Ética Do Amor

23 Surpresas de uma noite


Passei todo o domingo com Edward. Ele ainda estava um pouco estranho pelo ocorrido na noite passada, estava desconfortável e isso era evidente. Eu queria muito dizer que eles não precisava ficar daquela maneira, mas também não estava disposta a passar pelo mesmo inferno que passei na noite passada após sua crise.

Na segunda-feira fomos para o trabalho juntos e Edward já estava melhor, mas eu queria muito conhecer toda aquela história a fundo. Então imaginei que a melhor forma de conseguir isso era conversando com Emmet, logo inventei uma história qualquer para Edward e fui até a sala de seu irmão.

– Emmet. – Eu disse ao entrar em sua sala.

– Oi, Bellinha. – Disse simpático, porém parecia triste. – O que a trás aqui?

– Eu quero falar com você. Está com tempo?

– Claro. Sente-se.

Fui até sua mesa e me sentei na cadeira à frente dela.

– Antes de qualquer coisa... Eu queria saber como o Edward está. – Ele disse preocupado. – Tentei falar com ele o domingo inteiro.

– Ele está bem. Nóspassamos o domingo juntos... Incomunicáveis.

– Ah sim... É bom. Ainda mais depois de sábado.

– Verdade. – Concordei.

– Desculpa pela Rose. Ela não tem noção do que faz.

– Tudo bem.

– Mas o que você queria falar comigo?

– Sobre o que foi dito ontem. Quero saber exatamente o que aconteceu.

– Tudo o que a Rosalie disse. Exceto a parte de que o Edward matou a minha mãe.

– O que aconteceu, então?

– Minha mãe estava esfaqueada no quarto dele e eles brigavam muito. Edward no entanto jurou, de pés juntos que não tinha matado, que na verdade quem se matou foi ela após dizer que não tinha mais jeito pra ela e que por isso ia acabar com aquilo, mas que ele também não seria feliz já que levaria toda a culpa por sua morte. Eu acreditei no Edward, na mesma hora, o papai estava indeciso, entre a cruz e a espada, até saírem as impressões digitais da faca que comprovaram que as digitais eram dela, não dele. Papai acreditou nele também e foi isso.

– Mas por que a Rose ainda não acredita?

– Minha mãe a tratava como uma segunda filha. Ela simplesmente não conseguia acreditar que minha mãe seria capaz de se matar.

– Mas você acreditou.

– Sim. Minha mãe realmente era uma mulher maravilhosa, mas depois que ela descobriu a traição do papai as coisas mudaram... Completamente. Ela não conseguia perdoar. O meu pai tentou com todas as forças salvar o casamento deles, mas ela tinha mudado, ainda era uma boa mãe pra mim, mas era muito má com Edward. Na frente do papai ela o tratava bem, mas quando ele saia pra trabalhar ela deixava o Edward do lado de fora. Dizia que ele não tinha que entrar na nossa casa porque lugar de marginal era na rua, não dava comida pra ele e me batia toda vez que me pegava dando comida escondido. Fora o dinheiro que o meu pai dava por semana, ele dava nas mãos da minha mãe, para que ela nos entregasse, era tipo uma mesada, ela entregava só a minha, é claro. Eu oferecia pro Edward metade da minha, mas ele não aceitava. A Esme era minha mãe, mas a forma que ela tratava o Edward não se trata nem um cachorro. Eu ficava muito mal por isso.

– Mas por que vocês não contavam pro Carlisle?

– Porque ela dizia que nos arrependeríamos e que o nosso pai não acreditaria. O Edward também não contava porque ele era muito fechado. Ele falava muito pouco com o meu pai.

– E com você?

– Nos primeiros meses ele não falava muito nem comigo, mas depois a gente foi ficando amigo. Ainda mais porque eu era um babaca na época da escola e apanhava de todo mundo, até ele entrar lá, é claro. O Edward deu uma surra em todos os caras. E eu me lembro que eu o vi batendo nos caras, ele nunca fez nenhum tipo de arte marcial, mas lutava muito, era como se lutar fosse algo do dia a dia dele, como se antes de nos conhecer, ele dependesse de ser bom de briga pra sobreviver. Entende?

