Tu, que da sombra me arrebataste, enchendo de vida tão sutil aquilo que da mesma era desprovido.

Tu, que da noite sombria arrancaste a solidão, beijando os pés da pálida lua como aos demônios de minha existência.

Tu, que ao chorar me consola, que ao sorrir me ignora, roubando as lágrimas de minha indestrutível melancolia.

Tu, que da maçã me deste o pecado e do fel me lançaste o amargo sobre cada gotícula do meu ser.

E, por fim, foste tu que assombraste meus pesadelos, me enchendo de esperanças e medo que estas um dia me abandonassem.