- Segredos de um passado obscuro -
12 Um novo amiguinho
Notas iniciais

A lenda de um creeper rosa...
Em meados de verão às exatas nove horas da manha duas pessoas cruzavam uma estrada de cascalhos rumando em direção ao reino de Théfires, quando por ironia do destino, daquelas que só acontecem nas fanfics do Nyah, eles passam em frente à uma casa anormalmente grande, de proporções próximas a trezentos blocos de distância, o que mais assusta é que era a única construção naquelas redondezas e que a mais próxima estaria a um dia de viagem, atendendo ao seu extinto de curiosidade, uma das pessoas pergunta:
–Que lugar é aquele Adália? –Como já devem imaginar uma era mulher, e se chamava Adália.
–Hum... Não sei e nem quero saber Steve! –E a outra pessoa, era o pobre Steve.
–Vamos parar pra dar uma olhada? Por favor... –tanto insistiu que conseguiu.
–Okey!
Eles pararam os cavalos e por um segundo se lembraram da carruagem que há pouco tempo atrás teve as rodas quebradas, tanto faz como tanto fez para ambos, o que importava naquele instante era descobrir mais sobre aquela misteriosa construção que se apresentava para os dois, ou melhor, dois e meio, pois aquela equipe tinha um integrante animal que contava como meio, vamos dizer que ele é rosa, tem rabinho de mola, e faz “Roinc, Roinc...”
A construção era além de astronômica um completo fosso de miséria, as teias de aranha e os musgos presentes na porta serviram para dar uma espécie de introdução ao que eles achariam dentro daquele lugar, os vidros das janelas eram foscos e exibiam apenas um pouco do pouco que dentro havia, a porta rangeu ao se abrir indicando a presença de ferrugem e os dois curiosos entraram.
Ali tinha de tudo praticamente nada. A única coisa que por todo aquele galpão se espalhava era pólvora, grudado às paredes baús velhos e entupidos do mesmo indicavam a presença de humanos ali, porém em um passado remoto coisa de muito tempo...
–Tome cuidado Steve, qualquer faísca e é o nosso fim! –Disse a ruiva reconhecendo aquele pozinho cinza do chão.
–Está bem... — consentiu Steve.
Eles percorreram aquele lugar olhando de baú em baú, apenas mais do mesmo, porém, no final tinha centenas de blocos de ferro enfileirados indicando uma linha de produção, até que, para causar espanto nos dois se apresenta um ser vazio e sem expressões, um creeper.
–Ai meu Notch!
–Capirotos me mordam um... um... –Ela se aproximou da criatura que não reagiu, parecia ser oca e vazia tal como um objeto inanimado. –Um creeper?
–Isso é um creeper Adália, mas... parece que ele está morto...
–Creepers explodem quando morrem... Acho que esse aqui nunca nem esteve vivo na verdade...
Olharam mais à frente e para espanto geral mais dez creepers surgiram, mas esses eram diferentes tinham cores verde e azul. Conforme eles foram passando por eles notaram que a falta de partes ia aumentando, eles estavam sendo montados, tanto que no final tudo o que restou foram os pés de um futuro creeper que nunca terminaria de ser construído.
A aventureira bateu o dedo no queixo e pensou, a pólvora presente por todo lugar, um creeper pela metade, o galpão no meio do nada, será que...
–Steve, se lembra do que eu disse sobre os creepers?
O pobre garoto se aproximou curioso...
–Você disse que eles foram criados pelos humanos, para nos proteger dos mobs, mas parece que ele se voltou contra os seus criadores... não foi isso?
–Exato, eu estou achando que esse lugar era uma antiga fábrica de creepers, já ouvi falar que poderiam ter lugares assim mas nunca vi um pessoalmente...
–Nossa... É verdade, isso explica a pólvora no chão e esses creepers pela metade.
–Sim, e também por que esse lugar fica no meio do nada, se por acaso algo desse errado e a pólvora explodisse não iria machucar ninguém...
–Isso...
Eles sorriram por um tempo satisfeitos com a mais nova descoberta, um instinto de aventura tiniu bravamente dentro deles e para sacia-lo resolveram explorar por mais um tempo, quem não gostou nada daquilo foi Roinc que estava mais assustado do que curioso e por isso não desgrudou dos pés do seu dono. Para continuar essa lenda, vamos admitir que em um certo tempo as duas pessoas se separaram para continuar a vasculhar, Adália observava admirada uma cabeça de creeper quando...
–Psil...
Ela olhou ao redor espantada, mas imaginou ter sido coisa de sua cabeça, afinal, ela estava sozinha e não tinha ninguém além do Steve com ela...
