Eu juro

O melhor depois das brigas sempre são as pazes, e Victor é ótimo quando se trata disso, depois que voltamos para casa acabei ficando gripada devido a chuva que pegamos ontem.

- Toma disse Victor me entregando uma xícara que ao beber o primeiro gole vi ser um chá de Limão com mel e rodelas de laranja.

Ele seguia cada passo que eu dava, fazendo com que achasse engraçado, parecia um pai cuidando de seu filho, só de imaginar a cena fechei meus olhos, e por um momento eu vi Victor com uma linda menina em seu colo, era pequena e ele estava cuidando de sua gripe assim como a mim, sorri ele seria um ótimo pai, ainda com isso em mente ouvi sua voz.

- Vamos Aline, tome que vamos sair.

Abrindo meus olhos perguntei sair?

- Você não vai trabalhar hoje? Falei estranhando, pois já era bem tarde para quem andava acordando por volta das cinco da manhã.

Ele apenas olhou para mim e sorrindo falou.

- Estou vestido para quem vai sair ao trabalho?

- Arrume-se donzela, vamos ao seu medico, eu já marquei um encaixe, eu preciso saber que você esta bem e nada de ruim possa ocorrer de novo, disse ansioso e ao mesmo tempo estressado de saber que ela passou mal e ele não estava ali por você.

- Tenho que ser grato a Helena, se não fosse ela você poderia ter ficado ali sem ninguém para ampara-la.

Aline agora olhando esse novo Victor, sua preocupação e se carinho ficou emocionada, mesmo assim ainda falou.

- Bem nesse caso tem que agradecer Helena e Paulo, pois ele que me ajudou a ir ao hospital.

Como se tivesse falado algo errado Aline percebeu que Victor ficou frio no mesmo momento, como não gostando de saber que Paulo esteve com ela.

- Como assim? Perguntou agora Victor perigosamente.

Aline surpresa de ver sua cara antes calma, e carinhosa se tornar fria, concentrada falou.

- Eu passei mal, Helena preocupada acabou mandando uma mensagem a Paulo e ele veio até nós, nos levando ao hospital disse omitindo a parte da moto, a situação já parecia bem ruim sem essa parte.

Victor se levantou estressado falou.

- Por que não me contou isso ontem?

- Aline disse fora de si agora.

- Fique longe de Paulo! Entendeu? Fique longe dele!

- Melhor a partir de agora fique longe de Paulo e Helena!

Ela não acreditava no que estava presenciando, era demais...

- Você ficou maluco? Eles me ajudaram, deram seu apoio e ao invés de ficar grato esta falando para ficar longe deles?

- Olhe para o que esta fazendo Victor! Isso é ilógico!

- Eu sei que você e Paulo não se dão bem, mas o que eu tenho haver com isso, disse agora gritando e fora de si.

- Deveria ser grato a ele e não falar tanta besteira!

Cala-se disse Victor fora de si passando sua mão sobre seus cabelos desarrumando tudo e nunca deixando de olha-la.

- Você não sabe do passado! Disse com raiva de ter se quer que lembrar disso.

- Você não imagina o quanto Paulo tem motivos de usar você para me atingir!

- Eu não quero você com ele, ou qualquer tipo de amizade!

Aline agora fora de si disse.

- Esta enganado! Ele não me machucaria! Eu sei que ele não faria isso.

- Ele pode não gostar de você Victor ou guardar magoas, mas bem aqui dentro apontou seu coração, batendo para expressar seu sentimento.

- Bem aqui eu sinto que ele jamais me machucaria!

Victor estava agora com os olhos arregalados nunca imaginou que um dia Aline poderia defender Paulo dessa forma, estava chocado, mais que chocado pela primeira vez sentiu medo.

- Você não sabe o que fala, deixe de besteiras!

- Não me faça ter que tomar decisões radicais Aline!

Ambos se olharam por tanto tempo, nenhum falando quando Aline agora espirrando de sua gripe falou.

