- Estranha Obsessão -
16 Dando uma de doida..
Dando uma de doida
Aline cansada após correr para se exercitar não conseguia parar de pensar em todos os acontecimentos nos últimos dias, jamais imaginava que sua vida fosse mudar tanto em tão pouco tempo.
Viver com Victor não era nada fácil, cada dia que passava notava isso na pele, ele era um excelente amante, carinhoso, brincalhão e sabia fazer ela sentir-se mulher, por outro lado seu humor mudava muito rápido e tinha tendências a violência, mesmo assim nunca tinha batido ou feito algo a ela para que pensasse em desistir ou acabar com tudo, já tinha perdido a conta de quantas vezes ficaram sem se falar por coisas simples, mesmo assim ambos não conseguiam ficar sem se tocar por muito tempo, era uma necessidade que queimava, os deixava sem folego e devido a isso sempre acabavam se desculpando e voltando ao normal.
Como ambos tinham dificuldade de ficarem sem se tocar, Victor estava todos os dias indo direto do trabalho para a casa que agora era de ambos, ainda não tinha conseguido decorar como queria mas pretendia fazer isso depois de voltar da viagem que iam fazer, estava tão ansiosa por essa viagem que já tinha comprado um guarda roupa inteiro de novas coleções de tudo que era grife.
Ainda concentrada em seus pensamento percebeu que seu celular estava tocando, ao olhar viu que era Victor.
– Onde você está? Perguntou Victor estressado.
– Estou tentando falar com você faz tempo!
Só agora olhando notou sem perceber que tinha abaixado o volume do som de seu Smartphone, mesmo assim achou um exagero o estresse de Victor, sua ultima ligação não fazia nem 30 minutos.
– Desculpe lindo, falou tentando acalmá-lo. Estava correndo e com isso não notei o celular tocar, aconteceu alguma coisa? Você parece estressado.
Se tinha aprendido ao decorrer desses dias, o segredo para acalmar Victor era contar a verdade, se ela mentisse ou tentasse ocultar era briga na certa.
– Sim aconteceu, falou ele agora mais calmo.
Desde que o negocio foi fechado a primeira coisa que teve vontade foi abraçar Aline e contar-lhe, isso era algo novo e não entendia por que lhe causava tanto prazer, contar a ela sobre seus planos, sonhos e sobre sua vida, justo ele que nunca foi de se abrir.
– Conseguimos fechar a venda, finalmente missão cumprida falou agora feliz e respirando mais calmo.
– Sabe o que isso significa? Perguntou agora mais relaxado e feliz.
Sentia-se feliz por ele e o parabenizou, Victor se dedicava muito ele merecia, e sim ela sabia o que significava, ambos iam finalmente ter um momento só para eles, juntos pensou emocionada.
Podia imaginar que esses dias seria inesquecível, queria curtir cada momento e fazer valer a pena o tempo que lhes restava.
Isso significa que finalmente vou poder abusar e ter você todinho para mim, disse rouca e animada.
Sentiu que ele gostou da palavra abusar, mas de fato ela pretendia mesmo abusar de cada pedaço daquele corpo delicioso.
Sabe que você esses dias andou meio para baixo? Espero que agora se dedique a mim, disse fazendo-se de pobre coitada.
Ouviu a risada de Victor do outro lado da linha, tinha vontade de estar agora com ele, estavam a cada dia que passava mais próximos e unidos por mais que nenhum deles quisessem admitir.
– Aline, esses dias eu vou te foder tanto, mas tanto que não vai conseguir se levantar, falou agora rouco e perigosamente, a excitando.
– Tenho que desligar mas quero que se prepare, hoje teremos um jantar de confraternização , quero que vá comigo, te pegarei as 20 horas, esteja deslumbrante quero que todos vejam o quanto minha mulher é linda.
Como gostava quando ele falava minha mulher, como gostava de estar com ele, ela que nunca gostou ou achava uma chatice ir em reuniões de negocio como acompanhante, desde que o conheceu passou a adorar, era através disso que conhecia mais a personalidade de Victor, ele era bom no que fazia, não tinha piedade, mandava e desmandava, era um homem fiel a sua palavra, era duro quando se tratava de dinheiro e não dava segunda oportunidade, agora distraída ainda o ouviu falar.
– E não use nada além do vestido, eu quero saber que você esta livre para meus avanços. Disse, desligando e a deixando quente a sonhar acordada com suas promessas de prazer.
–
Antes que pudesse se preocupar com roupa, jantar ou qualquer coisa já tinha se decidido que hoje ia procurar por Pamella, tinha cansado de ligar e não ter resposta. Sentia que sua amiga precisava dela, ela não poderia ficar esperando até ela se comunicar.
Chegando em casa, quando viu Sandro falou.
