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Notas iniciais
Luiza fica intrigada com o que já estava acontecendo, principalmente depois de perceber que um dos selecionados já havia sido "sancionado", mas por quê? O jogo já havia começado?

Quando me dei conta do que já estava acontecendo, todos os meus colegas já haviam saído do nosso local de encontro a fim de explicações e logo notei que certamente parada eu não deveria ficar.

Corri, mas sem rumo. Tudo o que tinha ao redor eram árvores, afinal era numa ilha que nós estávamos. Entrei no primeiro amontoado de folhagem que vi e segui em frente, mas tropecei em algo muito duro (uma pedra para ser mais próxima) e rolei até me esbarrar em Matheus até cairmos no chão.

"O que está acontecendo?" perguntava Matheus, um pouco assustado. Não cheguei a falar muito, só o fato dele estar bem já me confortava. Logo depois, sem dar satisfações, entrei mais ainda pela floresta enquanto Matheus, no chão, apenas me observava sumir de sua vista.

Ao finalmente ficar longe e sozinha, puxei o papel do bolso de minha calça e voltei a ler o bilhete misterioso enquanto me perguntava o que realmente aconteceu com Joanna e como ela foi morta sem ao menos eu e os outros a verem. Coloquei uma mão na boca e continuei a observar o bilhete em diversos ângulos diferentes até me distrair com minha mente e o dia escurecer.

Parecia ser 19 da noite quando ouvi, pela primeira vez, leves sussurros que não dizia coisa com coisa, o que me intrigava a ponto de ficar olhando pros lados até que ele parou. O sussurro parou graças aos outros, preocupados, gritando pelo meu nome. Olhando pros lados, gritei como resposta e não demorou muito pra Matheus e Rebeca me encontrarem. "Eu a vi por aqui", era o que Matheus dizia antes de finalmente me encontrar.

"Estávamos todos preocupados, não saia por aí desse jeito. Você sabe da pressão que estamos passando", avisava Rebeca, até que Bruno aparece gritando algo sobre Luciano ter descoberto algo. Depressa, chegamos ao nosso ponto de partida para saber o que Luciano tinha para nós.

Estava muito escuro, mas a luz única era o bastante para termos noção de que todos estavam presentes. Luciano estava um pouco nervoso, mas tranquilizado com o que soube.

"Joanna não simplesmente morreu ou sofreu um acidente, ela foi assassinada", informava Luciano, o que deixou todos se perguntando até que o mesmo completava: "Joanna era atrevida e sofria de esquizofrenia, ela foi brutalmente assassinada porque quebrou as regras do jogo tentando atacar quem estava organizando tudo".

"Então tínhamos um esperto entre nós, falando no bom sentido", comentava Arthur, que já estava um pouco nervoso com a forma em que o jogo tratava seus pinos. Guilherme, rapidamente, respondia: "A coisa pode ser mais séria que o convenci--" e Luciano interrompe: "Melhor ficarmos de boca fechada" enquanto olhava para os lados desconfiado.

Andei notando que todos estavam aflitos e um pouco inseguros. Assim que abri a boca para falar algo que os confortasse, um barulho extremamente ensurdecedor vindo de muito longe nos chama atenção e todos nós fomos correndo para fora tentar descobrir de onde veio. Não demorou muito até ouvirmos outro barulho, mas desta vez dentro do salão escuro. Fui a primeira a olhar para trás e, consequentemente, a gritar. Uma lança enorme com uma corrente havia atingido a cabeça de Luciano, o que destruiu seu rosto. Quando todos demos conta, ele já estava no chão rapidamente sendo arrastado pro escuro.

Não poderíamos estar mais nervosos. Todos nós fora do salão só tivemos a observar Luciano sendo rapidamente puxado por causa da lança acorrentada. Rebeca já estava chorando enquanto Guilherme se segurava para não vomitar. Eu e o restante apenas estávamos em choque, prestes a fugir daquele lugar. Foi aí que percebemos que o jogo que tanto foi citado na verdade não era pra gente. Éramos apenas os pinos, foi o que entendi.