Notas iniciais
Bom dia humanos... Sem recados, segura na mão de Deus e vai pq a coisa está tensa ~gif Tulla Luana de touca amarela~

Soundtrack: Love me — Katy Perry

Parte 40 — 50: Mantenha seu coração batendo.

Povs Sam

Eu ligo o carro e sinto a adrenalina em minhas veias. É uma verdadeira máquina. Eu uso um trajeto alternativo para Violet Hill, que me faz contornar a colina inteira. Eu estaciono o carro e percorro o trajeto até o casebre andando.

As flores acariciam minhas pernas. Eu mantenho meu olhar na casinha que parece recém-reformada. Freddie está me olhando da janela.

Eu entro no local após tirar meus tênis e meias. Freddie parece não acreditar que estou em sua frente. Eu lhe dou um sorriso. Vou andando pelo pequeno ambiente. Está limpo. As paredes são de madeira clara. Elas ainda estão cheirando a verniz. Chego à cozinha. Tem uma mesa pequena. Uma pia. Um armário na parede.

Eu me viro para o Freddie.

— Sam você... — ele sussurra assustado.

— Shhh. — eu me jogo em seus braços — Só me ame, Freddie. — eu beijo a boca dele.

Eu achei que ele iria demorar para me devolver o toque dos meus lábios, mas Freddie está puxando o meu cabelo e me apertando contra seu peito. Eu quero chorar de tão feliz por tê-lo de volta. Freddie me empurra na pia. Ele me prende aqui e me beija de um jeito feroz. As coisas prosseguem desse jeito. Os lábios deles ficam inchados e os meus também. Freddie vai para o meu pescoço. Sinto as mordidas dele. Aproveito para tentar tirar sua camisa, ele também ajuda com a minha e retiramos essas peças de roupa ao mesmo tempo. Ele desliza as mãos pelas minhas costas e meu sutiã é puxado com rapidez. Ele se inclina para sugar os meus seios. Não abafo nenhum dos meus gemidos, que ecoam entre as paredes de madeira. A sua boca fria me faz suspirar.

Freddie desce seus lábios para minha barriga até chegar na barra da minha calça. Ele a desabotoa.

— Levante a perna. — ele me pede devagar. Eu levanto uma, depois a outra. Freddie lança minha calça para longe. Ele beija a minha calcinha. Eu me abaixo para encontrar os lábios dele. Seu braço se passa ao redor do meu corpo. Vamos nos beijando até ficar de joelhos. Eu arranco as calças do Freddie junto com seu cinto. Estou com pressa. Ele está descalço. Freddie dá aquela risada perfeita. — Eu ainda não terminei o serviço. — Freddie relembra e cobre meu corpo de beijos em direção à minha coxa, onde ele para, retira minha calcinha e beija a parte mais sensível do meu corpo.

É inacreditável. Eu já deveria esperar essa sensação, mas é algo novo para mim, mesmo ele tendo feito isso comigo uma vez. Ele está me beijando, me mordendo, me sugando. É intenso. Eu estou delirando. O prazer sobe à minha cabeça e se ele não parar, vou acabar tendo um orgasmo.

— Oh Deus! — eu praticamente grito.

Freddie interrompe o que estava fazendo e volta a ficar por cima com um sorriso.

— Quer sentir o próprio gosto? Eu juro que é delicioso. — ele diz sem pudor ou limites.

Eu acabo rindo disso. Ele é fofo tentando ser safado, mas não consegue muito. Algumas pessoas simplesmente nasceram para serem amorosas e é o caso dele.

— Caramba, Freddie.

Ele sorri e me beija. Sei muito bem por que seus labios estão úmidos e um pouco quentes. Eu inverto as posições. Faço ele penetrar no meu sexo, indo até o final. Eu me mexo de maneira rápida. Freddie quer controlar minha velocidade agarrando na minha cintura, mas eu tiro suas mãos dali e as envolvo com as minhas. Eu que mando nessa porra.

Eu vou tão rápido que Freddie não controla os próprios gemidos. Mordo o lábio por que eu sei que ele gosta quando eu faço isso. Estou indo mais veloz ainda, com força, com pressão. A sensação é tão forte que eu sinto uma lágrima escorrer pelo meu rosto e também escorre uma do olho dele. A que ponto eu fiz nós chegarmos?

