- Estranha Obsessão -
44 Helena, Aline e Paulo
Helena, Aline e Paulo
Obrigada por me acompanhar disse Helena olhando para Aline, que estava dirigindo, ambas combinaram comprar algumas coisas e almoçar juntas.
- De nada flor, disse Aline olhando para Helena, era engraçado mas ela se simpatizou com ela assim que a conheceu, gostou do jeito meigo e de sua forma de se expressar, esperava poder se tornarem amigas intimas.
Pensando em tudo isso não pode deixar de perguntar, algo que até então nunca passou por sua cabeça.
- Vocês já marcaram data para o grande dia? Sempre tive curiosidade de saber qual é essa sensação de ser noiva, disse com pesar, mas logo tentando se animar.
Helena era grande observadora das pessoas, Aline era um mistério, assim como Paulo, mas ela acreditava que ambos eram mais parecidos do que imaginavam, só por isso um homem poderia ficar tão obcecado como esse estava, ela gostava dela, seu modo enérgico e ao mesmo tempo pratico, mas se sentia mal ter que fazer isso, enganar sua confiança, para ela era ter que jogar sujo.
Tinha vontade de desistir, mas respirando fundo pensou o quanto devia a Paulo e o que seria se ele não tivesse a ajudado em seu passado, ela não ia se envolver emocionalmente e por em pratica o que estava combinado, pensando nisso respirou fundo e se entregou ao seu papel.
- Quem me derá que a data tivesse sido marcado, falou de forma melancólica, ainda não sabemos da data, não quando ele estiver nesse projeto, mas tenho confiança que logo as coisas vão mudar e tudo vai acabar bem, disse pensando no momento que ela não precisaria mas ver a cara dele de novo.
- As sensações são muitas Aline, desde afobação, emoção e medo do futuro. Tenho que me segurar para não ficar falando só dele, caso contrario você iria correr para longe, você deve saber como funciona, afinal tem Victor certo? Vocês ainda não oficializaram? Perguntou curiosa.
Aline por um momento não soube o que falar, era engraçado ela estava em uma fase maravilhosa mas queria por algum motivo saber mais sobre o irmão de Victor, isso não era normal certo? Por que algo parecia puxa-la para ele? Elas já tinham falado varias coisas, mas sempre que Helena falava de Paulo seu coração sentia apertado, uma certa agonia, desde o sonho ela sentia que queria conhece-lo melhor, ela sabia que jamais algo entre os dois poderia acontecer, e não o deseja, mas por alguma razão do destino ela queria ter a oportunidade de conhece-lo melhor, ainda tentava entender o que seria esse conhecer melhor quando respondeu, tentando mudar de assunto.
- Eu e Victor não temos nada oficializado e não sei se um dia teremos, acho que eu posso ser considerada sua namorada, não algo mais serio.
- Você tem sorte com Paulo, eu desejo que ambos sejam muito felizes.
Helena sorriu para disfarçar a surpresa, ou ela estava cega ou Victor estava cego, pois o comportamento do homem era muito mais do que uma simples namorada, nada falou afinal não cabia a ela juntar os pombinhos.
- Bem vamos nos esquecer dos nossos homens e nos concentrar em nos divertir e ficarmos linda, disse rindo e feliz.
Aline não pode deixar de rir de seu modo, mas em realidade ela já tinha esses últimos dias comprado tanta coisa que não estava muito animada, ela estava preocupada como Victor ia reagir com seus gastos, esperava que pela sua posição e por tudo que tinha não fosse daqueles homens mesquinhos.
- Ok vamos nos divertir, o que pretende comprar?
E assim passaram boa parte da manha, conversando e ambas se conhecendo melhor, olhando vitrines, comprando e sempre falando.
