42 - Violet Hill

52 O morro dos ventos uivantes (Lost?)


Notas iniciais
Boa noite humaninhos! Atenção o capítulo de hoje está virado em hot Seddie e não é dos mais educados e puros, aviso desde já... Se lembram quando eu disse no capítulo 8 que o Freddie não era um cavaleiro de armadura brilhante? Pois bem queridos, ele mesmo dirá isso no capítulo de hoje! O capítulo está cheio de mensagens ocultas mas a essa altura 90% já sabem quem é o Alfa, infelizmente a minoria ainda não sacou, mas vamo que vamo amores... Aproveitem:

Parte 52: Heathcliff

Povs geral:

Era dia 22 de dezembro de 2017. A neve cobria a entrada da casa de Sam, agora não somente dela mas do Freddie também. Fredward estava no trabalho. Sam arrumava a cozinha para o jantar. Ela entoava a canção country tocada no rádio. Ela aguardava a chegada de Freddie. Sam não acreditava que realmente vivia uma vida de casada, ainda mais com o amor da sua vida.

Sam suspirou empolgada ao ouvir o marido estacionar a Lamborghini na garagem. Todos os dias era a mesma coisa, mas Sam não se cansava disso, ela não podia estar mais feliz, assim como o Freddie, que acreditava ter salvado a vida de uma dezenas de crianças em outra vida para ter um momento de paz com Sam, por mais que tenham se passado apenas quatro meses da perda do filho.

Fredward saiu do carro e da garagem. Ele caminhou tremendo de frio. Ele não era mais o mesmo. Freddie se cansava, dormia como uma pedra, sentia fome e acima de tudo não havia mais aquela sede abrasadora em sua garganta. Agora ele era humano — ou quase por quê ainda não se cansava para certas coisas e possuía muita força. Freddie era muito mais humano do que Sam e até mesmo Carly. E Freddie sabia o por quê disso está acontecendo... Porém Sam tinha medo que se Freddie era humano ele iria envelhecer e ela deixou de se transformar por causa desse medo. Freddie quis explicar que não tinha motivos para isso mas Sam, ainda com certa dúvida a respeito de quem seu marido realmente iria ser a deixava com um pé atrás, então por hora ela envelheceria com ele.

Freddie entrou na casa deixando os sapatos e meias no tapete. Ele amava o trabalho de vendedor de carros na concessionária Mercedes de Klaus. Sam e Freddie tinham mais dinheiro do que precisavam, mas queriam tentar levar uma vida normal. Fredward retirou o terno, o pendurou e deixou a camiseta branca para fora da calça. Ele jogou a gravata no sofá e andou para a cozinha.

— Querida, cheguei. — ele anunciou como fazia todos os dias desde que voltaram da maravilhosa lua de mel no Alasca.

— Eai Benson. — Sam foi beija-lo e Freddie aceitou o beijo com carinho, depois beijou o nariz dela — O jantar vai atrasar um pouco.

— Não tenha pressa, adoro te ver pela cozinha, ainda mais de vestido. — Freddie disse sorrindo e sentou em cima da mesa.

— Ah, isso? — Sam girou com o vestido azul-turquesa que se ergueu um pouco na parte de trás, Freddie engoliu em seco ao ver a calcinha de renda branca que ela estava usando — Foi só algo que achei no fundo do armário.

Freddie pensou em diversas maneiras de poder tirá-la daquele vestido, mas ele sabia que não poderia tocá-la até que a mesma pedisse. A última vez foi no carro após o casamento.

— Eu adorei. — Freddie finalmente disse alguma coisa. Ele alisava a ponta do indicador com o polegar.

— Legal. — Sam murmurou sabendo no que Freddie tinha pensado. Ela se sentia sendo vigiada por ele.

Freddie saiu da mesa e caminhou pela cozinha. Sam parou de respirar enquanto olhava a panela no fogão. Ela sabia que seu corpo implorava pelo dele. Fredward apenas tomou água e ficou parado cobiçando Sam sem qualquer disfarce. Sam virou o rosto para ver o que ele estava fazendo e encontrou o olhar dele na sua bunda. Ela corou e foi para perto do armário.

Freddie — como um predador — fez seu caminho em direção à mesa novamente. Sam observava cada passo dele, ela via a eletricidade e desejo no ar.

