42 - Violet Hill

53 Christmas Lights


Notas iniciais
Bom dia, boa tarde e boa noite pessoas do planeta terra... Feliz Natal! Não postei no sábado pq estou muito doente, faz dias que não consigo levantar da cama pra nada, obrigada por me desejarem melhoras, amo vocês ♥ O capítulo de hoje certamente está muito confuso para alguns e bastante claro para outros, mas vamos lá bebês, aproveitem!

Parte 53: Eu gostaria que estivesse aqui

Soundtrack: Christmas Lights — Coldplay

Povs geral:

— Se você colocar uva-passa no arroz eu juro por Deus que jogo pela janela. — Sam reclamou sobre o jeito que a Carly estava fazendo o arroz para a ceia de Natal.

— Vai ter um separado sem passas só para você, para de ser chata. — Carly murmurou se concentrando no que estava fazendo.

— Ainda me pergunto como conseguimos colocar o peru no fogo. — Shelby aproveitou para fazer uma piada.

Carly se virou para Shelby e viu que ela estava tomando uma taça de vinho.

— O vinho era para a ceia. — disse Carly.

— Tem mais na geladeira, não esquenta. — Shelby encheu uma taça para Sam — Aqui princesa.

— Valeu Shelby. — Sam tomou um gole e olhou a neve pela janela — O quê vocês gostariam que estivesse diferente no dia de hoje?

— Como assim? — perguntou Carly terminando de enfeitar o arroz da maneira dela.

— O quê vocês queriam que acontecesse hoje? Eu sei que para todos nós falta alguma coisa. — Sam dizia em um tom baixo.

— Queria que os meus pais estivessem aqui. — Carly foi a primeira a responder.

— Eu queria que a minha mãe estivesse aqui, ela era uma mulher maravilhosa. — respondeu Shelby.

— E você? — perguntou Carly para Sam.

— Eu queria que Flynn estivesse aqui. — ela sussurrou a resposta.

Fredward entrou na cozinha ignorando o que Sam disse. Era véspera de Natal, ele não queria ter uma recaída agora. Ele andou para perto de Shelby e tirou a garrafa das mãos dela.

— Passa isso pra cá, você sozinha vai tomar o vinho inteiro e isso nem faz efeito em você. — ele disse pegando a taça dela também.

— De nada... — Shelby tentou chutar ele.

Freddie retornou para a sala sem dar uma palavra com Sam. Ele estava com medo de falar com ela e acabar piorando tudo, ele era propenso a estragar as coisas.

— Só trouxe para você? — pergutou Gibby fazendo uma careta.

— Você só tem dezessete anos. — Freddie relembrou.

— E você só tem dezoito. — falou Spencer.

— Tecnicamente tenho cento e cinquenta e sete. — Freddie se sentou no sofa e virou a garrafa na boca.

— Como ela está, Freddie? — Gibby perguntou baixinho para que Sam não ouvisse.

Freddie retirou a garrafa dos lábios.

— Tão ruim quanto eu... E a Carly?

— Pior. — sussurrou Gibby — Muito pior... Em parte eu invejo você e a Sam, sei que é errado mas... Vocês dois perderam um filho e você sente toda a dor da Sam, já no meu caso foi só a Carly que passou por isso e eu não sei o quê fazer.

Freddie deu uma risada fria.

— Pode ficar com meu dom se quiser, não gosto nem um pouco dele mesmo.

— Seu dom é necessário, você sabe disso.

— Céus, não me venha com essa. — Freddie murmurou ficando bravo — Ele é inútil com a Sam. Eu sequer posso acalmá-la.

— Mas você pode sentir tudo que ela sente por você. — Gibby tentava encontrar um lado positivo.

— Claro, claro, inclusive toda a tristeza, mágoa, rancor e ódio... Vê se dá um tempo Gibson. — Freddie se inclinou no sofá — Sem contar que ainda tenho que aguentar as emoções de vocês, eu estou cansado dessa merda.

— Não é algo que você pode jogar fora, você mesmo disse que tem mais de um século de idade, como ainda não se acostumou? — Gibby tentava entender.

— Se acostumar? Não tem como se acostumar... É apenas lidar com isso, sentir na pele. Me perturba demais. — Fredward se levantou — Isso que você está sentindo agora, essa preocupação é por quê?

— Porque eu não quero que você fique nervoso. — Gibby murmurou cerrando as mãos em punhos.

