Notas iniciais
Espero que gostem, é a minha primeira fanfiction sobre os 30 Seconds to Mars :)

Nope. Não era a primeira vez que os ouvia no meu iPod, muito menos seria a primeira que via posters deles espalhados em cada esquina.Fui pelo corredor acima. Alguns casais mostravam-se felizes enquanto assinalavam e rabiscavam e apontavam qualquer coisa nuns quantos panfletos que estavam na recepção. Tinha-me finalmente licenciado em Ciências da Comunicação na vertente de jornalismo e marketing. Tinha conseguido, há relativamente pouco tempo, um estágio numa revista de música e moda, que tinha parceria com a MTV. De facto não era o meu emprego favorito, muito menos o ideal, e menos era aquele que eu queria ter prosseguido. O meu sonho era outro, ser repórter de guerra, embora que aquando de certas bandas, os seus próprios concertos se tenham, de facto, tornado pior que guerras, com miúdas de 12, 13, 14 anos a berrar o nome de cada um dos elementos da banda, quase faltava umas quantas facadas, e uns quanto assassinatos aquando de tentarem apanhar o lenço de papel onde o Nick Carter se tinha assoado. Ainda para mais, não tinha a melhor das chefes, sendo que a criatura tinha a mania que era melhor que eu, embora só andasse envolvida com o director da revista, Diogo Sant’Ana. Judite Martinez, o nome dela. Era uma loira falsa, que pior que isso tinha a mania que era loira de nascença, antes fosse, talvez a burrice não tivesse descido tão baixo. Tinha um sobrenome espanhol inventado, que desde sempre que toda a gente sabia que aquele não era o apelido original dela. De espanhola não tinha nada, talvez o peito que era enorme, mas isso não era devido à sua falsa identidade espanhola, mas sim aos trocos que o ex-marido lhe tinha dado durante a lua-de-mel que concorreu a divórcio logo de seguida. Desde a minha estadia na redacção que ela fazia questão de me mostrar todos os santos dias que era ela quem mandava enquanto o seu queriduxo estava fora em trabalho. O meu telemóvel despertou-me dos pensamentos, e quase deixei o dossier cair. – Fogo! Isso assustou-me! – queixei-me.Atendi o telemóvel com um olho no corredor e com o outro torto ao ver o nome que surgia no visor. Coitadinha da menina Judite, estava tristinha com saudades do seu cutxy-cutxy! Só eu é que não tinha um cutxy-cutxy com dinheiro nos cofres nas ilhas Caimão, como se realmente u fosse desse jeito. Não era, e não sou! Muito dinheiro faz buracos na carteira.– Tens a certeza que vais estar lá a horas? – indagou com a mais rude maneira possível.– Sim, sim. Estou no hotel. Só me falta…– Só te falta? O que é que te falta? Tu não em digas que não levaste o dossier que te dei com a informação.Dossier? Claro que levei a porcaria do dossier que ela me tinha dado, mas aquilo não tinha lá informação nenhuma que eu desconhecesse, aliás tinha tanta informação como a cabeça dos paparazzis e dos obcecados. – Sim, levo sim. Estou mesmo a chegar, só…Indaguei se não devia desligar imediatamente a porcaria do telemóvel. O Blackberry era lindo, branco e com a borda dourada, completamente personalizado, mas a voz que constava do outro lado dele era terrivelmente assombrosa, uma achega-dinheiro que exasperava por mais ainda, e pelo conteúdo do dossier estava à procura de um novo marido, este com a idade mais perto da dela, mas mesmo assim, um homem que na volta nem o cheiro dela aguentaria, caça-tesouros de um raio!Lá arranjei uma desculpa esfarrapada para desligar.– Ehh, já sei onde é que estou… – pausa. – Já sei onde é que eles estão – menti.– A onde? – perguntou curisosa.– Ora, então… no hotel. – disse. – Já os vi!– Já os viste? – Já sim! – menti com todos os dentes que tinha na minha boca.Menti, menti mesmo. E soube tão bem mentir, mas maldito do karma que na volta me cairia em cima. Que se lixasse o Karma, Karma era ela, e um dos piores, o quanto desejei que me tivessem posto numa jaula com leões lá dentro, sempre eram mais bonitos e simpáticos que ela, embora mordessem e muito provavelmente me matassem, mas queria eu lá saber da morte por dentes dos leões, ela punha-me mais louca que a doença da raiva de um cão, bem que perguntei ao director se tinha vacinas contra a raiva, ele riu-se e mandou-me ir buscar o casaco, íamos os dois ver o concerto dos Red Hot Chilli Peppers em Chicago nessa noite.– Tenho de desligar – disse por fim.– Mas…– Telefono-lhe assim que terminar.