- Estranha Obsessão -

80 Aque se faz, aqui se paga...


Aqui se faz, se paga...

Sabrina estava irritada, as coisas não estavam saindo como ela desejava, para piorar a situação, estava começando a desconfiar que algo não estava certo, pois ao tentar ligar para o idiota do guarda costa esse não estava dando noticias.

Não poderia ir até ele, daria muito na cara, mas também o que poderia fazer? Definitivamente as coisas não estavam dando certo!

Dormir era o melhor alivio, nada era melhor do que isso... Aline estava cansada pois já não estava se alimentando como antes, sentia-se suja, ferida e para piorar estava começando a perder as esperanças.

Ao acordar, percebeu pela primeira vez que não estava sozinha no quarto, mesmo escuro soube que ele estava ali, quis gritar, mas isso ia adiantar?

Desesperada se levantou rapidamente, mas com a pressa sentiu muita tontura caindo como se fosse uma boneca.

Já sentindo as lagrimas cair, só conseguia perguntar baixinho.

– Por que? Por que isso tem que acontecer comigo de novo?

Mas de nada adiamantou, logo sentiu-se ser agarrada, e por mais que gritasse ninguém, veio por ela.

Chamou por Victor, Paulo e por Deus...

Mas a pessoa parecia se divertir, quando deu por si, sua roupa foi rasgada, e ficou apenas de calcinha e sutiã.

Ao sentir-se agarrada, e sabendo que ia ser estuprada, lembrou-se do passado, lembrou-se de tudo o que já passou, e pela primeira vez decidiu-se que jamais passaria aquilo de novo, ela não saberia dizer de onde tirou tanta força, mas começou a lutar, mesmo sabendo que não teria condições de vence-lo, preferia morrer do que deixar-se ser novamente abusada.

Diz que quando uma pessoa deseja algo e coloca toda a sua força nisso, ganha uma força sobrenatural, e de fato foi o que aconteceu com Aline.

No inicio o homem riu, achando tão engraçado ela querer lutar com ele, que aproveitando o momento, e um piscar acendeu a luz, foi quando ela percebeu que ele tinha em suas mãos um estilo de controle.

Quando viu de quem se trata mais irritada ainda ficou, Victor confiou nele, a pessoa ali presente foi um dos seus guarda costas que esteve em seu serviços a anos!

Ele não pareceu se importar com o fato dela saber quem ele era, ele apenas queria ver ela lutando isso o excitava.

Estava apenas olhando para os seios dela, e percebia-se que estava excitado.

Logo a cabeça de Aline começou a trabalhar, precisava sair dali, pegar aquele controle, precisava sair dali! Deveria ter por perto algo, um carro.. Telefone...

Foi quando ela viu na mão dele, uma arma, até então não tinha notado, olhando horrorizada, tremeu.

Ele percebendo isso riu, pegando a arma e apontando para ela.

– Não precisa temer, nós vamos nós divertir, se for uma boa menina, nada de mal vai acontecer.

Ela suava frio, pediu perdão a Victor em pensamento, mas ela precisava fazer isso, se queria viver.

Aceitando o toque do guarda, fechou por um momento os olhos, e como em muitas vezes quando sentiu ele tocar suas coxas, gemeu.

Sempre foi atriz quando se tratava em fingir, ela precisava daquele revolver, mas para isso era necessário, que ele acreditasse que ela estava gostando, que queria participar.

Por um momento ele ficou calado, assustado até, jamais imaginou que ela se excitaria.

Isso o deixou mas quente ainda, querendo ver se de fato isso era verdade, tirou a calcinha dela, e vendo que de fato ela estava participando, relaxou.

Esse foi o seu erro, Aline fingia divinamente bem, se os clientes achassem que tinha ela gostado, ou mesmo dado um orgasmo esses muitas vezes ficavam mais animados e queriam sempre a mesma menina, fora as gorjetas generosas, fechando os olhos, sentiu dor ao morder os lábios, queria gritar só de sentir os lábios do filho da puta em sua barriga, mas mesmo assim gemeu, sentindo agora que o pau do idiota estava duro, ele estava caindo na dela.

Olhando para ele falou.

– Mais, eu quero mais, ao mesmo tempo em que ia em sua direção para tentar beija-lo.

O cara era um idiota por acreditar tão rápido, mas sorte a dela.