- Eu não vou terminar amizade com ninguém! Você pode não gostar Victor mas eu gosto muito de Helena e Paulo.

Revoltado de ter que ouvir isso, Victor agarrou sua mãos a fazendo cair na cama desajeitadamente.

- Esta dizendo que gosta do meu irmão? Que esta apaixonada?

Horrorizada tentou se desvencilhar, quando não conseguiu disse sendo sincera, o mais sincera que conseguiu.

- NÃO, pelos deuses Victor!

- Claro que não!

- Eu não sei explicar, mas eu sinto carinho por ele, pena.

- Eu sinto que eu tenho o carinho para com um irmão quando se trata dele, do mesmo modo que sinto por Mara.

- Eu quero vê-lo feliz! Disse entendendo pela primeira vez seus verdadeiros sentimentos, por isso quando estava com ele sentia paz, alegria e uma união.

- De algum modo era como se ela sentisse que Paulo estivesse no inferno, do mesmo modo que um dia ela esteve.

- Ela queria ajuda-lo, vê-lo sorrir, ela queria que esse homem fosse feliz.

Victor chocado demais, com tudo que estava ouvindo e as expressões de Aline, saiu de cima dela e ia sair, para não fazer alguma burrada.

Antes que conseguisse sair, foi agarrado por Aline, ficando de costas para ela e sentindo seus braços ao redor de seu corpo.

- Por favor Victor, disse ela agora chorando.

- Confia em mim, eu não o vejo como homem, só existe uma pessoa que eu amo disse percebendo o que falou e se soltando colocando as mãos sobre a boca.

Nenhum dos dois falou, ambos se olharam por uma eternidade e quando Aline ia falar para desmentir, foi agarrada por Victor e abraçada fortemente.

- Eu tenho medo disse ele a segurando fortemente.

- Porra mulher, eu morro de medo que um dia você veja o quanto eu não sou bom o suficiente para você.

- Eu não sei se poderia viver sem você, eu to fudido, disse beijando e segurando seu rosto fortemente.

- Jure, pediu olhando fundo em seus olhos.

- Jure que nunca me deixará, jure que será minha, sempre minha...

Aline não entendi, ela jamais seria dele para sempre, era um contrato, ele nunca disse a ela que a amava, mas ao ver seu desespero disse.

- Eu juro Victor, eu juro que nada, ninguém me separara de você.

- Eu juro que tudo que eu fizer será pensando em nós, sempre em nós, disse sentindo seu cheiro e gemendo de prazer ao sentir sua roupa ser tirada brutalmente.

Sentindo Victor tirar sua calça ainda ouviu ele dizer.

- Eu não vou conseguir ser gentil, desculpe linda.

E foi quando ela sentiu ele dentro dela, nada pode fazer a não ser gritar de prazer e gemer escandalosamente, não era necessária palavras, ela estava fora de si e ele também.

Aline só conseguia sentir Victor, seu calor, seu sabor por um momento não conseguia entender o que ele falava, as sensações eram perfeitas demais, ela até então jamais imaginou que sexo poderia ser algo tão divinamente belo, seu corpo não respondia mais a ela, era como se ele pertencesse por alguns minutos a Victor, sempre obediente ao homem que agora gemia dizendo que ela era dele, sempre dele.

Ao entender isso não pode deixar de sorrir, sim ela era dele, ela poderia negar o quanto quisesse, mas a prova estava aqui, ela nunca foi de ninguém, até conhecer esse homem.

Excitada e feliz, se agarrou o máximo que pode nele e disse em seu ouvido.

- O único medo que você deveria sentir amor, é deu nunca mais sair do seu pé.

- Você me faz ser sua escrava disse rindo de suas próprias palavras e imaginado a cena.

Victor ao ouvir isso disse excitado

- Você aceitaria?

- Seria minha escrava?

Ela apenas riu, e brincando disse

- Seu pervertido.

Quando viu Victor olhando para ela seriamente, percebeu que a pergunta era seria e não pensando em mais nada disse.

- Com você eu aceitaria tudo, tudo.

