Notas iniciais
Oi gente, queria agradecer vcs pelos reviews do cap passado, muito mesmo. E dizer que só não respondi pq a UERJ é no domingo. Eu tava me desdobrando até pra escrever aqui kkkk. Mas os desse eu respondo, tá? Bom, espero que gostem do cap e boa leitura!

— Senhorita Swan. Não era o que estava pensando. – Disse Edward retomando sua postura após o choque inicial.

— Ah não? Então é normal suas funcionarias sentarem no seu colo? Sua situação está se complicando senhor Cullen.

— Senhorita... – Ele disse fechando os olhos, pensativo. Provavelmente procurando algo no qual se agarrar e sair por cima, mas não dessa vez. Hoje a vitoriosa seria eu. – Senhorita Swan, eu estava na minha hora de almoço, o que faço ou deixo de fazer é problema exclusivamente meu.

— Sim, porém se almoça dentro da empresa, já deixa de ser apenas seu problema. O senhor tem a hora de almoço livre e pode fazê-lo aqui. Porém transar com suas funcionárias não.

— E o que você vai fazer? – Perguntou num tom autoritário. Era visível que ele havia desistido de tentar contra argumentar, até mesmo porque não tinha para onde correr, ele estava errado e ponto. Mas é claro, Edward Cullen jamais se rebaixaria a ninguém.

— Vou adicionar este episódio ao meu relatório.

— Ouvi dizer que a senhorita é uma profissional muito ética e responsável, por isso lhe questiono, acha mesmo que seria justo fazer com que eu corra o risco de perder o meu emprego, só porque transo com a minha secretária nos horários de almoço?

— Sim. – Eu disse prontamente. – Não é correto que o presidente de uma empresa tão importante feito esta permaneça com proeminências dentro de seu ambiente de trabalho.

— E o que quer que eu faça? Demita a senhorita Denalli? Eu posso fazê-lo. – Disse como se o emprego da moça não valesse absolutamente nada.

— Não quero que o faça. – Disse imediatamente.

— Pois eu o farei. Para não lhe restar quaisquer dúvidas do quanto o meu trabalho vem a cima de qualquer coisa.

— Não! – Disse a loira peituda entrando na sala sem ser convocada, provavelmente estava escutando por trás da porta. Ela praticamente se ajoelhou perante Edward e eu. Cena na qual me incomodou, pois eu sempre fui uma verdadeira manteiga quando o assunto eram pessoas que precisavam de ajuda, e ela definitivamente era uma. – Eu não posso perder este emprego. Tenho uma filha de sete anos e a minha mãe para sustentar. Sou a única que trabalha e põe comida na mesa. Se eu perder o meu emprego, nem sei o que será da minha família.

— Pensasse nisso antes de me seduzir. – Disse Edward imune ao sofrimento da moça, o que me fez ferver de raiva. Era evidente o quanto ela estava desesperada. Como ele conseguia não se compadecer nem um pouco? Ah claro, ele simplesmente não sabia o que era nascer e crescer pobre. – Está demitida. Vá até a balconista lá embaixo e peça seus direitos.

— Por favor. Ao menos até que eu arrume outro emprego. – Implorou ficando de joelhos de frente ao Cullen que nem mesmo olhava para ela. – Em nome de tudo que já tivemos.

— Vá. – Ele disse sem nem mesmo olhar para ela. – Tenho uma reunião importante daqui a pouco.

Arfei exasperada com tanta maldade e incompreensão com o próximo. Este homem precisava se tratar. Porque não era normal. Nem mesmo Skinnier, com tanto tempo dedicando-se à Analise do comportamento humano poderia explicar como funcionava o cérebro de uma criatura como esta!

— Não a demita. – Eu disse firme e ambos me olharam de formas distintas, Tânia com uma forte esperança acessa em seus grandes e pidões olhos azuis. E Edward com o mesmo semblante, porém com um pouco de curiosidade nos olhos. – Não notificarei o estado sobre o que vi agora pouco. Porém não quero que este caso permaneça sob o teto da empresa. O que fazem lá fora, de fato não é da minha conta, porém aqui dentro é. Então caso eu pegue novamente, garanto que não conseguirão me convencer a não dedurá-los. Pode voltar para a sua mesa senhorita Denalli.

A loira se levantou sem graça e com olhos baixos, e ao passar por mim murmurou um “Muito obrigada” no qual eu retribuí apenas com um leve sorriso. Creio eu que agora seria menos uma a me olhar torto por aqui.