Helena falou muito de Paulo, realmente era dessas noivas apaixonadas que só pensavam e falava de seu homem, ao invés dela achar ruim, ria com as coisas que Helena contava, nesse momento Helena estava bufando ao dizer o quanto Paulo era obcecado por sua moto ao ponto de não deixa-la se quer usar, segundo ela para Paulo sua moto que a chamava de bebê era proibida, ninguém nunca iria encostar nela a não ser ele! Ambas riram achando engraçado a logica masculina.
Aline descobriu que Helena era de uma família rica, mas devido problemas financeiros perdeu tudo, ao saber disso seu coração pesou, podia imaginar o que ela teve que passar, uma coisa era você não ter, outra coisa era você perder o que tinha.
Ao pensar assim se imaginou perdendo Victor, foi algo tão rápido mas tão forte ao ponto de faze-la se segurar-se na vitrine como se tivesse levado um soco no estomago.
Sentiu medo, ela estava a cada dia querendo admitir para si mesmo, que eles eram apenas aventura e diversão, mas seu coração não aceitava isso, sua mente poderia estar de acordo mas não seu sentimentos, apesar de tudo a tontura persistia, ela deveria ter ido no medico, o medicamento estava a deixando assim.
Helena percebendo como Aline estava foi até ela e a segurando preocupada perguntou.
- Você esta bem? Quer que eu chame alguém? Esta muito pálida Aline.
- Vamos, eu dirijo, você precisa comer algo, disse a segurando e percebendo que ela estava agora mais branca.
Pararam em um restaurante e após notar que Aline estava melhor respirou mais aliviada, ela já gostava dela e não queria jamais seu mal.
Agitada pediu licença e foi ao banheiro, como combinado mandou a mensagem a Paulo, falando o local onde ambas estavam e acabou contando o que tinha ocorrido com Aline, explicando que ela não parecia estar bem.
Quando voltou ainda achou que ela estava pálida, para alguém que sempre estava tão corada.
- Você está melhor? Perguntou segurando e confirmando que ela parecia bem melhor.
- Eu espero que não fique chateada comigo, mas vendo você assim eu acabei mandando uma mensagem para meu noivo, eu fiquei tão preocupada, ele logo estará aqui, se você precisar vamos a algum lugar, desculpe deveria ter te avisado, mas como estamos tudo em família, achei que era a melhor coisa a se fazer.
Aline não gostou de saber que Helena chamou Paulo, mas a quem estava mentindo? Ela se sentiu aliaviada por ela ter chamado ele, como se ele de alguma forma fosse ajuda-la, Ela estava confusa droga, se as coisas continuasse assim, tudo ia ficar de pernas para o ar, mas apenas agradeceu e pediu algo leve para comer.
-
Paulo estava feliz de ter sua primeira oportunidade de estar perto de Aline, era uma vitória, tinha informado ao seu investigador para afastar o guarda costa de Victor para que ele pudesse estar com a mulher por algum tempo, ele já tinha planejado tudo e estava confiante que tudo ia dar certo.
Apesar de tudo isso em seu intimo estava agora assustado, quando leu a mensagem que Aline não estava bem sua primeira reação foi ir até ela, e leva-la a um hospital, clinica qualquer coisa, a mera imagem dela ruim o deixava apavorado, ele nunca se sentiu assim antes.
Era difícil admitir, ele não queria que nada ocorresse a ele, por uma mulher que ele não teve o prazer de falar nem por meia hora! Isso era possível? .
Ainda pensando nisso, pegou sua moto e com toda a velocidade que foi possível, chegou até onde ambas estavam, antes de entrar confirmou com Leonel se a barra estava livre e teve a satisfação de ler que que sim, estava limpa pelo menos por uma hora, era por isso que ele gostava de Leonel, ele era bom, quando se propunha a fazer algo sempre conseguia, ele era o melhor.
Entrando no restaurante, onde ambas estavam, a primeira pessoa que Paulo notou foi Aline, que estava pálida demais para seu gosto, só ao vê-la assim se desconcentrou e ficou parado por um momento, respirando fundo.
