3 Semanas com a tia Alice
5 Capitulo 4 - A revolta de Vida a dois
Damon e Caroline travavam um novo dilema na sala, sobre o que seria o futuro de ambos se acontecesse algum tipo de imprevisto em relação há falta de cuidados, ou simplesmente ao facto de haver um descuido quanto ao tempo de permanecer juntos em horarios nobres como o que passavam naquele instante.
Damon era um homem focado no trabalho, e muito embora um ótimo profissional que tinha como autoridade o melhor para mandar nos outros. Já Caroline era uma educadora incansável que colocava na frente de tudo a educação dos filhos do irmão mais velho que bom, o coitado tinha de ter ajuda para ter mão nos garotos que estavam a entrar naquelas fases complicadas.
Por outro lado, diariamente e fora daquele apartamento ela também tinha imensos casos com que lidar, como crianças agressivas, ou sequer vitimas de bulling por parte da familia. Era chocante pensar assim, mas a verdade é que havendo agressão de pai com mãe, há eventualmente de pai com filho. Infelizmente a realidade dos dias era assim.
Mas quando o filme terminou na tv e com isso chegaram as noticias de horário certo, a loira levantou do sofá pegando o balde das pipocas para levar para a cozinha. Já o marido mantinha a sua postura de lorde deitado no sofá, mesmo que naquele momento a campainha se fazia escutar, ele não ia sequer levantar-se.
– Amor, vai atender a porta! — pediu Caroline com educação e até certo tom de amabilidade.
– Há, não! — respondeu este ao pegar o comando remoto para aumentar o volume da tv. — Pede a Esther, estou cansado...
Cansada de ver que ele não ia sequer ajudar, acabou mesmo por poupar a criar aquela que podia ser uma discussão, contudo ela presava o bem estar dos outros e se isso era importante, ela ia ficar quieta e aguentar.
Sendo assim pousou o balde fazendo uma careta até ir a porta e a abrir ao qual seu sorriso se tornou outro quando viu seus lindos sobrinhos.
– Tia! — gritaram ambos muito animados agarrando-se as pernas da loira.
– Cuidado meninos! — repreendeu Maria cheia de si ao tentar ajeitar as mochilas que ambos erguiam nas costas. — Caroline espero não ter chegado em má hora... — disse a morena ao deitar o olho a sala e acenar um adeus ao ex-cunhado, ao qual retribuiu no mesmo aceno, embora irónico.
– Está tudo bem, sabes que os meus sobrinhos vindo em que hora vierem não atrapalham em nada. — disse ela ao pegar a Nina no colo e beijar a bochecha da menina. — Já estão entregues, acho que podes ir, penso que não tem como te dizer quanto tempo Jasper vai demorar para voltar.
A morena deu de ombros face aquele comentário pouco simpático da ex-cunhada, sendo que não tinha razão para ser amável com aquela mulher arrugante em sua frente.
– Estou indo, não quero também ter de cruzar com ele, se é que entendes. — a jovem balançou a cabeça concordando e logo se apressou a fechar a porta nas costas da outra.
Mas para evitar mau ambiente na frente das crianças, lembrou logo de os incentivar a algo divertido, porque eram crianças e crianças precisavam de estimulos positivos.
– Venham aqui a tia Esther! — apareceu a governanta em tom de salvadora da pátria, vendo que o rapaz deitado no sofá não mostrava imensa simpatia pelos sobrinhos como seria de esperar. — Fiz um bolinho de coco que vocês vão adorar... — e Nina largou a tia num rodopiar de pés correndo na companhia de Tobby que largava a mochila no meio da sala.
Damon que estava assistindo ao noticiário não perdeu muito tempo até tecer seu comentário que era tão rodado que se não saisse, até a loira iria estranhar por sua falta.
– Ainda falas em educação! — a jovem rolou os olhos dandos uns passos para pegar a mochila do menino e a pousar no sofá de canto com a outra mochila que tinha na mão.
– Não sejas assim, querido! — esta tentou ao máximo ser amorosa com ele aproximando-se em seguida do sofá sentando. — Já fomos da idade deles, já fizemos as mesmas coisas, e bom mesmo é aproveitar a vida quando somos crianças. — sussurrou ela dando um beijo nos lábios deles sumidos de acção. — Amor! — voltou a sussurrar.
***
Aquela podia ser a comédia do ano, mas quando a risada terminou, é que Edward deu conta de que acabava de parar o carro na frente do prédio onde Rafael vivia para o deixar. Só que naquele instante quando o amigo preparava para largar o cinto de segurança, é que checou o aparelho e viu que a namorada havia insistido com suas ligações.
– Esqueci completamente da Alice! — coçou a nuca olhando aparelho e depois o amigo. — Ela vai me matar! — mordeu o lábio em cara de pânico ao qual o outro sem demoras fez a piada de sempre.
