Notas iniciais
Eu tentei desenhar um pouco hoje (domingo) que é um dos poucos dias em que eu tenho bastante tempo livre, só que acho que não deu muito certo... :/ vai ae o resultado final só peguem leve nos comentários, bom... Boa leitura :)

Meus olhos, hoje profundos e negros são resultado de anos e anos da falta de sono, a lembrança daqueles que matei não me permite descansar em paz, e o medo que sinto a todo instante são apenas as almas dos inocentes que não conseguem passar para o outro lado; não quero dormir na verdade, quero apenas matar mais uma vez, por isso queimei minhas pálpebras? Talvez... Estou em uma caçada incessante por uma satisfação de espirito, um espirito atormentado pela morte que durante muito tempo insistiu em me levar, mas hoje sei que até ela mesma tem por mim grande afeição, por quê? Nesses anos todos a alimentei do sangue das pessoas que morriam pelas minhas mãos poupando-lhe um tedioso trabalho...

Sei que para muitos o assassinato é uma coisa abominável, e que até hoje não puderam usufruir da sensação de ter um pescoço quebrando entre seus dedos, de sentir o gosto do sangue quando ele jorra por toda sua cara e beber dele como uma espécie de vinho da vida, não, muitos de vocês nem sequer sentiram vontade de fazer isso, porém, tem aqueles que por dádiva de um Deus negativo tem essa sede, um que possui, além de mim seria o de olhos brancos, ele não tem pupilas também, será que as queimou? Vai saber... Sei que hoje nós somos aliados e estamos em uma busca desenfreada pela paz que desse mundo partiu a muito tempo, e essa paz nunca estará aqui enquanto esses humanos estiverem! Percebi isso a muito tempo atrás, antes mesmo de encontrar com esse que partilha da mesma força de vontade que eu.

Que eu me lembre, no começo de tudo... Lá estava eu sendo algemado por aqueles que se diziam os “anjos da lei”, meu nariz sangrava e da minha barriga saia um liquido vermelho resultado de uma flechada maldita dada por uma vitima minha, praguejei nomes terríveis, nomes que fariam as mães taparem os ouvidos dos filhos. Mas no final de tudo, lá estava eu, preso.

“Essa é a ultima vez que você faz isso! Jamais permitirei que volte a andar livre novamente!”

Aquele desgraçado... Ainda me lembro da ultima vez que fui preso, cavei um buraco pelo chão e fugi como uma espécie de cobra sanguinária, mas de nada adiantou, nove meses depois eles me prenderam, acho que o chão agora deve ser de ferro, Rsrs.

–Vou te jogar no Inferno dessa vez! Bem no meio, não posso correr o risco de te deixar fugir novamente.

Lembro de falar algo sobre matar a mulher dele e torturar os filhos, mas ele continuou impassível, talvez anos de experiência lidando com pessoas da minha laia devem ter servido pra alguma coisa, mas eu não estava brincando, ia mesmo fazer tudo aquilo que eu disse, era questão de tempo!

Chegamos na delegacia por volta das onze da noite, estava caindo uma tormenta de matar e até os raios e trovões tinham vindo pra festa, o delegado puxou minha linda ficha criminal, acho que dava até de publicar uns três livros de duzentas páginas com aquela quantidade de papel...

–Assassino em série ham? Bela ficha essa sua rapaz, sua mãe deve estar orgulhosa...

Mãe... já matei essa vadia a muito tempo atrás, nem me lembro mas como era o rosto dela.

–Hum... Sessenta assassinatos no reino de Dracon, noventa e sete no reino da água, suspeito de necrocanibalismo, necrofilia, estupro, tortura, assassinato de bebês, sequestro... Meu Notch, é quase impossível não se assustar com uma coisa dessas.

–E ainda é a primeira folha... –disse rindo da cara de ódio que todos fizeram.

–Como foi que você pegou esse psicopata?

–O pai da vitima acertou um tiro de arco e flecha nele quando tentava estuprar a filha, a mulher da casa foi encontrada com a garganta cortada e suspeitamos que ele planejasse o crime pois o cachorro da família sumiu na noite anterior...