— Eu estive pensando... — Freddie se apoiou na mesa — Que agora eu mudei e que você não se transforma já faz um tempo...

— E daí? — Sam perguntou encostada ao armário.

— E daí que poderíamos tentar de novo.

— O quê?! — Sam entrou em pânico.

— Me escuta... — ele ergueu as mãos pacientemente — Seria uma boa ideia, ninguém tiraria ele de nós dessa vez.

Sam não conseguia acreditar no que Fredward sugerira.

— Eu vou fingir que você não disse nada disso. — ela andou até o fogão e desligou tudo.

— Sam...

— Não! — ela negou com ódio — Você acha mesmo que eu estou pronta para tentar de novo?! Tenha consideração! — Sam ficou tão nervosa que foi pra cima do Freddie, ele não recuou, apenas a deixou continuar gritando em sua cara — Acha mesmo que consigo ter um filho? Que eu seria uma boa mãe?! — ela empurrou o peito dele — E como eu explicaria os pesadelos que nunca vão embora?! O meu estado psicológico?! Tudo o que aconteceu?! Acha que eu quero lidar com isso?! Você é muito doente Fredward! — ela parou de gritar com ele e respirou fundo tentando se acalmar.

Freddie trincou os dentes se sentindo extremamente bravo.

— Acha que é só você que está sofrendo?! — foi a vez do Freddie gritar — Eu tenho que lidar com toda a minha dor e com toda essa merda que você passa dia e noite despejando em cima de mim! — ele perdeu a calma e foi levando ela até o armário — Você faz isso por quê?! Quer jogar na minha cara que eu não pude protegê-lo?! Que eu fui um péssimo pai ao deixar o Gatlin levá-lo? — Freddie espalmou uma mão no armário empatando que Sam se movesse, ela desviou o olhar por se assustar com o comportamento dele — Olha pra mim! — ele gritou mais alto.

Sam o olhou e usou as duas mãos para afastá-lo dela.

— Eu te odeio! — ela falou antes que pudesse controlar — Qualquer pessoa me faria mais feliz em um casamento do que você! — ela mentiu consumida pela mágoa.

— Case com outro então, ninguém te obrigou a isso!

— Talvez eu me case!

— Sabe o quê é engraçado em toda essa merda?! É que casais levam mais de um ano para terem uma briga assim! Mas você... — Freddie retornou para perto da Sam que não se intimidou — Não esperou nem um ano, fez no primeiro mês.

— Deve ser por quê não existe um marido como você.

— Você parecia bem feliz quando eu disse sim para mim diante do pastor! — Freddie socou o armário e Sam pulou de susto.

— Vai ver eu ainda tenha minhas dúvidas... — Sam murmurou dando de ombros.

Isso magoou o Freddie. Ele sentiu como se algo tivesse batido em seu coração com um martelo. Ele quis esquecer aquelas palavras... Ele se sentia tão impotente.

— Talvez não seja você... — sussurrou ele magoado.

— Eu o quê? — perguntou Sam.

— Você sabe do que eu estou falando... — ele sabia que Sam já estava ciente disso.

— Espero que ela seja melhor do que eu. — agora Sam se magoou.

— E isso tudo por quê eu simplesmente disse que queria ter um filho com você. — Freddie murmurou enojado.

— Como você quer ter um filho se nem trepa comigo! — Sam soltou essa e o silêncio pairou. Fredward olhou fixamente nos olhos azuis de sua esposa. Ele sabia que aquilo não tinha sido da boca pra fora. Ela estava pedindo aquilo. Freddie a jogou contra o armário novamente — Me larga! — Sam tentou bater nele, porém Freddie agarrou os pulsos dela com uma mão, com a outra tentava abrir a calça. — Desgraçado! Eu te odeio! Se você fizer alguma coisa comigo eu te mato! — ela berrava obscenidades. Fredward interrompeu os gritos dela a beijando. Sam não ousou recuar, ela o beijou de volta e quando se deu conta, suas mãos tentavam desesperadamente abrir a calça preta do Freddie. Sam arrancou o cinto, abriu o botão e abaixou o máximo que pôde. Fredward subiu o vestido dela e rasgou sua calcinha, apressado demais para que Sam fizesse essa parte. Ele penetrou se afundando nela como fazia. Sam estava com as costas contra o armário, suas pernas se passando em volta do quadril do Freddie, a respiração dele pesada em seu pescoço.

