1975 Infinitos
3 Bang
Estávamos os dois molhados e eu tentando te tirar da chuva, mas você não me soltava por nada. Nas suas mãos as marcas que quem deveria cuidar de você causou, me deu um ódio, eu te prometi que isso nunca mais aconteceria.
Eram Onze da noite e ele entrou no bar, conversei e demos risadas. tomei umas 5 dozes pra ter a desculpa que eu estava fora de mim.
Na saída eu mirei bem na cabeça dele e Bang, seus problemas estavam acabados minha querida. Eu vou te proteger de toda forma que eu puder se você me pedir. Foi uma noite agitada mas você estava tão feliz, cantou canções e encheu nosso quartinho de poesias nas paredes. Dançou nua e me fez prometer que nunca a abandonaria, mas quem temia ser abandonado era eu.
Fizemos uma canção e no outro dia eu te trouxe bebidas caras depois de te convencer a não abandonar o colégio. Te busquei lá dentro e passamos a noite em um park, combinando de ir em um planetário.
Era tão relaxante ver você aprendendo a fumar, sempre com pressa, mas quem tem pressa não chega a nenhum lugar. Eu era a pior influencia que você poderia ter, e quem me influenciava era você.
Ninguém desconfiava onde estávamos, ninguém nunca pensaria naquele quartinho de beco, temíamos que me tirassem você, tão nova, mas tão mulher. Mas claramente só eu sabia disso.
—-Do que tem medo?
—-De perder você.
—-Nunca, mas e você meu bem?
—-De ser traída.
Me explicou que era perder a vida ser trocada, mesmo que por apenas uma noite, uma traição ao amor, e, que era o único medo que tinha na vida, pois sabia que do resto eu iria a proteger.
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