Eu rebolo em cima do seu pau. Freddie não está suportando. Ele ergue o quadril para acompanhar o que eu faço. É bom demais. É o paraíso. Ele deve estar pensando assim também.

Me entrego totalmente ao clímax que chegou de maneira lenta, mas que me destrói como sempre. Eu aproveito o orgasmo. Não paro de me mexer até que o Freddie também aproveite o máximo de tudo. Quando eu por fim não suporto mais, ele faz o resto. Freddie entra e sai esperando eu pedir para que ele pare, mas eu não consigo falar. Caio exausta no seu peito. Ele sai do meu corpo.

Eu inalo o cheiro doce dele que queima meu nariz. Freddie desaparece. Sinto a madeira contra os meus seios. Antes que eu respire de volta, ele volta e me envolve com um lençol. Freddie me prende no seu peito. Eu beijo ele ali. Ele suspira com a respiração acelerada.

Estamos tão emocionados pelo o que acabamos de fazer, que ficamos em silêncio ouvindo as nossas respirações se igualarem. Então eu me lembro do que me trouxe aqui.

— Eu preciso te contar uma coisa... — eu sussurro.

— Conte. — ele beija meu cabelo com calma.

— Eu estou grávida. — as palavras saem com rapidez. A respiração do Freddie fica muda. Seus braços em volta de mim caem. Ele se senta e eu também — Você escutou? — eu seguro seu rosto.

— Grávida? — ele sussurra com os olhos em pânico.

Faço que sim com a cabeça. Eu não entendo o terror crescente.

Freddie se levanta. Ele coloca a calça e a cueca. A respiração dele volta como se ele tivesse corrido durante horas. Freddie está desesperado.

— É meu? — pergunta ele nervoso.

— Sim. Não é do Gatlin, ele nunca fez nada comigo. O filho é seu. — eu digo me levantando com o lençol a minha volta.

— Eu preferia que não fosse. — ele admite me olhando com nojo.

Fiquei tão preocupada pensando em como ele ia reagir, que eu não pensei que o problema era eu.

— Você... Não quer o bebê? — eu mal consigo perguntar.

— Acorde, Sam. Isso que está dentro de você não é um bebê, é um monstro e eu não quero estar aqui para ver ele nascer. — ele começa a recuar — Eu não quero imaginar essa coisa dentro de você. Não quero imaginar essa coisa te arrebentando de dentro para fora e muito menos quero ver essa coisa saindo do seu corpo com os próprios dentes!

Eu seguro minha barriga com uma mão. Essa coisa... Eu tremo sentindo medo de suas palavras. Freddie não quer o bebê. Ele acha que é um monstro.

— Essa coisa? — eu murmuro com a voz embargada.

— Sam, se você me ama, se você dá valor a alguma coisa que nós temos, então deixem que tirem isso de você. — Freddie implora.

— O que?! Não! É o nosso bebê! — eu grito histérica.

— Isso não é um bebê! — ele grita de volta — Ele é um vampiro assim como eu!

— Ele é nosso filho!

— Não se atreva a dizer isso! Pelo amor de Deus já não está na hora de eu parar de sentir culpa?! — ele agarra meus ombros — Acha mesmo que se esse demônio te matar, eu vou merecer sofrer com isso? Vou ter que carregar a sua morte comigo?

— Ele não vai me matar, eu vou conseguir sobreviver ao parto. — eu quero prometer a ele.

— Ele? Oh, é um garoto? Perdão, eu deveria ter trazido balões azuis!

— Não sei se é um garoto... Na minha mente eu vejo um menino.

Freddie me solta e vai para a pia. Ele chuta com força.

— Não! Não! Eu não vou te perder! Você não pode fazer isso comigo Sam! Não pode!

— Eu sou forte! Eu vou viver...

— Você quer mesmo que eu acredite nisso?! — ele volta a gritar de novo — Porra! Eu não posso te perder Samantha! Você é a minha vida! — eu não sei como nem onde, mas Freddie de repente está me beijando. Eu não consigo me mexer. — Não faz isso comigo, por favor... — ele me solta e passa a mão no cabelo.

— Depois de toda a merda que eu ouvi, você acha mesmo que eu te devo alguma coisa? — minha voz sai baixa, mas no fundo eu quero berrar com ele de novo.

— Você vai morrer... Então nada disso que eu falei terá importância. — ele dá de ombros em desespero.

