3 Semanas com a tia Alice

4 Capitulo 3 - Boone Creek


2 dias depois...


Havia terminado o turno de Rafael quando este se dirigiu para o bar da empresa que ele dirigia com sua sócia Maria. Inicialmente por esse caminho fora ele estava na ideia de fazer uma ligação para a namorada e saber se ela ia demorar para voltar, sendo que Alice havia falhado com a promessa de regressar no final de tarde de domingo. Por um lado ele não fazia grande alarido a isso, pois sabia que raramente a namorada via a familia, e quando isso acontecia, Alice simplesmente se perdia um pouco no tempo que ficava fora. Ele sabia disso, só que se sentia só, por não partilhar dessa experiência.


Puxou uma cadeira e fez o pedido a moça que estava a servir as mesas e esta docemente se mostrou prestativa até demais para uma simples empregada. Por um lado, era bom ele estar sozinho naquele momento, se não Alice com sua visão raio x, faria uma perfeita cena de ciúmes e diria que a garota estava se atirar ao namorado como quem se atira aos leões, sendo que o próprio rapaz só tinha olhos para a sua morena em questão.


– Bom dia, Rafael! — falou ela toda melosa mostrando seu decote atrevida e com aquele sorriso encantador. — O que vai ser hoje? — a caneta no seu bloquinho rodopiava e ele podia simplesmente sentir os suores em sua testa denunciar seu nervoso miudo.


– O mesmo de sempre, Natasha! — respondeu ele quase num sussurro trémulo.
Ela assentiu e anotou o pedido deixando na mesa a conta com um coração descrito no lado seguido de um "Love sexy". Rafael ao ver aquilo virou a cara para a porta para não ter aquela sensação de ser observado por ela, sendo que ela se mantinha ainda assim.


Natasha não era má rapariga, muito pelo contrário era uma ótima profissional, apesar de seu defeito passar por ter uma lista enorme de fãs do sexo masculino em sua conta. No entanto da vida privada, ninguém tinha nada haver, e isso não era uma coisa que Rafael tivesse interesse.


– Aqui está! — pouso o pedido ela mascando chiclete. — Bom apetite bonzão. — e assim se afastou.


Quando este estava prestes a dar uma dentada na sua torrada, surgiu seu amigo com uma pasta a pousando na mesa o que fez este levantar os olhos com "sério mesmo?".


– Rafa tenho algo mega importante agora para falar contigo. — apressou-se Edward abrindo a tampa que cobria o tablet e mostrar uma esquema ao qual o outro ficou a olhar sem entender.


– Sim, o que tem? — perguntou mesmo não tendo percebido.


– Há, desculpa não era matemática que eu queria mostrar... — apressou-se a rodar o ficheiro e mudar para um video do Youtube. — Olha só essa máquina! — entusiasmou-se todo o rapaz virando o visor ao amigo que largou a torrada ao ver que se tratava. — É uma bomba, não é?


O rapaz não tinha sequer palavras para descrever, estava tão estático que nem uma estátua de museu. Edward epercebeu isso e logo tirou o tablet o arrumando dentro da grande pasta.


– Meu! — chamou pelo amigo que estava de boca aberta. — Rafa! — voltou a chamar. — Rafael! — balançou a mão na frente dos olhos. — É vistosa, não é?


– Ele precisa de um beijo! — falou Natasha passando por trás dele e sussurrar perto do rosto. — O que vai ser Ed? — perguntou ela cheia de sorrisos erguer-se novamente de caneta no bloco.


– Nat... — ele desviou os olhos a vitrine. — pode ser uma cola e uma tosta mista. — ela anotou o pedido deixando a conta com um piscar de olho.


– Meu?


– Diz?


– Em planeta viajaste? — perguntou meio irónico. — É que estou com vontade de fazer essa viagem a tempos. — Rafael lançou para cima dele um pedaço de torrada ao qual gargalharam juntos.


***


Em ambiente pouco animado estava Alice que se despedia dos familiares e partia para a derradeira viagem de volta a Carolina do Norte, muito embora na companhia de Candice que ia ser uma bela de uma experiência, tendo em conta que raramente a via e não tinha desse tipo de aventuras em tempos modernos, muito mais sendo que não quando partilhava casa com o namorado quase noivo.


– Pronto, esta foi a ultima mala! — disse o pai de Alice pousando as mãos na cintura mostrando a lingua em um traje de cansado.


– Vou ter saudades tuas minha linda! — falou Mary abraçando a filha com carinho.


– Mãe, eu tenho de voltar em breve, lembra que tenho de trazer a Candice para casa antes de eu regressar ao trabalho. — disse esta ao desembaraçar do abraço da progenitora. — Pois a menina retoma as aulas.