Nervoso e preocupado vendo seu estado, não pensou nas consequências, foi até ela e a levantando da cadeira disse, venha você precisa ir ao hospital, eu te levarei, precisamos saber o que esta ocorrendo com você.
Helena estava agora mais tranquila ao ver Paulo, ela já estava entrando em desespero, para sua maior surpresa quando ofereceu seu carro, Paulo nem se quer a olhou, estava em seu mundo de novo, segurando Aline com tanta delicadeza que se alguém contasse a ela não acreditaria, somente teve tempo ver ele pegar sua moto e falando com Aline.
- Sobe vai ser mais rápido, eu conheço uma clinica aqui por perto, esse horário tudo é muito congestionado de moto será rápido, é só você se agarrar em mim.
Helena ainda quis contrariar, ela estava ruim para subir em uma moto! Mas antes que conseguisse se surpreendeu em ver Aline aceitar.
Aline estava meia enjoada e cansada demais, mas ainda entendeu o significado, quis ainda dizer: você não gosta que ninguém suba em sua moto, porem o prazer em saber que seria a primeira, a fez calar-se.
Sem pensar nas consequências, levantou sua saia e subiu na moto, segurando a cintura de Paulo fortemente, ainda olhou para Helena como pedindo desculpas pela intimidade, mas não deu tempo para se quer ver sua reação, Paulo voava como um louco a fazendo sentir-se excitada com a nova experiência, fechou os olhos e ainda sentiu o cheiro de colônia dele, ela não se sentia culpada de estar com ele, deveria mas a única coisa que ela conseguia no momento sentir era o vento em seu rosto, o calor de seu corpo e a sensação de ambos juntos .
A sensação de tê-la o segurando era algo novo mexia com ele como jamais alguém o fez, a viu gemer incomodada com a velocidade e não pode deixar de falar, ele não estava excitado ele estava se sentindo em paz esse sentimento o confundia...
- Você não precisa ter medo, eu jamais deixaria algo de ruim acontecer com você, eu sou ótimo na direção disse.
- Aline?
- Comigo você esta protegida, nunca se esqueça disso, comigo você sempre estará protegida.
Aline não sabia o que falar, apenas aceitou e como essas palavras penetraram em seu coração, achou melhor ficar calada e desejou não estar aqui, isso era errado.
Por outro lado Paulo estava tão concentrado em ajuda-la que não tinha percebido que pela primeira vez deixou alguém subir em sua moto além dele mesmo, mais calmo quando percebeu sentiu que ele não ligava se essa pessoa fosse essa mulher, ele não achava isso ruim.
Quando chegaram ao hospital, foram logos atendidos, chegando Helena não muito depois, ela que assinou os documentos como sua responsável.
Helena nada falou, mas estava estressada, sei ninguém subia em sua moto? Idiota pensou.
Nada falaram até que Aline fosse atendida e após os exames confirmasse que tudo estava bem, somente sua pressão estava baixa demais e precisaria de cuidados para que não voltasse a ocorrer de novo, o medico passou alguns exames para que ela fizesse e se persistisse ela deveria voltar.
Recomendou que ficasse sobre observação e olhando para Paulo disse, sua mulher deve ter mais cuidado, segundo ela o medicamento que sua ginecologista passou esta causando isso, ela deve ir ao seu medico e refazer os exames mudando o que for necessário, pressão baixa é algo grave se não cuidar.
Paulo ficou com raiva dela estar em perigo, por causa de um medicamento, apenas confirmando disse que isso não voltaria a ocorrer, em nenhum momento desmentiu sobre o fato ela não ser sua mulher, e todos notaram mas ninguém nada comentou.
Quando saíram, Paulo ainda a segurava, ajudando e guiando.
Aline sem graça e confusa com as sensações que estava sentindo, se afastou o máximo que pode dele, percebendo que foi indelicada falou.
- Desculpe, não queria causar tantos problemas a ambos.
