잃어버린 도시 프로젝트 The Lost City Project
2 Episódio 1: Pesquisa Nada Agradável
No Centro de Pesquisa Japonês, Dr. Reinhardt estava fazendo suas pesquisas baseadas no vídeo das fitas das câmeras de segurança da base militar, quanto mais ele observava as cenas, menos sentidos elas faziam em sua cabeça, mas apesar da dificuldade ele havia descoberto algumas poucas pistas. Sua primeira descoberta foi que os soldados ja haviam visitado o local, ou ao menos alguém contou a eles sobre a localização da bomba, a segunda foi que eles não surgiram do nada, mas sim usavam camuflagem, avançada demais para uma organização japonesa, alemães, talvez.
A coisa mais peculiar ao ver de Dr. Reinhardt foi que apesar de ser apenas um garoto, os soldados japoneses atiraram nele, mas as balas não o acertavam, na verdade, desviavam dele e como última descoberta, algo para criar um pulso eletromagnético foi usado para desabilitar os alarmes, assim como as câmeras da base militar.
O doutor passava a maior parte do seu tempo trancado em sua sala, sozinho, perdido em seus pensamentos, as vezes sua cabeça pulsava com tanta força que ele sentia que ia explodir e sair do controle, mas seus remédios o ajudavam a se manter são, ele possuía algo em sua mente que o tirava de si. Uma garota bateu em sua porta para oferecê-lo algo para comer ou beber, ele se levantou, foi até ela e pediu em seu ouvido que trouxesse um quilo de carne crua de qualquer espécie e dois litros de café, a garota estranhou, mas rapidamente saiu da sala para trazer o que lhe foi pedido.
Assim que a assistente saiu da sala, Reinhardt se ajoelhou, apoiou seu rosto em suas mãos e começou a sentir dor, sua cabeça doía como se houvesse um verme dentro de seu cérebro comendo cada tecido de dentro pra fora, ele sentia uma náusea fora do comum, seu estômago queimava, sua pele parecia estar sendo perfurada por agulhas e suas gengivas começaram a sangrar lentamente, o doutor resistiu o máximo que pôde e se esforçou para chegar até sua bolsa e pegar uma seringa com um líquido azul em seu interior, rapidamente aplicou o composto em seu pescoço e não demorou muito para ele voltar ao normal.
A garota voltou com o pedido de Reinhardt e o encontrou sentado em sua cadeira, suando frio e pálido, ela pôs a comida na mesa e foi ajudá-lo:
– O que houve, senhor? Você está bem? Quer que eu chame um médico?!
– Estou bem, não se preocupe, foi apenas uma pressão baixa, logo logo estarei de pé novamente, certo? Enfim — o doutor se ajeitou na cadeira — trouxe o que eu lhe pedi?
– S-sim, perdão a intromissão, mas para que isso tudo?
– Eu estou em fase de crescimento. — o doutor sorriu com um ar confiante.
A garota se retirou, enquanto isso Reinhardt voltava a sua pesquisa, comia cada pedaço de carne, saboreando-os como se fosse o melhor gosto do mundo, mas ele não estava interessado apenas na carne, mas também no sangue que ela continha, para ele, era como beber um mate de sabor inigualável. Ele sabia o que estava ocorrendo com seu corpo, mas não havia contado a ninguém.
A explosão da bomba biológica, havia afetado seu DNA, recodificando seus genes de uma forma em que ele sofreu algumas mutações não perceptíveis em sua aparência. Ele apenas conseguia comer carne crua, beber café, sangue e água. Seu corpo não era mais humano, pelo menos ele havia constatado isso. No dia em que a bomba explodiu, ele estava em um campo de concentração, procurando sobreviventes enquanto andava em meio a cadáveres. Naquele dia um grupo de genocidas havia feito sessenta e quatro pessoas de refém e as mataram a sangue frio, apenas por prazer. O doutor apesar de saber o que houve, não conseguia sentir nada por aquela cena trágica. Seus antigos companheiros tinham medo dele, pois ele era um cara muito estranho, e se comportava como um lunático atrás de vítimas quando se sentia eufórico.
Dr. Reinhardt tinha um costume estranho de provar antes de estudar, ele costumava pegar um pouquinho de sangue dos corpos e lambê-los para provar seu sabor, assim como a carne, de uma maneira impressionante e um tanto quanto bizarra, isso o ajudava a decifrar o que havia ocorrido e como havia ocorrido. Com o tempo ele adquiriu o apelido de "Andro" que era uma abreviação de andrófago, que significa canibal, mesmo que ele não fosse, mas por seus hábitos em meio aos mortos.
Ele tentou ligar o genocídio ao grupo de invasores que a detonaram no centro de Tóquio, mas não parecia ser do feitio daquele grupo e ele ainda não conseguia entender o por que da detonação, sabia que eram terroristas, mas o que pretendiam explodindo uma bomba de mutação biológica continuava uma agulha numa sala escura. Quanto mais tentava avançar em suas pesquisas, mais perguntas apareciam e sua doença parecia estar se desenvolvendo, cada vez mais ficava difícil de voltar ao normal, seus remédios demoravam cerca de duas vezes mais tempo para fazer efeito que antes.
Já faziam três semanas que doutor trabalhava nas respostas enquanto tentava ao máximo esconder sua condição dos seus superiores:
– Doutor, como vai o andamento de sua pesquisa? Algum progresso? — o chefe da pesquisa japonesa entrou na sala sem bater.
– Senhor Takigawa, da próxima vez que entrar em minha sala sem bater eu lhe prometo que irá receber uma surpresa desagradável, tanto para o senhor quanto para a sua posição.
– Perdão doutor, eu me esqueci de suas especificaçõ-
– Alguém não prestou atenção nas minhas exigências, não é mesmo? Enfim, sim eu tenho algumas respostas, lhe entregarei o relatório no final desta tarde.
– T-tudo bem e de novo, desculpa. — o chefe de pesquisa sentiu um frio na espinha enquanto olhava para os olhos de Reinhardt, apenas saiu e voltou com seus afazeres.
Reinhardt era um homem calado, orgulhoso, excêntrico e, com certeza, assustador. Ele não teria problemas em esconder sua doença de seus superiores ou até mesmo da população, ou teria? Não seria fácil, mas ele confiava plenamente em seu poder de persuasão, ou melhor, de intimidação.
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