– Vá, agora é a minha vez, porque tenho umas coisas para contar no ouvido da minha mana. — falou toda sorridente Cynthia empurrando a mãe para o lado. — Mana, espero que corra tudo bem e que a Candice não atrapalhe mesmo, porque se não vou ficar sentida ao ver que a minha filhota chegou para atrapalhar o casalinho.


– Nem penses numa coisa assim. — falou olhando nos olhos da irmã, Alice. — Vai ser um prazer ter a minha pequena comigo, e além disso Rafael adora crianças. — sorriam ambas voltando ao abraço inicial.


(...)


Dentro do avião, o ambiente era de recomendações das senhoritas de bordo e Candice tendo na sua vida a primeira viagem de avião estava em pulgas, pois era tão novo tudo há sua volta que mal podia esperar para aterrar e voltar a casa e na ciencia contar a todos como havia se sentido ao passar lado a lado com as nuvens.


Mas quando o avião finalmente aterrou a primeira coisa que Alice fez foi ligar para o namorado pedindo desse modo que a viesse buscar. No entanto, Rafa estava ocupado lá no outro lado, longe de voltar a imaginar de ver o visor do seu aparelho piscar.


Como ele não retomava as ligações dela, e como isso de algum modo atrapalhava toda a partida até casa, a morena tomou a providência de pegar um táxi até ao apartamento. Candice já bocejava cansada, e normal era porque havia feito uma viagem exaustiva e no qual havia tagarelado o caminho inteiro.
Quando o táxi parou na porta, ambas sairam deixando o pagamento no cimo do banco, ao qual não necessitava de troco, pois concidia com o montante que surgia no pequeno visor. Tiraram as malas e dali até ao elevador seguiram. Só que nesse entrar e sair, esbarraram com a sócia de Rafael, ao qual Alice deu um "Oi".


– Oi Maria! — saudou esta ao ajeitar as malas enquanto esperava o elevador descer. — Como estás? — perguntou ela ao olhar em seguida os dois mais novos agarrados a perna mãe.


– Estou bem, apesar de ser um grande sacrificio ter de entregar meus filhotes ao pai, porque fim-de-semana terminou. — sussurrou ela olhando os numeros descerem até zero. — Mas e tu? — foram entrando quando as portas por fim abriram. — O teu namorado disse que estavas para a terra...


A conversa podia ser tudo mais que uma coisa de mulheres, mas quando o elevador chegou no andar correspondente ao que Maria ia sair, tiveram mesmo que deixar o resto para outra hora, pois tempo não ia faltar, ou sequer oportunidades, sendo que ela trabalhava justo com o namorado.


– Ela é simpática! — disse a pequena tirando Alice dos seus pensamentos sobre o jantar de mais tarde.


– Gostaste dela? — agachou esta ficando da altura da sobrinha- É a Maria e aqueles eram o Tobby e a Nina! — explicou ela. — Sãos filhos de pais separados. — as portas se abriram e ambas sairam de mão dada e puxando seus carrinhos até a porta do apartamento.


A pequena quase que não chegava na maçaneta do porta, pois era baixinha e tinha de se colocar em bico de pés para conseguir tocar. A tia rodou a chave e ambas empurraram a porta numa força desnecessária, mas que tudo não passava de uma pequena encenação.


Uma vez dentro do apartamente, a menina começou a correr e a saltar em cima do sofá branco da tia, muito alegre por conhecer aquele cantinho e muito melhor ainda ter de passar umas 3 semanas incriveis.


– Não! — gritou de leve Alice ao ver Candice de sapatinhos em cima do sofá branco. — Querida, não saltes em cima do sofá, sim? — a menina deixou-se cair sentada no sofá fofo e lindo fazendo aquela cara de anjo que a morena não resistia a ponto de ceder sua repreensão.


– Desculpa, tia! — ela baixou a cabeça puxando a malita dela dos brinquedos e dificil mesmo era ter de ver a garotinha triste justo no primeiro dia.


– Meu amor, vamos pegar umas pipocas e rodar um filme aqui na tv? — perguntou esta dirigindo-se para a estante dos dvd's. — Tenho aqui o nemo, a cinderela...


– Eu já vi esses filmes tia, a mama comprou para eu ver. — respondeu ela, mesmo assim a morena não desistiu.


– Então vamos procurar o que mais tenho aqui para ti, ajudas-me nesta aventura?


Candice saltou do sofá e correu até a tia pousando suas mãos nas costas toda animada e a enchendo de beijos e carinhos doces que qualquer pessoa não conseguia resistir.