–Ei... você moça...
Agora ela teve certeza, realmente tinha alguém falando, ela procurou de onde veio a voz e acabou por se deparar com uma fresta no solo, se abaixou e colocou o olho no pequeno buraco para ver do que se tratava...
–Por que você anda com aquele humano? Ele é malvado...
Adália não entendeu absolutamente nada, esperou sua visão se acostumar com a escuridão e conseguiu distinguir uma figura rosa e humanoide dentro do buraco, um... creeper?!
–O que é você?!
–Sou um creeper.
–Creeper não fala! Creeper explode e pronto!
–Mas eu falo!
–Não! você não fala!
–Eu falo!
–Não!
–Mas eu não estou falando moça?
Adália bateu a mão na testa, que burra...
–Adália por que você está falando com o chão? –perguntou Steve se aproximando.
–Eu estou falando com esse creeper e não com o chão! –Disse Adália.
–Creeper não fala Adália... –disse Steve.
–Eu falo! –Disse o creeper.
–O chão falou?!?!!?! –Perguntou Steve.
–Foi o creeper! –Respondeu Adália.
–Roinc, Roic! –disse Roinc.
–O que fala? –perguntou Steve.
–Viu como eu falo? –disse o creeper.
–O chão falou de novo?!!?!?!
–Calados! –Adália respirou fundo... –Que droga Steve, eu to falando com um creeper rosa que está nesse buraquinho aqui no chão!
Steve se aproximou e colocou a mão na testa dela. –Adália você andou comendo cogumelo estragado de novo não foi?
–AAAAh!!!! Olha nesse buraco que você vai ver!
Steve se abaixou lentamente desacreditado na palavra dela... –AAAAAAAAah!!!!!!!
Ele soltou um grito assustado e Adália se levantou no mesmo instante...
–O QUE FOI, O QUE FOI?!??!!?!
–Está confirmado, você andou comendo cogumelo estragado mesmo. Rsrs...
Ela não acreditou, e para ter certeza se abaixou e olhou na fresta, de fato ele tinha sumido... Será que tinha sido alucinação mesmo?
–Acho que já está na hora de irmos Adália...
–É... deve ser! –Disse Adália passando a mão na testa.
Eles cruzaram o galpão empoeirado e saíram, Steve trancou a porta e Adália foi para os cavalos apronta-los para continuar a viagem, tamanha foi sua surpresa quando olhou para Steve eviu alguém acabando de sair da casa...
–Steve olha ele lá!
Steve olhou para a porta e lá estava o creeper em miniatura olhando para os dois, Roinc se afundou no casaco de creeper branco do dono no mesmo instante e deixou só a cabecinha do lado de fora.
–Viu Steve, eu disse que tinha um creeper rosa. Rsrs...
–Nossa, é verdade!
Adália desceu do seu cavalo e foi ver com ele.
–Oi amiguinho, tudo bem com você?
–Sim, e com você moça?
–Tudo sim, você tem família? Amigos?
–Não... nem mamãe... e papai...
–Hum... –Adália olhou para a casa grande, ele deve ter vivido ali durante muito tempo... –Você gostaria de vir conosco?
–Sim... mas aquele homem é malvado.
–Mas que homem?
–Ele. –o pequeno creeper se escondeu atrás de Adália quando viu Steve se aproximando.
–E aí Adália, o que aconteceu? –perguntou Steve.
–Bom, ele é do bem, mas acredito que tenha medo de você por causa do seu casaco de creeper...
–Ah... me desculpa... –disse Steve tentando ve-lo.
–Ele vai me matar e fazer um casaco comigo... Ele vai me matar... –Tremia o pequeno creeperzinho de olhos fechados atrás da nossa heroína.
–Ownt Steve... Vamos ficar com ele. –Adália pegou o pequeno no colo. –Fica tranquilo, esse creeper era do mal e por isso o Steve acabou com ele, mas você é do bem e eu vou cuidar de você...
O creeper olhou para Steve com a cabeça afundada no colo de Adália, Steve sorriu para ele e Roinc saltou no ombro do nosso pequeno herói fazendo o novo membro do grupo sorrir, mas logo em seguida voltou a se afundar no colo de Adália.
–Parece que ele gostou de nós não é Roinc?
–Roinc, Roinc!
Adália sorriu e passou a mão na cabecinha da criaturinha...
–Como vamos chama-lo? –perguntou Steve.
Adália olhou para o animalzinho em seu colo e sorriu ao ver que ele a olhava feliz, mais uma vez ela resgatava alguém de uma vida de solidão.
–Acho que vou chama-lo de...
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