De fato aquilo era verdade, aquela mulher precisava gritar tanto? Tive que cortar a garganta no final, e a menina era muito bonita... eu tive culpa por acaso, sou homem e sem falar do cachorro, tive que enterrar o maldito depois de dar carne envenenada, muito trabalhosa essa minha vida...

–Só mais um crime básico pra você, né Jeff?

–Sabe como é né, tenho que manter a rotina...

Todos se assustaram com as minhas palavras, normal, só to pensando em que faca vou usar com cada um quando escapar...

–Chegou um aqui hoje cedo, ele tem quinze anos de idade e é um assassino também. –o delegado olhou para o chão aflito, tenho certeza que foi tudo por causa da idade. -matou três garoto sem motivo algum, você vai dividir cela com ele e eu espero sinceramente que vocês acabem se matando essa noite! Amanha de manha os soldados de Théfires vão chegar pra ativar o portal pro Nether, e aí meu chapa, vo torcer pra que um gast ou um blaze acabe te torrando vivo por lá!

Inferno... Já ouvi falar que o Nether é o lugar pra onde mandam criminosos que não tem mais jeito algum, seria esse meu lugar?

–Manda beijinho pra sua filha, por que quando eu escapar do...

–Quando você escapar do Nether?! –disse ele me interrompendo e com tom de escarnio. –Você nunca vai escapar de lá, não tem saída!

Todos riram da minha cara, mas continuei calado, todos eles vão me pagar algum dia!

–Agora eu te pergunto Jeff, que futuro você acha que tem esse garoto que chegou hoje? Hein?

–Se você me colocar na mesma cela que ele... Futuro nenhum.

–Certo... Certo... –disse ele com a certeza de que eu mataria o pivete de quinze. -Podem levar!

Um policial me segurou e me arrastou pelos corredores, todos os presos ficaram me encarando, sabiam da minha fama e tenho certeza que vi um ou dois rezando para que eu não ficasse na mesma cela que eles... Cheguei na ultima ala e encontrei meu novo lar, o guardinha de quinta abriu a grade e me chutou pra dentro, logo em seguida pegou a chave das minhas algemas e jogou em cima de uma garoto que estava sentado de cabeça baixa num canto da cela... O de quinze.

–Olha aí, pra você dizer que eu não te dei pelo menos uma chance. –disse o guarda olhando pro garoto, logo em seguida ele saiu e as luzes se apagaram.

Percebi por um instante que o garoto estava tremendo! Sim... Seu corpo inteiro estava em uma espécie de convulsão.

–Ei garoto, joga essa chave pra cá! –Disse sorrindo, ele estava tremendo de medo de mim com certeza. –Se você me soltar eu prometo que não te faço nada hoje.

Legal eu estava mentindo, obvio... É claro que eu ia me divertir com aquele garoto, só não tinha decidido entre necrofilia ou estupro...

Ele continuou de cabeça baixa e em silêncio, percebi que lágrimas escorriam de seus olhos e caiam ao chão, ele estava chorando! Sou terrível mesmo hihi... Mas ainda assim não me jogou a droga da chave, devia estar com tanto medo...

–Olha aqui eu já to ficando emputecido com essa tua cara de cachorro sem dono! Ou você joga essa droga de chave ou eu vou aí e...

O garoto riu igual um louco! Ele ergueu a cabeça e eu confesso que meu coração disparou quando vi o sorriso diabólico que estava estampado em seu rosto! Mas que droga, o que é isso!

–Huuuum... Você não sabe a vontade que eu tenho de te matar agora mesmo... Posso até imaginar a quantidade de pessoas que você matou e as atrocidades que fez... –Ele continuava a rir e a chorar de vontade de me matar, impossível! –Você nem imagina a força que eu to fazendo pra me segurar agora, seu corpo emana maldade, horror e desespero... huuum... eu tenho que me segurar! Mas é difícil... Kkk...

Olhei para aquele maldito, ele era uma criança e devia ter seus quinze anos mesmo! Mas afinal de contas o que esse maldito é, um demônio por acaso?!