— Você é minha, porra... — ele sussurrou no ouvido dela enfiando profundamente.

— Sim, sou sua. — ela respondeu de volta perdendo os sentidos.

— E eu não quero ninguém além de você...

— Nem eu.

Freddie girou o quadril. Sam gritou e afundou sua boca na dele. Ele fechou os olhos. Sam levou a mão à cabeça do Freddie e correu os dedos pelo cabelo dele, não separando os lábios de sua boca. Ela puxou o cabelo do Freddie, isso o fez inclinar a cabeça e o beijo se aprofundou. Ela gemeu contra a boca dele que começou a erguê-la de propósito, mais rápido e mais rápido, segurando as coxas dela. Eles eram bocas e línguas molhadas. Desejos obscuros ressurgindo. A conexão que perderam retornando.

Freddie urrou ao ter que parar o beijo para respirar. Sam, mesmo de costas colocou uma mão espalmada no armário. Ela sentia as pernas tremerem. Seu marido se chocou com força contra ela e o móvel rangia como se fosse quebrar.

— Sammy... — Freddie chamou rouco de prazer — Você é minha esposa, este casamento é para sempre.

— Para sempre... — ela concordou querendo gemer novamente. Freddie detestava que ela controlasse os gemidos.

— Eu não estou te ouvindo gemer, por quê? Não me deixe mais puto do que já estou. — Freddie advertiu e retirou sua mão da coxa dela, apenas para que a mão descesse com força no tapa que ele desferiu ali.

— Porra! — Sam gritou sentindo a perna arder.

Freddie meteu e sentiu um sentimento de desafio vir da Sam.

— Vou ter que te bater de novo ou você vai gemer?

— Fico com a primeira opção... — sussurrou Sam tentando se movimentar com ele. Freddie entrou e saiu. Seu corpo tremia. O prazer esquentava tudo à sua volta. Ele podia sentir o orgasmo se aproximando.

Freddie diminuiu a velocidade.

— Droga, não vou poder gozar agora por quê a minha linda esposa está me frustrando... — ele mordeu a bochecha da Sam e retirou seu membro da intimidade dela. Freddie colocou Sam no chão e a virou de bruços contra o armário — Você tem certeza disso? — ele perguntou no ouvido dela.

— Eu quero ser sua da forma que você quiser.

— Sam, eu posso ser muito mais do que rude, não se assuste com o que eu posso me tornar... Eu descontaria tudo que venho sentindo há anos... — ele contou sendo sincero e com medo de que Sam fugisse dele, mas ela tinha mais do que coragem, ela o amava — Eu não sou o cavaleiro da armadura brilhante, eu sou o cavaleiro das trevas. — Freddie sussurrou a última parte.

— Apenas seja meu assim como eu sou sua... — Sam pediu sem medo.

— Se prepare. — Freddie alisou a coxa direita dela e bateu com toda a força que podia. Sam mordeu o lábio sentindo aquela sensação gostosa dominar cada parte do seu corpo, porém sentiu falta de algo.

— Continua fazendo amor comigo. — ela ordenou ao marido.

— Com muito prazer querida. — Freddie retornou para dentro dela — Depois disso você vai precisar se deitar durante uma semana. — ele murmurou e deu um tapa pesado na bunda macia dela, seguido de outro e outro, ele penetrava e batia nela — Quer mais?

— Mais... — ela implorou por aquilo.

— Não se perca no lado negro. — ele sussurrou pressionando o rosto dela no armário devagar. Freddie bateu em Sam novamente.

— Eu gosto do lado negro... — ela gemeu arduamente — Agora me faça gozar.

Freddie colocou a mão direita no cabelo da Sam.

— Peça por favor.

— Por favor, Freddie.

Ele aumentou o ritmo.

— De novo...

— Fredward, por favor, eu quero chegar com você.

Ele puxou o cabelo da Sam com força para cheirar o pescoço dela.

— Quer? Hum... Vem amor. — ele enfiou com velocidade extrema. Sam gritou sentindo ele afundar no seu sexo como nunca antes. Ela separou mais as pernas e se segurou no armário enquanto gemia. Freddie prosseguiu acertando alguns tapas, ele revesava entre a bunda e as coxas dela. O corpo da Sam mandou um alerta. A sensação atingiu cada nervo que possuía. Sam não conseguiu evitar. O orgasmo a fez se sentir sendo esmagada. Por estar em pé não pôde relaxar.

