30 Miles From Love
Nope!
Não era a primeira vez que eu os ouvia no meu iPod, e de certeza não seria a última, mas de certo que era a primeira que estava a ouvir e a pensar que os podia conhecer mais tarde ou mais cedo.
Não, também nunca fui a fã perfeita. Nem sequer me poderia considerar como sendo uma grande fã durante os vários anos que eles estiveram na ribalta. Pouca coisa sabia sobre ele, a não ser que tinha uma boa voz, uma boa imagem credo! Vistas as coisas conhecia-o melhor que todas aquelas miúdas no liceu.
A primeira vez que o vi foi naquele brilhantemente horrendo filme com o Colin Farrell, aquele filme que me fez querer casar e ter um monte de filhos, o problema é que eu não sabia bem com quem é que eu queria ter os filhos com o Hefeiston ou com o Alexander ou por outra, se queria ser empragnada pelo Colin ou pelo Jared. Grandes dramas os meus durante a adolescência! Parece que não mas esse foi um dos meus maiores dramas de adolescente, saber quem é que poderia vir a ser o pai dos meus filhos, que eu cá não era porquita nenhuma, tadinha de mim, mal sabia se aguentava um homem o dia inteiro durante 50 anos, quanto mais sabia eu se aguentava o Jared ou o Colin sabendo que não os conhecia de lado nenhum.
Depois de assistir durante umas 6 horas o mesmo filme num só dia, por longas repetições de ver e voltar a ver, e ver novamente os meus futuros noivos, fui para o colégio e contei à minha melhor amiga uma pequena biografia sobre o Jared Leto, que a maior parte das raparigas desconhecia. Disse-lhe sorrateiramente que o Jared tinha uma, até então, uma pequena banda na localidade onde residia, que por acaso tinha ouvido no youtube.
Ninguém parecia conhecê-lo até que um dia, assim do nada, ouvi um monte de raparigas com a revista BRAVO na mão e a cantarolar o The Kill, quando semanas antes eu tinha sido a primeira a ouvir a música, pelo menos no meu colégio. Semanas depois já havia tatuagens ECHELON nos braços, nas pernas do pessoal, por muito pouco que as testas escaparam. Não sei porquê, mas um ódio enorme surgiu nas veias, estava cheia de ciúmes, talvez inveja: Porcaria para a TV Cabo e para as rapariguinhas portuguesas que de repente se começavam a parecer mais vampiras que o próprio Edward Cullen.
Anos mais tarde acabei por me fartar de ver cenas na televisão de miúdas a gritar o nome do Jared, e da sua banda, e com aquelas fantásticas tatuagens ECHELON e a cantar From Yesterday, quando tinha cada vez mais a certeza que eu tinha sido uma das primeiras a conhecer aquela música.
Mas a mentalidade começou a evoluir e o desejo por ser a melhor e a maior acabou por se definir noutras coisas, em projectos e em trabalhos que ao longo do tempo obteriam o seu sucesso digno, e acabei por deixar a mágoa para trás e por me aperceber de uma coisa: fã não é aquela que foi a primeira a ouvir, mas sim é aquela que será a última a ouvi-los!
E lá se tornou o meu eu! A fã perfeita, a que morria de ciúme deixou de ouvir 30 Seconds to Mars, e se ouvia era porque tinha uma ou duas músicas no seu Mp3. Talvez tivessem sido as fãs mais novas, ou as tatuagens, talvez a maneira como tinha levado até então a minha homenagem por eles, o meu gosto pela banda, talvez as obsessões de crianças, talvez o jeito manhoso de cada menina que rondava o Jared nos seus concertos, talvez o facto de eu me ter encorajado a gostar de uma banda sem ter de a venerar todos os santos segundos Não sei, qualquer coisa me fez mudar, e radicalmente, sem qualquer piedade, deixe de pôr os CDs deles na minha aparelhagem, ou as músicas deles no meu iPod.
4 Anos depois ali estava eu, à frente do computador.
Uma nova rapariga. Uma nova pensadora. Uma menina com desejos por cumprir e sonhos realizados, que podia resolver qualquer problema sem ter de chorar, uma menina que só sonhava com gente grande que estivesse a poucos km de si, que não sonhava tão alto de maneira a não cair ao chegar lá acima. Hmm Bem, isso não é realmente verdade! Aqui vai o primeiro dia do resto da minha vida!
Não era a primeira vez que eu os ouvia no meu iPod, e de certeza não seria a última, mas de certo que era a primeira que estava a ouvir e a pensar que os podia conhecer mais tarde ou mais cedo.
