- Estranha Obsessão -
47 As vezes é necessário esperar
As vezes é necessário esperar
Victor estava estressado, desde o ocorrido sobre o anel de compromisso, Aline estava muito calada, ele não gostava de vê-la assim, não estava acostumado.
Assim que chegou em sua casa a encontrou tomando banho e se arrumando para o evento de hoje, como se ele não estivesse ali, continuou se arrumando e sempre muito pensativa.
Mesmo quando ele foi em sua direção e colocou sobre seu pescoço o colar que tinha comprado após ver e achar que lembrava a cor dos seus olhos, ainda ficou em seu mundo, ele guardou o anel, ambos anéis.
Ele não estava compromissado com ela e não seria tolo a dar o braço a torcer, por isso foi tomar seu banho e se arrumar.
Ele estava cansado, se depende-se de sua vontade ficaria hoje em casa tomando um excelente vinho e ouvindo uma musica suave enquanto a segurava em seus braços.
Mas o dever o aguardava, ele tinha que ir se hoje conseguiu tudo o que tinha devia a seu esforço e contatos.
O mundo dos negócios era cruel, se bobeia-se outro conseguiria aquilo que ele tinha em um piscar de olhos, ele não precisava ficar muito, só fazer presença e logo poderia estar com ela em seus braços, estava louca para sentir seu calor, ve-la hoje com aquelas roupas provocantes tinha feito sua mente viajar nas possibilidades.
Ainda pensando em tudo isso, sentiu Aline entrar no banheiro e logo pode ouvi-la perguntar.
– Eu tenho mesmo que ir Victor?
Ele não gostou de ouvir isso, ele nunca admitiu mas amava a presença dela, o simples fato dela estar ali com ele, fazia que aguentasse e até se divertisse nesses eventos idiotas, ainda pensando nisso falou de forma mais carinhosa que pode, afinal sabia que ela estava ainda estressada.
– Por quê? Você não esta bem? Dói algum lugar?
Aline ao ouvir isso quis dizer em alto tom, sim dói, dói meu coração, saber que eu sou e sempre serei apenas uma foda.
Ela odiava perder, saber que ele estava fingindo que nada aconteceu hoje, e ainda quando lhe deu aquele colar, tinha a magoado mais ainda, o colar foi um aviso para ela, aceite-me com prazer, é a única coisa que vai conseguir dele, presentes sem envolvimentos.
Respirando fundo e tentando não piorar a situação falou.
– Apenas cansada, preferia ficar sozinha se você não se importar.
Mas ele se importava ele não queria que ela ficasse sozinha, e nem ele queria ficar só , tentando quebrar o clima, disse para ela.
– Prefiro que venha comigo, estar com você me faz bem, disse agora tocando seus cabelos e os levando até seu nariz, respirando forte e sentindo o cheiro de rosas suaves.
Depois disse olhando para ela.
– Depois quero te levar a um lugar, por isso se anime.
Mesmo cansada e estressada, concordou. Agradeceu que ele não tocou mais no assunto do anel, caso contrario era capaz de mandar ele ir tomar banho.
Assim que ambos estiveram prontos, Victor chamou um taxi, pois não queria dirigir ou estava com cabeça para isso.
Ainda teve tempo de falar que ele iria contratar um novo guarda costa para ela, mas que seria conforme ela desejava, em nenhum momento perderia sua liberdade.
Mesmo falando tudo isso Aline continuou calada, ela estava de mal humor, e tremendamente chateada, isso estava começando a incomoda-lo de um modo que jamais imaginou ser possível.
Assim que entraram no salão, foram recepcionados por um casal, ambos eram muito simpáticos e Aline logo se simpatizou com eles.
Estava lotado, não importa por onde olhava via pessoas sorrindo, bebendo, conversando e comendo.
Ela só tinha vontade de beber para se esquecer do ocorrido, pela primeira vez ela fez questão de ficar longe de Victor, ele percebendo ficou estressado e tentou segura-la mas não teve sucesso, para que ninguém notasse acabou não forçando.
Para o alivio de Aline, percebeu Mara chegando e ela não estava sozinha Paulo e Helena também se encontravam juntos.
Assim que os viu, foi recebê-los, dando beijos em todos e rindo quando Mara falou que estava com saudades de sua irmã a abraçando.
O clima para Aline com a chegada de todos ficou melhor, mas para Victor a coisa não era assim.
Ele estava em seu limite, odiava ver Aline bem com outras pessoas e ruim com ele.
Era como se sentir traído de alguma forma, manteve afastado e prestando atenção na conversa do grupo onde se encontrava, mas mesmo estando ali seu pensamento era em sua mulher.