— Merda Freddie... — Sam sussurrou totalmente úmida.

Freddie gozou violentamente vendo o clímax de Sam em seus braços. Ele xingou sentindo o sexo dela apertar seu pau. Ele tinha batido o diabo dentro dela. Fredward foi caindo no chão levando Samantha consigo. Sam amou tudo o que sentiu e Freddie apreciou isso, mas ele estava assustado.

— Sam, por quê você quis ver esse lado meu? — ele perguntou com ela em seu colo no chão da cozinha.

— Qual é o problema? — Sam se preocupou recuperando o ar.

— Esse meu lado escuro... Esse lado que eu não quero que você veja.

— Eu amo todos os lados que você possui.

— Eu não quero ir para as trevas.

— Eu sou suas trevas e sua luz, se lembra? Você precisa aprender a lidar com os dois...

Fredward suspirou se aliviando com a visão que Sam oferecia a ele.

— Me ensine então...

— Depois do jantar eu te ensino tudo o quê você desejar.

Ele mordeu a orelha dela.

— Vou adorar... — Freddie beijou devagar o rosto da Sam — Eu te amo até depois dessa vida.

— Eu também. — Sam se espreguiçou e sua barriga roncou.

— Me perdoa por antes.

— Me perdoa pelas coisas que eu disse também, mas um filho? Prometo que um dia tentaremos de novo.

— Não tenha pressa.

Sam soube da verdade naquele momento em que uma mínima paz se estabeleceu entre eles.

— Tem que ser para sempre.

— E vai ser. — Freddie afirmou — Vamos comer.

Sam recordou de algo e se levantou com raiva.

— Minha calcinha nova! — ela viu o pedaço de tecido no chão.

— Eu te compro a Victoria Secrets inteira se você parar de gritar. — Freddie murmurou indo para o banheiro lavar as mãos. Quando ele retornou Sam já tinha arrumado a mesa e servido o jantar. Ele se sentou na cadeira de costume. Sam fez menção de deixar a cozinha, porém Freddie a puxou e a colocou em seu colo — Onde está indo?

— Colocar uma calcinha. — Sam corou e se xingou mentalmente. Ele era seu marido, não precisava ter vergonha de coisas que não tinha quando eram apenas namorados. Sam achava que tudo era novo agora.

— Não. — ele foi ríspido — Quero você na mesa assim agora, por favor. — ele retirou ela de seu colo e a sentou ao seu lado na cadeira.

Sam rolou os olhos e começou a comer. Freddie estava prestes a colocar a mão por debaixo do vestido da Sam quando alguém bateu na porta.

— Eu atendo. — Sam se levantou limpando a boca com um guardanapo. Ela caminhou para a sala e abriu a porta — Gibby? — ela o abraçou com carinho, não existia nada além de respeito e amizade entre eles.

— Eu precisava falar com você... Tomar uma decisão. — disse ele meio nervoso.

— Vamos entrar. — Sam segurou a porta e apontou em direção à cozinha. Gibby caminhou para lá e Sam após fechar a porta o seguiu.

— Cornelius? — Fredward se levantou e abraçou o amigo — O que nos dá a honra da sua visita?

— Preciso que me ajudem com algo. — respondeu Gibby.

— Claro. — Freddie sorriu e olhou para a Sam — Não vai sentar, amor?

Sam sentiu vontade de correr com o tom sedutor do marido.

— Eu só ia subir para... — ela tentou dizer.

— Senta. — Freddie disse com falsa doçura.

Gibby estava tão disperso em seus próprios pensamentos que não percebeu o jogo erótico de Sam e Freddie em sua frente.

Sam se sentou. Freddie apertou a coxa dela por debaixo da mesa. Ela se contorceu sentindo o corpo se acender em vermelho-vivo.

— Em que podemos te ajudar? — perguntou Sam, ela sentia o rubor invadir suas bochechas por causa do atrevimento do Freddie.

— Eu faço dezoito anos em janeiro e a herança que minha mãe deixou para mim será finalmente minha... — respondeu Gibby — Essa herança inclui a casa e mais um quantia em dinheiro que não faço a mínima ideia de como gastar, então eu estive pensando... Sei que Carly e eu estamos destinados para sempre mas um casamento não é algo que queremos no momento, vocês estão casados e tudo mais, isso é lindo, porém sei que não se aplica a mim e à Carly... Mesmo assim acho que está na hora de ela e eu termos um lugar só para nós. Meu avô vai se mudar assim que eu entrar na maioridade... E eu estou pensando em... — Gibby não finalizou.

