Chantagem

Nunca os três se uniram tanto como agora, a equipe de resgate fazia seu trabalho, mas não encontraram corpos além do motorista.

Mara, Victor e Paulo tentavam se fixar nessa noticia como positiva, mas mesmo assim hora e outra alguém tombava dolorosamente com medo que Aline estivesse morta.

Por outro lado, Sabrina fez questão de abrir a porta da sua casa, para que não houvesse nenhuma suspeita sobre ela, ria feliz ao ver todos sofrendo, seu plano estava perfeito, mas o que não imaginou era ser chantageada por Álvaro.

Fotos foram tiradas, Álvaro tinha a prova que Aline não estava morta, esse mandou uma pessoa de confiança para ir falar, com ela.

Quando essa viu os fatos, irritada picou cada prova querendo chorar, o miserável, estava querendo brincar com fogo.

Mas agora ela estava em suas mãos, tremendo de raiva, pediu para o rapaz que trouxe os documentos, falar a Álvaro que ela iria dar a ele o que queria.

Ele não era bobo, sabia que ela tinha guardado provas ainda sobre seu passado, se algum dos seus filhos suspeitasse que o papaizinho querido tinha acabado com a vida da própria esposa, estaria em maus lenções, pois bem ela estava cansado de Álvaro, entregaria a prova, pegando as fotos que comprovavam que a maldita estava viva e eliminaria ele, estava na hora dele ir juntar-se a esposa idiota.

Irritada, foi onde deu o primeiro passo em falso, não imaginou que o rapaz que foi até ela, não era alguém mandado por Álvaro, pelo contrario assim que alguém tentou entrar em contato com Sabrina esse foi impedido, e com todo jeito de maestro conseguiu informações suficientes para se passar por ele, sem que Sabrina soubesse de quem se tratava, em posse agora das fotos, informaram a Mara que pediu uma copia e ainda que mantivesse a farsa, estava na hora de saber o que seu pai tanto tinha medo de Sabrina, apesar de imaginar o que era, achou que já não poderia mais manter a mentira, uma hora essa verdade viria a tona, seu pai tinha escolhido esse destino, ela o tinha avisado.

Quando as fotos provaram que Aline estava viva, logo entraram em contato com Mara, Leonel trabalhava em conjunto e não ficou surpreso com as novidades, apesar de ficar contente, sempre gostou da senhorita Aline.

Agora eles precisavam saber onde ela estava, assim que Victor e Paulo viram as fotos, o primeiro sentimento foi de alivio, sim ela estava viva.

Depois ódio, nunca sentiram tanto ódio em suas vidas, ambos homens ao se olhar sabiam que não haveria piedade, Sabrina tinha cavado a sua própria cova, e o pai deles também.

Saber que o pai de ambos, sabia disse e estava jogando com a vida da amada, fazia com que ambos homens quisesse acabar com a raça dele, mesmo sabendo que era seu pai, ao mesmo tempo a curiosidade era grande, nada é de graça, se ele estivesse fazendo isso tinha um porque e ambos queriam saber do que se tratava.

Mesmo sabendo que ela estava viva, mantiveram com a equipe de resgate em ativa, sabiam que era errado, mas não podiam colocar a vida de Aline em risco e se parassem assim, Sabrina perceberia.

Victor não conseguia se quer dormir, trabalhavam em equipe para tentar juntar Sabrina e Álvaro uma vez que mesmo com as fotos não conseguiram localizar onde ela se encontrava, foi difícil fazer com que o rapaz, concordasse em manter a farsa mas o dinheiro compra tudo e todos, logo o rapaz responsável aceitou e manteve-se neutro apenas passando as informações.

As alternativas eram varias, mas todos estavam tentando ir pelo caminho mais seguro, mesmo que fosse ate Álvaro para que esse contasse onde Aline de fato estava, tinham medo de Sabrina saber e com isso poder fazer algo antes que chegassem até ela.

Logo acabaram tendo que aceitar que deveriam planejar com sabedoria, só assim Aline estaria segura e logo com eles.

Aline por outro lado, estava entrando em desespero, por mais que xingasse quem estava fazendo aquilo com ela, não tinha resposta, sempre tinha agua com ela e comida, se jogasse fora como fez a primeira vez não lhe era dado outro até que pedisse, e isso não demorou, cansaço e esgotamento era muito grande, logo entendeu que para viver, tinha que obedecer, nunca sentiu tanta humilhação, mas manteve-se confiante que Victor e Paulo a encontraria.

Ela sonhava com isso, quando fechava os olhos imaginava nos braços de Victor sentia seu abraço, seus lábios.

Se em algum momento ela teve duvidas do seu amor por ele, hoje não tinha mais.

Não era apenas uma paixão, ela amava esse homem, ela morreria por ele, ou faria de tudo para ter a oportunidade de estar com ele de novo.