– Prepare um carro, não o que você usa mas algum de Victor.
– Vou sair e quero dirigir, vou sozinha.
Sandro olhou-me com cara de espanto essa era a primeira vez que fazia algo assim.
– Senhorita acho que o Sr. Victor não vai gostar de saber disso, ele disse para que eu sempre a leva-se aos lugares.
– Não tenho autorização dele.
Agora com raiva e ansiosa para tomar um banho e sair, pois a viagem seria longa até Pamella, falei
– Corta essa Sandro, apenas arrume a droga do carro ou eu vou pegar o meu no apartamento, depois eu converso com Victor.
Sai brava, sem esperar resposta e fui ao banho, quando estava ainda me trocando novamente o telefone tocou.
– Quem falou que você pode dirigir sem estar acompanhada?
Merda Sandro já tinha aberto a boca, percebia que Victor não tinha gostado de saber disso.
– E por que não poderia? Victor tenho 23 anos estou para fazer 24! Só quero visitar uma amiga e não sentir que a cada respiração minha tem alguém me observando!
– Se coloque em meu lugar, isso é frustante.
– Eu não vejo você direto com alguém em seu pé, então por que eu tenho que ter?
Ficamos um bom tempo ambos em silencio, senti que Victor estava pensando em como me responder.
– Por que eu não fico tranquilo sabendo que algo pode acontecer a você e eu não estar ali, com Sandro eu sei que se algo ocorrer fará de tudo para te ajudar, e me avisará fazendo com que eu possa tomar providencias.
– Esse é o serviço dele.
– Epa, Epa para mim o serviço dele é apenas dirigir! Falei alterada.
– É dirigir e cuidar de você!
– Eu sou um homem importante Aline, e tenho apesar de não parecer grandes inimigos que poderiam utilizar você como isca.
– Você está exagerando falei agora irritada, para me usarem como isca, eu teria que ser importante a você e que eu saiba sou apenas uma foda, então corta essa e me deixe viver minha vida!
Ainda ouvi ele falar um palavrão e dizer para eu tomar cuidado, que seu limite estava no auge, mas o meu também estava.
– Ouça o que estou falando Aline, não saia sem ele, se você sair vai se arrepender, estamos claros?
– Eu não vou deixar você exposta correndo perigo, você é minha para eu cuidar.
– Goste ou não disso, não mudo de ideia, falou desligando antes mesmo deu dar uma resposta.
Homem idiota! Idiota, gritava ainda me arrumando e com raiva de Sandro por ter contado a ele, se ele pensa que vou ser uma cordeirinha que aceita tudo, estava se enganando, eu não sou essa mulher e nunca fui!
Não vai ser agora que alguém me doma, eu vou sair porra e vou para onde eu quiser, já devia ter feito isso! E mais, hoje eu vou comprar um carro e usar quando eu bem quiser sem ninguém se intrometendo não nisso! Pensei mais calma, pegando minha bolsa e indo até onde o carro estivesse, ele pronto ou não!.
Quando sai para a garagem notei que Sandro me olhava preocupado e para minha surpresa vi os portões fechados,aquilo foi demais, meu sangue ferveu como nunca em minha vida.
– Melhor você abrir Sandro, falei apontando para os portões.
Sandro apenas balançou a cabeça dizendo que esse era os desejos de seu patrão.
Sei pensei comigo, então espera e veja do que eu sou capaz, seu panaca.
Acho que isso só se vê em cinema, nem saberia se conseguiria fazer isso, mas se não tentasse nunca saberia, cansada da situação, estressa e agora decidida que ninguém impediria entrei no carro mais próximo e para minha sorte a chave estava na ignição.
Quando Sandro percebeu o que eu ia fazer, tentou correr para me tirar dali, mas antes que isso ocorresse comecei a aumentar a velocidade pisando no freio do carro com toda a minha força e ainda com o restante de coragem e pronta para ter algumas lesões fui em direção do portão com tudo, só pude ouvir o barulho e o impacto que meu corpo sofreu, para minha surpresa e alegria nada ocorreu a mim, ri feliz pelo jeito essa casa nunca foi feita para proteção ou qualquer coisa desse estilo, se o fosse jamais conseguiria em poucas tentativas quebrar as barreiras do portão, feliz sai a toda velocidade me sentindo livre e excitada, sabia que depois pagaria um alto preço por essa atitude, mas não queria pensar nisso agora.
Dirigia já a um bom tempo, seu celular não parava de tocar, mas não me preocupei em atender, pois sabia quem era.
Que se dane, hoje eu to maluca pensei rindo e me sentindo bem por ter mostrado que eu jamais me tornaria a mulher mansinha que ele esperava nem por milhares, eu amava a sensação de liberdade, eu amava viver sem ter que ficar pedindo as coisas.
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