- Estranha Obsessão -
15 Assim que eu gosto
Assim que eu gosto
Depois que Victor chegou, não conseguia me concentrar em mais nada, tudo deixou de ser importante, minha atenção era direcionada a ele, não precisávamos falar, de algum modo estavam ambos conectados com apenas um olhar, um toque era o suficiente para ambos saber que queríamos foder, aqui e agora.
Mara ainda tinha tentado falar mais um pouco, frustada com a situação quando notou que não conseguíamos nos concentrar, foi receber uma amiga que tinha acabado de chegar, deixando eu e Victor sozinhos, mas nenhum dos dois se importou, bastava ambos juntos.
– Você está linda, falou Victor tocando agora meus cabelos, e levando uma das minhas mexas ao seu nariz as cheirando, eu amei como você ficou.
Meu corpo se arrepiou com esse simples gesto, bastava ele me tocar para me sentir assim, percebi que ele estava esperando uma resposta porque tinha acabado de fazer uma pergunta, mas tão concentrada nas sensações que ele me causava, não tinha prestado atenção e não sabia o que responder.
Envergonhada e não querendo mostrar a ele o quanto mexia comigo, apenas balancei a cabeça e vi que funcionou, respirando aliviada.
Afinal deveria ser alguma bobagem pensei, para minha surpresa ele sorriu, feliz e apertando a minha mão falou que devia ir ao toilette e esperá-lo, estranhei mas acabei achando que ele tinha perguntado algo sobre eu precisar usar o banheiro, antes de ir embora.
Ao entrar no banheiro e usar, quando estava pronta para sair ao abrir a porta, vejo Victor entrar afoito e trancar a porta com a chave, me fazendo ficar sem reação, afinal é um banheiro feminino.
Assustada e também excitada tentei falar mas não consegui, porque Victor já estava levantando meu vestido e tirando minha calcinha com raiva de encontrá-la ali, quando percebi o que ele queria fiquei mais quente do que preocupada, abri minhas pernas para facilitar e me segurei nele, ainda nessa posição vi Victor abaixar desajeitadamente sua calça e cueca, levantando minhas pernas para facilitar a penetração, não era necessária nenhuma preparação, estava tão molhada, tão excitada. Victor nunca tirava os olhos de mim, ao olhá-lo eu senti que podia derreter, ele estava hoje diferente nunca tinha visto ele assim, estava mais solto, livre poderia dizer que estava mais brincalhão e eu estava gostando desse novo lado.
Ainda pensando nisso, alguém bateu na porta, assustada quando fui responder, Victor enfiou seu pau bem fundo dentro de mim, com toda a sua força me fazendo gemer alto, envergonhada tentei escapar, mas só vi ele rir baixinho fazendo questão de me apertar mais forte para não fugir.
Filha da Puta pensei, agora tentando falar com a pessoa, dizendo que o banheiro estava ocupado, Victor estava amando ver eu sem graça e tentando falar de forma que a pessoa não percebe-se, ele queria que a pessoa percebe-se e eu também, pensei intimamente, sem perceber gemi mais alto, já não ligava se tinha ou não pessoas ali, me entreguei a sensação, eu queria isso queria vir, precisava disso, eu nunca desejei uma vida pacata, eu queria isso mesmo, emoções fortes, desejos insanos, sexo quente, muito quente, prazer, dor, ardor, merda eu amo isso.
Eu não poderia dizer o quanto cavalguei naquele pau maravilhoso, mas só de imaginar que alguém poderia nos surpreender, eu ganhava mais energia e ficava fogosa, mas eu não era a única.
Apesar de estar maravilho pela primeira vez necessitei de seus lábios, os procurei com desespero beijando-o, Victor aceitou e agora segurando minha bunda podia sentir que ele estava próximo para vir, rindo e gemendo falei em seu ouvido que se ele gozasse primeiro do que eu, teria um castigo, Victor agora suando perguntou roucamente qual, eu sabia que não faria isso mas queria ver o limite dele, eu disse que se ele gozasse primeiro, ficaria uma semana sem sexo comigo.
– Você não teria coragem disso, falou agora mais agitado pois estava quase para vir.
Achando engraçado o modo dele falar e sua forma de impor, não resisti e mantive a ameaça.
