Nunca tive insônia nem nenhuma outra dificuldade para dormir, mas agora toda vez que fecho os olhos parece que o mundo vai desabar em cima de mim.

Abri os olhos e não consegui enxergar muita coisa, estava escuro. Senti que estava apoiado em uma árvore e ao meu redor só sentia folhas, mas aquilo não parecia o Acampamento. Levantei e andei em linha reta, tentando achar alguma referência para saber onde estava.

Tudo o que via ou era verde ou era marrom. Ao andar entre duas árvores, senti minha pele arder quando um galho me cortou. Mas ele tinha algo na ponta, verde e brilhante. Não consegui me mover por uns minutos, mas me recuperei e levantei um pouco depois.

Tentei pisar no chão mas doía como se minha perna estivesse quebrada. Manquei até conseguir achar um banco perto de uma trilha que cortava a floresta. Sentei e esperei. Ao olhar o céu, reparei que o sol estava nascendo e de repente me lembrei.

“Estava passando pelos chalés quando ouvi algo no minimo interessante.

–Eu não inventei! Todo mundo do acampamento sabe disso, se você tivesse prestado mais atenção...

–Não Katie, não é por isso. Eu tenho uma profecia pra você.

Vi algo verde saindo da boca de Rach e tive que ficar para ouvir mais. Me escondi atrás da parede do chalé e esperei. O espirito de Delfos disse:

‘Menina refugiada

Será atingida pela espada

Ao tentar encontrar o deus

Que não quer ser encontrado

O sol brilha forte no sul

Onde encontrará o largo azul’

O espírito verde sumiu e Rach recuperou a respiração com um pouco de dificuldade. Nunca parei para pensar se aquilo fazia mal para ela.

–Meninas... Eu não sei se devemos contar a alguém. A profecia mesmo disse, ele não quer ser encontrado. Talvez devessemos deixar isso pra lá.

–Por enquanto, isso não sai daqui. Depois resolvemos o que vamos fazer – disse Thalia, encerrando a conversa.”

Levantei do banco e caminhei mais um pouco, pensando sobre o que aquilo significava. Percebi minha boca ficando seca e me senti fraco. Andei tanto e devia estar sem comer faz horas. Senti meus olhos fechando e apaguei de novo.

Acordei dentro de um lago, quase me afogando. Não faço a minima ideia de como cheguei lá ou o porque. Sai da água, quase desmaiando de frio e andei mais um pouco. Tinha muita neblina, mas consegui enxergar algo que parecia ser uma placa.

Tentei ler, mas aparentemente minha dislexia tinha voltado com mais força: era impossivel ler a placa. Quando estava prestes a desistir, ouvi um barulho de motor. Olhei para o lado e vi uma ruela que entrava na floresta. Por ela vinha um carrinho, bem pequeno e rosa.

–Ei! EI! Podem me dizer onde estamos?

– Green Mountain National Forest, amadinho.

–Muito obrigado, foi de grande ajuda. Ai meus deuses... Onde eu vim parar?

Procurei pelo meu telefone no bolso. Encontrei e agradeci aos deuses por não tê-lo deixado no chalé ou esquecido por aí como sempre faço. Desbloqueei a tela e descobri que aquele ditado poderia se aplicar a qualquer um. Nada está tão ruim que não possa piorar: o telefone estava sem sinal.

Praguejei alto e tive vontade de atira-lo ao lago, mas percebi que só pioraria as coisas se fizesse isso. Resolvi andar, talvez achasse a civilização. A cada passo que dava, uma planta ou agarrava no meu pé ou me arranhava, me fazendo sangrar.

Decidi pelo menos uma coisa ali: odiava plantas. Quando chegasse no acampamento, mataria todas as plantas, até as da Gardner. Idai se ela me matasse? Eu já tava cheio de cortes de folhas secas mesmo, uns socos daquela franquinha não mudariam muita coisa.

Eu andava, andava, andava e parecia que continuava no mesmo lugar. Prestei mais atenção e lembrei; à direita, a placa que não conseguia ler de jeito nenhum. À esquerda, o lago. Esperei o que pareceram ser vinte minutos e olhei: as mesmas coisas continuavam junto a mim.

Onde diabos eu estou?

***

P.O.V Katie

Acordei e percebi que eu e as meninas tínhamos dormido todas juntas na mesma cama. Ri e revirei os olhos ao notar a situação. Levantei tentando não acordar ninguém e fui para o banheiro tomar um bom banho.