- Melhor eu pegar um taxi e voltar para casa.
Mas Helena logo falou, imagine moramos no mesmo condomínio, claro que eu vou te levar, e não aceito um não como resposta.
Agora olhando para Paulo disse.
- Você esta atrasado amor, lembra que tinha uma reunião hoje? Acho melhor você ir agora.
Paulo olhou Helena por muito tempo , ao ponto de faze-la se sentir mal, porém apenas balançou a cabeça concordando;
Ainda preocupado com Aline falou, agora apenas a olhando.
- Qualquer coisa que precisar me avise, a minha única tranquilidade é saber que você nunca esta sozinha, e se virou para ir embora.
Mas antes que conseguisse sair, Aline ainda no seu estado, segurou seu braço perguntando.
- Como assim? Como nunca estou sozinha?
Ambos se olharam por um tempo quando ele apenas disse.
- Nossa família nunca deixa as pessoas que amamos sozinha, com toda certeza meu irmão deve ter colocado a sua disposição um guarda costa, pode não ter avisado, mas isso é um fato.
Agora para quebrar o clima ele falou, você não sabia? Saco se Victor souber que eu falei algo, com toda certeza vai me culpar e a situação vai ficar pior, eu não quis ser indelicado, ou me intrometer em seu relacionamento, esquece isso ok?
Aline por nenhum momento notou que tudo foi feito para que ela soubesse do guarda costas, notou que ela se sentiu machucada com a informação, não gostou de causar a ela tristeza, mas persistiu.
Antes que Aline fosse embora a sós com Helena falou, a leve para Victor e diga o que ocorreu hoje, que ela foi ao hospital pois passou mal, faça como estou mandando e tudo sairá como eu quero.
Ainda ouviu Helena falar, você está cavando sua própria cova Paulo, mas quer saber? Que se dane a vida é sua, faça o que bem entender eu só quero ficar livre de tudo isso.
E assim foi feito, quando Victor soube que Aline ficou ruim ao ponto de de ter que ir ao hospital ficou fora de si, mas sua raiva foi dobrado por em nenhum momento receber uma ligação de seu segurança pessoal, onde estava o filho da puta quando ele mais precisava? Com raiva e não percebendo que Aline tinha voltado ao seu escritório, entrou em contato com o guarda costa que até o momento de nada sabia do ocorrido, Victor fora de si e com raiva da incapacidade o demitiu sem pensar duas vezes falando que era obrigação dele não sair do pé do alvo por nenhum momento! Foi quando ainda falando com ele por telefone notou Aline em sua sala acompanhando sua conversa e ela estava realmente estressada, revoltada e completamente magoada por Victor ter mentido para ela.
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Ela estava se sentindo magoada, ele mentiu! Ela não se importava dele ter colocado alguém mas precisava mentir? Ele prometeu que não colocaria ninguém!
Sem pensar saiu da sala, o deixando sozinho, lagrimas caiam, merda ela estava mesmo em fase critica, tonturas, choros o que faltava agora? Bem talvez isso explicasse os sentimentos que ela sentiu por Paulo, se bem que eles eram ainda complexos demais, mas já tinha tomado uma decisão, ela se manteria o mais longe dele... Não queria encrenca e ela sabia que isso seria uma grande, enorme encrenca.
Ainda tentando passar pela catraca, sentiu Victor a ajudando, revoltada e cansada de tudo, fingiu não vê-lo e seguiu seu caminho, de tão esgotada preferiu caminhar, não soube por quanto tempo caminhou mas quando viu estava em um jardim que era lindo, distraída com todos os acontecimentos de hoje não notou que atrás dela seguia Victor, sempre olhando-a mas dando espaço para que ela se acalmasse, ele não sabia o que fazer, ele tinha mentindo e ela tinha descobrido, sentia medo que ela nunca mais confiasse nele.