–Maldição... Eu tenho que te manter vivo, eu preciso de você para o que estou tentando fazer... –Ele pegou a chave e jogou em cima de mim, no mesmo instante me desamarrei e fui para o outro lado da cela, nem morto eu ficava perto daquele maluco! E eu achava que eu que tinha problemas...

–Por que quer me manter vivo? Não que eu tenha alguma coisa contra. Rsrs.

–Ah... Preciso das suas habilidades... Matar sem sentir remorso, isso é exatamente o que preciso! Amanha de manha nós vamos ter um longo dia no inferno... huum... alias, não se preocupe, eu posso nos manter vivo por lá....

–E quem disse que eu vou me aliar a você?!

No mesmo instante ele se tele portou e colocou a mão no meu pescoço, apertou a tal ponto que senti meus olhos incharem!

–Você não tem escolha... Saiba que eu ainda tenho vontade de te matar! Tenho nojo de pessoas do seu tipo...

Consenti imediatamente, então ele soltou.

–O mundo está cheio de pessoas assim, tenho repulsa em viver dessa forma! –Ele foi para o seu lado da cela, e abaixou a cabeça de novo. – A alguns dias atrás tentaram matar o meu irmão menor e eu acabei matando os desgraçados primeiro, por isso to preso aqui, se bem que estar preso me poupou o trabalho de procurar um portal.

–Viu, e graças a mim.

–É... Mesmo que sem querer é graças a você que eles vão vir amanha ativar o portal, mesmo sendo um traste você me foi de bastante utilidade...

–Afinal de contas... Você pode se tele portar, por que não vaza daqui?!

–Por que eu preciso ir pro Nether, e os guardas vão chegar só amanha de manha pra ativar o portal... Já disse isso!

–Ham... então, se vamos trabalhar juntos, me diga seu nome pelo menos. –perguntei passando a mão no pescoço, puta que o pariu ainda doía muito! Aquela criança parecia pequena e fraca, mas sua forma de falar era a de um adulto e sua força... bom, ela era superior a de qualquer homem até mesmo a minha.

–Harry... mas a partir de hoje, pode me chamar de Herobrine.

–Que nome estranho...

Apresentei-me também e depois fomos dormir, claro, nem eu e nem ele pregamos os olhos àquela noite, estava louco pra mata-lo com a minha “faca secreta” mas ele estava alerta o tempo todo. Na manha seguinte chegaram os soldados em uma frota de cavalos, eles traziam as obsidianas que eram umas pedras escuras usadas para criar o portal, elas foram montadas na parte de fora da cadeia em um quadrado no formato 5x4 e vazio no centro, e depois acenderam com um isqueiro no meio delas.

–Nos poderíamos ter te matado Jeff, mas no final nós queremos ver você pagando pelos crimes que cometeu e o inferno vai te fazer sofrer o triplo do que você realmente merece! Adeus!

Um soldado mais do que depressa me empurrou para dentro do portal, no mesmo instante uma fumaça roxa me envolveu e quando ela baixou, lá estava eu no Nether! Olhei para trás e percebi que tinha um garoto saindo do portal...

–Me siga... por favor... –disse ele começando a caminhar por uma ponte de terra vermelha, a terra que estava presente em toda a extensão daquela dimensão.

“não pode ser...”

–O que aconteceu com os soldados? E os policiais?

Ele me olhou friamente, nunca me esqueci daquele olhar que me causava tremores pelo corpo...

–Estão todos mortos...

Dei um sorriso de felicidade, hum... Aqueles vadios morreram... ah... só queria que tivesse sido pelas minhas próprias mãos, ia adorar matar lentamente cada um...

–Ham... te seguir pra onde mesmo? –perguntei de cara, sabia que tinha que respeitar aquele garoto.

–Só me siga por favor, tenho que estudar um pouco antes de me encontrar com alguém...

“De quem esse pivete está falando?!”

–Com quem? –perguntei.

–Com o EnderDragon... –respondeu. –Ele me disse que no Nether iriam ter vários livros de magia, e que no dia em que eu dominar o conhecimento de todos eles, poderei ir ao seu encontro...

–E por que você quer ir ao encontro dele? Ele é uma espécie de professor de macumba? –De tudo que aquele menino falava eu conseguia entender apenas cerca de cinquenta por cento, e agora ele falava de uma tal de magia... Isso não existe!