— Perguntar se a Carly deseja morar com você. — Freddie completou achando uma ótima ideia.

— Exatamente, mas eu não quero apressa-la ou algo do gênero... — murmurou Gibby.

— Não vai apressa-la, é uma ideia fantástica. Ela morando no mesmo lugar que o Spencer... E a Shelby desocupada rondando por lá o tempo todo... Credo. — Sam riu e Freddie levou a mão para o meio das pernas dela. Sam se segurou na mesa inalando profundamente — Vai por mim, ela vai te agradecer por tirar ela de lá.

— Sério? Por que não importa o que eu herdei da minha mãe, Carly é o que mais importa para mim e eu quero gastar tudo com ela. — Gibby dizia cheio de adoração pela Carly.

— Realmente será ótimo você e ela morando juntos. — disse Freddie — Era só isso?

— Sim... Ah, que falta de modos a minha, vocês devem estar querendo jantar e eu aqui atrapalhando. — Gibby se levantou.

— Não, de maneira alguma, na verdade íamos perguntar se não deseja ficar para jantar conosco. — Freddie pediu com educação.

— Mas o quê? — Sam murmurou e Freddie mexeu a mão que permanecia no meio das pernas dela.

— Na verdade eu iria adorar. — Gibby se sentou novamente.

— Se sirva. — Freddie sorriu, ele não queria que Sam saísse do lugar.

Gibby se serviu. Freddie entrou em uma conversa aleatória sobre seu trabalho, o qual Gibby se interessou em ouvir. Os minutos se passaram. Freddie continuava a provocar Sam da forma que podia sem levantar suspeitas. A loira entraria em combustão por ter tanto desejo reprimido. Por fim, Gibby disse que precisava ir para casa. Freddie retirou a mão do corpo da Sam e foi acompanhar o Gibby até a porta. A neve caia densa ao lado de fora. Finalmente os dois estavam sozinhos de novo.

— Me fode. — Sam murmurou subindo as escadas e abrindo o zíper do vestido atrás.

— Assim tão rápido? — Freddie perguntou seguindo ela.

— Rápido, devagar, com força, qualquer coisa, apenas apague esse fogo que você começou. — Sam lançou o vestido em um canto do quarto e tirou o sutiã, ela se virou totalmente nua para o Freddie e colocou a mão na cintura — Tira a roupa. O quê você está esperando?

— Estou admirando a vista. — ele respondeu bebendo-a com os olhos. Freddie sentiu a boca salivar. Ele arrancou a camisa e as calças com pressa. Ele ficou nu e tudo que queria era foder a sua esposa da forma que bem entendesse. Ele correu para beijá-la. Ambos foram caindo na cama em um beijo quente, poderoso, feito com todas as camadas de desejo que sentiam um pelo outro. Freddie alisou o corpo de Sam para provocá-la. Ele desgrudou seus lábios dos da Sam para beijar o seios dela. A boca dele sugou o mamilo direito. Sam não omitiu nenhum gemido e Freddie ficou ainda mais excitado. Ele rodou a língua no mamilo da Sam o deixando mais duro. Ela jogou a cabeça para trás quando Freddie fez a mesma coisa no outro. Agora a boca dele desceu para a barriga dela. Sam não hesitou em empurrar a cabeça dele mais para baixo.

— Faça isso... — ela mandou.

— Isso? — ele perguntou beijando o clitóris dela. Sam gemeu fortemente.

— Sim... — ela ofegou.

Freddie desceu e subiu a língua na intimidade da Sam que gemia desesperada. Ele sugou aquela parte do corpo dela, sua língua girou nos lugares mais sensíveis e ele beijava com força. O prazer ficava cada vez mais forte. Era como algo preenchendo o corpo de Sam. Fredward prosseguiu com a boca oferecendo todo o prazer que Sam poderia sentir, até que ela sentiu que iria transbordar.

— Não goze. — avisou Freddie.

— Então para. — ela suspirou.

— Ok. — Freddie subiu em cima dela, mas Sam inverteu as posições.

— O quê eu faço com você? — Sam perguntou arranhando o peito dele.

