Minto o que sinto e o que desejo

Desejo o que jamais hei de sentir

E na angústia de não ser o que pareço

Procurando ser mais do que menti.

Tenho, e tampouco me contento

E entristeço me lembrando o que perdi

Na loucura entre o real e o devaneio

Enlouqueço pela dor do que vivi.

Presa neste mundo feito em gesso

Da teia de mentiras que hoje teço

Escapando, sempre mais, de ser feliz...

Esperando, por um dia, algum lampejo

De verdade que, de tudo o que cortejo

É o único bem que sempre quis.

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Mais uma poesia fresquinha para os meus leitores preferidos! Espero ter despertado as mais belas emoções em vocês, pois eu acredito que esta é a função da poesia. Não se esqueçam de comentar aí embaixo o que acharam, a opinião de vocês é sempre muito importante pra mim!

Beijin, até a próxima :*