Minha mão na minha barriga sente um movimento. Flint se mexe não gostando da discussão.

— Você precisa sentir ele... Precisa sentir seu filho. — eu insisto por uma última vez. Pego sua mão, mas ele recua.

— Não se atreva a chama-lo assim. — Freddie está chorando de raiva ou de tristeza?

Ele sai do cômodo. Eu fico paralizada em choque. Não consigo acreditar. Além de perder o meu filho para o Gatlin, Freddie esboça a pior reação existente. Eu pensei que passaríamos por isso juntos. Achei que iríamos nos apoiar um no outro. Eu nunca cogitei que ele iria agir assim. Preferir que eu abortasse o nosso próprio filho, com medo de o bebê ser como ele.

Eu me visto com os dentes trincados. Me arrasto segurando minha barriga. Mais um movimento detectado.

— É o seu pai Flint, não se preocupe com isso, ele só está bravo. Eu prometo que você irá ver a luz do sol... Não vou deixar ninguém empatar que você tenha uma vida linda pela frente. Eu só não irei fazer parte dela... — eu estou conversando com ele, como se realmente Flint já pudesse me entender.

Eu saio do casebre. Freddie está sentado nas flores. Ele está com os braços a sua volta. Eu escuto seu choro de dor abafado. Se ele está assim só achando que eu vou morrer, o que vai acontecer se eu realmente falecer? Ele só está com medo. Uma voz em algum lugar sussurra para mim.

Eu vou me aproximando devagar. Freddie está praticamente ficando louco. O que eu vou fazer? Eu acaricio seus cabelos. Freddie encosta a cabeça na minha perna.

— Eu queria pedir desculpas... — ele murmura rouco.

— Tudo bem. — eu fico de joelhos.

— Eu disse que queria, mas não vou. Eu apenas te amo. Amo você com toda a minha existência e saber quem você irá morrer, não me deixa continuar por aqui. Só que eu não posso te deixar e eu não vou permitir que você vá embora. — ele fala de maneira incoerente enquanto busca um motivo — Eu não me importaria se fosse do Gatlin. Eu preferia que fosse dele. Eu quero que seja dele, mas não, o filho é... — aguardo ele dizer que o filho é seu — Você voltou apenas para me dar essa notícia?

Dado os acontecimentos que acabei de passar, eu não vou contar o que vai acontecer depois.

— Sim... Eu voltei para isso e por que eu quero ficar com você... Para sempre.

Freddie enxuga o rosto na blusa branca.

— Para sempre não é mais uma promessa, vai ser uma batalha. — ele olha para as estrelas.

Eu afundo meu rosto no seu ombro. Freddie está tremendo. Eu sei que ele está segurando as lágrimas. No fundo eu também quero chorar. Flint também choraria se pudesse.

Freddie para a Lamborghini na porta da minha garagem. Eu deslizo as mãos pela minha barriga como um hábito.

— Quem pode saber disso? — Freddie quer saber.

— Por mim... — dou de ombros — Todo mundo.

— Para o que? Para eles verem como uma coisa boa? E eu ser o vilão da história? Me fode mesmo! — ele desfere um soco no volante do carro.

— Você não vê o futuro! — eu abro a porta.

Eu saio do carro e vou andando para a varanda, Freddie me segue bufando.

— Eu não preciso ver, para saber que essa coisa vai te matar! — ele está parado em minha frente rapidamente.

— Se você chamar essa...

— Essa coisa? — ele cospe no chão.

— Se for chamar ele de essa coisa de novo...

— Vai fazer o que? Me matar? Está escolhendo ele, em vez de mim? — Freddie toca em um ponto sensível.

— Eu sei que ele vai ser perfeito, assim como você.

— Não me compare a essa... — ele se interrompe — Ele não tem nada de bom, assim como eu.

— É o que veremos. — eu entro na minha casa.

— Não. Você não vai estar aqui para ver. — ele entra e bate a porta com tamanha força que a madeira se quebra em um pedaço.

— Quem não vai ver o que? — Shelby pergunta e é quando eu me dou conta que está todo mundo enfurnado na minha casa.