O mero pensamento dela não confiando nele o deixava louco, quando percebeu ela tirar seu sapato e se sentar na grama riu, somente ela para fazer essas loucuras, olhou a sua volta e percebeu o sol que estava acabando de se por.
Ele se sentou próximo dela e ali ficaram ambos olhando o pôr do sol.
Não tinha como não se sentir emocionado com a beleza que ambos presenciavam juntos.
Ele sabia que pela primeira vez tinha que ser sincero com ela, ele tinha que abrir seu coração, ele não era muito com nisso, mas começou mesmo assim.
- Eu já tive muitas mulheres, disse respirando como se isso fosse difícil de falar, mas eu nunca quis nenhuma ou tinha me apaixonado como estou por você.
Aline agora olhava para ele, tentando registrar tudo que podia do homem que fazia suas estruturas abalarem.
- Eu menti e me arrependo, mas o simples fato de imaginar você em perigo, ou algo ruim te acontecer me faz ficar louco, eu necessito do controle, eu necessito saber que você nunca esta sozinha, sempre esta de alguma forma em meu campo de visão.
- Eu não me arrependo do que fiz por que esse sou eu, eu não quero negar mais Aline, eu te quero mais que um segundo, minuto, mês ou ano....
- Eu não acredito no amor, mas eu acredito no que eu sinto e por Deus eu preciso que você me queria como eu te quero, que entenda as minhas necessidades, eu te necessito de todas as formas que um homem necessita uma mulher.
- Eu nunca pedi isso antes a alguém mas estou pedindo a você.
- Não me deixe, seja a mulher que vai me ensinar o que é amar.
Aline estava emocionada, estava ouvindo bem? Ele disse amor?
- E se eu não souber o que é amar Victor? Perguntou com seu coração pesado.
- Meu passado me fez ser o que sou hoje, eu tenho medo de nunca poder amar alguém de verdade, acho que não sou capaz disso, e sendo sincera se você não fosse o homem rico, não sei se estaria com você, ambos sabemos que sou ambiciosa e os motivos deu estar aqui, disse respirando fundo desanimada.
Victor a olhou e falou sem nunca tirar os olhos dela.
- Eu sei e aceitei, e eu sou mais que rico, eu aceito a situação, só peço uma cosia.
- Vamos aprender juntos a fazer funcionar esse relacionamento ok?
- Seremos sinceros, e tentaremos juntos manter esse acordo, temos muito pela frente, em um ano poderemos ver no que tudo isso vai dar.
- Eu só preciso que você dê a total liberdade para que eu haja como desejo, eu preciso que você se entregue de corpo e alma.
- Se entregue amor, deixe que eu cuidarei de você, eu darei a você toda riqueza que deseja, todo prazer que merece e tudo será seu.
Como resistir a um pedido como esse? Só se fosse louca certa?
Se aproximou e o beijou levemente, ao sentir seu cheiro, suspirou feliz e mais calma, Paulo nunca passou a ela essa sensação, não precisava se preocupar, abraçando decidiu que faria de tudo para sentir esse homem como jamais uma mulher o sentiu.
- Eu aceito o guarda costa se isso significa te deixar mais tranquilo Victor, mas ele sempre ficara do lado de fora, quero minha intimidade com amigas, ou em qualquer coisa que eu estiver fazendo ok?
Victor respirou aliviado, isso já era um grande passo, claro que ele iria demitir e ver outra pessoa, não poderia confiar mais depois de saber do ocorrido de hoje, Jorge conhecia vários profissionais bons nessa área e de confiança, conversaria com ele e contrataria outra pessoa.
Ainda se beijando e felizes por que mesmo com as mentiras conseguiram superar, notaram os primeiros pingos da chuva, mas nenhum se preocupou em correr, as pessaos corriam ao seu redor mas ambos continuaram ali, Aline levantando e correndo em círculos sobre a grama, pulando feliz pela primeira vez ela sentiu que Victor estava de fato se apaixonando por ela, ela não era a única.
