Notas iniciais
Oi, oii gente!! Eu voltei, eu voltei :D Primeiramente, era para eu ter postado ontem, mas aconteceram uma coisinhas inesperadas e eu tive de adiar para hoje :/ O que em partes foi bom visto que aproveitei para começar a postar minha nova fic o/ o/ Segue o Link: https://fanfiction.com.br/historia/661176/DeVoltaParaVoce/ Agora, queria agradecer as meninas que recomendaram a fic ^^ Barbará Pratti, BellaMikaelson e Roseli Silva Duarte. Meus amooores, muito brigada pelas recomendações, os elogios e as palavras carinhosas *---* Nick ama vocês :* Obrigada mesmooo S2 Boom, agora vamos ler.. Espero que gostem Boa leitura.

Eu fiquei ali, estática, dura feito pedra sem saber como reagir.

Edward estava a minha frente. Queria conversar comigo.

Isso era mesmo real?

Quantas vezes eu sonhei com aquilo? Podia ser só mais um truque da minha louca cabeça apaixonada.

—Ok, eu vou deixar vocês conversarem. – Jéssica proferiu arqueando as mãos. —Mike e eu estamos te esperando no carro.

Ela informou, mas eu estava absorta demais para dar qualquer importância. Ter Edward a minha frente, após tanto tempo era mais do que um motivo para que eu a ignorasse.

Então ali, parados naquele estacionamento lotado e silencioso, sob um céu estrelado, restou apenas Edward, eu e o silencio.

Eu tive de manear a cabeça e pigarrear, abaixei meu olhar quando vi um leve sorriso surgir em seus lábios.

Pelo menos eu o fazia o sorrir.

—Me desculpe pelo o que Rosalie te disse. – ele foi direto, se aproximou um passo.

Ainda parada eu respirei fundo, rezando, implorando para que ele não quisesse falar comigo apenas para se “desculpar”.

—Você não teve culpa. – soltei baixo, tentando controlar meu coração.

—Na verdade, eu tive. – quando coçou a nuca, e sorriu sem jeito, eu soube que havia algo que eu não sabia. —Mas isso não vem ao caso agora. – arrumou a postura dando mais dois passos até mim. —Vamos dar uma volta? Depois eu te levo para casa, qualquer coisa...

Sem pestanejar, eu concordei. Edward voltou a abrir o sorriso, com mais poucos passos, me alcançou.

Em silencio, nós começamos a caminhar. A situação era meio constrangedora, na verdade eu não queria conversar, queria agarrá-lo e nunca mais soltar.

—Sua mãe me procurou hoje. – suas palavra me deixaram travada. Ergui a cabeça o olhando, apostava que meus olhos estavam estalados.

—Oi?

Eu não podia ter ouvido direito. Não, não podia.

Edward riu do meu espanto passando a mão pelo cabelo.

—Sua mãe, Renée. – murmurou com mais calma. —Ela foi até o meu apartamento hoje.

Não podia acreditar no que estava ouvindo, Edward só podia estar brincando.

O que Renée ia querer com ele? Será que...

Oh, meu Deus!

Ela só podia ter descoberto do que houve entre nós e ido procura-lo para exigir que ele se afastasse de mim.

A raiva fez meu peito inflar, junto com a agonia. E se Edward tivesse se intimado e viesse me dizer que não ia mais ficar comigo?

—Bella?

Ergui os olhos quando ele me chamou.

—O que ela queria com você? – perguntei de imediato, tendo de medo de sua resposta.

—Falar sobre você. – Edward gesticulou a cabeça, me chamando silenciosamente para voltar a caminhar.

Minha boca ficou amarga e a cada passo que eu dava, menos força eu tinha. Eu ia matar Renée, ia mesmo.

—Ela disse que estava preocupada com você. – pela segunda vez na noite eu fiquei perplexa, estancando no lugar, mais uma vez.

Eu não sabia se eu ria ou gargalhava, Renée preocupada comigo? Era piada, claro.

—Ah Edward, por favor...

—Estou falando sério. – ele me interrompeu parando a minha frente. —Falou que você estava péssima, praticamente entrando em depressão.

Senti meu rosto arder. Por que as pessoas tinham que ser tão exageradas? Eu não estava entrando em depressão, só estava passando por um momento difícil.

Ficar sem Edward me deixara devastada, mas não depressiva.