— Ninguém. — eu murmuro olhando para ela — Eu estou de volta e é isso que importa. — levo o olhar para os outros — Gatlin me mandou voltar, estamos seguros. Apenas vão viver a vida de vocês, sejam normais, sejam felizes. Vão entrar em uma Universidade, formar uma família, quem sabe ir para outro país... Eu agradeço o que fizeram por mim, mas nenhum de vocês tem que estar vivendo para me proteger. Vivam um pouco. — eu subo as escadas e entro no meu quarto.

Eu tranco a porta. Eu me jogo na cama exausta. Flint não gosta de pressão. Eu me reviro na cama.

Shelby entra pela janela.

— O que aconteceu Puckett? — ela vem me ajudar.

— Só tira todos eles daqui. Por favor. — eu imploro contra o travesseiro.

— O Freddie já está fazendo isso. — ela me abraça.

Eu permaneço imóvel. Forço a audição checando se estamos sozinhas. Tudo está em silêncio. Shelby aguarda eu dizer alguma coisa.

— Isso é a causa do problema. — eu coloco a mão dela na minha barriga.

Shelby sente Flint se mexer.

— Oh meu Deus... O Freddie sabe?

— O problema não é o bebê, o problema é o Freddie. Ele disse que o bebê será um monstro, ele quer que eu me livre disso. Mas eu como eu poderia Shelby? Como eu poderia fazer isso com meu filho? Com o filho dele... — eu pergunto coisas a ela.

— Sam... — Shelby se comove e me abraça com mais força, tomando cuidado com o Flint — Eu sinto muito por ele ter tido essa reação, mas se eu estivesse no seu lugar, eu lutaria... Na verdade eu queria ter essa opção. Eu queria poder engravidar... Eu jamais vou poder dar isso ao Spencer, mas você pode dar isso ao Freddie, mesmo que ele não queira aceitar. O que você tem dentro do seu corpo é um bebê, que vai nascer por que eu não vou permitir que ninguém tire ele de você. — ela me promete sem pensar duas vezes.

Eu começo a chorar. Shelby me consola achando que estou nesse estado apenas por causa da reação do Freddie, quando na verdade é por que eu irei perder meu filho de um jeito ou de outro. Quantos dias eu terei com o Flint quando ele nascer? Ou melhor, será que irei sobreviver para tentar viver alguns dias com ele?

Eu ouço passos no andar debaixo. Sento-me na cama devagar. Flint também se mexe.

— Bom dia Flint... — eu murmuro dando carinho no meu cutucador.

— Quem é Flint? — Freddie pergunta ao meu lado. Eu me assusto com sua presença.

— Eu o chamo assim. — eu digo grossa e saio da cama.

— O monstrinho tem nome? Não é algo que os pais tem que fazer juntos?

Eu trinco os dentes, darei uma resposta a altura.

— Você quer ser um pai presente agora? Vai assumir o seu filho?

Eu vejo que minha mala foi desfeita e minhas roupas estão na cômoda. Shelby fez isso? Inalo o cheiro. Freddie que arrumou tudo.

— Espero que sejam perguntas retóricas. — murmura o Benson.

— Bem, não eram. — eu abro a minha cômoda — Só pare de agir como se a culpa fosse minha. Eu não pedi por isso, mas agora você não vai interferir.

— E acha que eu estou te culpando? — Freddie fica do meu lado — O único culpado disso sou eu, como todas as coisas que acontecem com você.

— Você não é culpado, como poderíamos fazer ideia de que isso era possível? — eu seleciono um vestido bastante curto, uma calcinha e um sutiã, então caminho para o banheiro.

— Não sabíamos que era e agora que sabemos, podemos dar um jeito de você não tê-lo. — vejo sua dificuldade em falar "bebê".

— Eu não vou abortar o bebê.

— Não seria abortar...

— Muito menos deixar a sua mãe tirar ele de mim. — eu retiro minhas roupas. Freddie faz o mesmo — Que porra é essa? — eu fico sem entender.

— Eu ainda sou seu namorado, tenho direito de tomar banho com você. — ele fecha a porta e liga o chuveiro.

— Eu não quero. — cruzo os braços.

— Para Sam, eu ainda sou o mesmo.

— Você não é o mesmo, quer se livrar do Flint! Você é um assassino! — eu ergo a voz com ódio.

— E você é uma suicida! Vai se matar por um monstro!

— Cala a boca Freddie! — eu o empurro mas acabo chorando contra seu peito — Cala a boca...

— Sammy... — ele me abraça e seu coração bate mais rápido — Eu amo você, mas não me peça para aceitar isso.