— Hum... — Freddie ergueu a pélvis mostrando o que queria.

Sam pegou o pênis dele na mão e começou a acariciá-lo.

— Assim Freddie?

— Não. — ele trincou os dentes sentindo prazer — Eu quero estar dentro de você.

— Espera um pouquinho... — Sam sussurrou masturbando ele de uma maneira que chegava a ser dolorosa.

— Ah Sam! — Freddie subiu o quadril e mordeu o lábio — Você sabe que consegue fazer mais rápido.

— Mais rápido? — ela passou a língua nos lábios e aumentou a velocidade com a mão.

— Continua... — Freddie fechou os olhos para absorver todo o prazer, mas Sam deu um tapa no rosto dele que doeu de verdade.

— Olha pra mim porra. — ela disse fazendo ainda mais rápido.

Freddie não se atreveu a fechar os olhos. Ele ficou gemendo enquanto Sam dava continuidade ao objetivo que era fazê-lo chegar ao ápice. Fredward tentava ao máximo manter o seu olhar no rosto da Sam, mas era uma sensação tão intensa que ele se perdia no lugar onde estava.

— Chega... — ele implorou tentando segurar as mãos dela — Eu não quero gozar agora.

— Eu não vou parar bebê. — ela murmurou e segurou o pescoço dele — Quietinho.

A sensação tomou conta do Freddie, ele não pôde conter o que Sam tinha provocado.

— Oh! Não... Porra! Porra! — Freddie gritou enquanto o orgasmo parecia quebrar cada parte do seu corpo — SAM! DROGA! — ele viu seu sêmen escorrer pela sua barriga e pela mão dela. Freddie gemeu baixinho e seu corpo tremia — Caralho... O quê foi isso?

— Eu não acabei ainda. — Sam colocou o pau do Freddie dentro de si — Hum... Eu amo fazer amor com você.

Freddie agarrou a cintura dela.

— Porra, eu não aguento mais. — ele sussurrou movimentando ela sobre seu pênis que ficou rígido de novo.

— Isso não é para você, é para mim. — ela estava montada e cavalgando nele.

— E quem disse que eu não vou gozar de novo? — ele agarrou os seios dela — Eu adoro estar dentro de você... Meu Deus, como eu amo isso. — ele procurou forças para subir e descer o quadril repetidas vezes.

— Ah Freddie! Oh! Ah! AH! — Sam gritava sentindo o corpo querer desmaiar.

— Tão perfeita... — Freddie voltou a agarrar na cintura dela — Rebola gostoso pra mim.

— Desse jeito? — ela rebolou o quadril dando um olhar sedutor para ele.

— Faz novamente, me faça enlouquecer.

— Faço... — ela rebolou novamente.

— Deusa. — ele murmurou para ela quase desmaiando de tanto prazer — Eu te amo.

Sam não conseguiu responder. Ela apenas se movia sobre ele com rapidez. Os corpos de ambos se conectaram a ponto de se igualarem. Eles chegariam ao clímax juntos.

— Porra, eu vou chegar... — Sam apoiou as mãos no peito dele.

— Se apoia na cama bebê, você não vai aguentar. — advertiu Freddie.

Sam segurou a cabeceira da cama a Freddie controlou os movimentos do ato final. Ele se afundou diversas vezes até as bolas, com sua agilidade não demorou muito. Eles tiveram um orgasmo ao mesmo tempo

— Oh meu Deus! Fredward! — gritou Sam durante o orgasmo que fez todo o seu corpo parecer feito de ar.

— Puta merda Sam! — Freddie continuou enfiando até terminar de gozar. Ele achou que seu corpo iria desmontar.

Sam caiu exausta em cima do peito dele. Freddie com cuidado saiu de dentro dela que estremeceu. Ele a abraçou e a beijou na boca. Eles passaram quase uma hora sem dizer nada para que se recuperassem, até que Samantha adormeceu e Fredward também.

Sam acordou e seus dedos varreram a cama à procura do Freddie. Ele não estava ali. Sam de imediato quis entrar em desespero. Ela levou o olhar pelo quarto e suspirou aliviada ao ver que Freddie estava nu observando a neve pela janela. Ela saiu da cama, vestiu a blusa dele que encontrara no chão, correu até ele e passou os braços pela sua cintura. Seus lábios se encostaram nas costas dele.