— Não se preocupe, farei isso bem longe de você.

— Meu medo é que você possar ferir alguém...

— Eu jamais iria fazer isso.

— Não é algo que podemos controlar, pergunte à Sam sobre isso... As costas da Carly são a prova. — Gibby se contorceu ao lembrar das cicatrizes nas costas da sua namorada.

— É véspera de Natal, parem os dois. — pediu Spencer.

— O quê é o Natal para vocês? — Gibby fez essa pergunta para aliviar o clima.

— Paz. — Spencer respondeu.

— O nascimento de Jesus, é isso que comemoramos, certo? — Freddie usou o dom com a intenção de deixar tudo mais leve. Ele voltou a se sentar no sofá — O quê tem a dizer Cornelius?

— Família, por que são o que vocês significam para mim. — ele sorriu.

Freddie aplaudiu de forma teatral.

— A Carly te ama mesmo né?

— Cala a boca. — Gibby gargalhou.

— Sabe... — Freddie fungou — Eu sinto saudades da minha mãe... No Natal ela tinha a mania de ferver os talheres.

— Por que ela fazia isso? — Spencer começou a rir.

— Ela achava que deixava mais brilhante. — Freddie respondeu também rindo.

— E minha mãe tinha a mania de colocar os livros dela em cima da mesa durante a ceia, era alguma tradição de Grimm. — Gibby relembrou — O pior era se por algum motivo eu sujasse os livros sem querer.

— Ah Deus, as mães são estranhas. — Freddie comentou rindo de novo.

— E a sua mãe Spencer? — perguntou Gibby.

— O quê eu posso dizer? Mãe é mãe... Ela era como qualquer outra. Era um doce. Ela era amável, fazia de tudo por mim. Tinha uma canção que ela cantava para mim dormir, às vezes ainda escuto a voz dela quando me concentro o suficiente... — Spencer sentiu os olhos marejarem — Depois eu aprendi a canção e cantava para Carly quando ela era bebê. Minha mãe no Natal gostava de decorar o apartamento inteiro, ela levava isso a sério, então Carly e eu éramos obrigados a levar também. Por isso que Carly decorou todo o apartamento... Quando a mamãe morreu eu não conseguia fazer isso, mas Carly sim... Junto com Sam. — Spencer não conseguiu dizer mais nada.

O silêncio dominou a sala. Freddie olhou para o ambiente todo decorado. Ele e Sam que decoraram a casa inteira. Se Sam ajudava Carly com a decoração deve ser por isso que era tão importante fazer o mesmo aqui também. Ele sorriu e se levantou para falar com ela. Ao chegar na cozinha Carly, Sam e Shelby estavam discutindo sobre a melhor forma de fazer um determinado prato. Freddie rolou os olhos e puxou a Sam pela mão. Carly e Shelby ergueram as sobrancelhas ao mesmo tempo. Fredward simplesmente levou Sam com ele para o andar de cima.

— Por que me trouxe aqui? — ela perguntou estreitando os olhos.

— Você quer alguma coisa? — perguntou Fredward.

— Como assim?

— Alguma coisa nesse Natal... Tem algo dentro dos meus limites que eu possa fazer por você?

— É... — Sam se aproximou e beijou ele. Freddie devolveu o beijo um pouco confuso. Ela desceu as mãos pela camisa dele tentando desabotoa-la.

— Não... — Freddie disse rindo mas a jogou na cama e ficou sobre ela — Algo além disso Sam... Pense bem.

Sam acariciou os cabelos dele.

— Cante.

— É o quê?

Ela roçou os lábios nos dele.

— Durante a ceia, eu quero que você cante.

— Cantar o quê? — ele estava ficando com a respiração mais pesada e de repente Sam também estava.

— Uma música natalina de sua escolha. — Sam subiu o quadril encontrando a calça do Freddie, ele mordeu o lábio e empurrou de volta.

— Have Yourself a Merry Little Christmas? — ele perguntou o nome de uma canção.

— Pode ser... — Sam suspirou.

— Quer dar uns amassos antes de voltarmos? — Freddie sussurrou e subiu a camisa da Sam, deixando a cintura dela exposta.

— Somos casados agora, podemos fazer mais do que isso...

— Como se não fizéssemos antes de nos casar. — ele beijou a garganta dela para excita-la — Eu te amo...