— Ele é parte de mim, Freddie. Somos um só... Para estar comigo você tem que aceita-lo também.

— Não posso... Simplesmente não posso.

— E se eu tivesse uma forma de provar que ele seria algo bom? Você aceitaria?

Freddie engole em seco.

— Sim. — ele responde relutante — Eu aceitaria.

— Minha palavra não é o bastante?

Ele segura meu queixo e fita meus olhos.

— Você sabe que não.

— Eu vou provar para você que o...

— Flint? — ele pergunta fingindo nojo, mas ele omite um sorriso. Era esse o raio de esperança que eu precisava.

— Que o Flint não vai ser um motivo para preocupação.

Freddie nos leva para debaixo do chuveiro. A água está morna. O silêncio surge. Ele lava meu cabelo com shampoo e condicionador. Freddie pega o sabonete líquido e faz espuma nas mãos. Ele vai passando pelo meu corpo. Suas mãos param antes que cheguem na minha barriga. Observo que está remoendo a ideia se coloca a mão nela ou não, para o fim das dúvidas, Freddie me vira de costas. Eu consigo prender suas mãos na minha barriga. Freddie é mais forte, então vai para o fundo do box. Ele ignora minha tentativa frustrada e começa a lavar o cabelo. Ajudo-o com isso. Sua postura é de alguém que quer distância, eu desfiro um tapa em sua mão mostrando que ainda tenho direito de tocar nele. Lavo seu cabelo e ensaboo seu corpo. Eu planto um beijo suave no seu peito. Ouço seu suspiro de contentamento. Minha respiração está ficando pesada. Claro que eu deveria esperar por isso... Eu o quero. Neste exato momento eu quero ele.

Desligo o chuveiro sem nem ao menos tirar todo o sabão do seu corpo. Nem mesmo me envolvo com uma toalha. Eu só o conduzo para o meu quarto. Eu o beijo pedindo a Deus que ele não me trate de forma fria, mas Freddie jamais faria isso. Ele me ama, só não quer me perder e ainda não aceita o Flint.

Fredward vai me deitando na cama e mantém minhas pernas em volta do seu quadril. Nos beijamos com amor, preocupação e raiva. Estamos tão bravos um com o outro, que nos faz ficar ainda mais ansiosos para nos aliviar. Eu mordo seu lábio inferior. Freddie rosna alisando meu corpo. Eu procuro sua ereção com meu quadril. Freddie desgruda sua boca da minha e beija meu rosto, meu queixo, por fim minha orelha.

— Eu te quero muito Sam... Mas não estamos sozinhos. — ele para de fazer qualquer movimento enquanto respira fortemente excitado no meu ouvido.

— Quem está aqui? — eu arranho suas costas devagar.

— Shelby e ela não vai embora. Parece que alguém a convenceu que eu sou uma possível ameaça ao monstrinho.

Ignoro a última parte.

— Ela só está me protegendo.

— Protegendo de mim? — Freddie me olha — Acha mesmo que eu tiraria... Ele, sem seu consentimento?

— Não sei... — coro por ter pensado isso — Mas você parecia tão puto. Tão bravo comigo que eu pensei que você faria qualquer coisa...

— Bravo com você? Eu nunca estive bravo com você. Eu estou comigo. Eu não entendo por que eu sempre cometo erros, mas esse... Eu até escutei Deus rindo enquanto eu fazia planos.

— Não diga isso... Deus tem nos guardado até aqui.

— Mesmo assim, o único problema é sua escolha. — ele me da um selinho e se deita ao meu lado.

Passo a mão no seu peito. Eu nunca canso de ver o quanto ele é perfeito. Frio. Gelado. Esculpido. A beleza do Freddie ainda é surpreendente para mim. Um dia irei me acostumar? Ele é mais anjo do que homem, como pode dizer que o que tem dentro de mim é um demônio?

Eu arregalo os olhos em pânico.

— Os livros. — eu resmungo e corro para o banheiro. Eu me visto com pressa. Retorno para o quarto. Encontro o que eu procurava dentro da mala. Pego o utilizado no exorcismo do Estrela da Manhã.

Primeiro eu lembro de pentear o cabelo. Desfaço os nós. Seco com uma toalha e ligo o secador na tomada para ele finalizar para mim. Meus cachos ainda não voltaram muito, admito que sinto falta deles.