– Entendo. – Respondi. – Mas e o passado dele? Antes de vocês o conhecerem?

– Ah... Ele já contou por alto pra gente, mas eu sempre tenho a sensação de que tem mais coisa ali.

– Provavelmente... Mas e o que você sabe? É o que?

– Bella, eu sei que é complicado tocar nesse assunto com ele, mas eu não posso contar. Quando ele estiver pronto eu tenho certeza que vai te contar. Ele já contou pra mim, já contou pro meu pai, pra Victória. A sua vez vai chegar... Só tenha um pouco de paciência.

– Você está certo. – Eu disse. – Eu tenho que esperar até que ele esteja pronto pra me contar.

– Isso mesmo. – Disse sorrindo.

– Emmet, agora eu tenho que ir. O trabalho me chama.

– Tá okay... – Disse simpático. – Bom trabalho.

– Pra você também.

Voltei para a sala e vi Edward com a cadeira virada para o outro lado. Olhando a cidade de Nova Iorque por sua parede de vidro.

– Edward? – Perguntei.

– Vem aqui. Meu amor. – Ele disse.

Fui até Edward, parando ao seu lado. Ele segurou meus quadris, me puxando para seu colo, e eu me aninhei ali, o abraçando pelo pescoço.

– Eu estou me sentindo em dívida com você. – Ele disse.

– Por quê?

– Não te dei a devida atenção nesse final de semana. – Disse beijando o meu ombro. – E eu quero você... Agora.

– Edward. Não sei se é uma boa ideia fazermos isso aqui.

– Claro que é uma boa ideia. Essa é a minha sala e eu mando aqui. Além do mais, é só uma rapidinha, vai.

– Não Edward. – Eu disse levantando de seu colo após uma enorme batalha emocional.

Edward virou sua cadeira com um sorriso safado nos lábios e pegou o telefone.

– Tânia... Não quero ser incomodado nem pelo Papa até segunda ordem.

Edward encerrou a chamada e se levantou, vindo até mim e me beijando. Fomos caminhado enquanto nos beijávamos, até que encostei na ponta da enorme mesa de Edward. Ele afastou os papéis que estavam no caminho, me levantou e me sentou sob a mesa, puxando minha camisa de uma vez só, fazendo botões voarem e me deixando só de sutiã, seu próximo passo foi arrancar a minha saia. Edward observou meu corpo e abaixou para beijar o meu pescoço, descendoas mãos para o meu sutiã, desabotoando-o e revelando meus seios para que ele se deliciasse. Seus lábios se apossaram de meus seios, um de cada vez, suas mãos desciam por minha cintura até encontrar minha calcinha, puxando-a por minhas pernas até tirá-la. Edward observou meu corpo, completamente nu, com um sorriso safado nos lábios e eu deitei em sua mesa, o esperando.

– Eu quero te comer. – Ele disse.

– Então come... Agora.

Edward não precisou tirar a roupa para que eu sentisse a cabeça de seu pau brincando com meu clitóris, fazendo com que eu me contorcesse em excitação.

– Acho que já está pronta pra mim, não está?

– Totalmente. – Respondi.

E sem mais delongas Edward me penetrou, de uma só vez, rapidamente, começando a se mover dentro de mim rapidamente, em estocadas fortes e precisas, eu rebolava em direção aos seus quadris para que ele fosse cada vez mais fundo e explorando novas áreas dentro de mim, suas mãos passeavam por meu corpo desenfreadamente, ora em minha cintura ou em meus quadris, puxando-me ainda mais contra seu corpo, ora em meus seios, acariciando-os e hora em meu clitóris, o estimulando, enquanto eu tentava conter meus gemidos, mesmo isso soando como uma missão muito difícil.

O resto do dia, após a nossa “rapidinha” passou de forma engraçada, já que eu simplesmente não conseguia olhar para sua mesa sem me recordar do que havíamos feito ali há algum tempo. Fora a minha camisa que estava com alguns botões a menos agora.

Continuei em meu trabalho enquanto Edward fazia o seu. Foi então que enquanto eu escrevia distraidamente um dos meus relatórios, ouvi um “click”. Olhei para cima e lá estava Edward, com sua polaroid em mãos.