–Pra matar o meu pai...

–E quem é o seu pai?!

–Notch...

Me calei no mesmo instante... Mentira, fiquei rindo daquele garoto por toda a viagem e falando coisas do tipo “não existe magia e nem Notch...” “Deus não existe...”, e muitas outras coisas, ele claro apenas ouvia em silêncio, mas quando percebia que ele estava tremendo me calava, queria manter aquelas mãozinhas fortes o mais longe possível do meu lindo pescoço.

–Chegamos...

Ele apontou para um castelo escuro, tinha centenas de criaturas brancas e cheia de pernas voando ao redor da construção assim como esqueletos negros e enormes que passavam bem do nosso lado mas não faziam nada, era como se fossemos invisíveis para eles. Paramos em frente à porta que se abriu para nós, lá dentro tinha um rapaz que dizia se chamar craftado, ele era, pelo que eu pude entender o guarda da biblioteca do Nether, segundo nosso anfitrião aquela era uma das maiores biblioteca de livros de magia que existia, perdendo apenas para outra que ficava em um lugar chamado Aether, pelo que pude deduzir Harry, ou melhor, Herobrine, tinha vindo para se aperfeiçoar no conhecimento de magia, mais tarde ele iria passar a maior parte do tempo com a cabeça mergulhada em livros de capas negras e gritando feitiços em uma língua que eu não entendia, eu claro, ficava o dia matando homens metade porcos e metade zumbis. Crescemos juntos, percebi com o tempo que Herobrine não era o demônio que achava a principio, que ele era... digamos, normal. No décimo ano nós iriamos sair do inferno pela primeira vez, não sei como, mas Herobrine conseguiu criar um portal de obsidians segundo ele usando uma tal de materialização que tinha aprendido nos livros, foi aí que andamos rumo ao Fim, dois anos de aventuras pelo mundo cessaram com a nossa chegada ao portal do Fim ou The End como ele prefere, acredito que ali era onde estaria o “alguém” de quem ele tinha falado quando chegamos no Nether pela primeira vez, a caçada chegava ao fim... Desmontamos o portal e levamos os blocos que o formavam para o Nether e remontamo-lo novamente no Avici. Os anos seguintes foram os mais solitários para mim, Herobrine passava a maior parte do tempo dentro daquele portal, segundo ele “ aprendendo a dominar o seu lado de Deus...” quase nunca falava comigo e parece que ele não se alimentava, mais de uma vez flagrei ele gritando o nome do irmão mais novo pelo abismo que era aquela dimensão, não só quando estava em sã consciência mas enquanto dormia também, parece que a falta dele era demais para o lorde das trevas e no ultimo ano em que ficamos juntos no inferno, ele me explicou o seu plano...

***

E agora, aqui estou eu, diante de um garoto e uma garota completamente bêbados e fora de si, segundo ele eu tenho que matar a princesa de Théfires e o pai dela, o rei, acredito que vou ter que matar o guarda costas também...

***

–Que... porrrrrra... (hic) miiiinha essssspada.... (hic) tamosss fuuu.... (hic) diiidossss... –Disse Aiden que não conseguia nem segurar a espada.

–Aiai... vamos lá então... –Jeff sacou a adaga em mãos e começou a andar lentamente para cima dos dois...

–IIIh... (hic) e agorrra??? –perguntou Saphire se levantando do chão.

–Aiiiiinda... nãaao... (hic) –respondeu Aiden segurando na espada que tinha caído no chão.

Jeff se aproximou de Aiden e segurou na gola de sua camisa erguendo-o do chão, seu cabelo caiu para o lado e Jeff conseguiu ver a marca maldita em sua testa.

–Acredito que você nem imagine como foi que surgiu essa marca na sua testa não é?

Aiden abriu os olhos surpreso...

–NÃO, E ACREDITO QUE VOCÊ NEM ESPERAVA POR ISSO, AGORA SAPHIRE! –Disse Aiden sacando a espada e...

Continua...

Notas finais
Muito obrigado por ler até o fim, que deus lhe abençoe, até... :)