Volto a me sentar na cama. Eu mordo o lábio com a visão do Freddie sem roupa. Chorei mas não vou dizer por onde. Ele sorri e vai para o banheiro se vestir. Foco minha atenção no livro. Tem tantos símbolos em cada página, que eu precisaria de um índice para o significado de cada um.

Freddie abusa de sua velocidade e está ao meu lado verificando o livro, porém ele parece ter outros planos. Ele beija meu pescoço e mordisca. Eu não consigo me concentrar no livro. A mão esquerda dele desce pela parte da frente do meu vestido.

— Estávamos sem roupas na cama agora pouco, por que não me tocou quando teve a chance?

— Por que a Shelby estava na sala, agora ela está lá fora... — ele levanta meu vestido curto.

Eu quero ignorar ele. O livro parece estar perdendo a importância. Vejo a mão do Freddie no meio das minhas coxas. Oh céus. Eu tento me levantar. Freddie se levanta comigo. Ele me agarra por trás mantendo minhas costas grudadas ao seu peito. Eu o empurro para o canto da parede do quarto. Ele solta um gemido de dor ao bater com as costas na madeira da casa, porém ele não me solta. Freddie introduz a mão na minha calcinha e insere um dedo em mim.

— Ah! — eu suspiro e ele faz como da última vez. Freddie utiliza a outra mão para tapar a minha boca. Ele não quer que a Shelby ou qualquer outra pessoa escute.

— Você está pronta. — ele sussurra no meu ouvido se referindo a minha excitação.

Freddie começa a movimentar seu dedo. Eu seguro seu braço, mas não para tira-lo de mim, e sim para que eu possa segurar em alguma coisa. Meus gemidos ficam abafados contra a sua mão. Eu não quero ter um orgasmo em pé. Eu gemo e flexiono os quadris em direção aos seus dedos. Ele está deslizando os mesmos para dentro e para fora, girando devagar. Em seguida ele faz rápido, depois retorna a fazer devagar. Ele fica alternando. Eu não vou resistir. A tortura prossegue. Acho que não se passa dois minutos e eu dou boas vindas à aquela sensação perfeita. Freddie sabe que eu estou perto. Ele roda os dedos fazendo eu o sentir por todo lugar. Qualquer coisa que eu penso me leva a ele. Não consigo evitar. Meu pensamento se prende a sensação vinda dessa parte do meu corpo. Eu olho para baixo e vejo sua mão ali. É o suficiente. O ápice praticamente me derruba. Eu grito contra a sua mão enquanto o orgasmo faz meu corpo tremer. Freddie desliza os dedos para fora e vai caindo comigo. Eu acabo por ficar sentada em seu colo.

— Eu quero te matar. — murmuro no seu pescoço.

— Hum... — ele coloca o dedo na boca — Gosto requintado.

— Você não presta. — eu coro e beijo seu rosto.

— Eu sei. — Freddie parece feliz.

— Quer alguma coisa? — ele sabe do que eu estou falando.

— Quero, mas não com a Shelby subindo as escadas. — Freddie respira no meu pescoço.

— Ai meu Deus, ela vai me encontrar nesse estado.

— Você está perfeita, nenhum fio de cabelo fora do lugar. — Freddie me assegura.

Shelby entra no quarto.

— Vou nem perguntar. — ela rola os olhos até a hipérbole — Só passando para checar como você estava.

— Eu estou bem. — respondo.

— Que bom. — ela evita olhar para o Freddie. Shelby vê o livro em cima da cama — Isso é...

— O livro utilizado no exorcismo do Estrela da Manhã. — eu saio do colo do Freddie.

— Agora só precisamos marcar o dia. — ela vai pegar o livro.

— E ver como faremos isso sem matar a Carly.

— Temos que tomar cuidado.

Freddie retira o livro da mão da Shelby.

— Talvez aqui ensine como fazer isso sem matar a pessoa possessa. — ele abre e vasculha as páginas.

— Qualquer coisa que não machuque ela e nem o bebê. — eu tapo a boca ao murmurar a última parte.

— Você está brincando com a minha cara? Resolveram engravidar ao mesmo tempo? — me pergunta Shelby se sentando na cama.

— Não, mas é a verdade. Em breve vai fazer um mês... E não é do Gibby. É do Gatlin. — eu revelo aos dois.