Mara não era tola, sentia que Aline não estava presente, tinha percebido que seu irmão estava inquiento também, não resistindoperguntou a Aline.
– Então? O que aconteceu para ambos estarem assim?
Aline tentou fingir que nada estava ocorrendo, mas não era tão fácil, Mara era observadora ao extremo e a conhecia bem o suficiente.
– Seu irmão é um cabeça dura , disse bebendo seu terceiro copo de champanhe.
Mara apenas riu, e não resistindo disse.
– Bem acho que vocês são bem parecidos nesse aspecto, mas agora fiquei curiosa.
Aline revoltada e cansada de tudo disse a Mara que preferia não falar sobre o tema, era uma perca de tempo.
– Victor conseguiu me colocar em meu lugar disse mais alto que o normal, fazendo com que Helena e Paulo escutassem.
Sem graça pediu licença e foi ao toalette, antes que conseguisse sentiu sua mão sendo segurada, e não foi preciso para saber quem era.
– Vamos embora disse Victor estressado e cansado.
Aline o olhando como se fosse algum louco disse.
– Acabamos de chegar! Por que ir embora?
– A festa esta linda, disse ironicamente levantando a taça vazia que ainda estava em sua mão.
Sem esperar por mais nada Victor a agarrou e indo novamente ao casal falou com pesar.
– Maria, Louis, minha companheira não esta se sentindo bem, espero que entendam, precisamos ir embora.
– Preocupados os casal logo aceitou, dizendo para que me levasse ao hospital.
Sem graça fiquei calada, sentindo as mãos fortes de Victor me segurando.
Saímos sem ao menos eu me despedir de Mara e dos outros, apenas fui agarrada e levada e colocada dentro do carro.
Nenhum dos dois falaram e percebi que não estávamos indo para nossa casa, mesmo curiosa nada falei, eu queria apenas ficar quieta.
Devo ter dormido, pois quando abri meus olhos estava na maior cama que vi em minha vida e não estava sozinha.
Victor estava deitado, olhando para mim, sua mãos estavam apoiando sua cabeça enquanto ele olhava para mim sem nunca tirar os olhos, parecia que queria gravar cada momento, cada segundo e ao perceber que eu tinha acordado, nada falou inicialmente.
Me pareceu uma eternidade quando ele falou e senti que estava mais fazendo uma pergunta a si mesmo do que a mim.
– Por que você consegue mexer tanto comigo Aline?
– Como isso é possível? Eu não consigo entendo.
– Por mais que eu pense, tente entender eu não consigo, é um mistério.
– Eu mataria por você disse ele agora olhando meus seios, foi quando notei estar nua.
Olhando para ele, eu não resisti e falei
– Você não é o único, eu também sinto isso.
– Eu também mataria por você disse, sentindo que essa era a mais pura verdade.
Victor ao ouvir isso me puxou para mais próximo dele e me abraçando falou.
– Você ganha Aline, você sempre ganha.
– Eu não consigo estar com você e saber que esta magoada, triste ou chateada comigo.
– Eu estou me tornando um fraco por você, disse triste e desanimado.
Eu não gostei de ouvir isso, abraçando ele mais forte, senti que ele tinha medo, por isso não queria usar o anel, entendi pela primeira vez que para ele era tudo muito novo.
– Entre nós não existe vencedores Victor, eu não estou em uma batalha ou competição quando se trata de você.
– Se aqui alguém for ganhar, vencer tem que ser nós dois.
Disse já beijando-o e sentindo pela primeira vez Victor se entregar por completo, senti o menino que havia dentro dele encadeado, sair e quanto ele precisada de amor, atenção e cuidados.
- Presta atenção falei pegando seu rosto e olhando seu olhos que estavam vermelhos.
- Eu admito que estou triste, queria muito o anel, mas que isso eu quero seu amor, quero que ambos usem, quero que você confie em mim, então eu vou esperar.
– Vou esperar o dia que você sentir que é para ser, que eu mereço, que é para valer, então Victor você vai colocar ele em meu dedo e eu saberei que não sou mais uma simples aventura, que é para valer.
– Essa é a minha prova a você que não ha vencedores, ou perdedores.
Victor apenas respirou aliviado, mas falou.
– E se isso nunca acontecer?
Só de ouvir isso ela sentia um frio na barriga, mas ela não poderia desabar, e tentando não mostrar o quanto isso a machucaria falou.
– Então é porque não tinha que ser, cada um seguira seu caminho.
Mesmo abraçados sentindo o calor do ambiente, e dos braços um no outro, por um momento ambos pararam para pensar no futuro, antigamente ambos poderiam dizer sem pensar duas vezes o que fariam no futuro, mas agora?