— Eu sei. — Sam mordeu o lábio inferior dele. Freddie moldou seus lábios com os dela. O tempo parava quando estavam naquela conexão. Eles foram mais do que feitos um para o outro, eles eram almas gêmeas. Sam correu as mãos pelo cabelo do Freddie.

Ele pegou a mão esquerda dela onde estava o anel de casamento e o beijou sorrindo.

— Essa foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida. — ele admitia ainda achando que vivia em um sonho.

— Eu não consigo viver, eu não consigo respirar... — Sam começou a dizer e Freddie se assustou — Não consigo fazer nada disso sem você. Toda a paz que eu precisava, todo o amor, todo o sentido, todo o propósito eu encontrei em você. E nem precisei do seu dom para isso... Algo em você, dentro do seu coração sempre fez eu me sentir a pessoa mais segura do mundo. Nos seus braços Fredward, eu quero viver e morrer.

— Você saiu de um conto de fadas. — ele acariciou o rosto dela — Você é tudo que eu pedi e mais... Não adiantou eu passar anos a procura de alguém, por que eu sempre procurava alguém como você.

Sam se comoveu e o beijou de novo. Eles se perderam naquele beijo que começou apaixonado e acabou por se tornar quente. Sam rolou na cama com Freddie e ficou por cima dele. As mãos do rapaz se agarravam na cintura e nas costas dela. Ele sentou a puxando para mais junto de si, como se pudessem se tornar uma só pessoa. Sam sentiu seus lábios ficarem inchados mas não parou aquele beijo tão intenso e carregado do amor mais forte que o universo poderia sentir. O ar estava faltando para ambos, então Freddie foi o primeiro a se afastar. Ele recuperou a respiração junto com Sam e ambos se deitaram fitando o teto.

— Esse beijo foi... — Sam buscava palavras.

— Perfeito, tão perfeito como todos os outros... — Freddie se apoiou no cotovelo — E sabe o quê seria mais perfeito ainda?

— Terminar a ceia mais cedo para podermos nos trancar nesse quarto e só sair no ano novo?

Freddie gargalhou e mordeu o lábio com a ideia.

— Uma excelente ideia, mas na verdade seria perfeito se eu pudesse te contar uma coisa.

Sam se levantou da cama.

— Deixa para depois... — ela murmurou e saiu do quarto. Freddie ficou confuso, ele iria contar sobre o bilhete, mas por quê Sam correu?

Freddie desceu as escadas. As garotas estavam discutindo novamente sobre a ceia. Ele não se importou e voltou para o seu lugar na sala.

— Ótimo, ele voltou, agora posso mostrar e agradeço se ficarem calados. — Spencer disse tirando algo do bolso.

Freddie e Gibby se seguraram para não soltar nem um suspiro de espanto.

— Está apenas esperando a Carly ir morar comigo... — sussurrou Gibby.

— Sim, então irei pedir. — Spencer abriu a caixinha e mostrou o anel de noivado que planejava dar à Shelby.

— Ela vai adorar, fico feliz por vocês. — Freddie sussurrou fazendo círculos no braço da poltrona.

— Algum problema Freddie? — perguntou Gibby preocupado.

— Sim... — ele olhou para a porta da cozinha espiando para ver se Sam não estava olhando — Wendy enviou um bilhete...

— Ela também nos enviou. — disse Spencer.

— Verdade. — concordou Gibby — Mas e se ela estiver errada? E se pela primeira vez errar uma visão? Como ela pode enxergar o Alfa se não enxerga os lobos? O quê Wendy não está nos contando?

— Tem algo errado nessa história... — Spencer também procurava um sentido por de trás do bilhete — Wendy está sempre cinco passos na nossa frente, ela sabe de alguma coisa... Ela viu alguma coisa que não sabemos... Algo nas visões dela mudou, ou apenas o Alfa ela consegue enxergar?

— Às vezes eu penso que ela não foi para New Hampshire apenas com a intenção de se afastar da Sam, essa foi a história que ela contou, mas no fundo sabemos que não é verdade. Wendy tem alguma carta na manga, resta nós descobrirmos o quê é. — Freddie especulava teorias que realmente eram verdadeiras.

— Talvez tenha algo haver com o Brad. — sugeriu Spencer — E se ela estiver protegendo ele de alguma coisa? Wendy sabe o quê é melhor para todos.