Quando deu por si, sentiu os lábios dele e quase quis vomitar, mas não se concentrou nisso, não quando sentiu pela primeira vez a arma em suas mãos.

Quando quase ele percebeu começou a se me mexer, esfregando-se contra seu pau, fazendo com que se distraísse.

Quando se afastou dizendo que ia chupa-lo, o idiota até fechou os olhos.

Mas ela sorridente apontou o revolver em sua testa.

Jamais se esqueceria do medo que ali, presenciou.

Ela não se imaginaria atirar, de fato ela sabia como o fazer, mas nunca precisou.

Quando ele tentou desarma-la, desesperada e sem percebeu atirou, caindo com o impacto e vendo que já não mais teria que ser abusada, ele estava morto.

Sentiu alivio, dor por ter matado uma pessoa, mas mesmo em estado de pânico, pegou o controle e conseguiu abrir a porta.

O local era simples, mas logo percebeu a pequena sala onde ele via e presenciava ela, viu também uma dispensa, onde tinha comida, a maioria enlatados embutidos.

Tentou achar alguma porta mas nada achou, parecia que estavam interrados, desesperada logo mudou de ideia deveria estar em algum lugar, foi quando percebeu um telefone próximo ao local onde ela era vigiada, desesperada pegou-o mas quando tentou ligar não conseguia.

Tentou andar pelo local, para poder achar linha, mas já estava quase desistindo quando finalmente conseguiu.

Só não sabia que ao tentar ligar para Victor a linha estava sendo grampeada e que Sabrina a tudo ouviu.

– Victor, Victor...

Victor não acreditava estar ouvindo a voz de Aline, quando respondeu essa começou a chorar, mas antes que pudesse completar qualquer coisa o telefone ficou mudo, e nenhuma ligação pode ser completada novamente...

Agora Victor estava deseperado, quando contou a Mara e ao Paulo, ambos como ele desesperam-se, não havia mais jeito, foram até onde achavam que ela estava.

Sabrina revoltada, e agora com medo, não sabia o que fazer, já estava com os documentos falsos, podendo viajar nesse mesmo instante sem que eles nunca a encontrasse, essa seria a melhor alternativa.

Mas então lembrou-se que Aline teria um final feliz, e sentiu-se pequena, revoltada só de pensar.

Não teve que pensar por muito tempo, ela não ia deixar a vagabunda ter um final feliz!

Ela poderia até ter feito algo com o idiota do guarda costa, mas não acharia facilmente a saída, logo ela ia lá e acabaria coma vida dela, só assim poderia ir embora em paz.

E realmente não achou a saída, caindo sentada desperada e com medo, esatav ela ali com um cadáver, com pouca comida, sem poder se comunicar com Victor e sozinha.

Quantas horas ela ficou assim? Não saberia contar, percebeu que as luzes foram apagadas, eu ficou com medo, tentou acende-la, mas nada conseguiu, quando não ouviu nenhum barulho estranho, se acalmou e por incrível que possa parecer com o desgaste acabou dormindo e caindo em um sono pesado.

A primeira coisa que ela fez foi cortar a energia, não estava sozinha, com ela estava mais dois homens.

Entrando no local, só acendeu quando encontrou ela e estava caída, esperava que morta.

Os homens logo disseram que estava viva, irritada com isso, foi até Aline e deu-lhe uns tapas para que essa acordasse.

– Acorda vagabunda, dizia rindo e fora de si.

Aline acordou assustada, e quando percebeu de quem se tratava tentou pegar a arma, mas essa já não estava mais em sua posse.

Quando os guardas de Sabrina avisaram que o homem estava morto, essa irritada disse.

– Ele bem mereceu, se tivesse me ouvido, teria agora sua vida.

– Venha, disse agarrado Aline, e a levando para fora daquele buraco.

Quando Aline percebeu a claridade, essa estava emocionada demais, mal conseguia ver direito.

Junto de Sabrina estava sendo agarrada por um dos homens, quando percebeu que estavam a levando para longe dali, mas sem saber para onde se desperou, mas não por muito tempo, recebendo um tapa na cara, quase desmaiou.

Ainda assim nessa situação, dois carros chegaram, Mara. Victor, Paulo e mais cinco homens estavam ali, Aline ao percebeu isso sentiu as lagrimas cair, finalmente ia acabar o pesadelo.