Não, também nunca fui a fã perfeita. Nem sequer me poderia considerar como sendo uma grande fã durante os vários anos que eles estiveram na ribalta. Pouca coisa sabia sobre ele, a não ser que tinha uma boa voz, uma boa imagem credo! Vistas as coisas conhecia-o melhor que todas aquelas miúdas no liceu.
A primeira vez que o vi foi naquele brilhantemente horrendo filme com o Colin Farrell, aquele filme que me fez querer casar e ter um monte de filhos, o problema é que eu não sabia bem com quem é que eu queria ter os filhos com o Hefeiston ou com o Alexander ou por outra, se queria ser empragnada pelo Colin ou pelo Jared. Grandes dramas os meus durante a adolescência! Parece que não mas esse foi um dos meus maiores dramas de adolescente, saber quem é que poderia vir a ser o pai dos meus filhos, que eu cá não era porquita nenhuma, tadinha de mim, mal sabia se aguentava um homem o dia inteiro durante 50 anos, quanto mais sabia eu se aguentava o Jared ou o Colin sabendo que não os conhecia de lado nenhum.
Depois de assistir durante umas 6 horas o mesmo filme num só dia, por longas repetições de ver e voltar a ver, e ver novamente os meus futuros noivos, fui para o colégio e contei à minha melhor amiga uma pequena biografia sobre o Jared Leto, que a maior parte das raparigas desconhecia. Disse-lhe sorrateiramente que o Jared tinha uma, até então, uma pequena banda na localidade onde residia, que por acaso tinha ouvido no youtube.
Ninguém parecia conhecê-lo até que um dia, assim do nada, ouvi um monte de raparigas com a revista BRAVO na mão e a cantarolar o The Kill, quando semanas antes eu tinha sido a primeira a ouvir a música, pelo menos no meu colégio. Semanas depois já havia tatuagens ECHELON nos braços, nas pernas do pessoal, por muito pouco que as testas escaparam. Não sei porquê, mas um ódio enorme surgiu nas veias, estava cheia de ciúmes, talvez inveja: Porcaria para a TV Cabo e para as rapariguinhas portuguesas que de repente se começavam a parecer mais vampiras que o próprio Edward Cullen.
Anos mais tarde acabei por me fartar de ver cenas na televisão de miúdas a gritar o nome do Jared, e da sua banda, e com aquelas fantásticas tatuagens ECHELON e a cantar From Yesterday, quando tinha cada vez mais a certeza que eu tinha sido uma das primeiras a conhecer aquela música.
Mas a mentalidade começou a evoluir e o desejo por ser a melhor e a maior acabou por se definir noutras coisas, em projectos e em trabalhos que ao longo do tempo obteriam o seu sucesso digno, e acabei por deixar a mágoa para trás e por me aperceber de uma coisa: fã não é aquela que foi a primeira a ouvir, mas sim é aquela que será a última a ouvi-los!
E lá se tornou o meu eu! A fã perfeita, a que morria de ciúme deixou de ouvir 30 Seconds to Mars, e se ouvia era porque tinha uma ou duas músicas no seu Mp3. Talvez tivessem sido as fãs mais novas, ou as tatuagens, talvez a maneira como tinha levado até então a minha homenagem por eles, o meu gosto pela banda, talvez as obsessões de crianças, talvez o jeito manhoso de cada menina que rondava o Jared nos seus concertos, talvez o facto de eu me ter encorajado a gostar de uma banda sem ter de a venerar todos os santos segundos Não sei, qualquer coisa me fez mudar, e radicalmente, sem qualquer piedade, deixe de pôr os CDs deles na minha aparelhagem, ou as músicas deles no meu iPod.
4 Anos depois ali estava eu, à frente do computador.
Uma nova rapariga. Uma nova pensadora. Uma menina com desejos por cumprir e sonhos realizados, que podia resolver qualquer problema sem ter de chorar, uma menina que só sonhava com gente grande que estivesse a poucos km de si, que não sonhava tão alto de maneira a não cair ao chegar lá acima. Hmm Bem, isso não é realmente verdade! Aqui vai o primeiro dia do resto da minha vida!
Catarina Gonçalves
Sinopse
Nope!
Não era a primeira vez que eu os ouvia no meu iPod, e de certeza não seria a última, mas de certo que era a primeira que estava a ouvir e a pensar que os podia conhecer mais tarde ou mais cedo.
Não, também nunca fui a fã perfeita. Nem sequer me poderia considerar como sendo uma grande fã durante os vários anos que eles estiveram na ribalta. Pouca coisa sabia sobre ele, a não ser que tinha uma boa voz, uma boa imagem credo! Vistas as coisas conhecia-o melhor que todas aquelas miúdas no liceu.