E foi assim que ambos gozaram, ficando por um momento cada um em seu mundo, felizes e saciados.

Ainda assim, Victor oulhou a hora no despertador e mesmo cansado e sonolento disse.

- Banho rápido, temos que sair em uns 15 minutos.

Aline ainda zonza não pode deixar de reclamar, dizendo que poderiam ir outro dia, mas Victor já estava alerta e foi decisivo em dizer que a segurança e saúde dela em primeiro lugar.

-

Victor fez questão em entrar na sala com ela quando foi chamada, claro que sua ginecologista ficou surpresa, mas nada comentou, apenas fez perguntas e quando eu respondia Victor olhava para ela sempre atento no que estava dizendo.

Era engraçado e ao mesmo tempo interessante, ele estava parecendo um marido todo preocupado, quando a consulta estava terminada, já pronta para sair Victor começou a fazer uma torrente de perguntas para a Doutora, deixando eu de boca aberta e ali mesmo não resisti acabei rindo fazendo ele se irritar , como sempre profissional a doutora respondeu, mas sempre Victor acabava fazendo novas perguntas, coisas que estavam além do esperado.

Tive que quase tira-lo dali, pedindo desculpas pelo ocorrido.

Mas calmo Victor me levou para almoçar em um clube que agora fiquei sabendo poder frequentar, comemos sentados era um estilo de quiosque com a piscina a vista e o sol divinamente lindo.

Não saberia por quanto tempo ficamos ali, quando fomos interrompidos por uma mulher, que por sinal era muito bonita.

- Victor? É você?

- Como sempre lindo de morrer, disse o abraçando e beijando no rosto.

Por um momento fiquei cega novamente por ver alguém com tanta intimidade e sem pensar puxei Victor para perto de mim e falei em alto tom.

- Sim como sempre lindo de morrer, mas acompanhado e muito bem acompanhado certo querido?

A mulher que agora sabia se chamar Vania ao me olhar ficou me encarando, mas logo sua pose caiu quando ouviu Victor dizer.

- Realmente nunca estive tão bem acompanhado, sou o homem mais sortudo do mundo, disse me beijando escandalosamente na frente dela.

Feliz por ele ter feito isso, não resisti apertar sua bunda o provocando e sorrindo quando ele deu em troca um tapa na minha bunda levemente mas o suficiente para a mulher perceber e ficar completamente revoltada com a cena.

- Se me der licença Vania eu e Aline estamos de saída, espero que tudo esteja bem com seus pais e os negócios.

- Mande lembranças a eles.

Ainda pude sentir que ela acompanhava nossos passos, e não resisti virei para olha-la, vi uma mulher revoltada, mas não derrotada ainda.

Ainda pensei comigo mesmo, vai sonhando que um dia vai chegar perto dele.

Victor prestava atenção em Aline, ela era tão possessiva quanto ele, ele entendia ela.

Vania no passado era para sua família uma grande candidata para casar com ele, ele nunca sentiu nada por ela, e logo deixou isso claro, mas a mulher ainda achava que um dia ele a levaria a serio, leigo engano.

Ele se um dia casasse queria com uma mulher que conseguia fazer seu sangue ferver, uma mulher que estivesse com ele em todos os momentos, queria uma mulher q eu aceitasse o seu pior, só assim ela teria o seu melhor.

Ele sabia que isso não existia por isso, não se preocupava em ter algo serio com alguém.

Isso não significava que ele tinha sido um santo, nenhum deles foi, ele não queria nunca encontrar um ex de Aline, era capaz dele socar o homem, pensando nisso ele ainda riu consigo mesmo.

Pegando o carro, ambos decidiram ir ao Estúdio Fotográfico, Aline estava melhor e tempo era algo que ambos tinham que aproveitar.

Notas finais
Faça uma escritora feliz comente

Bem só posso dizer que estou muitoooo feliz, pelos comentarios, recomendações e por ter mais leitores :)
Obrigada pelo carinho e sejam bem vindos.