De lábios vermelhos, eis-me bela!

Açucarada em brilho corrente

A escuridão toma-me contente

Por entre os braços, paixão impera.

E são negros, bem negros! Como pedra

E dançam meus olhos de serpente

Ondulam com a música exigente

Como o corpo e o milagre que me opera.

Das mãos o leque, do rosto o pó

Fetiche branco por uma gueixa

Que disso vive e nunca se queixa

Mesmo quando em vida ela está só

Perdendo o espírito que lhe alteia

Pois quimono é dor que lhe permeia.

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Mais uma poesia fresquinha para os meus leitores preferidos! Espero ter despertado as mais belas emoções em vocês, pois eu acredito que esta é a função da poesia. Não se esqueçam de comentar aí embaixo o que acharam, a opinião de vocês é sempre muito importante pra mim!

Beijin, até a próxima :*