잃어버린 도시 프로젝트 The Lost City Project
4 Episódio 3: Inimigos De Infância
Coreia do Sul, Seul, becos. Hwang adentrava os becos durante aquela noite chuvosa, enquanto isso uma figura misteriosa o seguia em silêncio, sem ser notada, se esgueirando pelas beiras para não ser vista. O garoto chega a um bueiro com a tampa solta, ele a retira e desce até os esgotos, seu seguidor faz o mesmo que ele. Hwang sentiu o cheiro da pessoa e logo se virou agarrando-a pelos ombros e prendendo-a contra a parede, revelando seu rosto quando a luz da lua batia na abertura do bueiro. Era uma garota, ruiva, aparentemente da mesma idade que Shao, vestia uma jaqueta amarela, blusa vermelha, luvas vermelhas, um short jeans e um par de tênis. Ele a conhecia, rapidamente reclamou:
– Você?! O que está fazendo aqui?! Eu já não disse que nunca mais queria te ver na minha frente?! — a garota reverteu a rendição e o prendeu contra a parede tapando sua boca.
– Não me importo com o que você diz, viu o estrago que você fez na prisão?! Você é doente, ou se esqueceu do que seu avô disse a você quando era menor?!
– Cala a boca! Nunca mais mencione ele, era seu avô, não meu — ela o interrompeu.
– Mas ele te acolheu como parte da família, se não fosse ele, você teria sido queimado junto com o orfanato.
Shao abaixou a cabeça, mesmo que nunca mostrasse seus olhos, era possível ver lágrimas sorrateiras descendo por seu rosto, ele ficou sério, abaixou seu tom e conversava como se estivesse arrependido:
– Devia ter deixado, mas o que você sabe sobre isso não é? O que uma Tae sabe sobre um Hwang, você era só uma criança Mi-Young.
– Você também era, foi por isso que meu avô te acolheu, pra poder te dar um futuro, te tornar um Tae, como eu e ele. Você foi um Tae e ainda é, só tem que acreditar nisso.
O garoto ficou inexpressivo e logo fez uma careta de raiva, levantou seu punho direito e ameaçou acertar a face de Mi-Young, mas redirecionou seu golpe e acertou a parede ao seu lado, que se rompeu formando uma rachadura com o formato de seu punho. Ele se soltou e caminhou adentrando os esgotos, parou por um instante:
– Vai embora Mi-Young, você não vai querer ficar perto de mim. — ele voltou a andar, desaparecendo na escuridão.
Tae fechou sua expressão, como uma criança quando não ganha doce, e subiu as escadas do bueiro voltando ao beco. Havia começado a chover, a luz da lua começava a se esconder por trás das nuvens e ela começou a andar, não demorou muito para quatro homens suspeitos interromperem sua caminhada na chuva:
– Ei mocinha, não está muito tarde para uma garotinha como você estar andando por esses becos, vai pegar um resfriado com essa chuva. Por que você não vem com a gente? Podemos te dar um lugar confortável para dormir essa noite.
Um dos homens começou a sorrir e a pegou pelo ombro tentando forçá-la a ir com eles, mas ela agarrou a mão dele e apertou, tanto que a esmagou, quebrando cada osso de sua mão, fazendo-o gritar, os outros e prepararam e a atacaram, mas ela era rápida, como se fosse um gato atrás de uma presa, ela correu em direção a uma parede, saltou encostando os dois pés na mesma se impulsionando em direção a um dos meliantes, desferindo um soco direto em sua garganta, fazendo-o sufocar, ele não conseguia gritar, seu pomo de Adão havia sido deslocado para dentro de sua garganta, ele caiu no chão e morreu asfixiado. Os olhos da garota brilhavam amarelo como uma vela no escuro, o outro meliante se assustou e saiu correndo.
Após um tempo correndo o sujeito tropeçou e caiu no chão, quando olhou para trás a garota não estava mais atrás dele, ficou aliviado, mas de repente uma lata caiu em um beco ao lado, quando ele olhou para o lado, viu apenas dois olhos brilhantes no escuro, então aqueles olhos se aproximaram tão rápido que ele não teve tempo de piscar, quando percebeu, ele estava perdendo lentamente sua vida, tudo estava ficando frio. A garota sugava a alma do meliante com seus olhos, ela podia sentir sua energia e seu vigor sendo restaurados, ela comia almas como um vampiro sugava sangue:
– Você vai se arrepender pelo resto de sua eternidade no inferno que eu irei te mandar. — ela fez uma careta e logo se ajeitou — Que alma podre, que gosto ruim.
A chuva havia cessado, eram quase quatro horas da manhã, ela foi até uma lanchonete vinte e quatro horas, pediu um café e começou a tomar enquanto pedia uma bela caixa de donuts, enquanto comia, ela sentiu um perfume familiar. Shao havia entrado na loja e e a chamou para conversar:
– Foi mal... — ele falou tentando disfarçar.
– O que? — ela sorriu.
– Você me ouviu. — ele fez uma cara de bravo.
A garota começou a rir enquanto ele ficava enfezado, mas logo voltou a sua face inexpressiva:
– Enfim, uma organização enviou uns soldados atrás de mim ontem, eu tentei matá-los, mas eles eram mais fortes que pareciam, eles me disseram para ir com eles e que era para eu chamar você e que tínhamos um voo marcado para amanhã de manhã com destino ao Japão. Parece que um tal centro de pesquisa japonês está atrás da gente e essa organização não quer que eles nos peguem. Eu disse que iríamos.
– O que? Você ficou maluco?! Eu não tenho dinheiro para pagar uma viagem dessas, como iremos sobreviver lá? Para você é fácil, né? Você é vagabundo, eu vou perder meu emprego e minha casa?
– Idiota... Em primeiro lugar, eu não sou vagabundo, ok?! Em segundo lugar, eles irão pagar para nós. Em terceiro, nós iremos trabalhar para eles, vão nos pagar seis milhões de dólares, cada, por missão cumprida.
Mi-Young se assustou, mas aceitou a oferta e levou Shao até um shopping para comprarem roupas para ele, compraram, em especial um capuz verde, calças pretas e um par de botas, que acabaram se tornando suas roupas preferidas. Arrumaram suas malas e esperaram, até o dia seguinte, pelo seu voo. Enquanto isso, ela levou Hwang até vários lugares de Seul para que ele conhecesse o que ainda não havia visto por não ter condições de ter ido.
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