Para seu horror, Sabrina ao vê-los ficou possuída pegando Aline quase pelos cabelos e apontando a ela um revolver, junto dela estava um homem que também a protegia e apntava a arma para os instrusos.

Gritava para que eles se afastassem.

Aline poderia facilmente se livrar de Sabrina mas e o homem? Dois era impossível!

Sentindo as lagrimas cair, viu Paulo e Victor vir na frente tentando conversar com Sabrina.

– Calma, podemos negociar, falava Paulo.

Mas Sabrina irritada gritou.

– Nâo quero negociar! Quero essa vaca morta.

Victor olhando aquilo falou.

– Sempre existe algo que se deseja, se a quisesse realmente morta, já não estaria? O que quer em troca? Diga e eu te darei Sabrina.

Sabrina sentiu seu sangue ferver, sim havia algo que ela queria, que ela sempre quis.

Ele, ela queria ele.

– Eu quero você, falou olhando para ele de forma apaixonada e ao mesmo tempo possessiva.

– Se me jurar que irá embora comigo, e vivera comigo, eu a liberto, mas você te que me prometer que será meu.

Mara ao ouvir isso, quase riu, como poderia uma pessoa fazer um pedido como esse? Só poderia estar louca, não sabia ela que Victor assim que a tivesse em suas mãos esatria morta?.

Olhando ao seu irmão percebeu que ele estava disposto a tudo, para conseguir Aline livre.

Olhando para Sabrina, teve pena a mulher estava doida, mas era um perigo a todos.

Victor concordou, Aline ao perceber isso gritou para ele não fazer isso, Sabrina irritada puxou seu cabelo, ao ponto de fazer-la gritar de dor e disse.

– Então tire seus homens daqui, fica eu e você.

Paulo ao ouvir isso falou.

– Eu não saio daqui!

Sabrina irritada falou

– Otimo, você pode ficar com esse trapo para você, quando formos embora, eu só quero ele mesmo, ele sempre foi o que eu amei, sempre...

Victor olhou para Paulo, como tentando informar para ficar, que assim que fosse com Sabrina deveria cuidar de Aline.

Esse percebendo apenas balançou a cabeça, todos tiveram que sair, Mara inconformada ainda tentou ficar mas foi impedida.

Ficando apenas os homens de Sabrina, Victor, Paulo e Aline.

Antes dos outros saírem, todas as armas foram entregues.

Sabrina, estava feliz finalmente ia poder fazer o que desejava, ela avisou que se não pudesse ter o que queria ninguém poderia ter...

Quando Victor foi agarrado e trazido para perto de Sabrina essa apontando o revolver para ele a espera de qualquer reação, mas esse nada fazia, isso a irritava, só provava que ele amava a ela!

Ao pensar isso, sentiu tão profundo ódio, que soltou Aline, e começou a se preparar para atirar em Victor.

Ela não era idiota, ele jamais seria dela mesmo, então não seria de mais ninguém.

Quando Aline olhou para Sabrina e percebeu que essa ia mata-lo, se levantou desdesperada e gritou, mas sabia que não tinham muito tempo, correu com todas as suas forças, para chegar até a ele, ele não pdoeria morrer, nunca, não pode ela, não poder ela...

Indo em sua direção, o abraçou, a bala pegaria a ela, mas jamais a ele.

O que ninguém imaginou é que Paulo vendo Aline correr para salvar a Victor também correu, desesperado, se colocando entre ela.

Tudo foi de forma a câmera lenta, Sabrina não acreditava no que via, estava chocada demais.

Aline salvando Victor e Paulo salvando Aline.

Irritada percebeu que Paulo recebeu o tiro, gemendo de dor, caiu, sobre Aline de modo que dificultava a ela atirar, irritada quando se aproximou levou no ombro um tiro, caindo no chão.

Nâo imaginava que não tinha sido a única a planejar uma estratégia, caindo ainda viu Paulo olhar para ela e perguntou irritada a ela.

– Por que? Por que se sacrifica por alguém que nunca será sua!

Mas não teve resposta, caiu desmaiada, não morta mas perdendo muito sangue.

Os homens assustados ao ver a mulher caída, e não encontrando o alvo, saíram correndo como se suas vidas dependem-se disso, mas não conseguiram fugir.

