1 Sentimento/min²
16 Tempo...
Já não há mais inspiração
Nem motivos para flores
Nada...
Não há noites estreladas
Que me deixam seus amores
Nem as rosas da sacada
Dão sinais de seus vapores.
Nada, a não ser rotina
Da vida, do relógio
Do relógio...
Tic, tac.
Sento com a pena nas mãos
Na janela brisa leve
Mas nenhuma claridade
O único som é o cuco na parede
Na parede, toda coberta com papel de parede...
E na fachada,
Na fachada...
Onde se grudam os espectros de meu dia
Já sem vida, não-vivida
Não há nada além de orgia
Banquete para os fantasmas.
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Mais uma poesia fresquinha para os meus leitores preferidos! Espero ter despertado as mais belas emoções em vocês, pois eu acredito que esta é a função da poesia. Não se esqueçam de comentar aí embaixo o que acharam, a opinião de vocês é sempre muito importante pra mim!
Beijin, até a próxima :*
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