Assim que Tânia saiu eu comecei a preparar minhas coisas para levar para a reunião. Eu estava fervendo de ódio. Antes eu achava apenas que o Cullen era um homem antipático, mal educado e talvez até um pouco tímido. Porém agora eu o via como um carrasco, sem coração e oportunista. E apesar de eu estudar sobre os mais diversos tipos de personalidades e ser treinada para lidar com todos os tipos de pessoas, eu definitivamente não me via preparada para ele. Claro que isto não me impediria de lutar de forma veemente para concluir o que comecei. Mas se antes, existia qualquer traço de possível simpatia que eu pudesse a pensar em ter por ele, simplesmente sumiu, dando lugar não mais à indiferença, mas à raiva.

— Pronta para a reunião Senhorita Swan?

— Sim. – Respondi monossilabicamente.

Nós fomos até uma sala em um andar diferente do que estávamos e fomos o caminho inteiro em silêncio, porém além do silêncio, eu ainda estava com um bico maior do que a cara, bico no qual tenho certeza de que ele percebeu, mesmo evitando ao máximo me encarar.

Assim que entramos na sala da reunião, os chineses já estavam em seus devidos lugares, inclusive Mike, que era o tradutor de Edward, que lançou um sorriso idiota para mim. Sério mesmo que ele insistiria em manter esta paixonite?

Havia duas cadeiras na cabeça da mesa, uma um pouco na lateral e a outra bem no centro. De frente para elas havia uma pequena plaquinha em cima da mesa, onde estava escrito “Isabella Swan” para a cadeira da lateral. E “Edward Cullen” para a do meio. Sentei na minha e abri meu notebook. Enquanto o Cullen foi diretamente para a sua. Porém ficou apenas atrás dela, sem se sentar.

O Cullen começou seu discurso e Mike o traduzia para o mandarim. Eu apenas ouvia atenta, ele tinha uma grande facilidade em falar em público. Eu diria até que estava simpático. É claro, as pessoas são sempre mais sociáveis e agradáveis quando precisam de algo.

A reunião transcorreu tranquila. E como já se era esperado, os chineses enrolaram e ainda pediram mais duas semanas para analisar melhor toda a situação. Edward aceitou de imediato. Mas mesmo o conhecendo por tão pouco tempo, eu sabia que por dentro ele estava fervendo. Pelo que percebi esse lance com os chineses estava o deixando uma verdadeira pilha de nervos eu estava adorando isto!

Assim que entramos em nossa sala ele caminhou a largos passos até sua mesa e digitou seus relatórios com força, quase quebrando o teclado.

— Está nervosinho, é? – Perguntei erguendo uma sobrancelha.

— Que tal se concentrar apenas em seu trabalho, senhorita Swan? – Perguntou calmamente, mas era visível o quanto estava mal humorado.

Fiquei quieta, afinal, ele estava realmente certo. Eu tinha que me concentrar no meu emprego, apenas. Não ficar perdendo tempo em rixas ridículas.

Passei o resto do dia sem nem mesmo olhar para a cara dele, minha raiva por sua indiferença perante a tudo só fazia aumentar e o pior é que eu não podia gritar a plenos pulmões que o odiava nem nada disso, já que minha relação com o maldito era restritamente profissional.

E os dias foram passando, o Cullen continuava fazendo de tudo para me irritar e eu procurava detalhadamente qualquer falha sua, que parecia ser inexistente. Marquei para encontrar James, mas acabei me esquecendo de tão cansada que fico ao chegar em casa, e assim se passaram duas longas e exaustivas semanas. O meu maldito relatório até agora só tinha pontos a favor do Cullen, mas eu jamais colocaria algo contra ele sem que ele tenha realmente feito, uma porque não era da minha índole, e outra porque se ele corresse atrás e conseguisse provar que eu forjei seus aspectos negativos, eu não ia sair nada bem dessa.

— Filha, temos que fazer compras! – Disse minha mãe animada assim que cheguei em casa na sexta à noite.

— Ai mãe, não, por favor. – Pedi com a mão sobre o rosto. – É tortura demais pra mim.

— Deixa disso menina! Temos uma ocasião especial.

— E eu posso saber que ocasião é essa?

— Um jantar. – Disse minha mãe sorrindo faceira.

— Com aquele cara que a senhora disse que estava saindo?

— Sim. – Disse com o sorriso maior que a cara. Sim, a minha mãe estava apaixonada, e eu estava amando vê-la deste jeito.

— Tá bom, né? Se é assim, então vamos a esse jantar. Só que pra que comprar roupas?

— Porque eu estou muito insegura.

— E posso saber por quê? – Perguntei com uma sobrancelha erguida.

— Porque ele vai me apresentar aos filhos.

— E daí?

— Eles são ricos. Tenho medo de pensarem que sou interesseira.

— A senhora tem que ser mais confiante. E além do mais, quem tem que gostar de você é o cara, não os filhos dele. Se ele conhece o seu caráter, não vai dar ouvidos aos filhos.