– Está linda. – Disse sorrindo. – Mais uma pra minha coleção pessoal.

– Quando for tirar fotos minhas pra sua coleção pessoal, tente, por favor avisar antes, para que eu me maquie um pouco, vista roupas melhores e tudo mais.

– A graça das fotografias é que são espontâneas. Se eu pedir para que você se arrume, não teria a menor graça. Afinal, mulheres arrumadas eu vejo todos os dias nas revistas. Eu gosto da real beleza feminina, isso sim chama a atenção.

– Então você me acha mais bonita sem maquiagem?

– Totalmente.

– Nem um batonzinho?

– Eu já disse o quanto amo o tom levemente avermelhado dos seus lábios? Nunca te vi com um batom em um tom mais bonito.

– Tudo bem... Seu galanteador. Pode tirar fotos minhas assim, ao natural, mas não mostre a ninguém, por favor.

– Pode deixar. – Ele disse sorrindo.

Assim que saímos do trabalho, Edward me agarrou no estacionamento, me imprensando contra seu carro.

– Aquela rapidinha de hoje só abriu o meu apetite. Quero que durma lá em casa hoje.

– Tudo bem, porque devo concordar o apetite está aberto agora. – Eu disse sorrindo.

Edward me beijou, intensamente, enquanto minhas mãos acariciavam sua nuca, apreciando o beijo delicioso. Eu me sentia uma adolescente se agarrando com um menino gatinho em um lugar escondido depois da escola. Edward proporcionava essas sensações em mim e eu gostava demais.

Assim que paramos de nos beijar, pude ver não muito longe dali, Tânia, que nos observava paralisada, ela parecia não muito satisfeita e eu gelei imediatamente.

– Bella? – Perguntou Edward parecendo preocupado. – Tá tudo bem?

– Edward, vamos embora.

– Sim, nós vamos, mas por que a pressa?

– Só vamos embora agora. No caminho eu te explico.

– Tudo bem.

Entramos em seu carro e Edward deu partida. Assim que saímos do estacionamento, eu me senti pronta para falar com ele.

– A Tânia nos viu.

– Onde?

– Agora, no estacionamento, nos beijando. A Tânia nos viu.

– Droga. – Disse também não gostando nada disso. – Isso não é bom.

– Não é mesmo. Se ela der com a língua nos dentes eu não sei o que vai ser dos nossos empregos.

– Verdade. Mas de qualquer forma, agora já era. Eu vou conversar com ela amanhã.

– Converse mesmo.

Assim que chegamos em seu apartamento, tomamos um bom banho, juntos e já fomos direto para a cama, que foi apenas uma mera figurante perto da nossa intensa noite de amor.

– Eu acho que devo falar com você. – Ele disse enquanto estávamos agarradinhos embaixo do edredom.

– Sobre o que?

– Sobre sábado. Eu não disse nada sobre o assunto depois daquela confusão toda e eu estou me sentindo mal por isso. Você merece uma explicação pelas coisas que ouviu.

– Eu já conversei com o Emmet e ele me disse que na verdade quem se matou foi a Esme, que ela queria colocar toda a culpa em você

– Isso é verdade, mas isso não impediu de que eu me sentisse culpado. No fundo eu sempre achei que a Rosalie estava certa, que eu era mesmo um intruso na família deles. Ela não conseguiu com que eu pagasse por sua morte que era o que ela realmente queria, mas conseguiu algo pior. Conseguiu me deixar com um sentimento de culpa que me assombra até hoje, o sentimento de que ela não teria se matado caso eu não tivesse entrado na família deles, e pior, o sentimento de que eu poderia ter feito algo naquele dia, eu podia ter ido até ela e arrancado aquela maldita faca de suas mãos, porém eu estava com medo. Com muito medo. Não a deixei se matar porque ela não gostava de mim, mas porque eu estava chocado e não tive a percepção de impedi-la. Eu me culpo por isso todos os dias.