Mara correndo foi até seu irmão que sangrava muito, Aline o agarrava desesperada, com o acontecimento, até tinha esquecido de Victor quando viu Paulo caído ferido.

Victor se levantando, gritava para os homens levar Paulo ao Pronto socorro mais próximo, ao ver o estado de sua mulher queria chorar, mas não só por ela, mas por seu irmão também.

Pela primeira vez entendeu que não havia mais ódio, ambos tinham errado muito, mas ambos aprenderam muito por causa de Aline, ele daria a vida por ele, hoje sabia que o amava como um irmão.

Só se perguntava por que as coisas tinham que ocorrer quando tudo estava para acabar...

Vendo Sabrina, foi até ela pegando a arma e quando ia atirar, ouviu Aline dizer.

– Não!

– Eu quero o mesmo destino que ela me desejou.

– Será uma prostituta barata, morrera quando ser usada até não poder mais, era isso que era queria.

– Sei que tem contatos para isso, faça da vida dela um inferno, só então eu me sentirei vingada.

Logo estavam todos no hospital, Paulo por perder muito sangue precisou de doação de sangue, a única que pode doar foi Aline.

Ao doar sabendo que seria para salvar a vida dele, sorriu. Percebeu que o amava, e sim precisava deixar ele livre para que fosse feliz.

Quando sentiu Victor a segurar, o abraçou mesmo estando como estava nada era mais importante que sentir o toque desse homem.

Você o perdoou? Perguntou Aline olhando a Victor que ficou sabendo que Paulo estava de alta.

Victor não gostava de falar sobre isso, os dias não estavam sendo fácil.

Irritado, percebeu tudo o que seu pai, fez...

Após entregar Sabrina para que tivesse o destino a qual Aline desejava, foi com tudo em cima de seu pai, e soube de seu maior pecado, esse tinha de fato matado sua mãe.

Pelo que ficou sabendo, seu pai quando casou com sua mãe era um homem ambicioso, isso sempre soube.

Mas somente soube agora que ele era pobre e que sua mãe era uma mulher rica e com muitas ações de empresas, etc.

Quando ambos se conheceram e Álvaro soube disso, tudo fez para conquistar o coração dela.

E realmente conseguiu, porem ele nunca a amou...

Sim cuidou dela, fez a imagem do homem apaixonado, bom, gentil mas de fato nunca a amou, foi quando conheceu a amante e fez de tudo por essa.

Começou a roubar sua mãe, tinha como objetivo, fugir e deixa-la apenas com o necessário.

Mas quando ela percebeu o que se passava, se afastou levando com elas os filhos.

Ele dizendo arrependido, foi a sua busca e novamente ela caiu em suas garras, só que dessa vez ele já tinha feito muitas coisas erradas, fazendo com que os negócios fossem cada vez pior e pior...

Desesperado, lembrou-se que caso ela morresse teria direito a uma seguro milionário, o suficiente para recomeçar a sua vida.

Planejou com sabedoria, só não sabia que sua mãe de tanto sofrer acabou se apaixonando por um dos seus empregados, e que esse desconfiado que Álvaro estava envenenado sua esposa quando percebeu que ela estava cada dia mais indisposta e cansada, fez testes para só assim poder confirmar e poder finalmente estar livre com ela.

Mas não conseguiu chegar a tempo, foi morto por Álvaro, que pegando as provas as guardou, até um dia que Sabrina as encontrou por acaso quando por descuido de Álvaro deixou seu cofre aberto.

Essa riu deliciamente, agora tinha algo para com que jogar, ela não se importava com o que tinha acontecido, só ia mesma aproveitar a situação e assim o fez.

Quando perguntou a Álvaro porque não jogou as provas, queimo-as, esse disse que era um modo dele nunca mais cometer os mesmos erros, dividas...

Quando ainda perguntou como esse conseguiu o seguro uma vez que ela morreu envenenada, esse disse que conseguiu comprovar que ela tinha se matado, um suicídio e que o dinheiro sempre compra o que deseja-se.

Victor conseguiu as provas onde de fato seu pai era o assassino.

Mara jurou nunca mais vê-lo, mas não queria sua morte em suas mãos.

Aline tentou ainda consolar a Victor pedindo para esse perdoar, mas não o fez, Álvaro foi morto do mesmo modo, pelo veneno, o mesmo que usou na esposa.

