Já não há mais inspiração

Nem motivos para flores

Nada...

Não há noites estreladas

Que me deixam seus amores

Nem as rosas da sacada

Dão sinais de seus vapores.

Nada, a não ser rotina

Da vida, do relógio

Do relógio...

Tic, tac.

Sento com a pena nas mãos

Na janela brisa leve

Mas nenhuma claridade

O único som é o cuco na parede

Na parede, toda coberta com papel de parede...

E na fachada,

Na fachada...

Onde se grudam os espectros de meu dia

Já sem vida, não-vivida

Não há nada além de orgia

Banquete para os fantasmas.

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Mais uma poesia fresquinha para os meus leitores preferidos! Espero ter despertado as mais belas emoções em vocês, pois eu acredito que esta é a função da poesia. Não se esqueçam de comentar aí embaixo o que acharam, a opinião de vocês é sempre muito importante pra mim!

Beijin, até a próxima :*