1977

1 Qual o seu nome ?


Notas iniciais
Me emprenhei muito para trazer essa história, espero que gostem.

25 de dezembro de 1977, Londres, na periferia de Whitechapel, um local não muito amigável para a classe nobre, como se sabe, tem um ambiente muito obscuro e tenebroso, além de ser muito perigoso não gostaria de morar nesse bairro, nem se me pagassem...

E tudo ocorreu naquele dia, naquele dia miserável dia que não gosto de recordar.

— Ei garoto me responda, o que sabe sobre a morte de Daisy Light, e o que fazia naquele lugar e àquela hora? “Pelo policial o garoto é interrogado, porém o mesmo não o responde”

“Já nervoso o policial vai avançando de maneira calma em direção ao garoto, que está sentado em uma cadeira, com as mãos em cima de uma mesa, o policial gostaria de respostas, porém o defensor da lei para após ouvir uma porta se abrir, revelando ser um homem alto, forte e vestido de investigador”

— Meu colega, está fazendo isso de maneira errada, por favor deixe que eu assumo a partir daqui “O investigador repara que estão em uma sala de interrogatório fechada, com apenas uma placa de vidro separando eles de pessoal do lado de fora da sala”

— Está bem, já estava cansado mesmo disso esse garoto é um mudo que não responde mesmo, duvido muito você conseguir conversar com ele “O policial sai da sala sem se importar com o garoto e fecha a porta, deixando apenas o investigador e o garoto do lado do interior da sala”

— Sei que isso pode parecer confuso e complicado, entendo que possa estar em choque porém, vou fazer algumas perguntas a você e espero que as me responde está tudo bem? “O investigador puxa a cadeira onde o policial estava sentado, para que ele possa sentar, enquanto o garoto observa-o e concorda com a sua proposta, já que estava disposto a colaborar com aquele cara”

— Primeiramente garoto, gostaria de saber qual o seu nome, poderia me responder? “Pergunta o investigador”

“O garoto concorda com a cabeça e fala”— Meu nome é Dener... Dener Light... “É notável a voz tremula do garoto, tremula e fraca”

— Certo Dener, agora gostaria de saber qual é a sua idade “Pergunta o investigador”

— Tenho 15 anos senhor “Responde Dener”

— Não há necessidade de me chamar de maneira tão educada, bem pelo que percebi, você é parente da pessoa que foi encontrada assassinada nessa noite, do dia 25 de dezembro, o corpo foi encontrado e você estava no local onde ele foi encontrado, poderia me dizer, é parente da vítima? “O investigador o interroga”

— Ela é minha mãe... “Dener o responde, de maneira calma, porém ainda com a voz fraca”

— Dener, é importante que você me responda todas as perguntas apenas dizendo a verdade e sem esconder nada de mim, a partir daqui, só aceitarei esse tipo de resposta, estamos de acordo? “O investigador olha Dener nos olhos após fazer a proposta”

— Sim, não vou mentir para você e nem esconder nada, eu prometo “Dener concorda com o investigador, evitando o contato direto enquanto olhava para baixo”

— Onde você estava antes de a encontrar daquele jeito? “O investigador o questiona, notando que o garoto estava meio acanhado”

— Estava brincando com meu amigo, estávamos jogando futebol em um campinho perto da casa dele “Dener o responde”

— Certo, esse seu amigo, conhecia sua mãe? “O investigador o questiona e quase na mesma hora Dener o responde”— Não!

— Certo, quando você voltou para sua casa, como encontrou sua mãe? “O investigador se inclina um pouco em direção a Dener”

— A encontrei deitada no chão, vestindo um longo vestido branco, que estava manchado com marcas vermelhas de sangue, ela estava de bruços e com o rosto virado para porta, com um de seus braços esticados na direção da porta... além de ter um grande rastro de sangue vindo da cozinha e duas poças de sangue, uma pequena na cozinha e uma grande onde ela estava deitada... isso é tudo que posso dizer que encontrei quando abri a porta de casa, mas, qual é o seu nome? “Ele para de olhar para baixo e passa a olhar nos olhos do investigador”

—Certo, entendi, faremos o seguinte, pelo que tenho de dados desse crime, sobre sua mãe e sua família em geral, já sabia algumas coisas sobre você, mas gostaria que confirmasse para eu possa entender um pouco mais sobre a situação, Dener você é um garoto bem forte, sei que seu pai o abandonou quando era apenas um bebê e que tirando sua mãe você não tem nenhum parente mais próximo de ti, então, vamos te deixar em uma casa, um tipo de orfanato que irá cuidar de você, até que termine seus estudos e possa a passar a se cuidar. “Investigador conclui isso a Dener e começa a se levantar, porém Dener o questiona”

— Ei, mas será apenas isso? E se eu não quiser ir para aquele lugar? Não terei opção? “Questiona Dener”

— Será o melhor para você garoto, vai por mim “O investigador termina de se levantar e vai andando até a porta”

— Espera... você ainda não me disse seu nome “Dener o relembra, porém o investigador o responde”— Isso não posso responde-lo agora, mas quem sabe se você se dedicar aos seus estudos e um dia irá descobrir por si próprio o meu nome “O investigador sorri e ainda diz”— Esse será seu desafio, assim como eu consegui as informações que queria de você antes de você me falar, esse será seu objetivo, e nem tente perguntar para alguém aqui na delegacia, pois nenhum deles sabem realmente meu nome. “O investigador sai da sala e alguém passa por ele e fala”

— Como foi lá dentro? “O investigador o responde”— Ocorreu tudo bem, mas aquele garoto... ele é muito diferente dos demais “O investigador respira fundo”— Ele é muito inteligente, e esperou que alguém que fosse mais inteligente que ele entrasse lá e o interrogasse, por isso não respondeu aquele policial, bem ele me dá calafrios... “O investigador olha para quem o parou”— Apesar de ser bem jovem, não deve-se olhar ele apenas por aparência, e o lugar onde o encaminhei, vai ser o melhor lugar para ele ir mesmo, esse garoto tem potencial.

Londres 25 de dezembro de 1987, prefeitura de Londres, 10 anos após assassinato de Daisy Light, 23hrs

— Ei uma coisa que ainda não descobri sobre você... seu nome detetive “Dener olha para o investigador que o interrogou há 10 anos atrás, enquanto está sentado em sua cadeira montando uma torre de cartas”— Isso já está me cansando, poderia simplesmente me dizer o seu nome, como posso te chamar de colega de trabalho sem ao menos saber essa informação sua? “Dener questiona o ‘Investigador’ que na verdade é um detetive”

— Olhe pelo lado bom, ao menos você já descobriu qual é realmente minha função, o que eu faço, isso já é 5% para me conhecer melhor, quem eu sou. “O detetive o responde”

— Engraçado que apenas eu consegui retirar essa informação de maneira fatual dentro de 10 anos, fico pensando, como ninguém havia feito isso antes? “Murmura o Dener”

Notas finais
Espero que gostem, caso gostarem, trarei mais capítulos.