Coreia do Sul, Seul, prisão de segurança máxima. Um garoto, aparentemente de dezenove a vinte anos, com cerca de um metro e oitenta e seis de altura, cabelos castanhos claros, quase cinza, grandes o suficiente para tapar seus olhos, estava sendo encaminhado a sala do diretor da prisão. Ele não parecia ser uma ameaça, se comportava normalmente, mas mesmo assim o diretor, um velho de aparência rígida, bigode e cabelos brancos, com óculos de grau alto, apesar de aparentar estar sempre de olhos fechados, mandou prender todos os seus membros, pois sabia que se o garoto foi mandado para aquela prisão, ele era realmente perigoso.

O diretor começou a ler a ficha do garoto, mas encontrou apenas assaltos e roubo de rádios, então ele ficou sem saber o que pensar, não entendeu porque o mandaram para sua prisão. De repente o garoto sorriu e perguntou:

– Com licença, mas será que o senhor pode apenas tirar essa venda dos meus olhos, está coçando.

– Desculpe garoto, são normas da prisão. — respondeu um guarda que o estava segurando.

O garoto ficou sério por alguns segundos, mas não demorou a voltar a sorrir, o diretor estava incomodado com aquela expressão e começou a bater o dedo na mesa, um tique de quando fica ansioso. O clima estava pesado, então o garoto se pronunciou:

– Vocês todos aqui não sabem o que eu posso fazer não é mesmo? Se eu quiser posso acabar com todos aqui. — o garoto começou a gargalhar.

– Cala a boca, moleque. — o guarda bateu com o cassetete na nuca do garoto, que caiu no chão.

– Acalme-se oficial Kwei, é apenas um garoto, não é mesmo... Hmm... — ele pegou a ficha e leu o nome — Hwang, Shao... Você acha mesmo que eu tenho medo de você garoto? Você está na minha prisão agora, meu mundo, minhas regras, se eu quiser acabo com você aqui e agora.

O garoto riu alto, então saltou do chão, mesmo com suas mãos e pernas algemadas ele se movia como se estivesse livre, Shao se agarrou ao corpo do guarda, encostou suas mãos no rosto dele e então enfiou seus polegares dentro dos olhos do oficial, fazendo-os sangrarem e o guarda gritar de dor. O garoto derrubou o oficial Kwei e logo depois enroscou suas pernas no pescoço dele, o enforcando enquanto ele se debatia para se libertar, mas acabou morrendo asfixiado. Shao se levantou e novamente perguntou:

– Será que agora pode tirar a minha venda, senhor? — o garoto gargalhava como se fosse a piada mais engraçada do mundo.

O diretor, estava tremendo, nunca tinha sentido tanto medo em sua vida, agora entendia o porque o garoto havia sido mandado para sua prisão, mas nem mesmo sua prisão podia contê-lo. O garoto, mesmo vendado, se aproximou do diretor e encostou sua mão no rosto dele, então sua mão começou a fazer um som de estática e quando a retirou, o rosto do diretor estava desfigurado, como se houvesse sido queimado.

Hwang, Shao não tentou fugir da prisão, apenas matou o diretor e dois guardas e seguiu para sua cela, sem dizer uma única palavra após aquilo, com um sorriso assustador no rosto, por onde ele passava as luzes piscavam, como se estivessem com problemas de energia. Isso era o garoto com sua aura elétrica, ele não podia evitar, estava agitado demais, estava apenas se controlando para não explodir nada.

Em uma sala escura, em algum lugar desconhecido, haviam seis pessoas desconhecidas, usavam mascaras, nesse quarto haviam telas que aparentavam ser de câmeras escondidas, mas não era apenas em Seul, Reinhardt também aparecia em uma delas, mas os comentários eram sobre Hwang:

– Louco? Não, isso não o representa, está mais para insano. — disse uma voz feminina.

– Insano? Eu diria que ele é um gênio. — uma voz grossa e séria — Ele me parece uma escolha bem sensata, assim como esse doutor.

Então as telas se apagaram e eles desapareceram. Enquanto isso, na prisão, Hwang estava isolado em sua cela, após os funcionários da prisão terem descoberto o que ele fez, mandaram isolá-lo para que não causasse mais confusão, mas isso não era o suficiente, se o garoto, realmente, quisesse causar confusão, ele já o teria feito.

– Vocês não podem me segurar aqui, estou aqui apenas porque é de graça e por preguiça. — o garoto gargalhou.

Então ele se levantou de sua cela, pôs seu braço pra fora e encostou a ponta de seu dedo no painel da tranca eletrônica e a cela foi aberta. Ele caminhou até o refeitório e pediu a cozinheira que o trouxesse pão, ela estava assustada, apenas levou o pão ao garoto e saiu de perto. Não demorou muito e guardas se juntaram envolta do garoto, apontando suas armas para ele:

– Isso não é um boa ideia.

Ele se levantou e um guarda deu um tiro na cabeça de Hwang, o garoto parecia ter sido atingido já que sua cabeça foi jogada para trás, um corpo sentado, apoiado pelo encosto da cadeira. Os guardas se aproximaram, ainda apontando suas armas:

–Brincadeirinha! — o garoto se levantou e saltou para cima dos guardas.

Colocou suas mãos dentro da boca de um deles e as afastou, quebrando e rasgando sua mandíbula, sangue jorrava, ele foi para o próximo, agarrou as orelhas do guarda e as arrancou, então enfiou os polegares nos ouvidos dele e o eletrocutou. Um a um, o garoto ia os matando, seus movimentos eram tão rápidos que nenhum dos guardas teve tempo para reagir a ele. Em menos de um minuto, o garoto havia matado dezesseis guardas:

– Cansei de vocês, não valem a pena, são muito chatos.

O garoto caminhou até o saguão da prisão e foi "conversar" com o recepcionista. Ele pegou as chaves da prisão, foi até a sala de controle, liberou todas as celas e então saiu de la. Hwang havia soltado todos os prisioneiros de suas celas, mas os deixou trancados dentro da prisão, eles não podiam sair, o que gerou um massacre, uma guerra entre presidiários e guardas, um genocídio. Ele começou a gargalhar, jogou as chaves em um boeiro e foi embora, adentrando os becos da cidade.