Deixo-te sem mais dizer palavra

Que no céu as estrelas vão se pôr

O dia, como um véu, já te apaga

E no orvalho da manhã vai teu ardor.

Deixo-te, que à noite chega a morte

Devastando do meu mundo o esplendor

Desaparece, na tua pele, a própria sorte

Que sequestra-me a vida aonde for.

Vou deixar-te, e nisso rasgo o peito

Com as unhas de uma fera em meio à dor

Que não quero, na insônia, ver despeito

E tudo quanto mais for de amor

Incinero junto ao carma do teu leito

Entoando, junto aos anjos, teu louvor.

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Mais uma poesia fresquinha para os meus leitores preferidos! Espero ter despertado as mais belas emoções em vocês, pois eu acredito que esta é a função da poesia. Não se esqueçam de comentar aí embaixo o que acharam, a opinião de vocês é sempre muito importante pra mim!

Beijin, até a próxima :*