As lagrimas já não corriam mais em seu rosto, de tanto gritar já não tinha mais voz, só a esperança ainda estava firme em seu coração.

Por outro lado, começou a pensar muito em Paulo, quando dormia, sentia que ele chorava, por vezes sentiu ele falar a ela em sonho.

“ Esteja onde estiver eu te encontrarei pequena, seja forte”.

Ela não entendia, pois mesmo amando Victor, era com Paulo que tinha essa ligação, isso trazia a ela, paz e consolo, pois sabia que ele estava fazendo tudo que fosse possível a ela, as vezes achava que estava sonhando, que era tudo uma ilusão. Mas se agarrava a ele, por vezes chamava por ele, implorava para tira-la, dali, claro que ela sabia que ele não poderia ouvi-la, mas quando o fazia sentia paz.

Teve tempo de pensar em sua vida, de tudo que fez, da sua infância, família, talvez por estar ali sem fazer nada e o medo da morte estava fazendo com que ela voltasse em fases onde seu padrasto abusava dela, por vezes ao fechar os olhos imaginava que ele estava ali, gritava como louca, mas bastava pensar em Victor ou Paulo e se sentia mas calma.

Sentia muita saudade de Mara e Pamella, percebeu que a vida tinha dado a ela, amigos sinceros e ela pela primeira vez em sua vida desejou viver mais, viver por eles.

Pensou muito em Sabrina também, inicialmente a odiou, sabia que era ela a causadora de tanta dor, teve vontade de mata-la com suas próprias mãos, mas depois a raiva foi ficando cada vez mais fraca, para uma pessoa fazer isso só poderia estar louca.

E era o que ela estava, louca, doente. Quando pensava assim sentia em seu coração pena por ela, e passou a não desejar mata-la.

Sabrina precisava se tratar, cuidar-se.

Ela já não sabia quanto tempo estava ali, e para piorar a situação, sentia-se suja, além de vigiada.

Saber que alguém acompanhava ela, seguia seus passos, via a sua fraqueza a deixava doente.

Quando começou ver o tempo passar, se bem que já tinha perdido a conta dos dias, começou a sentir que de fato eles tinham a esquecido ou acreditado que ela estava morta.

Mas então ela sonhava com Paulo e esse dizia que logo estaria com eles.

Nesses sonhos ela necessitava do seu abraço, mas nunca conseguia de fato o fazer.

Mesmo estando assim ela se perguntava do por que sonhar apenas com Paulo e não com Victor.

A cada dia que passava se perguntava por que se sentia tão ligada a ele.

Mas quando achou que as coisas iam melhorar, o verdadeiro horror iniciou, foi quando a pessoa pela primeira vez começou a falar com ela, logo a primeira coisa que percebeu era que não era Sabrina que estava com ela, mas um homem, e pelo jeito a seu mando.

As primeiras palavras que ele lhe falou foram.

– É uma pena ver uma mulher tão linda sofrendo...

– Se quiser posso aliviar a sua dor, se for uma boa moça, disse ele roucamente.

– Posso até ajudar-te, estou cansando de ficar nessa merda de buraco.

Ela sabia o preço que tinha que pagar para conseguir o que queira, usar seu corpo.

Quando pensava nisso sentia ânsia de vomito, mas ao mesmo tempo essa não seria a primeira vez, quantas e quantas vezes ela não se deitou para ter dinheiro? Agora era pela vida dela!

Mas antes não tinha Victor! Paulo.

Irritada ainda se culpou por pensar em Paulo, uma coisa era totalmente diferente da outra.

Não deu um sim ou não, mas percebeu que o homem gostava de amedronta-la e realmente o conseguiu quando contou o que Sabrina pretendia com ela.

– Você conseguiu uma inimiga e tanto em? Sabe o que ela vai fazer com você?

Não respondi mas pensei comigo, que Sabrina desejava me matar, mas para meu horror quando ouvi o que ele falou, não consegui ficar calma, acabei colocando para fora a comida que tinha comido.

– Ela pretende te vender para ser uma prostituta barata, uma escrava sexual, até que pegue uma doença e morra.

– Mas se for boa, eu posso te ajudar, disse ele.

O que ele não falou a ela, é que nunca a ajudaria, só queria mesmo sexo, estava ficando entediado de ficar ali, ele tinha aceitado a oferta era muito dinheiro, mas maldição isso ia até quando? Um homem precisava um pouco de diversão e a mulher ali era sexy mesmo estado no estado em que se encontrava.

Ele não gostava de forçar ninguém a sexo, mas estava quase chegando a esse ponto, ele já tinha ferrado mesmo com a vida dele, então um pouco mais ou menos o que importava? No final ele ia mesmo sair dali, com seu dinheiro e viver ricamente como merecia, pensando nisso começou a se masturbar, imaginando ele com varias mulheres cheirosas e prontas para montar.

Nem se quer se preocupou em desligar o microfone, Aline pode ouvir cada gemido, e teve pela primeira vez vontade de morrer, ela preferia a morte do que deitar-se com esse homem!