– Você não deve se culpar. É normal ficar paralisado perante a uma situação dessas. Quanto a você entrar na família, é totalmente nada a ver se sentir mal. O Carlisle era o seu pai e se tem alguém errado nisso era ele que traiu a esposa e ainda sem se precaver. E a Esme por não ter a maturidade de ou se separar do marido ou perdoá-lo de verdade. Carlisle e Esme foram os culpados pelo fim da família deles, não você. Você era tão vítima nessa história quanto o Emmet.

– Eu sei. O culpado dessa insegurança é o meu maldito inconsciente que sempre me diz que o culpado disso tudo sou eu.

– Isso é besteira. E um dia você vai perceber isso. Mas mudando de assunto... E a sua mãe?

– O que tem ela? – Perguntou sério.

– Era uma boa mãe?

– Imagine a pior mãe do mundo. – Disse ainda sério. – Pois então... É um anjo perto da mulher que me trouxe ao mundo.

– Nossa... Eu realmente...

Edward passou a mão no meu rosto e antes que eu pudesse continuar falando me beijou... Seu beijo era doce e de alguma forma estava me fazendo perceber que aquele assunto não prosseguiria.

Na quarta recebi uma ligação da minha mãe dizendo querer jantar comigo. Eu aceitei, afinal não estava vendo minha mãe com tanta frequência ultimamente. Edward aceitou numa boa dizendo que iria fazer algumas planilhas para se organizar melhor para o começo de dezembro. Naquela noite eu havia ido com a minha lambreta, já que não voltaria com Edward. Mas assim que cheguei na garagem da empresa, no local onde eu havia estacionado que era aparentemente seguro, vi minha lambreta, completamente arranhada, com o estofado do banco todo rasgado, pneus furados, sem os retrovisores e com a frase “Fique longe dele” escrita em vermelho na lataria.

– Mas que droga! – Eu disse revoltada. Que maldito teria feito aquilo?

– Gostou do novo aspecto desse pedaço de lata que você chama de moto? – Perguntou Tânia chegando ao meu lado.

– Ah claro... Tinha que ser você. – Eu disse nervosa. – E não é uma moto, é uma lambreta. E quem você pensa que é pra fazer isso?

– Sou a mulher que estava com o Edward antes de você vir e roubá-lo de mim. Fica aí posando de boa moça, mas na primeira oportunidade roubou o meu homem. É uma piranha de marca maior, isso sim! – Disse se aproximando e empurrando meus ombros.

– Não encosta em mim se não quiser ir pra cadeia. – Eu disse séria.

– Não precisa nem pedir, porque eu não vou sujar as minhas mãos com uma porca imunda feito você. Ladra de homens. Nem sei o que ele viu em você, porque tá na cara que eu te deixo no chinelo, não é, querida?

– Olha só... Eu não vou perder o meu tempo, nem a minha inteligência discutindo sobre “quem é a mais bonita” com você, até mesmo porque pra mim não existe argumento mais grotesco e pobre do que esse pra defender um ego abalado. A única coisa que me interessa é a minha lambreta que você destruiu. Eu não vou tirar um dóllar do meu orçamento e ainda a quero exatamente como estava antes. E aí? Como vai ser?

– Não vai ser. Você não pode provar que fui eu quem fez isso. Aqui não têm câmeras, até mesmo porque se tivesse tanto você quanto o Edward estariam bem ferrados com o governo, já que ficam aos beijos aqui.

– Eu realmente não posso provar nada, mas é o seu dever consertar algo que você quebrou e pior, algo que não lhe pertence.

– Enquanto não houver uma ordem judicial mandando eu consertar, do meu bolso não sai nada pra sua motinha. – Disse em tom de desdém.

– Mas...

– “Mas” o que? Quebrar esse lixo é um favor que eu te faço. Você não está trepando com o presidente da empresa? Pois então, peça um meio de transporte descente, ele é podre de rico, com certeza isso não vai ser nada.

– Eu não vou pedir nada pra ele. Eu tenho as minhas próprias coisas e não preciso da ajuda de ninguém.

– Não vem com esse papo. Tá legal? Toda mulher gosta de presentes, sem exceção. Ele não te dá presentes caros? Porque ao menos pra mim, ele dava muitas bolsas, sapatos, lingeries. – Disse em tom de desdém. – Apesar de que olha pra você... Ele provavelmente sabe que não adianta tentar melhorar o que não tem jeito.

