1975 Infinitos

4 Baby, stay.


—-Eu te amo assim.

—-Meu corpo todo?

—-Todinho.

Minha querida ainda não entendia que eu a cultivava como flores, que era tão preciosa como ouro e que suas formas só me eram novos sabores.

Passamos tanto tempo juntos que, muitas vezes ficamos por horas contanto histórias, deitados naquele colchão que já foi queimado. E nossa vida se resumia em ouvir Robbers debaixo do cobertor, onde eu também te amava e te fazia mil juras de amor.

O qual louco eu ficava quando eu bebia? Não quero te machucar, mas você sempre implorava por mais e eu dava tudo, e era sempre preciso um pouco de arrogância pra te satisfazer. Me deixava louco e, fumava tudo que eu tinha. Nunca neguei que te achava tão sexy, desfilava na rua com todos os balões que eu te comprava.

Sempre me questionava de maneira que eu não sabia responder.

—-E quando morrermos, vamos ficar juntos?

Deus eu só espero que sim.

Naquele dia você saiu cedo meu bem, na volta não me encontrou em casa, me achou no bar e eu estava tão chapado que mal podia saber quem era mesmo você. Tinha uma lua que impediu que o sol iluminasse o mar, e naquele dia a minha sereia se perdeu. Me levou pra casa, no outro dia socou minha cara, me chamou de desgraçado e apontou a arma. Atira eu mereço.

Foram questões de segundos pra ouvir o estrondo, os dois estavam no chão, a vida de um foi tirada, seria castigo de Deus? na lembrança de quem sobreviveu; Todos os momentos, um corpo que tanto amou e que ao mesmo tempo havia sido tão idiota É assim que se findava uma bela história de amor.