— Aí é que você se engana. A opinião dos filhos significa tudo para os pais. Por isso quero ir ao shopping e comprar alguma coisa bonita pra gente vestir e calçar, não quero deixar má impressão.

— Tudo bem então. Vamos ao shopping. – Disse me dando por vencida, porém desanimada, eu odiava compras que não fossem de livros ou filmes, mas não custava nada, o sorriso no rosto da minha mãe valia este esforço.

Mas é claro que para piorar a situação, minha mãe fez questão de chamar a louca da Alice que não pensou duas vezes e foi com a gente dar seus pitacos em nossas roupas. A busca foi longa, mas conseguimos nos decidir. Minha mãe disse que era um jantar muito importante para ela, então tínhamos que ir bem vestidas, mas isso não me impediu de não comprar um vestido, minha mãe e Alice quase deram um troço, mas eu comprei apenas um jeans e uma blusa, só que eu não vi sentido algum de não poder ir de jeans em um jantar que seria em casa, por mais que fosse casa de alguém rico, não deixava de ser casa.

Assim que caiu a noite, me arrumei e já estava pegando as chaves da lambreta para ir com a minha mãe quando o telefone tocou. Como eu estava mais perto do telefone, fui atender. No identificador marcava como número desconhecido.

— Alô. – Eu disse.

— Renée? – Perguntou uma voz masculina do outro lado da linha, eu imaginava ser o namoradinho dela.

— É a filha dela. – Eu disse.

— Oh... Isabella, não é?

— Sim.

— Sou o namorado de sua mãe.

— Ah sim, quer falar com ela?

— Não precisa, só estou ligando para avisar que o motorista já espera pelas duas.

— Motorista? – Perguntei confusa.

— Sim, o motorista que vai trazê-las.

— Ah, obrigada. – Eu disse sorrindo. Por essa eu definitivamente não estava esperando.

— Meus filhos e eu estamos à espera de vocês hein. – Disse bem humorado.

— Chegaremos logo.

— Até mais então.

— Até mais. – Respondi e coloquei o telefone no gancho.

— Quem era? – Minha mãe perguntou aflita enquanto saía do banheiro.

— Seu namorado.

— E o que ele queria?

— Avisar que o motorista já está a nossa espera.

— Então vamos.

— Vamos.

Minha mãe e eu descemos. Ao chegarmos na porta meus olhos não poderiam se arregalar mais ao ver o carro. E que carro! Minha mãe e eu entramos no banco de trás e o conforto era algo de outro mundo, nem a minha casa era tão confortável quanto este carro.

— Boa noite. – Minha mãe disse ao motorista e eu fiz o mesmo.

— Boa noite. – Ele respondeu simpático e em seguida partiu rapidamente pelas ruas de Nova Iorque e dentro de vinte minutos já estávamos em um local mais afastado de todo aquele tumulto do centro. Em um bairro onde só haviam casas separadas, com cercas brancas em volta. Como as de filmes. Até que finalmente paramos em frente a uma, que era gigantesca, mas sem perder seu toque de simplicidade.

— Chegamos. – Disse o motorista.

— Vamos filha? – Minha mãe perguntou.

— Vamos. – Respondi prontamente.

Antes que minha mãe abrisse a porta do carro, alguém o fez por ela, que abriu um grande sorriso ao olhar para o belo homem alto e loiro, que a segurou pela mão e a beijou assim que ela já estava fora do carro, bom, creio que seja o namorado. Me aproximei da porta e ele também me deu a mão sorrindo.

— Prazer em conhecê-la Isabella. – Disse o homem. – Sou Carlisle, o namorado de sua mãe.

— Muito prazer. – Eu disse o cumprimentando com dois beijinhos no rosto.

— Vamos entrar? – Perguntou. – Está frio aqui fora.

— Vamos. – Minha mãe respondeu e nós fomos até a casa.

— Gente, elas chegaram. – Disse Carlisle ao entrarmos. – Venham, estão todos na sala.

Nós o acompanhamos até a sala da casa e as três pessoas que estavam na sala se levantaram e viraram em nossa direção para nos cumprimentar, mas surpresa foi a minha ao ver quem eram. Rosalie, Emmet e Edward, sim, o Cullen. Espera, a minha mãe estava namorando o pai do idiota? Ninguém merece!

— Senhorita Swan? – O Cullen perguntou confuso.

Notas finais
Queria pedir, de novo, pra vcs comentarem. É que tem muitos leitores e poucos que comentam, sei lá, acho que é o mínimo né? Enfim. Até semana que vem! E vou deixar aqui os links para caso o hiperlink não tenha pegado.
Roupa da Bella para o jantar: http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/2013/06/look-bella-capitulo-5-etica-do-amor.html
Carro que buscou a Bella e a Reneé para o jantar: http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/2013/05/carro-para-levar-bella-e-renee-ao.html