E então ela saiu, enquanto eu apenas a ignorei e tentei medir o meu prejuízo. Eu estava com muita raiva de Tânia, muita mesmo. Não que eu fosse o tipo de pessoa que fazia as coisas pros outros esperando algo em troca, mas o que mais me revoltava era que assim que entrei na empresa, uma das primeiras coisas que eu fiz, foi intervir por seu emprego, encarei Edward para que ela não fosse mandada embora e era assim que ela me agradecia. É compreensível que ela não tenha gostado de perder Edward pra mim. Perder um homem rico e lindo, para mulheres interesseiras e superficiais como ela, era algo muito ruim, no entanto não era motivo pra ela fazer o que fez.

Após desistir de fazer qualquer coisa, deixei a lambreta ali mesmo, na intenção de resolver tudo amanhã. Peguei um ônibus e fui direto ao restaurante, onde encontraria minha mãe, afinal, eu merecia um bom jantar depois do começo de noite que tive. Assim que cheguei surpresa foi a minha ao entrar e ver Rosalie na mesa com a minha mãe.

– Boa noite. – Eu disse, me sentando.

– Boa noite. – Disseram.

– Oi Bella. – Disse Rose, um tanto sem graça.

– Oi, Rose. – Respondi educadamente. – Como vai?

– Já estive bem melhor. – Disse parecendo bem triste.

– O que houve? – Perguntei preocupada, afinal Rose sempre foi muito gente boa comigo, apesar de tudo.

– O Emmet... Ele quer o divórcio.

– Nossa. – Eu disse realmente sentida. – Mas por quê?

– Por causa do Edward... E mais uma família o maldito bastardo destrói.

– Rosalie, me desculpe a sinceridade, mas se tem alguém que destruiu o seu casamento, esse alguém é você mesma.

– Não, não é culpa da Rose. – Disse minha mãe. – Porque o Carlisle e eu estamos por um fio também. Ele não se separou, mas quis conversar sobre o Edward, pediu pra que eu o respeitasse e o tratasse direito, eu disse que tudo bem e nós aparentemente tínhamos nos entendido, mas ele ainda está estranho comigo.

– Vocês duas deviam se preocupar mais com seus respectivos parceiros e esquecer o Edward, garanto como as coisas vão melhorar e muito. –Eu disse.

– Eu estou pouco me lixando pra ele. – Disse minha mãe. – Só me preocupo com você.

– A senhora não precisa se preocupar. Já sou bem grandinha.

– Mas é claro que preciso, você é minha filha.

– Mãe, se a senhora realmente não parar com essa implicância com o Edward, o Carlisle com toda a certeza vai terminar tudo. É isso que a senhora quer?

– Claro que não.

– Pois então guarde as suas opiniões para você mesma.

– Nossa filha, está tão arisca. Aconteceu alguma coisa hoje?

– Sim... A idiota da secretária do Edward detonou a minha lambreta.

– A Tânia? – Rose perguntou.

– Sim. – Respondi. – Ela não se conformou em perder o Edward pra mim e fez isso.

– Depois não quer que eu fale, mas tá vendo qual é o tipinho de mulher que ele se envolve? – Disse minha mãe.

– Se envolvia. – Corrigi. – Porque agora ele está comigo e eu tenho certeza que não sou assim.

– Que seja, mas e agora? Quem vai pagar o seu prejuízo?

– Quem? Eu né? – Eu disse ainda mais irritada ao lembrar que eu gastaria até o que não tinha pra consertar todo o estrago que ela causou. – Ela não quer consertar e eu não tenho como provar que foi ela que fez aquilo tudo.

– Acho que quem deve consertar então é o Edward. Afinal se ele não tivesse se envolvido com ela, sua lambreta estaria inteira agora.

– Mãe, eu não posso culpá-lo pelas pessoas que ele esteve no passado. A única culpada na história é ela e ela não vai consertar, então como a lambreta é minha, quem paga a conta sou eu. Com o meu dinheiro, okay? A senhora não precisa se preocupar. Eu posso pedir pra Alice passar alguma coisa da reforma no cartão dela pra mim. Vou dar o meu jeito, pode ficar tranquila.