— Pelo menos alguém com sorte por aqui. — Freddie solta essa.

Shelby rosna. Com agilidade ela agarra os ombros do Freddie e o arremasa pela janela.

— Idiota. — ela se estressa — Não liga para ele, Sam.

— Na verdade eu ligo. — eu ignoro os xingamentos dele lá fora. Meu estômago ronca fortemente.

— Agora você come por dois... Não se esqueça disso. — Shelby entrelaça nossos dedos — Eu fiz o café da manhã.

— Vamos comer então. — eu me levanto da cama com ela.

Não que o dia tenha se passado rápido, ao contrário, parecia se desenrolar lentamente, mas não para me irritar e sim para me preocupar. Chamamos Wendy e Brad para tentarmos encontrar um jeito de fazer o exorcismo na Carly sem que ela morra no processo. Fizemos pesquisas o suficiente para sabermos que as chances dela são mínimas. Shelby não me deixava sozinha e Freddie ficava me rondando. Cheguei a perguntar se ele estava esperando uma oportunidade para conversar de novo e me fazer mudar de ideia. Ele quer o melhor para mim, mas agora não existe apenas eu. Flint tem o direito de viver, não importa o que ele vai se tornar. A decisão é minha.

Ao cair da noite eu pedi que Shelby desse uma olhada na Carly para mim, uma desculpa para tira-la da minha casa e que eu pudesse ficar a sós com o Freddie para buscarmos mais uma vez uma conclusão.

Freddie continuou tenso. O pânico não deixou seus olhos nem um segundo desde ontem.

— Enfim a sós. — ele tem uma voz calma, mas seu temperamento está terrivelmente longe disso.

Eu permenço sentada à mesa da cozinha sabendo que eu posso ganhar a batalha mas perder a guerra.

— Precisamos conversa. — eu falo pacientemente.

Freddie permanece em pé encostado a um armário.

— Sou todo ouvidos.

— A decisão é minha. Não importa o que aconteça, ele vai precisar de você.

— Acha que eu devo aceitar a coisa que vai mata-la? — ele pergunta desviando o olhar.

— Gibby aceitou a Carly, mesmo ela tendo matado a mãe dele. — eu uso um argumento plausível.

— É diferente. Ele teve imprinting por ela e isso é a coisa mais forte do universo.

— Seu amor por mim não é o suficiente?

Seu olhar de acusação volta para mim.

— Meu amor por você não tem nada haver com isso.

— Eu estou grávida por que você me ama.

— Acredite, não era minha intenção te engravidar. — ele é sarcástico.

Aperto meus lábios e fico em silêncio. Freddie suspira. Ele caminha para a porta de madeira branca. Sua mão toca a maçaneta.

— Você vai me deixar? — eu pergunto sentindo o suor em minhas mãos.

— Não. Que tipo de pai eu seria? — ele continua a segurar a maçaneta.

— Para onde vai?

— Para o meu apartamento. Se quiser que eu volte, estarei aqui pela manhã.

— Não precisa voltar se não quiser. — eu finjo não estar abalada com sua partida.

Freddie abre a porta. Ele coloca o peso em um pé, um hábito humano demais. Ele une as sobrancelhas pensando em alguma coisa.

— Se você me provasse que o... — ele se detém — Que ele seria uma coisa boa, tudo ficaria bem entre nós e eu te ajudaria com isso. Iria ser nosso filho, nosso bebê...

— E eu vou provar. — me levanto com coragem. Eu fecho a porta o empatando de sair.

— Isso também vale para mim? — ele não sai de perto da porta.

— O que quer dizer?

— E se eu te provasse que ele seria um perigo? Uma verdadeira ameaça. Você colocaria um fim nisso?

Eu não penso duas vezes. Não importa o que ele se tornará, eu já o amo.

— Nem assim. — eu respondo.

Freddie treme sentindo dor. Ele tenta abrir a porta para sair, mas eu não deixo.

— Você não vai. — eu retiro sua mão da porta e o arremesso em uma cadeira. Freddie fica sentado. Eu me aproximo e sento em seu colo com as pernas abertas. Ele inspira fundo não querendo perder o controle.

— Temos um impasse. — ele sussurra dando carinho na minha cintura.

— Freddie... Eu sei que está preocupado.

— Estou além disso.

— Tenha um pouco de fé.

— Fé? Eu tenho fé em Deus, não nisso que está dentro de você.

