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23 A Noite
Desatinos de minha mente supérflua
Dos anseios da noite sombria
O dia, que ofusca minha vida
Busca paz na loucura das trevas.
Trégua! Pedem os ancestrais
De quimeras e hidras sangrentas
Da espera que em ti alimentas
Por uma noite que bate aos umbrais.
E no frio que suga o lamento
De um vento que varre a poesia
É da noite a mente insípida
É do escuro o senhor do silêncio.
E a virgem, de doce inocência
Que na noite busca conforto
E encontra, chuva de outono!
Vampiros sem mera clemência.
Morte à claridade, à luz!
Assassina de minhas ilusões
Que sempre à noite fazem alusões
Fazem-se mártires em minha cruz.
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Mais uma poesia fresquinha para os meus leitores preferidos! Espero ter despertado as mais belas emoções em vocês, pois eu acredito que esta é a função da poesia. Não se esqueçam de comentar aí embaixo o que acharam, a opinião de vocês é sempre muito importante pra mim!
Beijin, até a próxima :*
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