— Não, ela não sabe, mas o Alfa sim. — Freddie sussurrou e Carly entrou na sala, ela se sentou no braço da poltrona em que Fredward estava.

— O Alfa se acha o bam-bam-bam.— murmurou Carly rindo e bateu de leve no ombro do Freddie — Wendy nos deixou por uma razão, ela sabe sim o quê é melhor para todos, o quê temos a fazer é esperar seu retorno.

— Minha namorada está certa. — Gibby fez sinal para Carly, que andou até ele e se sentou em seu colo.

— Ah! Dá um tempo vocês dois, que horror. — Freddie revirou os olhos.

Carly pegou o rosto do Gibby entre as mãos e o beijou. Ele devolveu o beijo contente com a iniciativa dela.

— Se me dão licença, vou ver se Shelby precisa de ajuda na cozinha. — Spencer limpou a garganta e saiu da sala.

Não foi se admirar que Fredward se sentiu incomodado com o amor de Carly e Gibby, ele tentava desvendar esse mistério. Ele procurava entender o quê os quatro poderiam ter no futuro que justificava o triângulo amoroso que parecia acontecer secretamente. Freddie era ligado com Carly, assim como Sam era com Gibby, tudo isso vice-versa. O dom da Sam justificava apenas uma parte, mas mesmo após o imprinting ainda tinha uma peça do quebra-cabeça faltando. Freddie desviou o olhar dos beijos apaixonados dos dois e sentiu Sam alisar seu ombro. Ele não a puxou para o seu colo, ao contrário, foi cavalheiro e ofereceu o lugar para ela se sentar, por quê aquela poltrona pertencia a ela, digamos assim.

Shelby entrou na sala e fingiu ter uma ânsia.

— Que nojo, nos poupe, se poupe. — ela murmurou para o Gibby.

— Como se você e o Spencer fossem santos e educados. — Gibby gargalhou e Carly corou um pouco.

— Somos evangélicos. — disse Shelby juntando as duas mãos.

— O Freddie também. — Carly ergueu as sobrancelhas para ele que tentou não ficar vermelho.

— Deus que nos perdoe... — Sam resmungou e os outros riram.

Cada um começou a fazer piadas às custas dos outros, até que Shelby caminhou até a janela — aquela que sempre quebrava por algum motivo — e viu o vidro levemente trincado. Ela refletiu se deveria ficar estressada ou não, mas sabia que tinha uma explicação sobrenatural para aquela janela nunca durar muito tempo. Shelby socou a janela quebrando-a em mil pedaços de vidro que voaram pela sala. Sam se jogaria na frente da Carly se não soubesse que a mesma iria projetar um escudo em sua frente. Eles olhavam chocados para Shelby buscando compreender por quê ela fez aquilo.

Shelby chutou a parte debaixo da janela. Ela tentava quebrar a parede de madeira. Os pedaços caíram no chão e finalmente achou o que procurava. Um papel desgastado pelo tempo estava ali com uma fita enrolada em volta dele.

— É por causa disso que essa janela nunca permanecia intacta. — ela sussurrou caindo sentada no chão no meio dos vidros.

Todos se levantaram para ajudá-la. Spencer tentou retirar o papel das mãos dela, mas Shelby segurou com força e somente entregou o papel para Sam.

— Eu reconheço isso, mas jamais irei entender por quê viria parar nas paredes da minha casa. — Sam retirou a fita e tremeu.

— É a profecia... Esteve dentro da sua casa esse tempo inteiro. — Carly estava abismada com tamanha descoberta.

— O quê está esperando? Leia para nós. — Gibby pediu.

— Achei que já tivessem escutado. — disse Sam.

— Sim, mas como um resumo, queremos saber o que está escrito de verdade. — Gibby estava ansioso para ouvir.

Sam inalou o ar e olhou para o Fredward.

— Acho melhor você fazer isso.

— Claro, claro. — ele retirou o papel das mãos de sua esposa.

— Comece. — Spencer também ficara ansioso.

— Do tratado da traição... — Freddie começou a ler — Após a batalha de Violet Hill, a tribo Klautriny foi totalmente dizimada, permanecendo apenas três membros do conselho dos 42. A profecia diz que alguém se levantará e protegerá a tribo até o retorno do verdadeiro Alfa. O Alfa irá retornar e ter o imprinting para dar sucessão a sua linhagem. Apena o mais forte sobrevive. Apenas o mais forte reinará. A tribo terá anos de paz novamente. O Alfa irá protegê-la até o fim dos tempos. E que isso seja passado de geração a geração para toda a eternidade. — ele terminou um pouco confuso.

