Just Close Your Eyes

Dia 4 - Encontro Parte 3


Leo soltou Reyna e olhou para o garoto.

- O que está fazendo aqui? – perguntou o filho de Hefesto.

- O que eu estou fazendo aqui? Eu acho que você errou a pergunta. Eu estou aqui, porque eu tenho um encontro com a Reyna. E não você. – falou Peter, irritado. – Agora solte ela e vá embora daqui?

- E por que mesmo eu faria isso? – Leo ironizou. – Ela nem menos é sua.

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- Ainda não. Mas não é nem mesmo sua. – retrucou Peter. – Mas acontece que eu cheguei primeiro.

- A Reyna não é um prêmio para garotinhos estúpidos. Você não a conquistou. Ela me beijou por livre e espontânea vontade. Ela é uma pessoa com decisões próprias e tem total direito de cancelar o erro que ela cometeu ao sair com você. – argumentou Leo.

- Não, ela não tem. Se ela decidiu sair comigo, vai sair comigo. Nem que eu tenha que arrastá-la. E ainda tem mais! Eu quero beijo. Por que pelo menos para alguma coisa esta vagaba tem que servir. – Peter falou.

Reyna se sentia impotente e ofendida. Ele não tinha o direito de chama-la assim. Queria esmurra-lo até ver seu sangue. Mas Leo tomou seu partido antes que pudesse fazer alguma coisa.

- Olha como você fala com ela! – o filho de Hefesto exasperou-se.

- Eu falo com ela do jeito que eu quiser! – retrucou Peter.

- Repete isso no momento em que você estiver no chão. Caído, agonizante e quase morto. – Leo ameaçou.

- Nossa! Que medinho! Vou me trancar no banheiro e cortar os pulsos! – ironizou Peter.

A adrenalina percorria todo o corpo do filho de Hefesto. Raiva. Era tudo que ele sentia. Nunca mais deixaria o imbecil do Peter estragar seu relacionamento com Reyna. Nunca.

E então, num gesto rápido, desferiu um golpe na barriga do garoto, que caiu no chão com o impacto. Peter tossia e sua boca sangrava.

- Idiota! Vai ter volta! Ouviu? – ele gritava.

- Veremos. – Leo riu, debochando do adversário. – Vamos Reyna? – ele chamou, estendendo a mão para a garota.

- Vamos. – ela respondeu, levantando-se do lugar e acompanhando Leo até a saída.

Leo empurrou a porta de vidro e o ar abafado da tarde quase noite lhe causou arrepios. Olhou para o céu. O sol já se punha e as primeiras estrelas ameaçavam despontar no horizonte. O cenário perfeito.

O cenário perfeito que ele pensara ter desperdiçado após a briga.

- Reyna, - ele falou enquanto caminhava de mãos dadas a ela. – eu queria te pedir desculpas pela briga.

- Desculpas? – ela sorriu. – Eu que deveria te agradecer por me defender. Aliás, te agradecer por tudo. Você tem sido um grande amigo. – ela falou. – Mais que isso até. – sussurrou.

Leo parou bruscamente a caminhada. Não só pelo fato do que Reyna falara, mas pelo fato de estar de volta ao mesmo lugar em que a beijara pouco tempo atrás. Em frente ao mesmo banco. Na mesma praça. Reyna também parou, mas ao contrário de Leo, permanecia estática.

- Por que você parou? – ele perguntou.

- Memórias. – ela respondeu melancólico.

- Você também teve um passado difícil? – ela o questionou.

- Sim, meu pai morreu quando eu era nova. Saí de casa sem permissão e um ciclope me atacou. Ele ficou e morreu tentando me proteger. E eu nunca mais me perdoei. Mas não era nisso que eu estava pensando.

- Um dólar por seus pensamentos. – ele brincou.

Reyna sorriu e Leo passou um braço envolta da menina.

- Eu estava pensando, de uns dias para cá, ando tendo cenas soltas. Algo como memórias perdidas.

- E eu posso saber como eram estas memórias?

- Sempre eu e um garoto. Rindo, brincando, indo ao zoológico, tomando sorvete, e indo ao cinema. E assistindo um filme em especial.

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- E qual era este filme?

- Carros 2. – ela respondeu. – Mas isso não é importante. Aí, a moça da loja, que a propósito eu nunca vi na vida, começa a falar que nos viu lá a pouco tempo. E que você correu pela loja imitando um carro. Só isso já é estranho. – ela analisou. – Então, eu comecei a ter outras memórias com o mesmo garoto. E esse garoto havia vindo comigo aqui, neste mesmo lugar. Não é estranho?

- Sim, definitivamente é. – ele assentiu, tão feliz como nunca.

- E então eu fiquei com medo. E se eu tiver um namorado? Eu te beijei! Leo, eu gosto muito de você, mas... – Reyna começou a falar, então parou, melancólica. – Nós somos muito diferentes para dar certo. As chances não são favoráveis.

- Mas daí que somos a exceção. Por favor, não me diga para te esquecer, é algo que não posso. – ele pediu.

- Por favor, não me faça sofrer por algo que não consigo.

- Apenas olhe nos meus olhos e me diga que não quer. Diga-me que não gosta de mim. – ele implorou.

- O problema, - ela respondia, com lágrimas ameaçando a cair. – é que eu não quero dizer. O problema, é que eu descobri que gosto de você mais do que eu gostaria. O problema é que eu tenho medo! Medo de magoar este garoto que eu nem ao menos sem quem é, mas que eu acredito ter amado de maneira inigualável.

- Eu posso te dar certeza de que o garoto não vai se machucar. Por que se ele te ama, quer te ver feliz.

- Por favor, não torne tudo isso mais difícil! Já não consigo aguentar a certeza de que tudo é errado.

- Não é errado se você está feliz. – ele argumentou.

E então, antes que Reyna pudesse responder, um trovão ribombou no céu. Pingos gelados começaram a cair da enorme precipitação que se formava acima de suas cabeças. Chuva. O mesmo cenário que ficara com Reyna há pouco. Tudo se repetia, e se tivesse sorte, nos mesmos padrões.

As roupas dos dois já estavam encharcadas. O filho de Hefesto não podia resistir à tentação de ter uma segunda chance. Aos poucos se aproximou a garota, que não relutava. Estavam tão próximos que ele podia sentir o coração acelerar. Com o polegar, enxugou as lágrimas da face de Reyna. Ela fechou os olhos.

Em seguida, Leo colou seus lábios nos dela. Estavam frios e úmidos devido a chuva. Sua pele estava tão fria como sempre. Fria, clara e delicada. A Reyna com todos os detalhes e imperfeições que o faziam gostar tanto dela.

O beijo se aprofundava aos poucos, mas de repente, Leo parou subitamente.

- Eu tenho certeza de que o garoto não irá se machucar. Por que eu o conheço. – ele sussurrou para ela.

Reyna então, desvencilhou-se dele e correu até a pista. Leo percebeu de relance que lágrimas rolavam por sua face. Um táxi parou ao seu lado e ela entrou no banco detrás. O motorista sorria maliciosamente. Não, Leo não poderia perdê-la mais uma vez.

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Até que enfim o Peter tomou porrada, né?

E aí? Gostarm do capítulo? Hoje já é a penúltima ou última parte do dia 4. E depois dia 5, 6, 7, epílogo e fim.

Mas tem mais.

Eu já comecei uma da minha linda Foxface e vou fazer outra de Leyna, para não perder o costume, claro.

Espero que tenham gostado!

Vou-me!

XOXO