— Bom dia amor. — Freddie cumprimentou sorrindo.

Sam estalou um beijo molhado nas costas do Freddie.

— O quê está fazendo?

— Observando a neve... O Natal está chegando.

— Você gosta do Natal?

— Claro, por quê eu não gostaria? — ele riu sem jeito — E você?

— Gostava... Mas a batalha de Violet Hill foi logo após o Natal, isso me causa um pouco de dor.

— Não vai querer comemorar?

— Vou sim. Vai ser nosso primeiro Natal como casados, tem que ser algo memorável.

— Sei como posso deixar inesquecível... — Freddie se virou e agarrou Sam. Ele a deixou contra os músculos do seu peito pálido.

— Não sabia que sua foda depravada iria ser meu presente de Natal.

— Não vai ser apenas no Natal, vai pro banheiro que te concedo uma demonstração. — ele colocou Sam virada para a porta do banheiro.

— Estou indo. — ela deu um passo para frente e Freddie aproveitou para dar um leve tapa na bunda dela. Sam riu feito uma garotinha e correu para o banheiro cheia de expectativa.

— Perfeita... — ele gargalhou.

Freddie aproveitou que ficou sozinho e releu o bilhete em sua mão que encontrara na janela do quarto.

"Em um ano quando a neve se prender ao chão será quando o Alfa e os outros chegarão."

Ele sabia que Wendy escrevera aquilo, agora como tinha parado na janela poderia ser um mistério... Ou ela abriu um portal apenas para aquele papel. Freddie amassou o bilhete e o jogou pela janela, por sorte a neve iria cobri-lo antes que Sam o visse.

— Entra logo nesse banheiro, Benson! — Sam gritou de lá e Freddie rapidamente fechou a janela do quarto.

— Calma Sam, já estou indo. — Fredward entrou no banheiro e com rapidez levou Sam para o boxe. Eles começaram a se beijar e sabiam o que viria depois.

am e Freddie se vestiram. Eles desceram para cozinha. Sam soltou um palavrão ao ver a louça que tinha para lavar.

— Faz o seguinte, faça o nosso café da manhã e eu lavo tudo, inclusive o quê iremos sujar agora. — Freddie disse.

— Nossa, alguém acordou de bom humor hoje... — Sam sorriu e abriu a geladeira.

— Sexo no chuveiro sempre me deixa de bom humor. — ele respondeu para ver a reação da Sam, ela tossiu fingindo prestar atenção na geladeira. Eles transaram pra caralho ontem e hoje no chuveiro Sam achou que iria entrar em coma. Ela sentia pena dos humanos que jamais saberiam o que era um clímax de verdade.

Freddie levou todos os pratos para a pia e começou a lava-los, porém algo no armário chamou sua atenção.

— Eu gosto de ler. — Sam se explicou tirando o livro de lá.

Fredward desligou a torneira e se virou encarando a esposa.

O morro dos ventos uivantes? — ele perguntou olhando a capa do livro — Meu Deus, agora eu sou Heathcliff e você é a Catherine?

— É só um livro Freddie. — ela fez descaso.

— Não é só um livro... As coisas que ele fazia... — ele coçou o rosto ficando nervoso — O quê foi aquilo entre nós dois ontem? Não éramos assim. — Freddie olhou pela janela relembrando doces memórias — Éramos doces, infantis, amorosos... Agora somos amargos, estúpidos... E de certa forma infelizes.

— Você não está feliz?

— Você entendeu o que eu quis dizer. Nada é mais a mesma coisa.

— Eu sei. — Sam colocou o livro na mesa. — Apenas nos perdemos, o quê resta é seguir em frente, parar de querer...

— Não... Não é apenas seguir em frente.

— Freddie... — Sam quis toca-lo mas ele se afastou.

— Só porque estou me perdendo, não quer dizer que estou perdido. — ele afirmou a ela — Não quer dizer que irei parar, não quer dizer que eu esteja entregue. — Freddie tentava falar de uma forma que Sam entendesse — Só porque estou me machucando, não quer dizer que estou machucado. Não quer dizer que não recebi o que eu merecia, nem para melhor ou para pior. — ele fitou a neve novamente — Eu apenas me perdi, em cada rio que tentei atravessar... Toda porta que tentei abrir estava trancada. Eu estou apenas esperando o brilho desencandescer... — ele se referia a algo que Sam sabia o quê era.