—Não dê ouvidos a ela, Renée sempre foi meio dramática. – respirando fundo, abaixei os olhos. —Ela te disse apenas isso?

—Não. – negou se sentando no banco a nossa frente.

O jardim estava todo iluminado, luminárias japonesas e luzes de piscas enfeitavam as arvores de um modo magnífico. O céu estrelado era o toque perfeito.

—Disse que tentou conversar inúmeras vezes, mas você nunca aceitou.

Sentando no banco mordi meu lábio inferior. Isso era verdade, Renée tentara falar comigo várias vezes nos últimos dias, eu nunca quisera ouvi-la.

Na verdade, já estava um pouco tarde para ela tentar uma aproximação.

—Mas na verdade, ela queria falar sobre.... Sobre o que aconteceu entre nós dois. – Edward coçou a nuca e eu pigarrei.

Renée não tinha o menor direito de ir procurar Edward, ainda mais para tratar de assunto tão particular como aquele.

—Me desculpe Edward. – pedi soltando o ar pela boca. —Eu não imaginava que ela fosse...

—Não tudo bem. – virando a cabeça, ele me olhou. Engoli seco, meu coração saltou dentro de mim.

Edward estava tão perto, sua boca estava tão acessível.

Suspirei várias vezes para me controlar.

—Ela é sua mãe, é normal se preocupar. – exibiu um leve sorriso no canto dos lábios. —Acho que ela quer melhorar a relação entre vocês duas.

—Não há uma relação entre nós duas, Edward. – proferi de imediato. —Nunca houve e nem vai haver.

Nós dois respiramos fundo, o silencio que se seguiu serviu para dar fim a nossa conversa sobre Renée.

Eu não queria mais falar sobre ela, iria deixar para me acertar com ela quando fosse para casa, por hora, só esperava que Edward tivesse mais coisas para me dizer.

—Como você está?

Ele perguntou de repente. Respirei fundo soltando um riso irônico.

Várias respostas correram por minha cabeça, coloquei meu cabelo atrás da orelha olhando-o rapidamente.

—Uh, tento me convencer que eu estou bem, mas... – respirei fundo mordendo meu lábio inferior. —A cada dia que se vai, só fico pior.

Pelo canto dos olhos eu via que Edward me olhava.

Meu coração só batia mais rápido, mais forte.

—E você?

Edward suspirou, soltou um riso baixo antes de embrenhar a mão no cabelo.

—Eu, bom... Eu pensei que ficar longe de você seria mais fácil. – ouvir aquilo me fez muito bem. —Na verdade eu tive que me controlar para não te procurar antes.

Prender o sorriso foi impossível.

—Porque se controlou? – não consegui conter a pergunta.

Edward arrumou o corpo, seus olhos não saiam dos meus me deixando hipnotizada. Ele se aproximou no banco me fazendo tremer.

—Por que eu precisava de um tempo. – assumiu. —Aconteceu muita coisa entre nós dois e você me apresentou uma Bella completamente diferente da que eu pensei que conhecia.

Apertei os lábios com suas palavras.

—Eu precisava ter certeza de que eu amava essa versão sua. – engoli seco me preocupando. —E não foi muito difícil perceber que eu te amo de qualquer jeito, de qualquer forma.

Eu quis me jogar nele e beijá-lo até o mundo acabar, mas consegui me controlar. Eu sabia que tudo estava se encaixando, agora não era hora de pressa.

—Ouvir isso é a melhor coisa do mundo. – falei em meio ao suspiro. —Mas você tem certeza que ama a minha versão egoísta, mercenária e fútil?

Fiquei temerosa ao questionar, mas o sorriso que apareceu em sua boca, me tranquilizou de imediato.

Era o sorriso torto, o meu favorito.

—Engraçado que olhando para você, eu não consigo ver essas coisas que você disse. – estreitei os olhos. —Você podia até ser assim, mas agora, é uma mulher decidida, forte.... – se pondo de pé, Edward ficou a minha frente. —É a mulher que eu quero ficar, que eu quero para mim.

Eu queria gritar, sair pulando pelo campus, mas Edward me impediu, segurando meu pulso e me puxando para ele.

Meu corpo bateu no seu, seus braços rodearam a minha cintura e sua boca colou na minha.

Fechei os olhos soltando um suspiro.

Eu só podia ter morrido e ido para o céu.

O cansaço que eu sentia, ia muito além do físico, era uma coisa psicológica.