E a vida seguia como antes, ninguém era o mesmo.

Victor com tudo tinha se tornado um homem mas duro, mais possessivo e mais seletivo com todos seus empregados.

Muitas vezes isso a irritava, mas ela entendia que era medo, ele tinha medo de perde-la novamente.

Quando Paulo saiu do hospital, foi hospedado em nossa casa, quando sugeri isso a Victor pela primeira vez não chiou, ou reclamou.

Paulo também estava diferente, mais maduro, quando olhava a Aline ainda percebia-se o amor dele por ela.

Mas algo tinha mudado...

Mara sofria por vê-los assim, parecia que tudo finalmente tinha chegado ao fim mas não havia paz na vida de todos.

Aline sentada na sacada viu Paulo se aproximar, Victor tinha ido trabalhar, esse estava vendendo boa parte da empresa, pois queria começar em outro ramo, não queria mais nada que ligasse ao nome de seu falecido pai.

Ambos iam morar na cada de sua mãe, e ali construir uma vida de paz e amor, assim ela o esperava.

Olhando para Paulo falou.

– Sabe que sempre estará aqui não é? Disse apontando seu coração.

Paulo se aproximando a abraçou concordando.

– Sim eu sei, mas vejo que não te faço feliz estando por perto.

– Se sente em divida comigo.

Olhando para ele perguntou.

– E não estou? Salvou-me a vida, não apenas a minha mas a nossa vida.

– É e sempre será para mim um irmão amado, eu morreria por você!

– Mas não posso te dar o que deseja...

– Ainda não contei ao Victor mas estou gravida, disse sorrindo e agora olhando ao horizonte.

Paulo se afastou e feliz a parabenizou-a.

Aline agora olhando para ele novamente disse.

– Victor quer abrir negócios em vários países, sendo uma rede imensa, por que não viaja Paulo? Entre em sociedade, e faço o que ama fazer, conhecer lugares, assim poderá manter contatos e analisar locais bons.

– Quem sabe em uma dessas viagens não conhece mais pessoas e se sente feliz?

– agora esta liberto de Sabrina, e sabe que nunca terá meu amor, como deseja assim poderá finalmente ser livre para buscar novas experiências.

– Enquanto fica fora, cuidarei da instituição que esta em projeto, darei toda a assistências, provavelmente isso será alguns anos, mas quando voltar eu tenho fé que será outro homem.

– Pense nisso ok? Eu só quero que seja feliz, e como prometi, jamais me afastarei de você, ou te esquecerei, o amor que tenho por ti, é sincero e belo.

Paulo sabia que esse era o melhor, caminho, não queria admitir mas tinha medo de ir e não sentir nunca mais o amor que tinha em seu coração por essa mulher.

Mas ela tinha razão e ele queria ser feliz, e que ela o fosse. Ele estando ali isso estava se tornando impossível.

A beijando levemente, saiu para pensar.

O casamento estava próximo, Victor se sentia feliz por isso, mas a presença de Paulo o irritava, sentia que seu irmão estava triste, e ele sabia o porque, não sabia o que fazer, hoje ia falar com Aline para se mudarem para a casa que agora estava mobiliada para ambos morarem definitivamente.

Olhando ao relógio respirou fundo quando viu Paulo entrando no escritório, logo percebeu que estava diferente e quando ouviu o que esse falava respirou de forma mais aliviada.

– Falei bastante com Aline hoje e resolvi que quero entrar em sociedade com você.

– Conheço varias pessoas ao redor do mundo, e bem poderei analisar e ver quais os pontos mais estratégicos para iniciarmos.

– Assim caso aceite estarei viajando por alguns anos, até poder voltar de novo.

O que ele poderia dizer? Por favor faça isso?

Victor não querendo ficar na cara perguntou.

– È o que deseja realmente?

Paulo sorriu misteriosamente mas falou mesmo assim...

– O que quero nunca poderei ter, então farei o que posso, me tornarei um homem milionário e curtirei a vida o máximo que posso.

Victor entendia e aceitava que assim seria o melhor para ambos.

Paulo aproveitando o momento disse que não ficaria para o casamento, e pedia desculpas para isso, que consolasse Aline quando o soubesse.

Ele não teve coragem de se despedir dela, mas deixou uma carta, carta da qual Aline guardaria para sempre pois ali estava alguém em que ela amava, confiava e tinha como sua família.