— E se eu ficasse brava com você por causa disso? Por causa de algo fora do seu controle? Você iria gostar que eu ficasse jogando na minha cara? — eu quero fazê-lo ceder.

— Claro que não, mas eu sei que a culpa é minha e você tem todo o direito de estar brava. — ele tira uma mão das minhas costas para tocar meu rosto. — Mas você não está e isso me frustra.

— Então não se estresse com isso, não é algo sobe nosso controle.

— É sim. Podemos consertar o problema.

Eu desisto.

— Não estou escolhendo entre você e ele, eu amo vocês dois... Mas não quero que ninguém aqui morra por isso.

— Sério? — ele ergue as sobrancelhas.

Eu sinto um enjoo. Freddie rapidamente me abraça com medo. Não posso ficar preocupada.

— Você está suando e está mais quente que o normal. — ele cheira meu pescoço — Por quê estamos tendo essa conversa? Não faz bem para o Flint e o que não faz bem para ele, não faz para você.

— Ah meu Deus. — eu seguro as lágrimas — Você está se importando.

— Não estou. — os lábios frios dele sobem até o meu ouvido — Mas agora vocês são um só. Não posso fazer mal a ele sabendo que afetaria você. Eu nunca vou aceitar... Até seu último suspiro continuarei a negar a existência disso, mas eu te amo e preciso de você viva o máximo que eu puder. Se isso inclui deixar o sugador de vidas confortável, que seja...

— Não o chame assim. — eu olho em sua face divina. Freddie revira os olhos. Por algum motivo ele sorri e olha para a minha barriga. Sua expressão se torna confusa. — Quer sentir ele?

Ele faz um curto movimento com a cabeça.

— Não vamos apressar as coisas, não estou pronto para isso ainda.

— Tudo bem. — eu tento sair do seu colo, mas ele segura minhas coxas.

— Eu te amo. — ele fala com carinho.

— Eu também te amo apesar dos pesares.

— Pesares... — ele murmura como um palavrão.

— Me perdi com medo de perdê-lo... Eu queria não ter feito isso, mas fiz. Eu perdi minha própria identidade. Esqueci que você me escolheu por mim, mas agora, não negocio com as inseguranças, elas parecem que sempre levam o melhor de mim.

— Inseguranças... Então é sobre isso que se trata nosso problema?

— Não, mas... Eu descobri que eu tinha que me amar do jeito que eu quero que você me ame, sem mais tentativas de adivinhação. Não, não há mais questionamentos. Eu serei a única a definir quem eu quero ser. Sem esconder os sentimentos, ou mudar sazonalmente. — eu digo tudo que eu venho segurando — Vou me amar do jeito que eu quero que você me ame. — eu repito.

— Sammy, em nenhum momento eu esperava que você ainda tivesse dúvidas do meu amor por você.

— Eu não tenho... É só que seu jeito de me amar é perigoso às vezes, resulta em problemas, você arrisca coisas das quais não tem volta, até mesmo vidas, não vê o quanto isso é...

— Doentio? — ele pergunta me olhando cínico.

— Eu sei que parece que estou fazendo a mesma coisa em relação ao bebê... Eu não sei te explicar, mas às vezes eu queria que minha pele fosse uma fantasia, que eu pudesse apenas abrir o zíper e tirar.

— Mas você é quem deve ser e é por quem eu estou apaixonado. — Freddie com calma acaricia minha barriga — Por mais que ele esteja em meu caminho.

E lentamente como um bater de asas de uma borboleta, Flint se mexe contra a sua mão. Freddie fica em pânico novamente, mas dessa vez está surpreso. Ele agarra meu rosto e me beija. Eu devolvo o beijo pensando quanto tempo ele vai demorar para enfim se tocar que não a nada a temer?

Notas finais
E esse foi o fucking capítulo de hoje... Comentem ai lindinhos, adoro vocês! Então né... Querem saber se eu sou Team Sam ou Team Freddie... Sinto informar mas eu sou Team Freddie e eu faria de tudo para proteger a pessoa que eu amo assim como ele. Créditos para a Kay que escolheu como seria o primeiro hot desse capítulo, eu o reescrevi pois ela apenas o descreveu. Beijão lindona! Se preparem por que os personagens irão se dividir, façam suas apostas, beijos. See you soon guys! Very soon...