— Então o imprinting do Alfa tem que acontecer para que ele tenha filhos? Repararam no erro aqui? — Carly disse algo óbvio.

— O quê mais está escrito? — perguntou Shelby saindo do choque.

— É sobre a Sam. — respondeu Fredward — Eu disse a mesma coisa para ela dois dias atrás, por que eu recordava essa parte da profecia.

— Ainda não faz sentido essa coisa do imprinting... — Carly franziu a testa ainda confusa.

— Sim, faz. — Gibby foi o primeiro a entender — Não importa se o filho vier antes ou depois do imprinting, ele é fruto do amor mais poderoso da Terra, mesmo assim é por lei natural que o Alfa tenha mais descendentes. — ele gesticulava com as mãos — Dar sucessão a sua linhagem. Entenderam? Continuar o crescer e multiplicar.

— Temos um Einstein aqui. — Sam murmurou mas ela concordava com o Gibby.

— O quê mais tem ai? — Spencer não tirou os olhos do papel.

— Isso. — Freddie mostrou o símbolo no papel — Felizes? — ele jogou aquele artefato tão precioso no chão e foi para a cozinha.

Sam apareceu na frente do Freddie antes que ele piscasse.

— Amor, por favor...

— Sam, para... Você mesma disse que odiava o Alfa, não torne isso mais dificil do que já é. — Freddie implorou sentindo raiva.

— Eu não posso odiá-lo. — Sam tentava justificar.

— Sim. Você pode.

— Não é tão simples, eu queria culpa-lo pela perda do Flynn mas foi como Klaus disse, mesmo que o Alfa quisesse intervir ele não poderia.

— É defensora da Sociedade Protetora dos Alfas agora? — ele foi irônico e cruzou os braços.

— Isso é muito ridículo sabia? Esse teatrinho que você fica fazendo, eu estou cansada disso. Pelo amor de Deus, hoje o presente que eu quero é que você aceite o Alfa, aceite o quê...

— De todas as coisas que você poderia me pedir essa foi a pior. — ele se estressou e desviou o olhar dela.

— Não estrague esse dia.

— Eu já estraguei. Eu sempre estrago. — Freddie estava emocionalmente abalado.

Sam não hesitou em abraçar o marido. Ela usou toda a paz que podia e deixou fluir, Freddie assim tomaria para si. Ele passou os braços em volta da cintura dela e cheirou seu pescoço, buscando não perder a calma.

— Eu te amo, eu sempre vou te amar. Você é o meu amanhã. — disse Sam

— Você sempre será o meu amanhã. — Freddie sussurrou e a beijou com pura paixão.

O momento da ceia chegou, após Shelby limpar a bagunça que tinha feito ao quebrar o vidro da sala. Todos se sentaram na mesa, mas aguardavam a chegada do Freddie que tinha ido buscar algo no andar de cima. Ele retornou com um violão.

— Não deixa ele cantar, por favor. — Shelby fingiu pedir clemência.

— Antes da ceia eu gostaria de cantar uma canção para vocês. — ele riu passando a alça do violão pelo pescoço.

— Eu estou com fome, pode ser rápido? — Carly murmurou sem tirar os olhos dos alimentos na mesa.

— Quando eu terminar. — Freddie suspirou um pouco constrangido.

— Vai lá Benson. — Gibby aplaudiu e assobiou.

— Desde quando vocês se tornaram tão amiguinhos? — perguntou Sam rindo.

— Deixa ele cantar. — Spencer reclamou também com pressa para comer.

— Eu estou um pouco enferrujado... — Freddie desconversou dedilhando as cordas — Ok...

— Cante. — Sam sorriu e aquele sorriso para o Freddie foi seu porto seguro.

Freddie desceu e subiu pelas cordas. Ele não cantaria Have Yourself a Merry Little Christmas, ele iria cantar Christmas Lights. Era um pouco difícil já que a canção original era tocada em um piano.