– Mas…Nem me dei ao trabalho de ouvir o resto que ela tinha para me dizer. Na volta pedir-me-ia para fazer uma chamada de vídeo, ou assinar as minhas meias para lhe depois dar quando chegasse a Lisboa. Desliguei o telemóvel com um grane sorriso na cara, e verdade fosse dita, eu não fazia a mínima das ideias onde é que raio eu estava. Tinha seguido o hall de entrada para um corredor que tinha uma quantidade de indicações que se comprometiam a resumir que aquele hotel tinha mais salas de conferência que o parlamento Europeu. Entrei numa sala branca com um design super brilhante. Era uma das mais bonitas salas que tinha visto naquele hotel. Na verdade desconhecia bem aquele hotel, era a primeira vez que ali estava, e não era ali que estava alojada, estava no Mariott, bem perto do Ground Zero, enquanto aquele era o Hilton New York. Uma sala gigante com uma vista tremenda para abaixa de Manhattan, ao longe via-se a grande torre da liberdade, assim como se via a própria estátua da liberdade. Aquele azul-marinho contratante com a cidade do prazer, a cidade mais bela e mais viva, a cidade que nunca dorme. Tinha janelas num meio da sala, e a outra parte estava pintada de branco com traços pretos que davam a sensação de se conseguir ler liberdade, ostentação e amor, não sei se era uma piadinha para mim visto que estava num dos países mais livres, ou se ostentava poder subir na carreira, e que estava em fase de namoros acabados. Fosse como fosse, tinha de sair da sala, pois estava completamente vazia. Aquando de sair da sala lancei um olhar para a sala enorme que se encontrava à minha frente, mais uma vez não fazia a mais completa ideia de onde é que estava. Tentei procurar outra indicação que me levasse de novo ao hall de entrada, mas sem qualquer resultado.Quando estava finalmente a ganhar coragem para me pôr a telefonar para a recepção do próprio hotel para me alguém vir buscar, vi um rapaz a vir até mim. O meu coração disparou. Realmente não estava pronta para aquilo. Um homem alto, não muito mais alto que eu, que sou bem baixinha, devia ter perto dos seus 1.70, bonito e com uns olhos que faziam inveja aos modelos masculinos. “Ai Catarina, no que te foste meter, agora nem os teus pés consegues mexer.” – Profissionalismo, profissionalismo acima de tudo – sussurrei para mim própria.– A fugir do chefe?– Ahm? – estava hipnotizada. – Sim, não… Sim!Senti corar. Sim, sabia perfeitamente quem é que estava à minha frente.– Qual é a tua história? – perguntou rindo-se.– A minha história? – gaguejei. – A… a… Porquê?– A tua história?! Porque é que também estás a fugir do chefe? – perguntou. – Demasiado em cima de ti, o marido?Ri-me. Olhei para as minhas mãos. Já não tinha aliança, nem sequer a de comprometida. Tinha-a tirado assim que tinha posto os pés nos Estados Unidos, o meu namorado tinha decidido que era tempo de dar tempo e espaço. Espaço já ele tinha, tempo apenas quatro dias, que era o tempo da minha estadia em Nova Iorque, mas isso logo se tinha tratado, queria um tempo? Muito bem, a Catarina dava-lhe o tempo, todo o tempo do mundo, dei-lhe o tempo, dei-lhe as flores que ele me tinha comprado, dei-lhe os CDs, as camisolas, as t-shirts… Levou com os pés e só não levou as botas Timberland que me tinha comprado porque eu as adorava.– Não sou casada – disse.– Ah! Trabalho mesmo?– Sim, estou literalmente a fugir do chefe – ri-me. – E tu?– Eu? – indagou. – Eu o quê?– Tu?! A tua história. Quando te dirigiste a mim perguntaste-me se eu ‘também’ estava a fugir do chefe. Calculo que casado não sejas… não sei, ainda não recebi nenhuma actualização sobre isso – garanti-lhe com um sorriso e com as minhas bochechas coradinhas. – Além disso pensei que não tivesses nenhum chefe…Ele riu-se e acenou.– Nã… É só o meu irmão. Às vezes consegue ser mais doloroso que um pontapé no rabo. – Posso escrever isso na revista? – brinquei.Ele olhou para mim e atirou as mãos dele à cara.– Oh! És a jornalista. – comentou com um ar admirado. Parecia estar bastante preocupado. – Oh! Desculpa! – disse rapidamente. – Nem me… Desculpa, a sério. Eu estava a brincar, não quis… Desculpa, eu não me lembrei sequer que… Desculpa… Queres que assine um papel em como…Oh, bolas! Desculpa…Agora quem estava preocupada era eu. Tinha encarado a conversa como uma brincadeira e pouco me interessei se ele ia descobrir ou não se era jornalista. Nem sequer me tinha lembrado que por norma, se previamente ele soubesse que eu era jornalista, provavelmente nem teria metido conversa comigo. Lancei as minhas mãos ao alto, na minha mente, como é lógico, não me ia pôr a fazer lamúrias, a porcaria já tinha sido feita, não ia poder, de maneira alguma, voltar atrás. Por isso, mais valia pôr-me a andar. – Estava a gozar… – disse por fim. – Não precisas de ficar tão incomodada – apurou. – Já agora, como é que te chamas?Tanto alarido para depois me dizer: ‘estava a gozar contigo’. Olhei para ele com cara de quem não tinha achado piada nenhuma à brincadeira, tinha 21 anos, não parecia, mas