190 - The Ripper
11 Capítulo 11

Marcelo, um jovem universitário, conheceu Ferdinand ainda no cursinho pré-vestibular. Os dois se aproximaram bastante e trocaram mensagem.
O rapaz se interessou amorosamente pelo modelo e logo o affair aumentou ainda mais, sobretudo quando Ferdinand deu o endereço do apartamento que havia alugado. Tocou o interfone do porteiro, mas estranhamente ele não estava atendendo.
— BUU!!! — O modelo apareceu por trás do estudante.
— Que susto!
— Vem, vamos subir. Hoje o seu Pimenta não está trabalhando.
Ele digitou a senha e abriu o portão. Ferdinand sempre com carinho e agarrando a cintura do colega. Entraram no apartamento.
— Você tem um cachorrinho. Ele é lindo demais.
— É sim.
O desejo de sacrificar mais um animal era tão grande nele que havia comprado um filhote de cachorro a fim de gravar mais um vídeo snuff com o pobre animal.
— Vem cá — os dois se beijaram ardualmente. Foi um momento bastante erótico e intenso.
Logo, foram para o quarto e continuaram se beijando até desabarem na cama.
Durante o depoimento, Cleiton permaneceu com aspecto frio que até deixou o delegado Valêncio desconcertado. Uma morte extremamente dolorosa, humilhante e degradante, mas o culpado narrava como se fosse uma ficção.
— Você transou com ele?
— Hum, pensei que a autópsia teria dado essa resposta. Delegado, vai começar com os joguinhos de novo?
— É você quem está jogando, rapaz?
Ele se debruçou na mesa, aproximando-se do policial. Valêncio levou um susto, mas permaneceu no lugar. Pediu para ele voltar a se sentar.
— Olho nos seus olhos, delegado. Parece-me que a frustração tomou conta da sua vida. Diga-me, estou certo ou errado se o senhor em algum momento já pensou em puxar o gatilho na própria têmpora?
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