— Noite de natal, mais uma briga. Lágrimas que choramos formaram uma inundação. Tenho todo tipo de veneno, de veneno no meu sangue. Fui a pé até a Oxford Street, tentando consertar um erro. As vitrines me dizem para ir embora, mas não consigo acreditar que ela se foi. Quando você ainda fica esperando a neve cair, não parece nem um pouco que é Natal...— Freddie aumentou os acordes com rapidez e soltou a voz — Algumas velas piscam sobre mim, oh elas piscam e balançam no ar.— Shelby deu um gritinho de empolgação — E estou aqui, me segurando nesses lustres de esperança. E como um bêbado cantando Elvis, estou cantando desafinado, dizendo como eu sempre te amei querida, e como sempre amarei...— Freddie piscou para Sam — Quando você ainda fica esperando a neve cair... Não parece nem um pouco que é Natal. Ainda fica esperando a neve cair...Não parece nem um pouco que é Natal.— os outros começaram a bater palma no ritmo da música — Aquelas luzes de Natal, iluminam a rua, lá embaixo, onde o mar encontra a cidade. Que todos os seus problemas acabem... Oh, luzes de Natal, continue brilhando. Aquelas luzes de Natal, iluminam a rua... Talvez elas a tragam de volta para mim e assim todos os meus problemas acabarão... Oh, luzes de Natal, continue brilhando...— ele se animou com a canção e tocava com mais ânimo — Oooh... Oh luzes de Natal, iluminam a rua, iluminam os fogos de artifício em mim, que todos os seus problemas acabem... Aquelas luzes de Natal continuam brilhando...— Fredward finalizou a música e foi aplaudido pelos amigos.

— É, se o Klaus te demitir você pode virar cantor. — disse Carly e ergueu a taça de vinho — Um brinde ao Freddie e a essa maravilhosa música.

— Obrigado. — Freddie pegou a taça que Sam tinha preparado para ele e tomou ao mesmo tempo em que os outros.

Freddie colocou o violão em um canto da cozinha e se sentou à mesa ao lado de Sam. Eles oraram antes de comer e prosseguiram com a ceia. Eles riram, conversaram e aproveitaram o tempo juntos. Por mais que Sam e Freddie tivessem outros planos, estar com quem amavam era mais importante, por isso passou das três da manhã enquanto ainda conversavam pela casa após assistirem os fogos de artifício da Eliott Bay. Foi um excelente Natal para eles... O último antes da chegada do Alfa, que mudaria a vida de cada um para sempre.

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Fevereiro de 2018:

Carly jogou a terceira caixinha no lixo. Ela dizia para si mesma que era mentira. Nada a faria aceitar aquela condição, mesmo que estivesse previsto para acontecer. Ela se desfez em lágrimas, mas não sabiam ao certo se era de medo, de ódio ou de preocupação. A maldição que Mabel lançou sobre ela a destruiu completamente, Carly não estava pronta para ser mãe de novo, mas sabia que agora estava carregando dentro de si a Kimera. Carly saiu do banheiro e percebeu que Gibby esperava por ela.

— Você passou o dia todo trancada nesse banheiro, eu gostaria muito de saber o que está acontecendo. — exigiu Gibby olhando seriamente nos olhos dela.

— Você vai ser pai. — ela sussurrou e se jogou nos braços dele.

— Cristo... — ele tremeu — Kimera?

— Sim... Eu sei que é ela, posso sentir.
— Eu prometo proteger vocês duas, prometo dar o melhor a vocês.

— Agora eu sei por que o Alfa irá ama-la por um precioso motivo.

— Por que?

— Porque ela é minha filha.

— Isso é o bastante...

— Sim. — respondeu Carly — É o bastante.

— Nós temos que fugir, você sabe que vão abrir a temporada de caça atrás de nós.

— Para onde vamos?

— Violet Hill... — sussurrou Gibby — Ninguém pensaria em nos procurar lá... É só por um tempo, até o Alfa vir.

— Tem certeza? Teremos que ficar até dezembro isolados de todos, é isso que você quer?

— Eu quero te proteger. — respondeu ele — Não importa o lugar contanto que você esteja segura, que Kimera esteja segura.

— Tudo bem. Vamos avisar ao Freddie da nossa ida.

— Ok. Vou fazer as malas. — Gibby beijou ela e correu para o quarto.

Carly retirou o celular do bolso. Ela iria ligar para Sam quando viu algo ao lado de fora pela janela do corredor.