A primeira vez que o vi foi naquele brilhantemente horrendo filme com o Colin Farrell, aquele filme que me fez querer casar e ter um monte de filhos, o problema é que eu não sabia bem com quem é que eu queria ter os filhos com o Hefeiston ou com o Alexander ou por outra, se queria ser empragnada pelo Colin ou pelo Jared. Grandes dramas os meus durante a adolescência! Parece que não mas esse foi um dos meus maiores dramas de adolescente, saber quem é que poderia vir a ser o pai dos meus filhos, que eu cá não era porquita nenhuma, tadinha de mim, mal sabia se aguentava um homem o dia inteiro durante 50 anos, quanto mais sabia eu se aguentava o Jared ou o Colin sabendo que não os conhecia de lado nenhum.
Depois de assistir durante umas 6 horas o mesmo filme num só dia, por longas repetições de ver e voltar a ver, e ver novamente os meus futuros noivos, fui para o colégio e contei à minha melhor amiga uma pequena biografia sobre o Jared Leto, que a maior parte das raparigas desconhecia. Disse-lhe sorrateiramente que o Jared tinha uma, até então, uma pequena banda na localidade onde residia, que por acaso tinha ouvido no youtube.
Ninguém parecia conhecê-lo até que um dia, assim do nada, ouvi um monte de raparigas com a revista BRAVO na mão e a cantarolar o The Kill, quando semanas antes eu tinha sido a primeira a ouvir a música, pelo menos no meu colégio. Semanas depois já havia tatuagens ECHELON nos braços, nas pernas do pessoal, por muito pouco que as testas escaparam. Não sei porquê, mas um ódio enorme surgiu nas veias, estava cheia de ciúmes, talvez inveja: Porcaria para a TV Cabo e para as rapariguinhas portuguesas que de repente se começavam a parecer mais vampiras que o próprio Edward Cullen.
Anos mais tarde acabei por me fartar de ver cenas na televisão de miúdas a gritar o nome do Jared, e da sua banda, e com aquelas fantásticas tatuagens ECHELON e a cantar From Yesterday, quando tinha cada vez mais a certeza que eu tinha sido uma das primeiras a conhecer aquela música.
Mas a mentalidade começou a evoluir e o desejo por ser a melhor e a maior acabou por se definir noutras coisas, em projectos e em trabalhos que ao longo do tempo obteriam o seu sucesso digno, e acabei por deixar a mágoa para trás e por me aperceber de uma coisa: fã não é aquela que foi a primeira a ouvir, mas sim é aquela que será a última a ouvi-los!
E lá se tornou o meu eu! A fã perfeita, a que morria de ciúme deixou de ouvir 30 Seconds to Mars, e se ouvia era porque tinha uma ou duas músicas no seu Mp3. Talvez tivessem sido as fãs mais novas, ou as tatuagens, talvez a maneira como tinha levado até então a minha homenagem por eles, o meu gosto pela banda, talvez as obsessões de crianças, talvez o jeito manhoso de cada menina que rondava o Jared nos seus concertos, talvez o facto de eu me ter encorajado a gostar de uma banda sem ter de a venerar todos os santos segundos Não sei, qualquer coisa me fez mudar, e radicalmente, sem qualquer piedade, deixe de pôr os CDs deles na minha aparelhagem, ou as músicas deles no meu iPod.
4 Anos depois ali estava eu, à frente do computador.
Uma nova rapariga. Uma nova pensadora. Uma menina com desejos por cumprir e sonhos realizados, que podia resolver qualquer problema sem ter de chorar, uma menina que só sonhava com gente grande que estivesse a poucos km de si, que não sonhava tão alto de maneira a não cair ao chegar lá acima. Hmm Bem, isso não é realmente verdade! Aqui vai o primeiro dia do resto da minha vida!
Não era a primeira vez que eu os ouvia no meu iPod, e de certeza não seria a última, mas de certo que era a primeira que estava a ouvir e a pensar que os podia conhecer mais tarde ou mais cedo.
Não, também nunca fui a fã perfeita. Nem sequer me poderia considerar como sendo uma grande fã durante os vários anos que eles estiveram na ribalta. Pouca coisa sabia sobre ele, a não ser que tinha uma boa voz, uma boa imagem credo! Vistas as coisas conhecia-o melhor que todas aquelas miúdas no liceu.