Mas sabia que se realmente Sabrina quisesse isso para ela, ela poderia deitar com ele e fugir.

Deitou-se e pela primeira vez desejou morrer, mas o sonho retornou e novamente lá estava Paulo no sonho.

Ela não estava no quarto, pelo contrario estava em um local lindo, ainda achou que tinha morrido, mas riu.

A morte não poderia ser algo tão belo, pensando nisso viu alguém vindo até ela e quando viu que era ele, foi correndo em seus braços.

Se abraçaram e ela chorou em seu ombro, implorou para tira-la dali, quando deu por si, ela perguntou por Victor, e achou engraçado a resposta de Paulo.

– Acho que estou ficando louco Aline, sonho com você quase todos os dias, quando conto as eles, dizem que estou muito estressado e preocupado, mas eu sinto que de fato é mais que um sonho.

– Eu não sei mas assim o é...

Ninguém mais falou, sentiram que tudo a sua volta estava retornando a escuridão, mas ainda ouviu ele falar.

– Esteja onde estiver nos vamos te encontrar, não perca a esperança eu morreria por você!

– Te amo pequena.

Ela acordou melhor, mais confiante, sentia saudades de Victor e não entendi o que se passava, mas não importava, o que importava era que eles não acreditaram que ela estava morta, eles viriam por ela, ela tinha que ser forte! E seria por eles.

Paulo não entendi os sonhos que vinha tendo, mas assim que deitava para descansar um pouco pois dormir mesmo era quase impossível, via Aline em seus sonhos, sentia seu pranto, sua dor e isso o matava um pouco.

Tentava consola-la, e jurava sempre que ia acha-la, quando contava isso para os outros esses achavam que ele estava enlouquecendo e de fato ele também o achava, mas sempre quando acordava, estava se sentindo melhor, mas forte, pois sentia que ela estava viva, esperando por eles.

Nunca conseguia entender por que era tão ligado a Aline, afinal não estava claro que ela tinha escolhido Victor?

Mesmo assim não lamentava, se isso era a felicidade dela, assim ele aceitaria.

O que estava difícil era aguentar a espera, tudo estava agora mais claro e não demoraria muito...

Logo ela estaria a salvo, mas nenhum deles poderia responder isso em relação a Sabrina, ambos homens desejam ela morta.

Paulo só não sabia o que seria feito com seu pai, ele nunca foi muito ligado a ele, e sempre soube que era um homem ambicioso.

Mas jamais imaginou que chegaria a isso, e cada coisa que estavam descobrindo era o suficiente para fazer com que Álvaro fosse preso ou morto.

Quando olhava para Victor tentando descobrir seus sentimentos, via um homem possuído pela dor, pelo sentimento de traição.

Mas ainda não sabiam por que ele estava sendo chantageado por Sabrina, o mais importante era saber onde Aline estava o restante eles cuidariam com o tempo.

Se levantando olhou-se no espelho e desejou ver sua amada, queria ela bem, com ele ou sem ele.

Victor por outro lado, estava ficando cego pelo ódio, nunca imaginou que seu pai fosse seu pior inimigo, sabia que tinha feito muita coisa no passado errado, mas esse vinha roubando sua família há muito tempo.

Sentia vontade de ir até ele descontar toda a sua raiva.

Ele nunca imaginou sofrer tanto por uma mulher como estava sofrendo, o que o aliviava era que com o plano que todos chegaram em acordo, poderia ver Aline de novo, era quase certo o local onde estava, pelas fotos conseguirem localizar, mas não sabiam se estava sendo vigiada ou não, logo precisavam ser cuidadosos.

Era engraçado mas quando Paulo lhe contava os sonhos que tinha com Aline, sentia ciúmes, mas ao mesmo tempo alivio.

Se esses fossem real então ela estava viva e bem, apenas amedrontada.

Olhando para as fotos soube que ele não perdoaria ninguém, nem mesmo seu pai...

Respirando fundo, sentiu Mara o consolando, ambos tinham medo, mas o medo não estava apenas em encontrar Aline bem, o medo era em descobrir o segredo que Álvaro guardava, ambos estavam a cada dia mais desconfiados que a mãe deles estavam envolvidos com a historia.

Olharam-se por tanto tempo que quando deram-se conta o telefone estava tocando, tudo estava preparado, estava na hora de descobrir a verdade.

Continua...

Notas finais
Bem meninas peço desculpas pela demora em postar, mama não anda bem, outros probleminhas e ainda na UTI, logo ando bem cansada de desanimada, hoje estou escrevendo pois consegui a tarde dormir bastante, o que me deu uma animada a mais e um pouco de força, sorry e espero que gostem, saudades de todas ^^ Obrigada pelo carinho e comentarios! OBS: se achar que precisara de mais capitulos, colocarei por isso não se prenda aos 80 prometidos...