queria manter-me o mais profissional possível, e… Bem, na verdade até achei bastante engraçado ele ter feito aquilo. Pregou-me um susto dos diabos, já me estava a fazer pensar que ia chamar a polícia por tentativa de descobrir ‘segredos’ por meios privados e estranhos. Ele riu-se descaradamente e acabei por me rir também, talvez uma das melhores memórias que tenho com ele, o facto de ele num segundo parecer super irritada e no outro mostrar que estava a gozar na minha cara. Deu para ver que ele pouco quis saber se eu era jornalista, ou se pertencia ao FBI. Ao contrário dele, já o tinha visto milhões de vezes, e só não o tinha visto mais vezes porque a MTV passou de Music Television para algo que é melhor não explicitar, e claro, porque eu desisti de os ouvir, e de os ver, mas na verdade não o conhecia, não mais que isso.– Finalmente! – um homem mais velho que o outro disse ao surgir de relance. – Onde é que raio estiveste tu? – por milésimos de segundo não percebi para quem é que ele estava a falar. A verdade é que ainda hoje acho que ele estava a dirigir-se a nós os dois.O homem olhou para mim e cumprimentou-me sem ter a melhor das intenções, parecia que me ia comer ali viva e que não queria, de longe, que eu ali estivesse.Richard Simmons era o nome dele, um homem visivelmente sem paciência, e que odiava groupies até dizer ‘mais não!’. Comparando os dois, devo dizer, com total liberdade, que o Shannon era de longe bem mais simpático e atraente que o seu manager. Não que o manager fosse feio, mas era antipático até dizer chega, e eu estava a ficar sem paciência para pessoas mal-humoradas, ou talvez ele fosse pago para ser assim aquando de não haver qualquer segurança por perto. Não demorou muito para o Richard insinuar que eu não devia estar ali, e que não devia enganar o Shannon a fingir que era uma rapariga ‘normal’, segundo as suas palavras, para conseguir qualquer tipo de informação viável e inviável, pública ou secreta, como se realmente eu quisesse saber alguma coisa secreta, não me meto na vida das pessoas assim desse jeito. E não era o caso do Shannon ser um pobre coitado inocente que não sabia distinguir uma caça-tesouros de uma pessoa normal como todas as outras com quem apenas meteu conversa, e que não lhe ofereceu um anel de diamantes e um pedido de casamento logo no primeiro encontro, sendo que aquilo nem sequer tinha sido um encontro e nunca se tornaria num encontro, nem no primeiro, nem no último.Com medo de ter de cancelar tudo o que estava marcado, comecei uma gentil discussão com o Sr. Sou Rude Até Dizer Chega e Mesmo Que Diga Chega Eu Não Paro! – Eu estou meio perdida no hotel. O Mr. Leto apenas meteu conversa comigo para me ajudar. Não tive qualquer intenção de saber por meios menos correctos algum segredo. A minha entrevista é puramente e apenas sobre a banda em si, mais nada. Não quero falar nada sobre a vida pessoal e confidencial dos seus membros. – disse constrangida.Por momentos os dois entreolharam-se, pelo menos deu essa sensação. Uma rapariga tão mais nova que quase não respirava no meio das frases que dizia enquanto falava e que rapidamente dizia tudo o que achava sem qualquer tipo de problema. Nem sequer dei um soluço com falta de ar, pura e simplesmente respirei novamente e esperei que algum deles desse por resolvida a situação.– Peço desculpa se dei a entender o contrário – disse rapidamente.– Então, de certo, os dois estavam a falar sobre o tempo.– Não! – disse inocentemente. – Claro que não, porque raio haveríamos de… oh! Shannon deu uma gargalhada e olhou para mim. Só passado uns segundos é que percebi o que significava aquela pergunta. Os dois riram-se, um mais que o outro. Senti a minha cara queimar de cada vez que sentia os olhos deles em cima de mim. Ora bem, resumidamente, estava à frente de um dos membros de uma banda que era mais amada em Portugal do que o próprio Pastel de Belém.– Bem, o Tim deve estar à minha procura. Estamos os dois a fugir do chefe…– Chefe? – indagou Richard.– Sim, coisas nossas! – sorriu Shannon. – Prazer em conhecer-te…– Catarina. O meu nome é Catarina.Com alguma dificuldade em repetir o meu nome, acenou e foi-se embora com um sorriso espalhado na cara. Num instante desapareceu, e eu por segundos pensei ter visto o relance de alguém, que tal como ele, eu reconhecia bastante bem.– Mais uma vez, – comecei depois de o Shannon ter saído – peço desculpa, não tinha intenções de marcar caminho. Richard olhou para mim, e de repente, sem qualquer aviso levantou o dedo indicador dele e fez um sinal para o seguir. Finalmente ia sair dali, já não era sem tempo.

Notas finais
reviews?
:) please.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.