A primeira vez que o vi foi naquele brilhantemente horrendo filme com o Colin Farrell, aquele filme que me fez querer casar e ter um monte de filhos, o problema é que eu não sabia bem com quem é que eu queria ter os filhos com o Hefeiston ou com o Alexander ou por outra, se queria ser empragnada pelo Colin ou pelo Jared. Grandes dramas os meus durante a adolescência! Parece que não mas esse foi um dos meus maiores dramas de adolescente, saber quem é que poderia vir a ser o pai dos meus filhos, que eu cá não era porquita nenhuma, tadinha de mim, mal sabia se aguentava um homem o dia inteiro durante 50 anos, quanto mais sabia eu se aguentava o Jared ou o Colin sabendo que não os conhecia de lado nenhum.
Depois de assistir durante umas 6 horas o mesmo filme num só dia, por longas repetições de ver e voltar a ver, e ver novamente os meus futuros noivos, fui para o colégio e contei à minha melhor amiga uma pequena biografia sobre o Jared Leto, que a maior parte das raparigas desconhecia. Disse-lhe sorrateiramente que o Jared tinha uma, até então, uma pequena banda na localidade onde residia, que por acaso tinha ouvido no youtube.
Ninguém parecia conhecê-lo até que um dia, assim do nada, ouvi um monte de raparigas com a revista BRAVO na mão e a cantarolar o The Kill, quando semanas antes eu tinha sido a primeira a ouvir a música, pelo menos no meu colégio. Semanas depois já havia tatuagens ECHELON nos braços, nas pernas do pessoal, por muito pouco que as testas escaparam. Não sei porquê, mas um ódio enorme surgiu nas veias, estava cheia de ciúmes, talvez inveja: Porcaria para a TV Cabo e para as rapariguinhas portuguesas que de repente se começavam a parecer mais vampiras que o próprio Edward Cullen.
Anos mais tarde acabei por me fartar de ver cenas na televisão de miúdas a gritar o nome do Jared, e da sua banda, e com aquelas fantásticas tatuagens ECHELON e a cantar From Yesterday, quando tinha cada vez mais a certeza que eu tinha sido uma das primeiras a conhecer aquela música.
Mas a mentalidade começou a evoluir e o desejo por ser a melhor e a maior acabou por se definir noutras coisas, em projectos e em trabalhos que ao longo do tempo obteriam o seu sucesso digno, e acabei por deixar a mágoa para trás e por me aperceber de uma coisa: fã não é aquela que foi a primeira a ouvir, mas sim é aquela que será a última a ouvi-los!
E lá se tornou o meu eu! A fã perfeita, a que morria de ciúme deixou de ouvir 30 Seconds to Mars, e se ouvia era porque tinha uma ou duas músicas no seu Mp3. Talvez tivessem sido as fãs mais novas, ou as tatuagens, talvez a maneira como tinha levado até então a minha homenagem por eles, o meu gosto pela banda, talvez as obsessões de crianças, talvez o jeito manhoso de cada menina que rondava o Jared nos seus concertos, talvez o facto de eu me ter encorajado a gostar de uma banda sem ter de a venerar todos os santos segundos Não sei, qualquer coisa me fez mudar, e radicalmente, sem qualquer piedade, deixe de pôr os CDs deles na minha aparelhagem, ou as músicas deles no meu iPod.
4 Anos depois ali estava eu, à frente do computador.
Uma nova rapariga. Uma nova pensadora. Uma menina com desejos por cumprir e sonhos realizados, que podia resolver qualquer problema sem ter de chorar, uma menina que só sonhava com gente grande que estivesse a poucos km de si, que não sonhava tão alto de maneira a não cair ao chegar lá acima. Hmm Bem, isso não é realmente verdade! Aqui vai o primeiro dia do resto da minha vida!
Notas adicionais
30 Seconds to Mars não me pertencem, embora fosse muito bom que me pertencessem xD.
Richard Carter, Judite, Sant'Ana e Catarina são personagens fictícias.
Richard Carter, Judite, Sant'Ana e Catarina são personagens fictícias.
Escrito por
Catarina Gonçalves
Classificação 14+
Livro em andamento
Publicado em 12 de nov. de 2011 17:16
Atualizado em 12 de nov. de 2011 17:16
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Notas adicionais
30 Seconds to Mars não me pertencem, embora fosse muito bom que me pertencessem xD.
Richard Carter, Judite, Sant'Ana e Catarina são personagens fictícias.
Richard Carter, Judite, Sant'Ana e Catarina são personagens fictícias.
Autor
Catarina Gonçalves
Classificação 14+
Livro em andamento
Publicado em 12 de nov. de 2011 17:16
Atualizado em 12 de nov. de 2011 17:16
2423 palavras