Enquanto a água caia em meu corpo, pensei onde estaria Travis e ponderei: provavelmente tinha dormido com outra menina qualquer do Acampamento. Me repreendi ao pensar nisso. Travis era um galinha, mas não um completo babaca. Não até onde eu sabia.

Saí do chuveiro e me vesti. Fiz uma trança básica no cabelo e estava pronta. Voltei ao quarto para acordar as dorminhocas tive uma ideia. Lembrei de quando fui a uma viajem com a escola e as garotas mais patricinhas foram acordar a todos com panelas.

Fui até a cozinha e peguei uma panela e tampa. Voltei rápido e me posicionei ao lado do ouvido de Silena, que eu sabia ser a mais escandalosa do grupo. Contei até três mentalmente e bati, com toda a minha força.

Tenho certeza que a Ásia inteira acordou com o grito de Silena. Bati uma vez, depois duas, então três e assim vai. As meninas começaram a acordar e jogavam tudo que conseguiam alcançar em mim: travesseiros, bichinhos de pelúcia e até mesmo um sutiã. Tive que rir com a situação: o estado de todas era impagável, descabeladas e raivosas. Resolvi sair correndo do chalé antes que fosse chutada para fora.

–Ei, ei! Katie!

–Oi Connor, bom dia. Nem deu tempo de sentir minha falta ainda.

–Acredite em mim quando digo que se pudesse, só voltava a te ver ano que vem. Mas meu irmão sumiu, queria saber se o tinha visto.

–Quem, Luke? Não vi, mas talvez Thalia...

–Chega de brincar, Gardner. Eu acho que o Travis sumiu.

–Bem, comigo ele não está. Certeza que ele não está com uma garota qualquer por ai ou pregando pegadinhas em todo mundo?

–Não, ele não é assim. Teria me falado se fosse fazer alguma coisa. Tenho certeza de que algo está errado, eu posso sentir.

Dava para perceber a preocupação nos olhos e na expressão de Connor. Resolvi acreditar, afinal, por qual motivo ele mentiria para mim?

–Podemos tentar uma mensagem de íris. Ela não mostra a pessoa em qualquer lugar?

–Ótima ideia. Até que não é tão burrinha assim, Katie.

Peguei na mão dele, virei e torci seu braço. Ele ajoelhou e reclamou, praguejando e me chamando de louca.

–Nunca mais diga que sou burra. Nem mesmo burrinha. Estamos de acordo?

–Que isso menina?! Você é uma louca agressiva!

Apertei mais forte e semicerrei meus olhos.

–Ta bom, ta bom. Eu prometo.

Soltei seu braço e disse para que esperasse ali. Entrei em meu chalé e ignorei as meninas que falavam comigo; tinha coisas mais importantes para fazer agora. Abri minha gaveta e tirei de lá alguns dracmas, para o caso de termos que ligar mais de uma vez.

Sai do chalé de novo e encontrei Connor massageando a mão que eu tinha apertado. Revirei os olhos e fui até ele, caminhando calmamente. Estendi a mão com as moedas e ele notou minha presença.

–Agora só falta o arco-íris.

–Fácil. Podemos falar com Percy e eu chamo Lily, uma amiga minha filha de Apolo.

–Sei quem é. Bonita ela, não?

–Cala a boca Connor, seu irmão tá desaparecido. Você chama Percy e eu vou atrás de Lily. Nos encontramos em frente à Casa Grande em quinze minutos.

Ele assentiu e foi procurar Percy, enquanto me dirigi ao chalé de Apolo, para ver se Lily já havia acordado. Andei até lá pensando onde Travis podia estar. Era realmente esquisito, não tinha noticias dele desde que acordei; isso, para Travis Stoll, é esquisito.

Bati na porta do chalé e abri. Nem tive tempo de dizer nada, pois quase fui atingida por um jarro voador que saio do chalé.

–QUEM ESTÁ AI? VÁ EMBORA!

–Calma Lily, sou só eu, Katie.

–Ah – ela apareceu na porta, de toalha – É você. Pensei que fosse um dos irmãos Stoll querendo uma foto minha pelada.

–Sou eu, mas é por eles que estou aqui. Precisamos da sua ajuda, então trate de see trocar em cinco minutos. Vai, vai, vai!

Ela levantou as mãos em sinal de rendição e entrou no chalé novamente, saindo alguns minutos depois com uma roupa digna da personalidade.

–Quem é a donzela em apuros da vez?

LEIAM AS NOTAS FINAIS

Notas finais
Próximo só com quatro comentários xoxo