Agora o futuro se concentrava exclusivamente em ambos, nada parecia mais importante ou melhor do que isso.
– Onde estamos perguntou Aline olhando com curiosidade o ambiente, pela primeira vez gostou do que viu, era decorado com um estilo caloroso, trazia a seu coração paz e alegria.
Victor agora prestando atenção aonde ela estava olhando falou.
– Essa era a casa da minha mãe, quando meus pais se separaram ela veio morar aqui, quando morreu fez questão de deixar para mim, nós éramos muito ligado, ela eu e Mara.
Sempre quando estou cansado, chateado ou qualquer coisa venho aqui, por um momento sinto paz, sinto que tudo vai ficar bem.
Para mim é como fugir do mundo, venha disse me puxando , venha conhecer, estava nua ao tentar me vestir Victor apenas bufou e disse.
– Não tem ninguém aqui sua bobinha, os empregados vêem uma vez por semana fazer a limpeza e o segurança não entra aqui, e logo vamos estar sem roupa mesmo, disse me beijando.
Foi quando vi que a casa e entendi que era uma casa num estilo rustico, estávamos em uma fazenda, era lindo.
Quando tempo demoramos para chegar aqui? Perguntei curiosa e achando lindo demais.
Bastante, mas você nem percebeu, bebeu muito e capotou, disse rindo e quando saímos na varanda não resisti, era beleza que não acabava mais.
– Sua mãe morou aqui? Uau Victor ela teve uma vida de rainha, falei rindo e ao mesmo tempo olhando cada arvore, ao lago, piscina e o que meus olhos pudessem ver a esse horário.
Victor sorriu e para minha grande surpresa disse
– Você me lembra ela, seu modo de ser, sua forma mandona e seu modo carinhoso.
– Ela ia gostar de você.
– Tenho certeza que vocês se dariam muito bem.
Estar ali me fazia esquecer de tudo, contrato, acordo, brigas, sentia paz era como se ambos estivessem sendo abençoados pelo ambiente.
– Se eu pudesse falei sem pensar, viria aqui sempre, é lindo e me traz sensações fantásticas.
Victor olhou ao redor, ele entendi o que Aline estava falando, quando sua mãe se separou de seu pai, depois de aguentar muitas das traições e cansada de tentar provar a si mesmo que não era a culpada, resolveu ir morar em um lugar onde pudesse ficar próximo a natureza, seu pai foi contra e todos em sua família, menos ele.
Ele entendi que ela queria a paz para refletir, e ela encontrou isso aqui.
Ele nunca trouxer alguém aqui, Aline era a primeira pessoa, e ele queria vir aqui com ela mais vezes sentindo isso falou.
– Esse será nosso canto, um lugar para sempre que estivermos como estávamos hoje, virmos e refletirmos, nos entender.
Aline ficou feliz, ela gostava de saber que nunca ninguém veio aqui, que ela era a primeira mulher e que ele estava a convidando para vir mais vezes, um lugar onde ambos poderiam sempre se entender.
Feliz abraçou Victor, e falou.
– Faz amor comigo Victor, eu preciso saber que você não é um sonho, que é real.
– Bem real.
Victor agarrando Aline, a levou até a cama e quando a beijou, ele desejou por um momento parar no tempo e nunca mais sair dali.
Ele sabia que muitas brigas ainda ocorreriam, mas ele não se importava contanto que ela nunca o deixasse.
Todas as brigas acabariam assim, na cama pensou olhando para Aline e vendo seus olhos cheios de desejo e necessidade por ele.
Sim por ele, o homem que faria dessa mulher sua única.
Ainda antes de sentir ela dentro dele pensou, que não deveria estar aqui, mas foi como um chamado, uma necessidade de compartilhar com ela um pouco de si mesmo.
Feliz por assim ter feito, se entregou aos prazeres e gritou feliz quando sentiu que ambos estavam enlouquecidos pelo prazer que cada um era capaz de dar ao outro.
Era o paraíso foi com esse pensamento que ambos dormiram e acordaram sentindo a natureza em toda sua beleza.
Ali mesmo seria o paraíso de ambos, o porto seguro, um lugar para nunca mais se esquecer.
Notas finais
Pessoal amanha pode ser que não escreva ou só mas a noite, tenho que sair, ultimamente ando sentindo uma dor de cabeçar dos *****
Acho que tenho que ver um óculos :'( coisa que nunca fiz até hoje kkkk
Bjs e até :)
Se alguém se interessar ver
http://fanfiction.com.br/historia/412074/-_Um_Amor_Sem_Limites_-
Paralelamente farei essa mas sera lenta perante essa que estou escrevendo
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