— Não... Eu já te vi uma vez, por quê estou te vendo de novo? — ela foi se aproximando da janela. O lobo preto correu como se entrasse em baixo da casa. Carly abriu a janela e o perseguiu. Havia uma pequena tela que dava no porão. A curiosidade falou mais alto e ela entrou naquele lugar. — Puta merda... — ela suspirou ao ver um arsenal Grimm inteiro naquele lugar, sem contar as dezenas de livro — Ok... Você me trouxe aqui por algum motivo, agora me mostre o por quê... — ela falava com o nada.

Um forte vento derrubou alguns livro que estavam empilhados em um canto. Carly se moveu até lá e pegou um deles. O livro continha uma caveira na capa. Ela tentou o abrir, mas não conseguia. Outro vento soprou e uma das muitas facas penduradas na parede caiu. Carly entendeu que também deveria pegar aquilo e assim o fez. Ela analisou se usava a faca para abrir o livro ou se usava em si mesmo. Shay não teve outra escolha a não ser passar a lâmina pela palma de sua mão e deixar o sangue escorrer pelas folhas do livro, a única maneira de abri-lo. De repente o livro voou de sua mão para a mesa e estava aberto. Carly ignorou o corte na mão e folheou aquelas páginas. Eram dezenas de feitiços dos mais perigosos, se caíssem nas mãos da Hexenbiest errada poderia causar efeitos irreversíveis. Os olhos castanhos dela percorreram as linhas procurando alguma coisa útil. Se o lobo mostrou esse livro, não foi por nada, ela apenas tinha que descobrir o que era.

Carly finalmente encontrou o que procurava. Era um espelho. Ela ergueu o livro e ao olhar no vidro viu uma garotinha correndo enquanto um lobo preto a perseguia. A garota não estava com medo, estava rindo e o lobo parecia fingir cansaço para não alcança-la. Kimera era linda e possuía tanto os traços da Carly como os do Gibby. Carly riu se comovendo, mas aquela cena poderia ser bem assustadora se não entendesse a verdade. O reflexo do espelho se tornou normal e Carly se assustou ao ver quem estava atrás dela.

— Você me assustou... — ela murmurou com medo de se virar.

— Desculpa. — ele deu de ombros.

— O imprinting não pode ser com a Kimera, você tem que ama-la por que ela é minha filha e nada além disso.

— E vai ser apenas por causa disso. — ele a assegurou.

— Como sabia onde me encontrar?

— Eu senti você, acho que o espírito te guiou até aqui...

— É, ele queria me mostrar o espelho.

— Entendi... — o garoto sussurrou.

Carly se virou e encarou o Alfa.

— Eu te amo e sei que vai fazer o melhor por todos nós.

— É minha obrigação... — ele andou em direção a ela e a abraçou com força.

— Eu sempre soube que era você...

— Mentira. — ele riu contra o rosto dela.

— Tá chega, me ajuda a fazer as malas... — ela desfez o abraço e beijou o rosto dele — Anda!

— Se aproveita por que não posso dar ordens ainda.

— Que engraçado. — Carly o empurrou de leve e eles saíram rindo do porão.

Em breve:

— É só deixar o instinto falar por você... — Sam ensinava Carly com paciência.

— Eu estou deixando, estou morrendo de sede! — gritou Carly perdendo a paciência.

— Se acalma... Eu sei que é difícil, mas você...

Carly esticou o corpo sentindo o cheiro de uma fragrância pura, que queimava como se alguém tivesse enfiado um ferro em brasas na sua garganta. Ela rosnou, se virou e correu para dentro da floresta em busca daquela essência perfeita.

— Merda! — Sam resmungou e partiu atrás dela — Não Carly! Pode ser alguém que você conheça! — a loira corria atrás do vulto que tinha se transformado a morena, ela era a vampira mais rápida que um dia tinha visto.

— Sai do meu encalço! — Carly cuspiu entre os dentes e soltou um som animalesco, ela jogou Sam do outro lado das árvores atravessando o rio, parando fora da reserva.

— Sua vadia louca! — Sam berrou com a melhor amiga — Volta aqui! — ela voltou a correr atrás dela prezando a vida do humano que Carly poderia matar a qualquer momento.

Notas finais
Esse foi o interessante capítulo de hoje amores... Qualquer coisa me chamem no Whatsapp ou no Twitter, beijão! Bem legal esse "Em breve" né? Ui, Carly vampira? Grito hein kkkkk Próximo capítulo: Coming Home See you soon guys! Very soon... P.S.: Próximo capítulo é revelado quem é o Alfa amores...