— Meu Deus... — Sam se chocou.

— Você pode ser um peixe grande, em um lago pequeno, mas isso não quer dizer que você ganhou, pois logo pode surgir, um bem maior que você, e você se perderá. Toda arma que você segurar estará descarregada, e eu estou apenas esperando o tiroteio acabar... — Freddie sussurrou uma parte da profecia do Alfa que era sobre a Sam.

Ela o abraçou após ter escutado tudo o quê ele disse.

Não sei como explicar, mas certamente que tu e todos têm a noção de que existe, ou deveria existir, um outro eu para além de nós próprios.— Sam começou a recitar um trecho de "O morro dos ventos uivantes" — Para que serviria eu ter sido criada, se apenas me resumisse a isto? Os meus grandes desgotos neste mundo, foram os desgostos de Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria, para mim, uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer...

Freddie buscou em sua memória uma citação do livro para fazer. Ele sabia o que diria, mesmo que magoasse a Sam.

Se olho para essas lajes, vejo nelas gravadas as suas feições!— ele não sorriu e apenas olhava fixamente para os olhos dela — Em cada nuvem, em cada árvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a tua imagem. Nos rostos mais vulgares dos homens e mulheres, até as minhas feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível testemunha de que um dia ela realmente existiu, e eu a perdi para sempre...

Sam recuou um pouco confusa.

— Não é uma parte muito boa do livro.

— Eu não gosto desse livro... Não gosto. — Freddie abaixou a cabeça.

— Tudo bem, irei jogá-lo fora. — Sam sentiu dor ao saber que teria que se desfazer do livro, mas Freddie vinha em primeiro na sua vida.

— Só me responda uma coisa. — Freddie queria pelo menos um motivo para deixar Sam ficar com o livro — Por quê gosta da história? Ou o que mais chamou sua atenção?

Sam iria responder a segunda pergunta. Ela folheou as páginas buscando aquela passagem. Ela encontrou e limpou a garganta para ler.

E ali se vê a distinção entre os nossos pensamentos: se ele estivesse no meu lugar e eu no dele, apesar de eu odiá-lo com um ódio que transformara a minha vida em bile, eu jamais teria erguido a mão contra ele.— Sam lia em voz baixa — Você pode não acreditar, se assim o desejar! Eu jamais o teria banido da sociedade dela enquanto ela desejasse a dele.— ela ergueu os olhos para ver a reação do Freddie, por quê a passagem seguinte era a mais conhecida — Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue.— Freddie engoliu em seco e Sam continuou — Mas até lá, se você não me acredita, não me conhece...

Eu teria morrido pouco a pouco antes de tocar sequer em um único fio de cabelo dela. — Freddie terminou alterando algumas coisas.

— Vou jogar na lareira. — disse Sam.

— Não, fique com ele.

— E por quê você não gosta?

— Foi uma relação conturbada, estranha e no final morreram.

— No final eles foram sepultados juntos, ficaram juntos até depois da vida.

— Eu sei... E é isso que me irrita. — Freddie ligou a torneira e voltou aos pratos.

— Ninguém vive para sempre.

— Jura? — ele rolou os olhos.

— Emily Bronte não sabia da nossa existência, estamos lidando com um romance humano. — Sam explicou.

— Admiro isso neles.

— Ah, vai dizer que agora sente inveja dos humanos...

— Não, mas é que eles escolhem alguém parar viver e morrer.

— E?

— E nós escolhemos alguém para viver conosco para sempre. — Freddie olhou para Sam — E eu escolhi você.

— Espero que esteja certo. — Sam colocou o livro em cima armário de novo.

— Eu sei que estou. — Freddie a beijou no rosto — Agora, aquele café da manhã ainda existe?

— Irei prepará-lo Heathcliff. — Sam dançou até a geladeira.

— Obrigado Catherine... Eu te amo.

— Eu também te amo. Sempre.

Fredward e Sam trocaram um sorriso. Era o bastante para que o dia se seguisse tranquilo. Era o bastante para que estivessem em paz... Tudo tinha que ser o bastante, nada poderia faltar, eles não poderiam ter uma recaída de novo. Não. Não mais.

Notas finais
Esse foi o fucking capítulo amores! Comentem ai lindões e nos vemos no sábado! Beijão... Próximo capítulo: Christmas Lights See you soon guys! Very soon...