– Alice daria uma ótima atriz para o papel de "Gritos" em Pânico 1. — gargalhou este vendo piada onde não havia sendo que Alice por mais pirada que fosse as vezes não era nenhuma serial killer em série. — Desculpa, foi mal dada...
– Vou ligar para ela só porque estou bem disposto. — disse o rapaz por fim ao colocar o aparelho no ouvido.
– Diz que a Natasha estava boa hoje.. ui um verdadeiro avião... — recostou-se o outro depois de comentar e pousas as mãos novamente no volante. — um avião... — repetiu.
Mesmo ocupada colocando o DVD no aparelho, Alice nem dava a minima para o aparelho que piscava insistente do seu lado ao qual estava mudo de som. A sua prioridade naquele momento era atenção que dava a garotinha e ao filme que na tela da tv iria começar dentro de pouco tempo a passar.
Como ela não atendia, Rafael desistiu de continuar tentando pensando consigo mesmo " estou feito ao bife e ela está uma barata brava comigo porque esqueci de a esperar no aeroporto, ou sequer ver as ligações dela em tempo útil".
– Acho que hoje vais ter de procurar uma cama na casota do cão! — brincou Edward.
– Mas a gente não tem um cão, Ed! — respondeu este sem humor. — Muito menos uma casota...
– Desculpa lá.
(...)
Depois de um vai aqui e vai ali com as piadas do amigo, Rafael foi entrando no prédio aproximando cauteloso do elevador para chama-lo. Na sua mente já se preparava uma bela desculpa do tipo "Desculpa meu amor, eu sei que falhei, mas o trabalho me prendeu com algêmas e eu não tive como escapar". Ele riu desse pensamento voltando a pensar "ai Rafael como tu és um idiota".
O Elevador abriu as portas, ele entrou e apenas clicou no andar correspondente ao que pretendia parar. Quando finalmente, logo após outros pensamentos tão absurdos quanto aquele primeiro, procurou nos bolsos da jaqueta a chave de casa tendo trocado pela chave da entrada do prédio que era tão quase semelhante a do apartamento em questão.
Há segunda tentava ele consegiu abrir a porta, e ao entrar todo descontraido deparou-se com a cena que ele não esperava ver. Seu semblante de medo ou preocupação por ter uma desculpa exata para dar a namorada caiu em pleno chão de platéx.
Mas em contra partida estava também explicada a falta de noticias dela ao não ter como responder as chamadas do rapaz, contudo ele também procurava uma explicação, pois não estava sabendo de nada, e de certo modo estava sendo apanhado de surpresa.
– Aliceee! — tremelicou ao chamar por ela, temendo a interromper do filme infantil que passava na tela da tv.
A morena ao ter a perceção que era chamada pelo namorado, voltou os olhos da tela a Rafael que largava a jaqueta e a maleta na entrada estupefacto. Esta ao perceber que ele não havia sido alertado pela sequência de ter trazido a sobrinha, levantou indo até ele.
– Oh meu amor, estás cansado! — tentou disfarçar ela piscando o olho a ele, no intuito de que eles fossem conversar para o quarto e isso não fosse eventualmente assustar a menina.
– Podias ter avisado que ias trazer a tua sobrinha! — reclamou ele ao sentar na cama. — Imagina que eu fizesse algum tipo de numero daqueles que... não importa, eu não fiz. — cruzou os braços chateado.
– Mas agora viraste o mágico? — perguntou irónica, ao sentar do lado dele na cama. — Além disso eu tentei, mas a pessoa que falhou na comunicação por acaso até foste tu, ou não te lembras?
– Ok, ok admito que falhei, mas não tenho a culpa de ter uma empresa grande para tocar sozinho. — dramatizou um pouco ele quase que elevando a fasquia da voz, o que fez a namorada a sua frente levantar a mão em sinal de "baixa o volume, vais assustar a menina".
– SOZINHO? — Alice não teve como não conter a esteria ao comentário dele. — Então para que queres uma sócia, Rafael? — ele pousou as mãos na cabeça e revirou os olhos levantando da cama. — Rafa, eu não terminei, volta aqui! — chamou ela.
– Não Alice, chega! — disse ele por fim a terminar aquela conversa que estava pesando em uma discussão desnecessária. — Conversamos depois, acho que não é hora, nem momento para continuar esta conversa quando temos visitas.
Ela acabou concordando nesse ponto e sem dar asas a mais uma palavras sequer, levantou indo de volta a sala, onde beijou a cabeça da menina que já se entregava ao sono, de tempo em tempo.
– Parece que é hora da princesa Candice ir dormir! — sussurrou a morena pegando a menina no colo que tranquilamente agarrava-se mais a ela quando era erguida.
– Deixa-me ajudar! — implorou ele entrando na sala.
– Não é necessário, se tiveres fome, procura algo na cozinha! — indicou ela ao caminhar para o corredor e só então entrar no quarto de hospedes.
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