Mas essa era a realidade, já estava cansado de tentar fugir dela, do que eu sentia por ela.

—Edward, a galera vai ao píer, vamos?

Rosalie questionou se jogando ao meu lado no sofá. Respirei fundo passando a mão pelo cabelo apenas negando com a cabeça.

—Não estou afim.

Não a olhei, mas podia apostar que ela rolou os olhos.

—Ah, Edward! – recostando a cabeça em meu ombro, ela soltou. —Faz tempo que você não sai com a gente.... Vamos, vai ser legal!

—Eu não quero ir. – disse mais firme, me afastando dela no sofá.

Não tinha raiva de Rosalie ou coisa do tipo, mas ultimamente, ela vinha me sufocando com toda sua atenção excessiva.

—Argh, você está um saco sabia? – passando a mão pelo cabelo, eu tratei de ignorá-la. Era melhor deixando-a falar sozinha. —Eu tinha certeza de que aquela vadia ia te foder, mas assim também...

—Rosalie. – a interrompi com a voz dura.

Odiava quando ela começava a falar de Bella, não que ela fosse uma santa, mas Rosalie não tinha moral para julgá-la.

Ela não a conhecia como eu. Bella havia errado sim, porém isso era entre eu e ela.

—Para com isso, ok? – pedi me pondo de pé. —Já falamos muito sobre isso e eu não quero discutir de novo.

Os olhos de Rosalie eram cínicos, irônicos. Cruzando os braços, ela permaneceu sentada no sofá.

—Nós só discutimos porque você teima em defender uma pessoa que te traiu com seu amigo. – rolei os olhos bufando. —Você só pode estar cego, Edward.

Ela sempre defendia o mesmo argumento.

Eu sabia do que tinha acontecido. Bella e Marcus transaram em uma noite onde nenhum dos dois tinha ideia do nome do outro, obviamente isso não diminuía em nada o peso do acontecimento, mas Rosalie dizia de um jeito, como se Bella tivesse consciência da minha —ex— amizade com Marcus.

—Eu não defendo ela. – me virei para olhá-la. —Só não fico a julgando como se eu fosse o cara mais perfeito do mundo, porque eu não sou. – ela fez uma careta permanecendo em silencio. —Se lembra de quando eu traí Tanya? Quando saí com duas garotas ao mesmo tempo?

—Ah Edward isso já tem tanto tempo...

—Não importa. – a cortei. —Eu fui um idiota com elas. Eu errei com elas... Não tenho moral para falar da Bella e nem você tem.

—Claro que eu tenho. Até uma puta de esquina tem.

—Rosalie. – tive de aumentar a voz para que ela se calasse.

Ela estava pronta para dizer mais alguma coisa, quando alguém bateu na porta.

Eu respirei fundo para me acalmar, caminhando até a porta e girando a maçaneta. Assim que minha visão fora liberada, eu vi a mulher alta e magra a minha frente.

Cerrei os olhos, quando ela retirou os óculos escuros eu tive um vislumbre de Bella mais velha. Era idêntica a ela.

A pele clara, os olhos castanhos, a boca carnuda.... Somente o tom do cabelo que se diferenciava, o da mulher, era mais claro tendenciado ao loiro.

—Com licença, você é o Edward? – sua voz era calma e elegante.

Assentindo com a cabeça eu a vi sorrir, era incrível como até o sorriso era idêntico ao de Bella.

—Sou sim, a senhora é...?

Deixei a pergunta no ar, ela me estendeu a mão livre.

—Renée. – murmurou em meio ao cumprimento. —Sou mãe da Bella, será que nós poderíamos conversar?

Claro a semelhança estava explicada.

—Claro, entre.

Liberando sua passagem, deixei que ela entrasse. Rosalie lançou olhares mortais a senhora que pareceu ignorar com perfeição.

Talvez, ela soubesse da briga das duas.

—Sente-se. – pedi olhando rapidamente a Rosalie. Ela bufou ficando de pé e com passos pesados saiu da sala em direção ao quarto.

—Obrigada. – agradeceu cruzando as pernas. —Não estou te atrapalhando, estou?

—Não. – sentei no sofá a sua frente, apoiando os braços nas pernas. —Aconteceu alguma coisa com a Bella?

Eu não deixei de me preocupar. Apesar de tudo, eu a amava e a queria bem.