– Por que não tenta? Se você gozar primeiro, será uma semana sem sexo, quer arriscar? Falei bem próximo ao seu ouvido lambendo.
Victor riu e gemeu mas ainda conseguiu falar
– Então tudo que eu preciso é fazer você gozar primeiro certo?
Sem esperar por resposta, aumentou e ritmo me fazendo gemer e ficar fora de mim, me agarrando nele sentia, que agora sim eu seria a primeira a vir, em cada vez que ele entrava dentro de mim, ele gemia e se segurava para não vir, sentia que estava em seu limite, eu gostava de ver ele em seu limite.
Foi quando ele mordeu e chupou meu pescoço, sabia que a marca ia demorar muito para sair, sempre tive uma pele fina, enquanto ele me chupava e fodia senti que não aguentaria mais, gritando o segurei mais forte e vim profundamente, ainda pude perceber que ele vinha logo após de mim, respirei fundo e não pude deixar de pensar, o que um homem não faz quando lhe é conveniente.
Se ele não tivesse me segurado eu cairia, estávamos encostado na parede, quase caindo mas saciados, felizes e mais calmos, ainda assim, ouvi Victor falar que estava com fome e caímos ambos na risada como dois idiotas.
–
Morrendo de vergonha e esperando que ninguém tivesse nos visto, sai primeiro correndo para a mesa mais próxima, não demorou muito Victor também veio e se sentou ao meu lado.
Não conseguia olhar direito para as pessoas, imaginar que alguém tivesse ouvido meus gritos me fazia sentir sem graça, uma coisa é você agir como puta em locais prontos a isso tais como boates, clubes ou com quem te paga, outra em locais onde pessoas estavam comendo e com seus familiares.
Analisando tudo isso sempre usei uma mascará, ninguém precisava saber o que passava dentro de mim, assim eu conseguia ser como todas elas, sem nunca mostrar meu lado verdadeiro.
Hoje por algum motivo eu não consegui manter essa mascará quando estava com Victor, fiquei refletindo e um pouco calada, eu fui eu mesma.
Percebendo que eu estava calada, Victor segurou minha mão e levou até seus lábios, não demorou muito para o garçom vir a nossa mesa e Victor começar a pedir o que queria comer, agora distraída e mais relaxada pude notar que Mara estava sentada com uma mulher que por sinal era muito bonita, alta, negra, cabelos longos e percebia-se ser rica.
Olhando melhor percebi que ambas estavam com as mãos dadas e olhando como se gostassem muito uma da outra, não resisti e perguntei a Victor se sabia quem era a moça.
– Se você for conhecer todos os casos que Mara tem ou teve, acredite ficaria careca, disse olhando para a moça.
– Mara é assim Aline, gosta de aventura, nunca a vi com alguém a serio e os poucos homens com quem esteve foi um desastre.
– Meu pai não aceita que ela goste de mulheres e por isso ela apenas vive de aventuras, mesmo assim por causa disso muitas coisas que Mara tinha direito meu pai não quis entregar, ele disse que quando ele morrer ela pode ter tudo, ou quando se casar e ter filhos, ai sim vai dar o que ela merece.
– Mara recusou aceitar isso e lutou para crescer e ser a mulher que é hoje, independente.
– Meu pai descobriu que ela gostava de mulher quando ela tinha 26 anos, ela esta agora com 30.
– Acredito que quando encontrar essa mulher, ela tomará jeito disse piscando e ao mesmo tempo pensando do porque estar contando tudo isso a ela, ele não era de falar muito, principalmente da sua família.
Sei que não devia ter perguntado isso mas, saiu antes mesmo deu pensar se era certo ou errado.
– E você? Tomara jeito quando encontrar a mulher ideal a você?
Ficamos nos olhando, senti que ele estava tenso e eu também, meu coração queria sair pela boca, por que fiz uma pergunta tão idiota como essa?
A comida tinha chegado, logo percebi que ele se distraiu, não esperando mais por uma resposta resolvi ficar calada e não estragar a nossa noite.
Ele não respondeu mas percebi que estava agora distante e calado.
Isso para mim já era mais que uma resposta estava na cara que ele nunca tomaria jeito.
Mas por que eu deveria me preocupar com isso?
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