- Estranha Obsessão -

17 Victor fora de Si


Victor fora de Si



Assim que cheguei onde morava Pamella, fui em direção a sua casa, era um lugar modesto, nada chique ou de valor, mas para nós duas que nunca teve a oportunidade de um lar, uma casa própria para chamar de nosso, o mais importante era o sentindo que um lar poderia nos dar, Pamella sempre sonhou com isso e eu estava feliz que tinha conseguido, só ficava triste por não ter participado tanto como gostaria.



Tudo estava fechado e já estava achando que tinha perdido a viagem, mesmo assim resolvi bater na porta, só depois percebendo que havia um campainha e a toquei varias vezes.

Cansada de tentar e já desanimada, estava dando as costas para ir embora quando notei que a porta foi aberta, olhando agora para trás vi Pamella, ao me ver senti em seus olhos alivio e alegria, mas logo foi mudando, quando ela percebeu o que eu estava vendo.

Ali estava minha melhor amiga, uma das pessoas mais importantes em minha vida com seu rosto desfigurado, estava inchado e percebia-se que tinha apanhado, ao vê-la assim eu quis matar o filha da puta que se atreveu em machucá-la.

Pamella apenas abriu a porta e entrou fazendo com que eu entrasse e a seguisse.

Quando nos viramos e uma olhou a outra, não deu outra começamos ambas a chorar, eu sentia como se fosse minha dor, era demais vê-la assim, por que não me chamou? Queria gritar! Por que? Por que? Eu teria te ajudado.

Foi quando percebi que não estava pensando, estava chorando e falando para ela o quanto estava arrasada com isso.

Ficamos assim abraçadas chorando por um tempo, ninguém mais falou apenas ficamos juntas, como sempre fazíamos quando as coisas não iam bem.

Já mais calmas ambas começamos a conversar.



– Por que Pamella? Você sabe que eu viria a você, eu daria um jeito, disse quase gritando.



– Pamella apenas me olhava pensando em como ia me contar tudo.



Eu tive medo, André é um bom marido, ele sempre compra as coisas que preciso e também era carinhoso, mas isso mudou de um tempo para cá, quando descobrimos que eu não poderia mais engravidar.



– Eu não queria de novo ficar sozinha, você sabe o quanto a solidão doí Aline?



– Eu não queria voltar a viver como antes, eu não queria perder ele.



– Eu deveria ser capaz de dar um filho a ele Aline.



– Por que Deus está me castigando assim? Falou agora aos prantos.



Eu não sabia o que falar, mas nada justificaria o que ele fez, nada!


Não ligava se ela podia ou não ter filhos, ele nunca poderia ter encostado um fio de cabelo nela.



– Você não pode se culpar disse agora a abraçando.



– Vamos Pan, chamei de seu apelido que somente eu o fazia.



– Você é bonita, forte, não precisa aguentar isso, eu sei sim o que a solidão pode fazer a nós, mas mesmo assim você merece coisa melhor!



– Eu não aceito que você se humilhe tanto. Disse agora secando suas lagrimas e olhando suas lesões que não eram poucas, ainda verificando assumi que não deixaria nunca mais André encostar um dedo nela, ainda hoje tiraria ela daqui.



Pensando em tudo isso e mais calma em saber que ele nunca mais encostaria um dedo nela, ambas fomos surpreendidas com a chegada de André que estava bem bêbado.





Pamella assustada tentou esconder a presença de Aline, mas esse já tinha notado e com raiva de ver outra pessoa ali em sua casa, foi direto em direção das duas dizendo aos gritos e de forma atrapalhada para sua mulher.



– Eu não falei que você não deveria ter visita sua inútil?



– Sua gorda estéril!



Aquilo foi demais para mim, sem pensar nas consequências fui até ele e o empurrei fazendo com que caísse, minha vontade era de matar, arrancar a cabeça dele fora, ainda pensando nisso e distraída não vi quando André conseguiu se levantar e dar em seu rosto um tapa, só sentiu cair dolorosamente no chão.


Por um momento via tudo cinza e podia ver Pamella agora chorando e tentando puxar André de cima de mim, fazendo com que eu tivesse dificuldade de respirar.


Eu sabia que ela jamais deixaria alguém me machucar.


Pamella foi empurrada longe e André me pegou me levantando e preparado para me dar um novo tapa.


Ambas assutadas, com medo fomos surpreendidas quando a porta foi aberta em um estrondo de forma violenta.


Mais surpresa ainda fiquei ao ver dois homens entrarem e logo atras deles lá estava Victor.


Quando nossos olhos se encontraram e ele viu que tinha uma marca em meu rosto de tapa e que o André ainda me segurava para bater, Victor sem esperar foi até André que ainda me segurava abestalhadamente.


Cai sentada e logo fui pega e tirada de lá por um dos homens que o acompanhava, vi que Pamella também era tirada da sala.

Mas antes de sair ainda pude ver que Victor estava fora de si, por nenhum momento parava de esmurrar André, estava completamente dominado pelo ódio, com medo de matar o cara, ainda tentei me soltar e ir até ele, mas o homem que me segurava por nada me soltava e me arrastava para longe dali.

Ainda vi Pamella gritando para não matá-lo, mas eu sabia que Victor não ouvia a nada nem ninguém.

André já não mais gritava de dor ou tinha reação quando fomos tiradas de lá.

Ambas fomos postas dentro do carro e trancadas ali com um dos homens sobre a direção.


Eu não conseguia consolar Pamella, minha vontade era de estar com Victor, eu sabia que poderia acalmá-lo sem que ele fizesse nenhuma loucura, mesmo com Pamella em meus braços não tirava o olhar da porta, na esperança de ver Victor sair e vir até nós.


Ainda estava tentando descobrir como ele me achou, e porque veio até mim, sabia que através do carro ou mesmo celular podia localizar uma pessoa e parecia que ele tinha feito exatamente isso.

Pareceram horas até que vi ele sair, estava desarrumado, cansado e agitado, sentia a vibração no ar, ele estava em seu auge, como se tivesse tomada algum tipo de droga.

Quando entrou no carro sentando perto de mim, nos olhamos por um longo tempo, senti que ele estava com raiva deu me expor em perigo, mas mesmo em sua raiva notei que olhava para meu rosto, para meus braços, passando seu olhos em tudo que conseguia ver confirmando que eu estava bem e ao notar que sim respirando profundamente.

Antes que o carro saísse ainda notei que o outro cara que estava com Victor estava entrando na casa, ainda pensei agora, ele vai fazer a limpeza.

Victor por nenhum momento tirou seus olhos de mim, ele nem parecia perceber a presença de Pamella, por mais que tentasse pedir desculpas, eu não conseguia.

Eu sabia que ele estava com raiva de mim e para piorar sabia que demoraria ele me perdoar pelo que fiz hoje.

Tentei segurar suas mãos mas ele se afastou, agora olhando para Pamella que estava chorando e falando baixinho que tudo era culpa dela.

Por um momento resolvi me concentrar nela, esquecendo de tudo e de todos.

Mas sabia, eu sabia que agora Victor não ia mesmo me deixar livre e ia ser mais protetor do que já era.

Notas finais
Meninas queria a opnião de vocês acham que estou saindo muito do foco da historia?
Eu ja tenho um plano estabelecido então acredito que estou no caminho certo, muita coisa e viravolta ainda acontecerá espero que vocês continuem comigo

bjs