Ainda vendo Victor sentado rindo de seu modo, o puxou caindo e sendo erguida, mas logo ambos caindo um sobre o outro.
Foi quando Victor disse
- Eu nunca fui tão feliz em minha vida, ou você é magica ou possui a chave da minha felicidade.
Perto dali, sentado estava Leonel, olhando tudo era um casal bonito os dois, quem os vice diria com toda certeza que ali o amor existia, ao olhar tudo isso sentia mais pena de Paulo, ele sairia machucado, por que ele tinha que ser tão difícil de entender a realidade da vida?
Já cumprida sua missão foi embora não antes de ver uma pessoa olhando de longe o casal, ele não precisava fazer algum esforço para ver Paulo todo molhado olhando cegamente para o casal, e pela primeira vez em sua vida ele viu lagrimas nos olhos de seu amigo.
Revoltado foi até ele e o agarrou para sair dali, Paulo nada fez a não ser aceitar, estava revoltado, por que a vida tinha que ser tão injusta? Por que Victor tinha que ser o bonzinho?
Não soube por quanto tempo o carro andou, mas quando parou percebeu que era um lugar deserto, olhando a Leonel falou.
- Eu não te mandei vir aqui, me leve de volta.
Leonel apenas sorriu e falou sai, você esta precisando liberar essa energia, caso contrario vai beber.
Ambos saíram e quando Paulo menos esperava recebeu um soco o fazendo quase cair.
- Desgraçado falou, mas já sorrindo ao perceber que teria uma luta entre ambos.
Ambos se preparando foram para o meio do nada, cada um observava os passos do outro.
Foi quando Leonel falou a Paulo.
- Quando vai deixar de ter pena de você mesmo?
- Parece um mariquinhas, disse sabendo que ele ficaria ferrado.
Com raiva, Paulo foi em sua direção mas Leonel conseguiu se virar a tempo.
- Essa mulher te deixa fraco patrão disse agora zombando.
Paulo com raiva, dessa vez acertou Leonel, dando um soco certeiro.
Mas logo foi pego de surpresa levando uma rasteira.
- Se continuar assim disse Leonel, vai acabar como Sabrina.
Revoltado, e raivoso de ter ouvido esse nome, Paulo ficou fora de si, começando a dar socos e atingir Leonel cada vez mais rápido, mesmo assim Leonel disse, ele tinha que falar.
- Sabrina é a mulher que ama chefe, não essa, não essa.
- Não se iluda, fugir não vai te fazer esquecer dela, enfrente a verdade e não se iluda com um belo par de pernas.
- Ela ainda esta viva chefe, ela ainda esta viva...
- Quando vai esquecer o passado e lutar pelo que realmente vale a pena?
- Esqueça o passado e se concentre em você, vai embora Paulo, vai para Sabrina.
Paulo revoltado atingiu Leonel o fazendo cair desmaiado, ele não ligou, se sentou olhando ao céu a chuva tinha parado, e ele fechou os olhos lembrando do jovem que um dia ele foi e da mulher que jurou nunca abandona-lo.
- Só de lembrar dela seu coração ia a mil, chorou sabendo que nunca seria Aline, tudo seria mais fácil se fosse ela.
- Ele queria apenas vingança, mas por que, por que ele se sentia assim quando estava perto dela, esses sentimentos?
- Ele amava Sabrina, mas sentia por Aline uma ligação além do explicado, ele estava confuso.
- Ele queria apenas voltar ao passado e jamais deixar Victor perto de Sabrina de novo.
Quando Leonel voltou a si, Paulo falou.
- Eu sempre serei de Sabrina, mas Victor esta aqui, feliz enquanto ela está no inferno.
- Acha isso justo Leonel?
Leonel o entendia, mas ainda disse.
- A vingança não vai poder trazer ela de volta Patrão.
- Só o seu amor que pode.
Notas finais
Beijos e obrigada por todo carinho ^^
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