– Bom... Mas voltando ao assunto central. Eu marquei esse jantar com você por um motivo.

– Qual? – Perguntei.

– Rose quer falar algo com você.

– Pode dizer. – Eu disse.

– Bom, nunca comentei isso com você, mas a casa em que eu moro, é do Emmet e como o nosso casamento é de divisão total de bens, as coisas dele continuam sendo dele e as minhas continuam sendo minhas. A única coisa que eu tenho é o meu carro. Logo, agora que terminamos, ele pediu pra que eu saísse da casa, e eu saí hoje. O Carlisle também não está falando comigo, então eu não posso pedir pra ficar na casa dele, os meus pais moram longe e eu não pretendo sair daqui, criei raízes em Nova Iorque e seria terrível ter que ir embora.

– Vá direto ao ponto. – Eu disse já desconfiando do que ela queria.

– Eu não tenho onde morar e queria saber se eu posso ficar na sua casa, ao menos por algum tempo, até eu me organizar melhor e poder alugar uma casa pra mim.

– Rose... Se o lugar que eu estou morando fosse a minha casa, eu com certeza deixaria você passar um tempo lá. – Eu disse sinceramente. – Mas não é. Eu já estou morando de favor lá. É a casa do Jake, meu amigo. Claro que isso não impede que eu peça a ele, mas não é garantia.

– Ela pode ao menos dormir lá hoje? – Minha mãe perguntou. – Porque ela não tem pra onde ir.

– Pode sim. – Respondi prontamente.

Assim que terminamos de jantar, fui no carro com Rosalie para a minha casa e a minha mãe foi para a casa de Carlisle com o carro dele. Nós fomos conversando durante todo o caminho. Ela, pro bem da nossa paz não falou nada sobre o Edward, logo o assunto foi bem agradável. Ao chegarmos, Rose pegou roupa para dormir e para trabalhar amanhã, fora alguns produtos de higiene. Jake estava sentado no sofá quando chegamos. Apresentei os dois e em seguida fui tomar um banho, quando terminei, Rose foi tomar o dela e eu aproveitei para conversar com Jake.

– Jake. Preciso falar algo importante com você. – Eu disse enquanto ele bebia sua garrafa de cerveja e via TV.

– Pode falar.

– A Rose está sem nenhum lugar para morar.

– Logo vi... – Disse sorrindo. – Depois de crescidas, as mulheres não ficam indo pra casa uma da outra assim sem nenhum motivo aparente.

– Pois então. Ela quer saber se pode morar com a gente por uns tempos.

– Por mim tudo bem. – Disse numa boa. – Contanto que ajude nas despesas.

– Ela trabalha, é claro que vai ajudar.

– Então pra mim tá de boa.

Assim que Rose saiu do banheiro, dei a notícia a ela, que ficou muito feliz. Nós três permanecemos na sala, vendo TV e conversando. Até que a campainha do apartamento tocou, levantei para atender e sorri ao ver Edward, que já veio me abraçando e me beijando.

– Boa noite, meu amor. – Ele disse entre um beijo e outro.

– Boa noite, meu amor. – Repeti, sorrindo.

– Eu vim ficar com você ou te levar comigo.

– Hoje infelizmente não dá. – Eu disse triste.

– Por quê? – Perguntou e antes que eu respondesse, ele olhou para dentro da sala e viu o motivo. – Rosalie? – Perguntou, confuso.



Notas finais
Oi gente! Primeiramente quero agradecer à Chele Cullen e à Aline Pattz pelas lindas recomendações que me animaram bastante :D Bom... Esse capítulo não teve nada de extraordinário, na verdade ele foi mais como um percursor do que está por vir, já que a vida de alguns personagens vai começar a tomar alguns rumos diferentes. Mas daqui a um ou dois capítulos vão rolar mais algumas coisas pra dar uma agitada, rs. Espero que tenham gostado e vou fazer de tudo pra conseguir postar semana que vem. Bom carnaval a todas e não esqueçam de comentar o que acharam do cap! Bjs e até mais!