“ Eu não consigo dizer adeus. Por que te levo em meu coração pequena.

Sei que sempre me verá como um irmão e acredito que um dia assim também te verei, quando isso acontecer, então voltarei, te abraçarei e então poderei fazer parte da sua vida novamente, sem trazer dor a ninguém , nem mesmo a você ou a mim.

Cuide da instituição e espere por mim, pois voltarei um dia.

Saiba que você me ensinou a ser uma pessoa melhor, quando acordo lembro-me sempre do seu sorriso, de sua força e de sua coragem.

Que essa criança que carregue seja tão linda e forte como a mãe.

Lembre-se que sempre estarei por perto, e se um dia precisar sabe onde me encontrar, pois basta me chamar e eu virei, por você sempre virei.

Sempre seu “

As lagrimas caiam, saiu correndo e foi até seu apartamento a fechadura era a mesma, mas ele não estava ali, ficou sabendo que Paulo deixou a ela a instituição para cuidar de alguns negócios que ele tinha ali, assim ela poderia cuidar e ajuda-lo quando estivesse distante, ficou feliz com a confiança que ele teve nela, e não o decepcionou.

Mas por alguns anos, só se comunicavam por carta, poderia ser algo estranho mas assim o fizeram, respeitando que assim era o melhor para ambos.

O grande dia chegou... Quando ela viu o homem que amava no altar, sentiu que ia chorar, mas para não borrar a maquiagem, ficou firme e aceitou a mão de Leonel que por tanto ajuda-los e ser o anjo que foi a levou até o altar, se não fosse por Leonel, todos estariam mortos, esse escondendo uma arma, tinha conseguido atirar em Sabrina e conseguido salvar a vida de todos.

Victor agradecido com esse deu-lhe muito em troca, sendo agora Leonel um homem rico, e sem a necessidade de trabalhar nunca mais...

Em cada passo que dava olhava as pessoas, desejando que Paulo ali estivesse mas sabia que isso seria impossível, por isso se concentrou em seu amado, e feliz ficou quando sentiu ele a tocar delicadamente como se ela fosse de ouro.

Sorrindo, se viraram para o padre que transmitia muita paz e felicidade por estar unindo o casal.

Não ouviram nada que o padre falou, pois só estavam emocionados que esse dia tinha chegado, algo que era para ser apenas um ano, seria agora até que a morte nos separe.

Quando lembrou-se isso, sentiu as lagrimas cair, seu sonho tinha se tornado realidade, era agora a senhora de Victor, sua amada, sua mulher, sua amante, mãe de seus filhos, amiga, companheira e mais que tudo isso a mulher que ele confiava para tudo.

Quando sentiu os lábios dele, após ouvir que agora eram marido e mulher, o beijou com todo a sua fome por ele, seu desejo e amor.

Por um momento se esqueceram que não estavam sozinhos e ouviram o padre chamar a atenção de ambos.

Victor sorrindo, disse em meu ouvido.

– És uma tentação, a minha tentação.

– Eu te amo Aline, jamais imaginei poder amar alguém como te amo.

– Obrigada por fazer parte da minha vida...

Mara e Pamella estavam sorrindo a toa, Pamella chorava enquanto Mara tentava não fazer o mesmo, ver Aline e Victor era uma emoção, muito grande.

Ela ficava feliz de saber que pelo menos um deles encontrou a sua verdadeira felicidade, ao ouvir a musica que Aline tinha escolhido para tocar ao entrar na igreja, sentiu que de fato Victor tinha feito a escolha certa, a musica Everytime We Touch, a musica era triste mas ao mesmo tempo falava da necessidade dela por ele, sempre ao seu lado.

Ironicamente a musica transmitia passado, presente e futuro.

Feliz, enxugou uma lagrima que caiu, tentando disfarçar, mas Pamella percebendo disse a beijando.

– Você não precisa ser sempre assim! Durona, que tem chorar quando estamos felizes?

Foi só necessário essas palavras para de fato ela chorar... Mas eram lagrimas de felicidade.

Notas finais
Ai ai ai, meninas como terminar uma historia é triste kkk Espero de coração que vocês gostem :) Para quem quer ouvir a musica traduzida e entende rum pouco segue o link http://www.youtube.com/watch?v=TGf8v8qTyDk Bjs