잃어버린 도시 프로젝트 The Lost City Project
1 Prólogo: Rebelião Aos Lordes
Tóquio, ano 20XX. As nações do mundo estão em guerra por recursos, mas com o avanço da tecnologia essas batalhas se tornaram cada vez mais horrendas e brutais, o desespero por comida, água e energia era maior que o bom senso dos cidadãos, até mesmo dos líderes representantes de cada nação.
Havia se iniciado a 3ª Grande Guerra, não havia país neutro, todos estavam sendo envolvidos, milhares de mortos durante as batalhas, tiros, tanques, destroços, a guerra começou a ficar mais acirrada, as armas foram evoluindo junto com as guerras ao ponto de cogitarem usar armas biológicas, já faziam quatro anos desde o início da guerra e a primeira arma biológica foi disparada.
Em poucos meses muitas formas de vida foram atingidas, seus genes começaram a ser modificados por causa dos componentes da arma, que agiam diretamente nas moléculas e células, os que foram atingidos começaram a sofrer mutações, o mundo parou, começou a repensar sobre as batalhas ocorridas, as nações ficaram tensas, se preparando para um novo estouro da guerra, prontas para lançar suas armas a qualquer momento, esperando qualquer movimento brusco.
Fazia um ano desde a pausa da guerra, uma base militar, que armazenava uma dessas armas biológicas, no Japão, estava preparando para transportar a bomba para o segundo armazém, mas nesse processo, um garoto havia entrado na base e foi andando até o caminhão que carregava a arma biológica.
O garoto aparentava ter dezesseis anos de idade, cabelos brancos, não podia-se ver seu rosto devido a sua touca, apenas seus lábios, com um sorriso irônico, vestia roupas de frio e carregava uma bolsa para levar cartas ou documentos. Então ele parou na frente do caminhão e disse:
– Vocês não merecem o que têm nas mãos, então vou levar para quem merece. — ele parecia ser fluente em japonês, mas com certeza não era um.
Antes que percebessem, os funcionários estavam cercados por pessoas trajadas com vestes militares pretas e mascaras. A base havia sido invadida, a maioria dos soldados haviam sido mortos, assim como os funcionários. Os invasores tomaram o caminhão, atravessando a cerca com o mesmo indo em direção a floresta que ficava ao lado da base, o garoto, que ainda estava no mesmo lugar, sorriu e disse:
– Obrigado por sua compreensão e cooperação, senhoras e senhores, agora devo me retirar. — apesar de não haver nenhum sobrevivente, mas ele sabia que haviam câmeras.
As câmeras de segurança deram falha por um instante e quando voltaram a funcionar, o garoto havia sumido dali. Não demorou muito e uma equipe de apoio chegara ao local para investigar, mas não conseguiram encontrar nenhuma pista, apenas as fitas de segurança que haviam gravado a cena.
Levaram-nas a agência de defesa nacional para verificá-las, enquanto assistiam a fita, notaram que não havia como aquele garoto ter entrado sem ser percebido e nem como ele ter passado por todos os sistemas de segurança. Analisaram por horas e viram que os militares de preto apareceram do nada, literalmente. Espantados com aquilo, os investigadores não sabiam o que pensar, mas sabiam que se aquelas pessoas conseguiam fazer aquilo, outras também podiam.
Imediatamente, chamaram cientistas para tentar explicar como aquilo era possível, nenhum deles conseguia entender, mas havia um que podia, um cientista alemão, perito em pesquisas e desenvolvimento tecnológicas e orgânicas. Rapidamente os investigadores entraram em contato com o líder do Japão, pedindo permissão para recrutar o tal cientista a equipe de pesquisa japonesa, assim que receberam a concessão, prepararam um pelotão para buscá-lo na Alemanha.
Quando pousaram na pista de pouso da base de pesquisa em uma noite de tempestade, a visibilidade estava péssima devido a chuva forte e pela falta de luz na pista, mas notaram que havia algo errado, a base estava abandonada, a pista estava com marcas de arranhões, um pouco destruída, parecia ter sido atacada recentemente, na verdade, há poucas horas, haviam pessoas mortas, dilaceradas, parecia que haviam sido atacadas por animais. O pelotão se prontificou de chegar a estrutura da base de pesquisa alemã o mais rápido o possível.
Assim que o primeiro soldado pisou no solo, um rugido alto, mais forte que o de um leão, saiu de dentro da base. Os soldados sabiam que havia algo la dentro, mas mesmo assim, eles precisavam entrar.
Quando pisaram dentro do estabelecimento, sentiram um calafrio, como se algo os estivesse esperando. Os soldados estavam com medo, mas o dever os inspirava a continuar, de repente, uma criatura saltou das sombras, causadas por algumas luzes quebradas, e matou dois soldados em um piscar de olhos, os outros atiraram, mas a criatura havia desaparecido. Eles precisavam continuar, ouviram passos vindos de uma sala de laboratório, um pouco mais a dentro da base, seguiram até a sala, preparando suas armas. Quando entraram, perceberam que era o Dr. Kaiser Reinhardt, um homem branco, barbado com cabelo preso de cor azul clara, aparentava ter cerca de trinta e sete anos, alto e com um sorriso confiante no rosto, o cientista que eles procuravam, estava la, sentado em uma cadeira, ouvindo música enquanto fazia anotações em sua agenda:
– Doutor, viemos buscá-lo para ajudar nas pesquisas sobre uma invasão na base militar japonesa. — disse o capitão dos soldados.
– Eu sei o porque vocês vieram, estou apenas descansando minhas pernas. — disse o doutor com seu sorriso confiante no rosto e seu sotaque alemão.
– Mas o senhor sabe que há algo aqui, algo que é perigoso, você deve vir conosco o mais rápido possível ou essa coisa vai te matar. — o soldado estava suando frio.
– Não é algo, mas sim alguém e não é coisa, mas sim ele... E ele não está sozinho, existem mais deles por aqui e não sou eu quem precisa de proteção, sei lidar com eles. — ele fechou os olhos e suspirou.
– Mas como assim?! Você sabe o que são?!... Deixe isso pra lá, apenas venha conosco senhor, precisamos levá-lo as pesquisas rapidamente. — disse o soldado nervoso e com pressa.
Assim o doutor se levantou e seguiu os soldados até o avião e foi levado para o Japão para o inicio das pesquisas e para relatar o que era aquela coisa que atacou os soldados, quando chegou, ignorou completamente o comprimento do chefe de pesquisa japonês, pediu apenas para que o mostrassem sua sala e que o deixassem trabalhar em paz, assim foi feito, o doutor entrou em sua sala, fechou a porta e começou seus trabalhos.
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