—Mais ou menos. – ela sorriu sem vontade. —Venho notando-a muito para baixo, chorosa, quase não sai do quarto. – parou por alguns instantes para suspirar. —Até tentei conversar com ela, mas nós duas não somos muito próximas.

Apertei os lábios diante suas palavras. Ela estava sofrendo, saber aquilo me incomodava bastante.

—Foi então que eu ouvi uma conversa entre ela e Jéssica, onde as duas falavam sobre você e o que aconteceu em Purple Lounge, acho que é esse o nome. – soltou um riso baixo. —Enfim, Edward. – se arrumando no sofá, ela manteve os olhos. —Bella não teve uma educação moral muito consistente, não teve os melhores exemplos sobre fidelidade e amor, eu sei que isso é meio difícil para você, sei que é complicado, mas tente entende-la.

Beliscando meu lábio inferior com os dentes, me mantive em silencio.

—Nós sempre tememos o que não conhecemos. Bella não conhecia o amor, quando começou a se apaixonar, ficou assustada, com medo. – explicou paciente. —Ela sempre se fez de forte, mas no fundo é apenas uma garotinha solta pelo mundo.

—Eu sei disso. – murmurei passando a mão por meu rosto. —Bella não é uma mulher ruim.

—Não, não é. – seu sorriso ficou mais largo. —Sabe, Edward... Eu temo muito pela Bella. – assumiu com pesar. —Ela anda meio depressiva, chega a assustar vê-la da forma que ela está. Não sei o que seria dela se Jéssica não estivesse por perto.

Cerrei os punhos ao ouvir aquilo. Se antes eu já tinha vontade de procura-la, agora então, eu queria voar até ela.

Ficar longe dela, era a pior coisa do mundo. Eu já tinha perdoado o que acontecera e aquele tempo, fora a coisa mais ridícula que eu já havia proposto a alguém.

—Por isso, eu vim até aqui. Tenho medo de que Bella se torne uma pessoa ruim, rancorosa e solitária. – Renée me olhava séria. —Tenho medo que ela fique como a mim.

Aquilo me surpreendeu, lubrifiquei meus lábios com a ponta da língua respirando fundo.

—Dê uma chance a ela, posso ver que você a ama. – esticando o braço, sua mão pegou a minha.

Ergui os olhos, aquilo era uma suplica, não um pedido.

—Eu já ia procura-la antes. – murmurei com toda sinceridade. —Nem sei porque esperei tanto...

—Oh, fico muito feliz por saber disso, cher. – ela suspirou e então se colocou de pé. —Posso contar com sua palavra de que fará minha filha feliz?

—Pode. – sorri levantando também. —Vou cuidar da Bella.

—Obrigada. – ela me agradeceu. —Bom, agora eu já vou...

—Espere! – pedi impedindo que ela saísse do meu apartamento. —Sabe se ela vai à festa da UCLA hoje à noite?

Renée pareceu pensar.

—Uh, não sei. – proferiu desapontada. —Mas Jéssica com certeza sabe. Ligue para ela, aposto que vai ficar feliz em ajudar.

Sorrindo, eu concordei com a cabeça. Renée se despediu e assim, saiu pela porta.

—Eu não acredito no que eu ouvi! – Rosalie exclamou alto, entrando na sala.

Procurando o número de Jéssica em meu celular, tentei ignorá-la.

—Você vai voltar com aquela vadia mesmo depois de tudo o que ela fez com você?

—Não vou voltar, porque nós não terminamos. – deixei bem claro. —Mas eu vou procura-la sim, e pouco me importa se você gosta disso. É a minha decisão, a escolha é minha Rosalie. – ela apertou os lábios. —E eu escolho a Bella.

Entreabrindo a boca, ela pareceu surpresa.

Não dei importância, Rosalie que aprendesse a conviver com esse fato, porque eu não deixaria que Bella saísse da minha vida.

Notas finais
Muita gente pediu um pov do Edward, como a fic já ta terminada eu editei esse capitulo tirando algumas partes e pondo um pequeno ponto de vista dele. hehe :) Boom, estamos chegando ao fim :( Mais um capitulo e o epílogo :'( Maaas, não se esqueçam de ler minha nova fic: De Volta Para Você :3 https://fanfiction.com.br/historia/661176/DeVoltaParaVoce/ Mais uma vez, Barbara, Bella e Roseli, muuuuito obrigada :) Nos vemos em breve ticas! Fiquem bem ^^ Beijõõões da Nick :*